Notas iniciais
Esse capítulo foi inspirado na musica Diamond da cantora Alan. Essa musica foi o segundo encerramento de Inuyasha Kanketsu-hen. Bom esse capítulo está lindo. Espero que gostem. Boa leitura.

Enfim chegou o dia dos festejos. Todos no shiro estavam animados pela manhã com os preparativos finais para receber os convidados. Os festejos seriam oferecidos por Sesshoumaru para celebrar a vitória sobre intrusos ao sudoeste de suas terras. De acordo com Jaken esse era um dos motivos de Sesshoumaru tanto se ausentar, para verificar a veracidade do fim da guerra. Rin não sabia, pois, ainda morava na Aldeia de Inuyasha.

Naquela manhã Rin sentia um aperto muito grande em seu coração. Era horário de treinamento e Takashi não apareceu no local de costume. Ela não gostava do fato dele estar sendo totalmente frio com ela.

“Você decepcionou o general quando assumiu seu amor por Sesshoumaru-sama." — Ela se lembrava da fala de Shizuko.

Mas o que poderia fazer? Não tinha dormido muito bem durante a noite pensando nisto. Estava feliz por estar com Sesshoumaru, mas não queria o sofrimento de Takashi. Seu coração estava completamente perturbado e sentia muita falta dos momentos que passara com ele. Isso Sesshoumaru jamais poderia preencher: a presença de Takashi. Ela resolveria essa situação durante a noite, nos festejos. Arranjaria um momento para falar com ele á sós.

– Senhorita Rin, seu banho está pronto.

– Shizuko-chan, acha que um dia Takashi-sama irá me perdoar?

– Não deveria se importar com isso Rin. — Falou Sesshoumaru que a ouvira pronunciar as últimas palavras.

– Mas Sesshoumaru-sama, além de nos encontrarmos sempre ele é seu primeiro general. A situação é muito ruim.

– Não se preocupe com isso, nada interferirá no seu desempenho. Quando pisa nesse castelo ele é somente o General Takashi.

– É. Somente o General Takashi. — Rin sabia que aquilo não era verdade, pois nas manhãs que eles se viam, ele era apenas Nishimura Takashi.

O dia transcorreu perfeitamente bem, exceto para Rin que sentia um enorme vazio em seu coração. Ela esperava que Takashi estivesse ou pelo menos passasse no shiro, mas nenhum sinal dele.

Quando chegou a aurora, Rin foi se preparar para a festa que começaria em breve e que não teria hora para acabar. Quando terminou ficou em seu quarto observando os convidados chegarem, em nenhum momento viu Takashi. Decidiu esperar mais um pouco. Shizuko que havia ajudado Rin com os preparativos havia dito por várias vezes que ela estava linda e que nessas circunstancias o general com certeza a perdoaria.

Sesshoumaru ao perceber sua demora foi buscá-la e a olhava como se ela fosse o ser mais lindo do planeta e realmente naquela noite Rin estava belíssima. Seu kimono era vermelho, com várias borboletas bordadas a fio de ouro. Seu obi era dourado. Então eles desceram.

A sala já estava lotada e Rin com cara de poucos amigos. Depois de levar um puxão de orelha de Jaken, melhorou seu humor e começou a conversar com algumas pessoas que ali estavam. Foi então que ela o viu chegar.

Takashi entrou na sala imponente. Como sempre, atraía muitos olhares para si. Estava com um kimono preto, mas não como aquele que usava de costume. Esse era preto e nas pontas das mangas eram bordadas a fio de ouro. Rin no mesmo momento abriu um lindo sorriso que de repente desapareceu. Ele estava acompanhado e por sinal muito bem acompanhado.

De braços dados com o general estava uma linda youkai. Sua pele era muito clara, suas feições eram meigas, seus olhos eram de um azul celeste cintilantes, seu andar era gracioso, seus longos cabelos negros enrolados numa trança que caía por sobre seu ombro eram lindos. Em tudo ela era maravilhosa. Rin sentiu-se diminuída. Tinha esperanças de que Takashi a olharia e talvez fosse achá-la a menina mais linda da noite, porém com sua companheira ele não teria olhos para mais ninguém.

Rin sentiu-se tomada por uma raiva tão grande que consumiu toda a alegria de ver Takashi. Queria ir lá e esfolar a tal yokai, mas sabia que não teria chance. Respirou fundo por várias vezes, mas a raiva que sentia naquele momento não se aquietou, pelo contrário. À medida que via a youkai sorrir e esbanjar-se com Takashi ao seu lado, o youkai mais desejado naquela festa, claro depois de Sesshoumaru, sua raiva aumentava.

Então decidiu esperar. Uma hora ela sairia do lado dele e seria sua chance, o carregaria a um lugar onde pudessem conversar abertamente. Sesshoumaru percebendo a mudança drástica de humor de Rin colocou-se ao seu lado e ela, mesmo assim, olhava fixamente para o casal.

Ela esperou pacientemente durante horas. Eles não se separavam. Quando Sesshoumaru saiu do seu lado, ela decidiu perguntar a Jaken quem ela era já que por várias vezes havia elogiado a youkai.

– Ela é a senhorita Nomura Tsuki. Ela é do mesmo clã de Takashi e é de uma nobre linhagem das Terras do Oeste. – Informou Jaken.

– Pois pra mim não me parece tão nobre assim. — A voz de Rin era amarga.

– Você está louca menina! A senhorita Tsuki é... — Quando Jaken olhou para Rin temeu por terminar de falar. Somente o seu olhar seria capaz de matar qualquer um que elogiasse a Tsuki naquela noite.

"Ela deve ser a futura-esposa de Takashi. Assim ele dará continuidade a sua linhagem." — Rin pensava nisso tristemente.

Foi aí que percebeu que ela se afastou deixando Takashi só sendo servido por uma youkai que passava com uma bandeja de bebidas. Não pensou duas vezes ao correr ao seu encontro. Quando chegou parou atrás dele. Ao sentir seu cheiro fechou os olhos e lembrou-se do dia em que ele a carregara nos braços. Sentiu saudade e quando ela ia falar ele se virou e a olhou profundamente nos olhos. Rin se desarmou com aquele olhar sobre ela. Como era lindo!

– Takashi-sama, precisamos conversar. — Disse apressadamente.

– Não há nada a ser dito.

– Mas eu preciso lhe falar! — Ela insistiu. — Encontra-me no jardim, por favor, daqui a alguns minutos. — Ela se retirou, passando por Tsuki que falava de Takashi como se o conhecesse muito bem. Toda a sua raiva voltou naquele momento. Por que ela tinha de ser tão linda? Ah, como o mundo era cruel com ela!

Chegou ao jardim e sentou-se, mas a impaciência não permitia que ela ficasse parada, levantou-se e andava de um lado a outro. Alguns minutos depois, Takashi chegou.

– Quem é ela? — Perguntou furiosa.

– Nomura Tsuki. — Ele respondeu calmamente.

– Isso eu sei! — A humana praticamente rosnou. — Quero saber quem é ela na sua vida! — Rin tinha perdido totalmente a noção pela raiva que a tomara. Takashi não respondeu, pois sabia que Rin não acreditaria. Ela estava cega pelo ciúme.

Mediante o silêncio do youkai, a humana decidiu continuar.

– Bom quem é ela não me convém saber, o que queria lhe dizer é que... — Foi interrompida.

– Não precisa desculpar-se. Eu deveria saber que seu coração pertence a outro e não deveria ter me envolvido. Foi tudo um grande erro. — Naquele momento, Rin sentiu seu coração despedaçar.

– Só o que queria lhe dizer, General Nishimura, é que eu sinto muito por tudo o que aconteceu e que eu gostaria de pelo menos ter a sua amizade, porque ela me faz muito falta.

– Não posso te chamar apenas de amiga Rin. É um engano.

Percebendo que o perderia, ela resolveu ir direto ao ponto.

– O que eu preciso fazer pra te ter de volta em minha vida?

– Nada, porque provavelmente eu não vou voltar. — Lágrimas tomaram os olhos da menina.

– Takashi-sama, onegai, não se afaste de mim. — Ela disse se aproximando dele.

– A escolha foi sua Rin.

– Eu não escolhi nada, eu apenas não quero que me deixe. — Ela se aproximava ainda mais.

– Não fale como se tivéssemos um relacionamento mais intimo. — Rin agora estava bem próxima do rosto de Takashi, estendeu sua mão e tocou-o.

– Eu não vou permitir que você fique longe de mim. — Ela começou a chorar. Ele tirou a mão da menina de seu rosto.

– Não há o que permitir ou o que proibir. Você agora é a futura-esposa do meu senhor e eu devo tratá-la como tal.

– Não Takashi, onegai... – Foi interrompida.

– Se me der licença, preciso voltar, minha companhia me espera. — E ele se retirou. Enquanto ele se afastava, Rin contava os passos que ele dava e o via se afastar não só daquele local, mas de sua vida.

Lágrimas como diamante rolavam de seus olhos, contornando a face, caindo de seu rosto. Nem mesmo Rin sabia por que chorava, mas ela sabia que sem Takashi iria ser incompleta. Não tinhas condições de voltar para a festa, foi para seu quarto, trancou a porta e chorou. Chorou durante vários minutos porque seu coração pedia aquilo. Culpava-se por tudo o que estava acontecendo, pelo sofrimento de Takashi, pelo seu sofrimento e pelo amor a Sesshoumaru.

Depois de chorar por mais alguns minutos, ela tomou um banho e foi se deitar. Deitou-se virada para a janela e lembrou-se do compromisso que tinha todas as manhãs. Chorou ainda mais. Tinha perdido Takashi e não tinha a mínima idéia do porque ela disse todas aquelas coisas, do porque ela sentia-se completa quando estava com ele e principalmente o que sentia por ele. Depois de tanto pensar e chorar Rin pegou no sono, sem nem se incomodar com a festa que acontecia sobre seus pés.

Notas finais
Que sofrimento para Takashi e Rin. Será que ela aceitará viver ao lado de Sesshoumaru sentindo falta de Takashi? Beijo e até a próxima.