O sol nascia com sua beleza e graça libertando a todos de uma manhã fria. Rin e Takashi, ainda acampados esperavam o momento certo para a partida. Ele decidiu sair um pouco, mas não se afastou da menina que ainda dormia tranquilamente. Foi ao riacho que passava por ali perto, onde Rin poderia também, se quisesse, tomar seu banho.

A menina despertou. Sentia-se aquecida por algo pesado que a cobria. Ela sentia um cheiro muito bom vindo daquele haori, então percebeu que era de Takashi. Olhou à sua volta e se encontrou só. Preocupou-se.

– General Takashi? General Takashi?

– Hai.

Rin assustou-se e quando olhou para trás teve uma visão dos deuses. Takashi estava somente com sua kahana e seu corpo escultural estava molhado. Seus cabelos soltos também molhados e escorriam por suas costas.

– Na ... nada General ...

– Apenas fui procurar um lugar onde a senhorita e eu pudéssemos tomar pelo menos um banho. Tome, encontrei essas frutas para seu desjejum.

– Arigato Takashi-sama. — Ele pegou seu haori e se vestiu.

Rin alimentou-se e logo depois foi banhar-se no lago. Takashi permaneceu esperando-a e quando ela terminou foi ao seu encontro. Ele olhava para cima, olhava para o sol e ela percebeu que seus olhos eram de um tom cinza claro e azul nas bordas de suas íris e pupila. Ela ficou encantada.

– Takashi-sama, sem querer sem indiscreta, mas o senhor é um youkai certo?

– Sim, youkai-lobo.

– Mas o senhor apenas comunica-se com lobos?

– Não, eu me transformo em um grande lobo youkai.

Naquele momento Rin tentou imaginar como ele seria transformado, mas preferiu não vê-lo, pois para que ele se transformasse naquelas situações ela teria que, provavelmente, estar em perigo.

– Continuemos nossa jornada Senhorita Rin.

– Por favor, me chame somente de Rin.

– Como desejar, Rin.

E assim eles seguiram viagem. A Aldeia de Inuyasha e as Terras de Sesshoumaru eram muito distantes, portanto, seria uma viagem muito longa e cansativa. Sesshoumaru sabia que Rin não poderia andar com alguém menos que perfeito para o cargo. Depois dele, somente Takashi, seu excelente soldado poderia cumprir esse papel.

Após quase duas semanas de viagem, Takashi e Rin, tornaram-se mais íntimos. Ela com seu jeito cativante conseguia mesmo que por pouco tempo conversar com Takashi. Ele contou a ela até mesmo uma das histórias de sua família e seu nome. Até que em uma noite, enquanto Rin dormia:

– Takashi... Takashi...

Nesse momento o general que era um homem aparentemente frio, assustou-se com a jovem. E então ele sentiu que foi um grande erro ter aceitado essa missão. Mas o que poderia fazer? Era a vontade de seu senhor. Como youkai ele não precisava dormir, mas naquela noite tentou de todas as formas esquecer que Rin mesmo inconsciente pensava nele.

No dia seguinte, quando se aproximavam das terras de Sesshoumaru, Takashi sentiu um energia maligna muito fraca vindo em direção deles. Imediatamente olhou para Rin:

– Cuidado, podemos ser ataca — Não precisou terminar sua fala.

Um youkai-cobra se aproximou de Rin tentando mordê-la e ele o matou sem antes levar uma mordida. O veneno penetrou em seu corpo. Takashi sentiu uma forte dor, mas fingiu estar bem para que a jovem não se preocupasse. Na metade do caminho em que estavam, ele caiu, desacordado.

– Takashi! TAKASHI!

Notas finais
Ai, ai... Como Rin chegará a Sesshoumaru agora?! Beijos e até logo.