Notas iniciais
Particularmente eu amei esse capítulo. Espero que gostem tanto quanto eu. Boa leitura.

Rin despertou com os raios de sol entrando em seus olhos. Moveu-se preguiçosamente na cama e virou para lado da janela. Abriu os olhos, mas ainda enxergava embaçado, reparou que havia alguém em seu quarto. De repente, parou. Havia alguém em seu quarto. Esfregou os olhos para ver de quem se tratava e assustou-se. Sesshoumaru estava sentado em uma cadeira que havia ao lado de sua cama. Rin sentiu-se envergonhada, pois estava em trajes íntimos. Cobriu-se.

– Sesshoumaru-sama Ohayo Gozaimasu.

– Hoje você sairá com Shizuko. Quero que compre um belíssimo kimono para a comemoração que haverá neste shiro daqui a dois dias.

– Hai Sesshoumaru-sama.

Alguém bateu a porta. Era Shizuko. Rin olhou para Sesshoumaru como se perguntasse se deveria permitir sua entrada. Sesshoumaru afirmou. A criada entrou e trazia em suas mãos um lindo buquê de rosas vermelhas com uma pequena carta entre as flores. Rin ficou maravilhada. Queria saber quem daria a ela um lindo buquê.

– Takashi. — Sesshoumaru e Rin pronunciaram juntos, embora a forma como o nome foi dito tivesse sentidos diferentes.

A menina esqueceu-se de que estava em trajes íntimos e levantou-se para pegar as flores. Estava muito feliz pelo presente recebido. Imediatamente abriu a carta e leu o que estava escrito:

Senhorita Rin,

Escolhi estas rosas, pois conheço seu gosto por flores. São as mais lindas e perfumadas assim como você.

Não se comparam a sua beleza, ao seu perfume ou a sua graça. Mais simbolizam como uma das mais belas coisas desse mundo.

Em retribuição ao banquete que me ofereceu, convido-lhe para vir hoje a minha casa, pois oferecerei a você o mesmo. Aguardo sua resposta.

Cordialmente,

Nishimura Takashi.

Rin olhou sorridente para Shizuko, queria gritar, rir, comemorar, mas com Sesshoumaru ali não podia ter esse tipo de manifestação. A alegria em seu rosto a entregava. Sesshoumaru, percebendo, retirou-se do local. Ao sair ambas as moças que ficaram no quarto começaram a rir.

– Ah, Shizuko ele é maravilhoso. — Confessou Rin.

– Sim senhora e a senhora tem muita sorte de ter ao seu lado um youkai como o general Takashi.

– Ele é apenas meu amigo, ora. — Disse um pouco envergonhada.

– Senhorita, nenhum youkai dá presente somente a uma amiga. — Respondeu a empregada.

– Bom, ele me convidou para um almoço hoje.

– E a senhorita irá?

– Sim, vamos lá e depois compramos o vestido.

– Sim, senhora.

As meninas continuaram a rir e do corredor Sesshoumaru ouvia tudo com as mãos em punhos.

Chegando a hora do almoço, Rin começou a se preparar. Colocou um de seus kimonos mais lindos, um de seus perfumes mais cheirosos e foi ao encontro de Takashi.

Quando estava pronta, chamou sua serva e saíram do shiro. Não encontrou Sesshoumaru, aquela altura ele com certeza já deveria ter saído. Foi diretamente para a casa de Takashi. Rin não sabia onde era, mas Shizuko sim.

Chegando lá ela viu uma linda mansão. Era toda marfim com acabamentos em branco, possuía dois andares e era muito elegante. Como era primeiro general, possuía soldados e empregados. Takashi as esperava na sala de sua casa, que era imensa. Os guardas já sabiam de sua presença e permitiram sua entrada. Bateram na porta.

– Vejo que são pontuais. — Disse o nobre general, que estava lindo, pois trocara seu habitual kimono preto por um azul que realçou ainda mais seus olhos.

– Senhorita Rin, peço licença para ir até a cidade fazer a compra de seu novo kimono. — Pediu a jovem empregada de cabeça baixa.

– Claro Shizuko, mas não demore a voltar. — Assim a serva fez uma reverência aos dois e se retirou.

Takashi tomou a liberdade de pegar Rin pela sua mão e levá-la até a mesa, onde fariam sua refeição. Tudo estava lindo e a comida parecia estar bem apetitosa. Comeram e conversaram. Rin ia conhecendo um maravilhoso youkai por trás da máscara severa do indecifrável general Nishimura.

Depois da refeição, o general levou sua visita ao jardim de sua casa.

– Veja, foi daqui onde retirei suas rosas. — Rin olhava aquele lindo jardim encantada.

– General, é lindo. Obrigada pelas flores e pelo convite.

– Poucas jovens merecem gestos como esse. Fico feliz em tê-la encontrado. — A menina sorriu. Era incrível como ele tinha o poder de acalmá-la.

As horas se passaram rapidamente. Ao anoitecer Rin e Shizuko foram levadas para casa por dois servos de Takashi. O que elas não sabiam era que Sesshoumaru não gostara nem um pouco da idéia de ter Rin metida durante toda à tarde na casa do general. Assim que pisaram no shiro, tentaram entrar de mansinho, mas foram surpreendidas por Jaken.

– Suas tolas, como ousam sair sem dar aviso de onde vão! E você serva como permite que sua dona fique fora de sua casa por todo esse tempo! — A criada abaixou a cabeça, Rin saiu em sua defesa.

– Jaken-sama, nós apenas nos distraímos com a hora! Não fale assim com Shizuko!

– Não me desrespeite na frente dos empregados menina!

– Jaken. — Falou Sesshoumaru que apareceu na sala no instante em que percebeu que Rin tinha voltado. — Deixe-nos.

– Hai, Sesshoumaru-sama. — Os dois servos se retiraram. Sesshoumaru olhava para Rin com seus olhos em fendas.

– Esteve com Takashi.

– Hai. — Ela não hesitou em responder.

– Durante toda à tarde.

– Hai.

– O seu cheiro está impregnado em você.

– Então estou cheirando bem. — Nesse momento Sesshoumaru se deslocou da onde estava e segurou firme no braço de Rin. Ela se assustou.

– Pensa que pode brincar comigo?

– Sesshoumaru-sama, desde quando o senhor se importa? Sempre me deixa sozinha nesse shiro. Não liga se eu recebo sua atenção. Não faz questão de me dar atenção... — Não terminou de falar, foi calada por um beijo ardente que Sesshoumaru lhe deu.

Beijando-lhe, ele a trouxe para seus braços envolvendo-a. Rin não acreditava no que estava acontecendo. Seu amado Sesshoumaru havia lhe beijado. Aquele com quem ela queria dar seu primeiro beijo, se entregar como mulher. Todos os seus sonhos eram alcançáveis agora. Rin se entregava ao beijo, que foi sendo terminado porque ambos precisavam recuperar o fôlego. Rin apenas o olhava. Não sabia o que dizer só o que sabia era que depois daquele beijo ela tinha a certeza de que Sesshoumaru a amava.

– Sesshoumaru-sama como eu esperei por isso, eu te amo, te amo muito. — Ela o abraçou e ele retribuiu ao abraço. Beijaram-se mais e mais até que Sesshoumaru pegou Rin em seus braços e a levou para seu quarto.



Notas finais
Muita gente vai querer me matar por esse final. Beijo e até a próxima.