O Amor não Morre

6 Campina:A Transformação de Isabella Parte 2


Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS FINAIS!!

Ponto de Vista: Isabella Swan

A dor era extremamente forte.
Exatamente isso — eu estava desnorteada. Eu não podia entender, não podia fazer idéia do que estava acontecendo.
Meu corpo tentava rejeitar a dor, e eu era puxada continuamente para dentro de uma escuridão que cortava segundos ou até mesmo minutos inteiros da agonia, tornando muito mais difícil acompanhar a realidade. Eu tentei separá-las.

A ilusão era negra, e não machucava muito. A realidade era vermelha, e me fazia sentir como se estivesse sendo serrada ao meio, acertada por um ônibus, esmurrada por um lutador premiado, atropelada por vacas, e submergida em ácido, tudo ao mesmo tempo.
Realidade era sentir o meu corpo curvado, quando eu não podia ao menos me mexer por culpa da dor.
Realidade era saber que havia algo muito mais importante do que toda aquela tortura, e não ser capaz de se lembrar o que é. A realidade chegou tão rapidamente.

Vampira.Eu estou me transformando em uma vampira.
Mas esse pensamento foi tão rápido quanto veio,porque eu fui mergulhada mais uma vez no ácido.

Por favor!! Alguém me mate!!

Dentro de mim alguma coisa estava sendo empurrada na direção oposta.
Rasgando. Quebrando. Agonia. A escuridão havia tomado conta e lavou uma onda de tortura. Eu não podia respirar — Eu já me afoguei uma vez, mas isso era diferente; Era muito quente em minha garganta.
Pedaços de mim se despedaçando, quebrando, fatiando-se.
Mais escuridão.

Era uma espécie de padrão para a minha vida — eu nunca tinha sido forte o suficiente para lidar com as coisas fora do meu controle, para atacar os inimigos ou impedi-los. Para evitar o sofrimento humano e sempre fraca, a única coisa que eu nunca fui capaz de fazer foi continuar. Resistir. Sobreviver.
Eu tinha sido suficiente até certo ponto.O fogo ficou mais quente e eu queria gritar. Implorar para alguém me matar agora, antes que eu vivesse mais um momento com essa dor. Mas eu não podia mover meus lábios. O peso ainda estava lá, me pressionando. Eu percebi que não era a escuridão me segurando; era o meu corpo. Tão pesado.
Mantendo-me nas chamas que estavam mastigando o seu caminho para fora do meu coração, espalhando uma dor inacreditável em meus ombros e estomago, subindo queimando pela minha garganta, surrando o meu rosto.
Por que eu não podia me mover? Por que eu não podia gritar? Isso não fazia parte das histórias.

Mas para mim, enquanto eu lutava para manter os gritos e a dor trancados dentro do meu corpo, onde eles não pudessem machucar mais ninguém, era como se eu tivesse passado de ser amarrada a uma estaca enquanto queimava, a me agarrar àquela estaca para me manter no fogo.
Eu tinha só a força necessária de ficar deitada ali sem me mover enquanto carbonizava viva.
Minha audição ficava cada vez mais nítida, e eu conseguia contar a batida esmagada e frenética do meu coração para marcar o tempo.
Eu podia contar os suspiros superficiais que arfavam através dos meus dentes.

Vinte e um mil novecentos e dezessete e alguns segundos depois, a dor mudou.
Do lado bom da coisa, começou a desaparecer das pontas dos dedos das minhas mãos e dos pés. Desaparecer lentamente, mas pelo menos era alguma coisa diferente. Tinha que ser. A dor estava sumindo…
E então, o lado ruim. O fogo em minha garganta era o mesmo que antes. E não era só fogo, mas agora estava seca também. Seca como ossos. Muita sede.
Fogo queimando, e queimando de sede… E também o lado pior: o fogo dentro do meu coração ficou mais quente.
Como isso era possível?
Meus batimentos, que já estavam rápidos, aumentaram — o fogo deixou o ritmo ainda mais frenético.


E então — ah!
Meu coração disparou, batendo como asas de um helicóptero, o som era quase uma nota aguda solitária; parecia que ia escapar pelas minhas costelas. O fogo incendiou o centro do meu peito, sugando os últimos indícios das chamas do resto do meu corpo para dar combustível à brasa mais quente até então. A dor era suficiente para me derrubar, para quebrar meu aperto de ferro que eu sustentava. Minhas costas doeram, curvadas como se o fogo estivesse me levantando pelo meu coração.
Eu não deixei nenhuma outra parte do meu corpo se levantar quando meu tronco desmoronou na mesa.

Aquilo virou uma batalha dentro de mim — meu coração disparado contra o ataque do fogo. Os dois estavam perdendo. O fogo estava condenado, tendo consumido tudo que era inflamável; meu coração galopava em direção a seu último batimento.
O fogo reduziu, concentrando-se dentro do único órgão humano que restava, com uma explosão final, insuportável. A explosão foi respondida com uma pancada de som profundo e oco. Meu coração vacilou duas vezes, e então bateu calmamente só mais uma vez.


Não houve som algum. Nem respiração. Nem mesmo a minha. Por um momento, a ausência da dor foi tudo que eu pude compreender. E então eu abri meus olhos e observei acima de mim, assombrada.

Eu.Vampira.

NÃO!Eu não pedi pra ser transformada!Eu pedi pra morrer!!E agora eu estou fadada a viver eternamente com a dor do......Abandono.

Droga.Eu tô ferrada.

Notas finais
duas questões que vcs precisão mi ajudar!! 1-Vcs querem que a Bella tenha quais poderes?? 2-Qual sobrenome ela pode ter??