O Amor vence barreiras

3 A Profecia - parte 2.


Notas iniciais
ola queridos, desculpem a demora a internet da minha cidade esta um pouco ruim por conta das chuvas, o que me impossibilitou a posta um novo capitulo.. boa leitura.

Depois de alguns dias, enquanto Catherine dormia Peter tirou um pouco do sangue de Catherine, como precaução caso seu plano original não desse certo, depois cortou o próprio braço e espalhou seu sangue ao redor da vampira, esperando que com isso a mesma o atacasse e o transformasse. Quase deu certo, Catherine acordou com o cheiro do sangue dele e como estava com sede avançou em sua direção, ele se assustou e recuou um passo ficando num acho de luz, ela parou de repente reconhecendo-o, ela ficou uma fera e brigou com ele.

–- Não faça mais isso, não faça Peter, eu poderia tê-lo matado sem querer e isso seria um fardo para mim, eu não suportaria, jamais.

–- Está bem, eu não farei mais isso, eu só queria ver como você fica quando ataca alguém só isso.

–- Agora que já viu pode fazer o favor de ficar quieto ou ir embora, tá?

Catherine voltou ao lugar onde estava dormindo, Peter ficou quieto em um canto da casa esperando que sua amada dormisse, mas como ela havia percebido que o verdadeiro motivo daquela loucura, ficou esperando aproximadamente duas horas e meia que ele fizesse algo, mas nada aconteceu e ela acabou dormindo de novo, constatando que a sua amada estava adormecida, ele pegou o frasco que continha o sangue da vampira e bebeu deixando um pouco o qual despejou no ferimento do braço e desmaiou logo em seguida.

Ela não viu o que ele acabara de fazer, quando a senhorita Linz acordou percebeu o que ele havia feito, pois o corte no braço dele havia sumido. Horas depois quando Peter acordou viu que Catherine olhava-o fixamente como se estivesse hipnotizada, então ela perguntou sem desviar o olhar:

–- Por quê?

–- Por quê? Você acha que é fácil ver você permanecer sempre jovem e eu envelhecendo a cada segundo?

–- Ah, então você prefere ser um monstro a ser uma pessoa normal. Prefere não poder ver a luz do sol? E isso? Olha vocêjogou muita coisa boa fora, sentir o calor do sol na pele, eu daria tudo para voltar a ser humana novamente.

–- Ah, então você não gosta do que você se tornou?

–- E porque eu gostaria de gostar? Isso ser o pior dos castigos, matar para sobreviver, não sai de dia, eu já não aguento mais isso.

–- Então você sai não só a procura de alimento, mas também de uma cura?

–- Basicamente, eu estou atrás de uma cura para voltar a ser humana e ficar com você, mas você sendo humano. Foi por isso que eu não o ataquei... – respondeu Catherine chorando.

–- Eu não sabia Cath, me desculpa me desculpa de verdade, mas eu acho que sei quem pode nos ajudar.

–- Quem? – perguntou ela enxugando as lágrimas

–- Eles não me contaram tudo, mas seus pais devem saber se existe uma cura para você.

–- Como assim meus pais, do que você esta falando.

–- Ué? Eles nunca lhe falaram da profecia?

–- Que profecia?

–- Eles foram avisados na véspera do seu nascimento para mantê-la longe das explorações, mas eles pensaram que era bobagem de um sonho que sua mãe teve. E quando a profecia se concretizou a mesma senhora do sonho disse algo mais para ela.

–- E por que você não perguntou o que era?

–- Por que eu estava atrasado para a escola e eu não acreditei nisso. Mas acho que era verdade agora.

–- E por que você não me falou antes?

–- Porque eles me contaram isso há alguns dias atrás e como eu não acreditei não falei, também eu não sabia que você queria uma cura.

–- Mas agora já sabe, e você vai ficar aqui quietinho, sem se mexe, quando eu voltar se você não estiver aqui pode contar que se te encontrar eu mesma enfio uma estaca no teu coração.

–- Para onde você vai? Eu estou com fome. Não me deixe aqui sozinho.

–- Eu vou falar com meus pais, e você vai ficar aqui trancado para não atacar ninguém ,está me ouvindo? Quando eu voltar eu trago comida para você, tá bom?

–-Ok! Mas por favor não demore, eu estou com muita fome. E com medo do que pode acontecer.

Chegando a casa de seus pais Catherine tocou a campainha ao invés de simplesmente ter entrado, sua mãe foi atender, quase não acreditou que a filha estava ali parada na sua frente.

–- Cath, é você mesma?

–- Sim mamãe, sou eu, preciso saber umas coisas que só vocês podem me dizer.

–- Que coisas minha filha?

–- Por que não começam me falando da profecia?

–- Quem te falou da profecia? – indagou o pai nervoso.

–- O Peter, e ele acha que vocês devem saber se existe alguma cura, se sabem por favor me fale qual é!

–- Bom, Catherine nós estamos um pouco receosos.

–- Medo mãe? Ah sim, podem ficar tranquilos eu nunca atacaria vocês.

–- Este é o problema querida, a profecia havia a muito sido destinada a você, Cath – disse o pai da garota – Foi uma visão do seu bisavô, ele viu a mesma senhora que a sua mãe viu em sonho, e como nós ele ignorou a profecia e não fez nada para impedir que eu e a sua mãe nos conhecêssemos, nos casasse e você nascesse. Só depois de você ter nascido foi que ele nos contou que... — Gerold calou-se e começou a chorar.

–- Que, o que papai?

–- Que você é a reencarnação de uma antepassada da família de seu pai. – completou a mãe.

Catherine ficou boquiaberta com a novidade, mas mesmo assim queria saber se poderia ser curada daquela maldição.

–- E existe uma cura. Não existe?

–- Sim mas é muito arriscada querida.

–- Arriscado é você não me dizerem que cura é essa, e eu e Peter ter que matar para sobreviver...

Catherine foi interrompida por Gerold.

–- Peter? Como assim? Você o atacou?

–- Não. Ele roubou meu sangue e bebeu.

A mãe deixou-se afundar no sofá, não conseguia acreditar naquilo que ouvia.

–- A desgraça está feita, a cura tem que ser realizada antes que a profecia se complete, se vocês tiverem filhos imortais nunca mais poderão ser curados.

–- Então me diga onde posso encontrar essa cura.

Notas finais
comentem por favor...