O Amor, Você e Eu.

27 É melhor separar do que perder.


Takashi corria rapidamente, o máximo que sua velocidade youkai permitia. Ele tentava de todas as formas sentir o cheiro de Rin, mas não conseguia.

Rin acordou com os raios de sol em seus olhos. Takayuki dormia tranquilamente. Ela estava dentro da carroça, e do lado de fora a fogueira que fizeram para se aquecer durante a noite já havia sido apagada. Não quis perder tempo, mesmo com Takayuki dormindo eles retornaram a viagem.

Takashi não entendia o porque de não encontrar Rin naquele caminho. Ela só poderia ir aquele lugar, não haveria outro. Ele parou, estava cansado. Eles não poderiam ter ido muito longe, mesmo que ela não fosse a pé. Desconfiou de que ela pudesse ter ido por outro caminho, mas por qual? Aquele era o caminho mais curto até seu destino.

– Pense Takashi, pense. Deve haver alguma coisa que o leva até eles. — Foi então que ele percebeu algo que faria toda a diferença em sua caminhada.

O sol já estava á pino quando a carroça parou bruscamente. Rin não sabia o que havia acontecido, mas não se importou. O youkai que levava a carroça deveria ter tido algum problema com os cavalos. Até que ela ouviu uma voz.

– Sinto cheiro de carne humana. — Rin gelou. Aquele voz não era conhecida e se a carroça havia parado algo deveria ter acontecido com quem a dirigia.

– É melhor que se afaste e nos deixe passar. — Rin sentiu-se segura, o youkai que a levara ainda estava vivo. Rin colocou o rosto para o lado de fora e viu o youkai que ameaçava sua segurança. Este também olhou para ela e em seus olhos havia um brilho maligno.

– Hum, és uma bela humana. Vou fazê-la minha e depois vou matá-la. — O youkai deu seu primeiro passo e ultimo. Um vulto passou por ele e o estraçalhou. Este vulto parou de costas enquanto guardava sua katana banhada em sangue.

– Não pode ser. — Rin estava boquiaberta.

– Eu disse que a encontraria mesmo que fosse ao inferno. — Ele se virou para ela e em seus olhos a fúria era eminente, porém havia algo mais. Algo que Rin nunca imaginou ter visto. Havia dor naqueles olhos tão sinceros. Ela desceu da carroça, com Takayuki e no instante que o menino viu o pai esticou os bracinhos em sua direção.

– Chichi ... — Rin olhou para ele, era sua primeira palavra. Seu filho havia sentido saudade de seu pai. O coração de Rin contritou-se naquele momento. Ela tentara afastar seu filho de quem ele tanto amava. Takashi se aproximou de Rin e pegou-o nos braços.

– Meu filho, senti sua falta também. — Ele apertou seu filho num abraço e fechou os olhos, quando o abriu tinha-os fixos em Rin.

– Como soube que estávamos aqui? — Rin tomou um caminho diferente, que daria na vilarejo de Inuyasha.

– Hikaru marcou o caminho por onde vocês passaram, pois não consegui seguir seu cheiro, ele se perdeu. — Rin olhou para o youkai sentia-se traída. Takashi percebeu isso. — Não mantenha esse olhar para ele, tudo foi uma ordem minha.

– Perdoe-me Rin-sama.

– Não se desculpe Hikaru, você estava sobre ordens. — Rin compreendeu o youkai.

Takayuki brincava com os cabelos de Takashi. Ele abraçou o filho mais uma vez. Ignorou completamente Rin e ela ficou ali parada esperando pelo pior, quando ele simplesmente nem a olhava. Foi por isso que ela quis ir embora, foi por isso que ela não quis mais vê-lo. Ela acreditava veementemente que ele não mais a amava, mas aquele olhar que ele laçou para ela mostrava o contrário. Isso a matava por dentro, a enfurecia. Onde estava todo aquele amor que ele dera a ela um dia? Onde estava o Takashi que faria de tudo para vê-la feliz? Ela não sabia como encontrá-lo mas depois daquele olhar ela soube que ele ainda vivia.

– Voltaremos para casa. Pode continuar seu caminho ou seguir-nos. — Ele se pronunciou.

– Vou com vocês. — Eles entraram na carroça e voltaram para sua casa. Takayuki continuava a brincar com Takashi.

– Sua primeira palavra se referiu a mim. Sinto-me honrado por isso. — Em resposta o menino chamou-o mais uma vez.

– Chi — chi ... — Takashi sorriu e Rin junto com ele. Por pior que fosse aquele momento era a primeira palavra de seu filho. Até que seus olhares se cruzaram e todo o sorriso de desfez.

Sem parar para descansar eles chegaram pela madrugada ao castelo. Não trocaram sequer uma palavra. Era por volta de três da manhã. Rin pegou Takayuki para amamentá-lo.

– Rin, quando terminar dirija-se ao quarto. — Ela concordou com a cabeça e foi amamentar seu filho. Após banhá-lo e colocá-lo para domir ela tomou seu banho e foi para o seu quarto. Takashi estava novamente na janela somente com sua hakana. A lembrança do dia que motivara tudo aquilo veio a mente de Rin. Ela esperou que ele começasse a falar, afinal fora ele que a chamara ali.

– Rin, darei-lhe uma casa próxima a esta e sustento a você e Takayuki, porém terei livre acesso a ela e ao meu filho. — Rin nada disse, ele virou-se para ela. A visão dele naquele momento era linda.

– Sequer deseja recomeçar... — Ela disse.

– Foi você quem foi embora.

– E você deveria ao menos ter pedido para que eu ficasse!

– Você é livre Rin.

– Sou livre sim, menos do amor que sinto por você!

– Perdoe-me mas não posso fazer nada por isso.

– Pode sim Takashi, mas não o quer! Deixe-me ir embora, assim quem sabe eu não consigo te esquecer! — Ela começou a gritar e ele ficou bem próximo dela.

– O que quer de mim Rin?!

– Eu quero você Takashi, você! — Ele a segurou pela cintura e a beijou apaixonadamente, Rin perdeu o fôlego e o empurrou. — Você deixou seu amor por mim ir embora junto com sua confiança.

– É isso o que acha?

– Eu tenho certeza! Não vou viver com alguém que não me ama e que não confia em mim! É melhor separar do que perder! — Ele a pegou pela cintura e a segurou pelo cabelo.

– Saiba que não houve um só dia que eu não tenha pensado em você e não vou permitir que se afaste de mim novamente. Eu te amo Rin e não estou disposto a perdê-la. Se é necessário passar por cima do meu orgulho para tê-la devolta eu passarei, mas não ficarei um dia a mais sem você. — Ao findar essas palavras, Takashi beijou Rin mais uma vez. Estava sedento pelo amor de sua mulher.

Ele a pegou no colo e a levou para a cama onde a amaria loucamente. Sentia falta daquele corpo junto ao seu. Sentia falta daquela mulher ao seu lado. Takashi amava a Rin e nunca a deixaria desamparada novamente. Ele a deitou na cama e beijou dos pés ao pescoço o que causou a ela arrepíos. Quando beijou-lhe os lábios mostrava toda a sede que procurava saciar. Ele passava sua mão pelo corpo de sua mulher fazendo-a ir à loucura.

Sugava-lhe os seios, acariciava-lhe o sexo, fazendo com que ela gemesse devido ao prazer. Ele a dominava na cama o que proporcionava a ela orgasmos intensos. Decidiu então provar seu sexo e o corpo de Rin tremia em resposta, depois de muito acariciar-lhe com a lingua ele a penetrou. Movimentava-se dentro dela intensamente. Até que ela alcançou o orgasmo. Logo em seguida seria a vez dele e seus instintos youkais estavam a flor da pele. Ouvir sua mulher gemer e chamar-lhe o nome era um prazer enorme para ele. Ele então alcançou o gozo e descansou seu corpo sobre o dela.

– Aishiteru Takashi. — Ela falou sussurradamente, cansada.

– Aishiteru Rin. — Ele beijou-lhe mais uma vez e ela apertou-lhe em um abraço quente. Depois soltou os braços. — O que foi?

– Preciso dormir, estou muito cansada. — Ele sorriu maliciosamente para ela.

– Descanse porque você não dormirá mais por um bom tempo. — Ela sorriu em resposta.

– Eu não aguentaria viver longe de você.

– Muito menos eu, também por isso fui buscá-la.

– Achei que fosse apenas por Takayuki.

– Eu amo aos dois. Agora descanse. — Ele beijou sua testa e deitou-se ao seu lado. Ela virou-se para ele e o abraçou. Rin dormiu com um sorriso no rosto aquela noite, um sorriso que não mais sairia de seus lábios.

Notas finais
Ah, que fofo gente *-* (Não é o ultimo capítulo.) Beijo e até a próxima.