Notas iniciais
Penúltimo capítulo galerinha. Muitas emoções nesse. Preparem-se. Boa leitura.

Imediatamente Takashi deu um passo em direção á Rin, mas o General Kimura o deteve.

– O que vai fazer Takashi?!

– Vou falar com ela, não me impeça!

– Aqui não é a hora e nem o momento, depois você conversa com ela. — Takashi pensou um pouco e resolveu voltar para o pátio de treinamento, logo ele falaria com ela.

Rin não se sentiu nada bem após aquela caminhada. Ficou tonta e cairia se não fosse por Sesshoumaru. Estava deitada em sua cama, mas já muito bem disposta.

– Rin-sama já faz bastante tempo que está indisposta...

– Eu estou grávida Shizuko.

– Ah, que alívio. — A empregada respondeu sincera. — Ainda bem que a senhora sabe.

– Sim, mas Takashi não pode saber.

– E por que não senhora?

– Esse filho foi feito apenas por um desejo fútil dele, então ele vai ser só meu.

– Impossível, visto que a marca de Takashi permaneceu por tanto tempo em você. — Disse Sesshoumaru entrando no quarto.

– Não me importa, eu sei que o fiz com muito amor e cuidarei dele com muito amor.

– Rin, você não pode enganar um youkai como Takashi. Mesmo que saia da cidade ele saberá pelo seu cheiro. É muito bom quanto ao faro.

– Não me importa Sesshoumaru-sama, ele não vai querer esse filho.

– Não seja egoísta Rin, tudo isso é medo.

– Medo?!

– Sim medo. Você sabe que logo ele virá procurá-la e dar toda a assistência que seu filho precisa. O que você não quer é a proximidade.

– Com licença. — Shizuko fez uma reverência a Sesshoumaru e se retirou.

– E o que exatamente o senhor quer que eu faça?

– Conte a ele. Você não vai conseguir fujir de um youkai. Já escondeu esta gravidez por muito tempo.

E era verdade. Rin achava que poderia sempre se esconder de Takashi, mas ela nunca conseguiria se esconder para sempre. Passaram-se dois meses desde o ocorrido, então a gravidez de Rin já era notável pelo cheiro.

Ela se escondeu de Takashi desde o primeiro momento que percebeu e procurou esconder isso de todos os empregados mesmo sabendo que era inútil, mas ela sabia que se não falasse ninguém a diria.

Takashi esperou que o dia passasse e este arrastou-se lentamente. Ela ainda estava de cama, pois quando tentou se levantar acabou caindo novamente. Takayuki estava com sua mãe no quarto quando o general se aproximou da janela.

– Haha, eu tenho que ir agora.

– Mas seu pai nem o chamou meu amor.

– Ele já está aqui embaixo me esperando.

Do lado de fora, Takashi estava parando inalando mais uma vez o cheiro que saia daquele quarto.

– O que pretende fazer agora que sabe?

– Eu vou assumi-lo assim como fiz com Takayuki. — Takashi respondeu a Sesshoumaru que estava a poucos metros atrás dele.

– Espero que sim.

No dia seguinte Takashi iria falar com Rin certamente. Ele não podia mais esperar para saber sobre a criança que Rin escondera. Ele a cercaria de todas as formas.

Ela acordou não muito disposta aquela manhã. Tudo o que comeu na noite anterior foi posto para fora. Estava com fome e ao mesmo tempo enjoada. Após tomar seu banho decidiu tomar seu desjejum em um pátio muito discreto, como era primavera, sua estação favorita ela gostava de ficar rodeada por flores. Comia apenas algumas frutas, pois sentia-se enjoada, mas precisava alimentar-se muito bem, pela criança que estava em seu frente.

Takashi anunciou o intervalo e iria até o shiro para falar com Rin, mas não foi preciso. Sentiu seu cheiro em um dos pátios e logo foi em direção a ele. Shizuko que estava com sua senhora imediatamente percebeu a presença do youkai, mas não retirou-se. Até que ele alcançou o local.

– Shizuko deixe-nos a sós. — Rin congelou não esperava ouvir a voz de Takashi naquele momento. Não esperava e não queria ouvir a voz dele.

– Não Shizuko você fica. — Ela disse.

– Shizuko, saia. — Ele disse rosnando entre os dentes.

– Infelizmente não posso sair senhor, Rin-sama não se sente bem. Devo acompanhá-la onde for. São ordens de Sesshoumaru-sama.

– Minha ordem é que deixo-os Shizuko. Takashi e Rin tem muito o que conversar. — Disse Sesshoumaru se aproximando do local. — Vamos.

A empregada e o seu senhor saíram dali deixando o casal só. Rin não levantou o olhar para Takashi em nenhum momento e ele olhava-a intensamente. Sem a reação dela ele começou a caminhar na direção da moça e esta ficou apavorada. Estava se sentindo acuada, obrigada a fazer o que não desejava. Takashi parou em frente a mesa, a qual ela se servia do café da manhã. Ela continuou fitando sua refeição e não o olharia de jeito nenhum. Esperava pelo pior até que ele resolver falar.

– Por que não me contou? — Ela ainda não o olhava e nem dava sinais de que falaria com ele. — Rin eu estou falando com você.

Ela enfim levantou o olhar para encarar Takashi. Ela não queria, preferia a distância, mas naquelas ciscunstâncias não haveria mais jeito, ela teria de encarar.

– Esse filho só foi feito por amor da minha parte, logo — Takashi socou a mesa.

– Logo o quê?! Você acha que eu não o quero?! — Ela estava assustada.

– É.

– Mentira.

– Quem é você para dizer...

– Mentira! Você não quer que eu me aproxime. Esse filho é meu tanto quanto Takayuki e eu não vou admitir que você o tire de mim. Entendeu Rin?! — Ela somente concordou com a cabeça. Ele voltou ao pátio de treinamento.

Takayuki estava com Rin quando seu pai entrou no shiro para procurá-los. Ele não queria somente buscar seu filho, queria também saber como estava Rin. Ele entrou e os encontrou na sala brincando. Takayuki imediatamente sentiu o cheiro de seu pai se aproximando, quando chegou o menino estava de pé esperando por ele.

– Podemos ir Chichiue.

– Sim, mas antes sua mãe tem algo a lhe contar. — O menino olhou para a mãe esperendo.

– Meu amor, vem cá. — O hanyo se aproximou dela e sentou no sofá ao seu lado. Takashi se juntou também e se abaixou perto de seu primogênito, olhava fixamente para o filho.

– Então o que é mamãe? — Rin procurava as palavras para falar, não sabia como explicar ao filho. Takashi percebendo, tomou as rédeas da situação.

– Lembra-se sobre o que lhe disse sobre bebês?

– Hai. — Rin arregalou os olhos.

– Então meu filho, sua mãe está esperando um.

Imediatamente o menino olhou para a mãe e seus olhinhos cintilaram.

– É verdade haha? — Ele perguntou com um sorriso no rosto.

– Sim meu filho. Mas o que você sabe sobre bebês... — Não deu tempo de terminar a pergunta. Takayuki sorria de alegria e comemorava porque ia ter um irmãozinho.

– Ah, mamãe será que vai ser um irmãozinho ou uma irmãzinha?! Ah, mamãe eu queria tanto um irmãozinho, agora não vou mais ficar sozinho. — Takashi abriu um lindo sorriso.

Rin não conteve a emoção. Esperava que seu filho reagisse de outra forma e ouvi-lo dizer aquelas palavras eram uma alegria imensa para ela. Sabia que seu filho não seria rejeitado. Nem pelo pai, nem pelo irmão e muito menos por ela. Algumas lágrimas ousaram cair de seu olho.

– Haha porque está chorando? Tem que ficar feilz pelo nenenzinho!

– Eu estou chorando de felicidade meu amor. — Ela acabou rindo e os seus olhos se cruzaram com os de Takashi. Pela primeira vez em muito tempo eles puderam se olhar assim, sem qualquer ressentimento ou mágoa. Estavam felizes por aquele momento e desde já amavam incondicionalmente o pequeno ser que estava por vir.

Passado esse momento eles iriam embora quando Takayuki lembrou que havia esquecido um pergaminho no quarto de sua mãe e foi buscar. Rin e Takashi ficaram sozinhos e ela então decidiu perguntar:

– Takashi você contou à ele sobre...

– Iie, ele me perguntou de onde vem os bebês.

– E você....

– Eu disse que um macho tem uma semente que ele coloca na barriga de uma fêmea. Essa semente cresce e vira um bebê e quando chega a hora ele sai de lá. — Rin ficou espantada com a declaração dele.

Tão pequeno Takayuki já tinha essa curiosidade. Seu filho estava crescendo, se tornando um homenzinho. Mas o que mexeu com a moça foi o que o youkai disse à seu filho. Como ele foi cuidadoso e fofo ao escolher as palavras. Isso balançou demais a morena. Quando se tratava de seu filho ele era um excelente pai.

Após ter descoberto sobre a gravidez de Rin, Takashi estava cada vez mais próximo. Sempre preocupado, sempre atento, não havia um dia sequer que ele não a perguntasse se estava tudo bem. Ela sempre dizia que isso era por causa do bebê, mas o excesso de cuidado dele era direcionado a ela também.

Com quatro meses de gestação a barriga de Rin já era saliente. Ela sabia muito bem como seria esse período, pois quando engravidou de Takayuki sofria com fortes enjôos e tonturas.

Durante o tempo em que escondeu a gravidez, ela achava que seria como quando estava grávida de Takayuki, que teria de segurar as rédias sozinha, mas isso só aconteceu porque ele estava na guerra quando voltou era focado em seu bem-estar.

Era muito egoísta da parte de Rin esconder a gravidez, mas ela tinha muito medo de que todo o amor que sentia por ele voltasse com força uma vez que ela jurou que esse se transformaria em ódio. Mas era impossível odiar alguém como Takashi. Sendo tão cuidadoso e dedicado como estava era impossível não se sentir atraída por ele novamente. Ela estava chateada consigo mesmo por se deixar levar tão rápido, mas não tinha mais nada que pudesse fazer.

Sendo o dia humano de Takayuki, Takashi tirou sua folga e avisou que durante a tarde passaria para vê-la. Ela o esperou e ao entardecer ele chegou no shiro. Ela foi recepcioná-lo e ele a esperava na ponta da escada.

Assim que Takashi sentiu seu cheiro se aproximar virou para fitá-la. Linda, Rin descia lentamente degrau por degrau da grande escada. Seu cabelo estava enrolado em uma trança que caía sobre seu lado esquerdo, dando a ela um charme incrível.

Takashi não conseguia parar de admirá-la, a gravidez fez muito bem a ela. Quando chegou ao pé da escada parou de frente para Takashi.

– Konnichiwa Takashi.

– konnichiwa Rin. Como se sente hoje?

– Bem.

– Algum enjôo, alguma tontura?

– Não, tudo bem. Como está Takayuki?

– Bem, quando saí ele estava dormindo, mas pediu para que eu viesse visitá-la, mesmo eu já tento firmado esse compromisso com você.

Rin sentiu seu filho começar a mexer-se e imediatamente pegou a mão de Takashi e colocou sobre sua barriga. O youkai começou a acariciá-la e o bebê correspondia. Rin adorou a sensação de ter Takashi mexendo em sua barriga e quando se deu conta do que estava acontecendo ficou completamente sem graça.

– Ele ama sua presença.

– Sim eu sei e eu o amo também.

O youkai se ajoelhou e beijou a barriga da morena. Ela não sabia o que fazer, ficou completamente vermelha e colocou as duas mãos no rosto.

– Rin eu já estou de partida. Não quero que Takayuki acorde enquanto estou fora.

– Hai, mande um beijo para Takayuki e diga que estou com saudade.

– Sim. — Ele segurou-a pelo rosto e beijou-lhe a testa. — Ja ne.

– Ja ne.

Ela começou a subir as escadas pensando no que havia acabado de acontecer. Takashi deu-lhe um beijo. O que significaria aquilo? Ela não sabia dizer, só sabia o quanto estava feliz por tê-lo recebido.

Enquanto corria pela mata Takashi estava com um lindo sorriso no rosto. Ele estava prestes a admitir que a queria novamente, porém sabia que era um longo caminho a ser percorrido.

Notas finais
É, as coisas mudam. As vezes é necessário somente um empurrãozinho do destino. NÃO PERCAM O ÚLTIMO CAPÍTULO!