– Rin.

– Takashi... — Os olhos de Rin encheram-se de lágrimas. Ela correu e o abraçou. Eles se beijaram. — Meu amor eu pensei que você não ia mais vir.

– Tola, claro que eu voltaria.

– Aishiteru Takashi. Onegai, não se afaste mais de mim desse jeito.

– Aishiterumo. Não chore Rin, eu estou aqui. — Takashi e Rin sentiram alguém chutar. — Parece que não a deixei sozinha.

– Ele está feliz porque você está aqui. — Takashi se soltou do abraço da mulher e ajoelhou-se. Tocou a barriga e no mesmo instante a pequena vida que estava lá respondeu. Ele sorriu do jeito que Rin gostava de vê-lo sorrir. Ela ainda chorava.

– Meu herdeiro, você será o mais forte, o mais destemido de todo o mundo humano e youkai. Rin, você está me fazendo o youkai mais feliz que esse mundo já suportou. — Ele se levantou e a beijou. Rin sabia que Takashi nunca desprezaria o filho. Se ele aceitou unir-se à ela, uma humana, sabia muito bem que seus descendentes seriam hanyos.

– Aishiteru.

– Não chore, apenas sorria. — Ela o abraçou muito forte.

– Não fico mais um segundo sem você. — Eles se beijaram. Takashi a pegou nos braços e a levou para seus aposentos. Aquela seria uma longa festa de boas-vindas.

Na floresta, Sesshoumaru apenas ouvia a alegria do casal.

O dia seguinte a volta dos combatentes, foi lindo. O céu estava completamente azul e o sol brilhava com todo o seu esplendor. Rin não dormira aquela noite, depois de se amarem, ela ainda quis olhá-lo. Ficou durante todo o tempo assim, olhando Takashi dormir. Alisava-lhe o rosto, cobria-lhe o corpo, beijáva-lhe os lábios tudo enquanto ele dormia, porque algumas vezes precisava tocá-lo para crer que ele realmente tinha voltado. Rin olhava pela janela quando ele acordou, ela estava envolta em um lençol.

– Ohayo meu amor.

– Ohayo Takashi. — Ele a abraçou por trás. — Teve uma boa noite?

– Hai, como todas ao seu lado. — Ele cheirava a mulher, até que a fez se virar de frente para ele e tirou-lhe o lençol.

Ela ficou um pouco envergonhada. Não sentia-se à vontade durante a gravidez, sentia-se feia. Ele sentou na cama e a puxou pelas mãos para que ela ficasse de frente á ele.

– Meu corpo já não é mais o mesmo. — Ele passou a mão por seus seios.

– Estão maiores. — Passou a mão pela curva de suas costas. — Está mais acentuada. — Passou a mão por seus quadris. — Estão mais arredondados.

– Ainda me acha atraente?

– Sim e muito. — Ele se levantou e abraçou a jovem, beijou-lhe o pescoço e enfim seus lábios. — Senti a sua falta.

– Eu também meu amor. — Takashi envolveu Rin em seus beijos e carícias. Ela não conseguia resistir á ele.

Ele a pegou pelos cabelos e a deitou na cama, por ela estar naquele estado, Takashi era mais cuidadoso. Beijava Rin por muitas vezes, até que ela implorasse pra que se unissem. E ela sempre implorava, ele gostava daquilo. Quando se uniram o prazer era quase que palpável. A cada estocada uma onda de amor e prazer inundáva-os. Eles chegaram ao orgasmo juntos. Quando acabaram, ele se deitou ao lado de Rin e colocou a mão em sua barriga.

– Takashi, é um menino ou uma menina?

– Será o nosso herdeiro Rin. — Uma leve brisa entrou por seu quarto. Ele sentiu um cheiro conhecido. — Rin, há quanto tempo Sesshoumaru estava aqui antes da minha chegada?

– Muito pouco. Apenas trocamos duas palavras e eu vim para vê-lo. Ele me encontrou na floresta. — Takashi olhava fixamente para a janela. — Por quê? Aconteceu algo?

– Nada com que deva se preocupar.

Enquanto isso, na floresta próxima a casa do general:

– Usando sua aldição para invadir a privacidade de outros meu senhor?

– Não seja insolente, Tsuki.

– Perdoe-me meu marido, mas senti sua falta ao meu lado esta noite. — Sesshoumaru nada disse. — Entendo, o cheiro daquela humana o trouxe até aqui.

A gravidez de Rin corria perfeitamente bem. Ela era uma humana forte e saudável, assim também era seu bebê. Ele já reconhecia a presença do pai e respondia aos sentimentos da mãe. Quando eles brigavam, o bebê parava de mexer, mas quando estava bem, o feto não deixava de fazer presente. Semana após semana, mês após mês, a barriga de Rin ia crescendo. Quando ela estava com oito meses, estava inchada e isso não lhe era agradável.

– Ah, Hiroko. Olhe para mim, eu estou enorme.

– A senhora está linda Rin-sama.

– És uma linda mulher Rin, não deve preocupar-se com isso. — Takashi achava Rin maravilhosamente linda. O fato de sua fêmea procriar era muito atrativo aos youkais e Rin possuía um rebolado, em função da enorme barriga, que Takashi não podia olhar, era extremamente tentador, mas ele esperaria para tocá-la, pois, agora o bebê já estava a caminho.

– Quando será que ele vai nascer hein...

– Para tudo há seu tempo Rin. Em breve terá nosso filho nos braços.

– Hai, em breve eu poderei senti-lo de outra forma.

– Rin, Sesshoumaru se aproxima.

– Somente Sesshoumaru?

– Iie, Tsuki e Jaken também. Acredito que queiram cumprimentar-lhe antes do nascimento de nosso filho.

– Sesshoumaru-sama e Jaken-sama até entendo, mas Tsuki?! Bom, vamos descer.

– Eu a levo.

Takashi pegou Rin nos braços e a levou para a sala de estar. Colocou-a sentada.

– Rin, se não sentir-se a vontade apenas me fale. — Para ela seria um esforço muito grande ter de olhar para Tsuki. Não se falaram mais após sua briga e para Rin, isso não fazia nenhuma diferença Um empregado anunciou a chegada dos visitantes e eles entraram. Rin respirou fundo e tentou abrir um lindo sorriso.

Notas finais
O que será que Sesshy tanto quer?! Alguém tem algum palpite?! Beijo e até a próxima.