O Amor Verdadeiro Nunca Morre.
11 Capítulo 11: Você venceu!
Notas iniciais
Eu peço desculpas também e espero que os leitores ainda estejam aqui e não de ressaca de carnaval.... hahah Meu povo como foi o carnaval de vocês? O meu se resume a ficar em casa, eu não curto muito blocos e carnaval... vi alguns desfiles pela tv, e estavam bonitos... Qual a escola de vocês? Agora chega de falar e tenham uma boa leitura, isso é, se tiver alguém aqui.
- Pode entrar Luca. – após um suspiro longo e sem retirar os olhos dos cadernos, enquanto ele entrava.
- Quando você vai tirar uma folga? – enrugando um pouco o espaço entre os olhos de preocupação, ao vê-la deitada na cama com livros por toda sua volta.
- Quando for admitida na faculdade. – falou sem deixar de encarar os livros.
- Vai acabar derretendo o cérebro até lá. – sentando na cadeira à frente da cama dela — Gostaria de saber onde os seus modos foram parar? Sua mãe não te disse que é feio conversar sem olhar para quem se fala? – tentando retirar a atenção dela dos livros e colocar em si.
- Para a sua informação, Senhor Fainello, – com sarcasmo e fúria na voz – fui muito bem educada, desculpa se estava distraída e preocupada com meu futuro. – disse se sentando na cama com as pernas cruzadas e fitando-o.
POV DA CAMILA.
Deus do céu! Como ele conseguiu ficar... perfeitamente lindo, assim? O cabelo como sempre desalinhado, parece até que ele faz isso de propósito só para seduzir. Caramba, além do cabelo ele ainda tinha que tá vestindo justamente uma camisa pólo preta? E de meia manga? Ele tá malhando, só pode, porque não é possível dele tá com esses braços musculosos não... e só para piorar ainda deixou alguns botões da camisa abertos... ele sabe que adoro uma pólo preta... ele fez para me deixar completamente sem jeito e pagar alguns micos na frente dele tenho certeza disso...Ah! Mais vai ter volta! Ele que me aguarde. Quando dei por mim, ele já tinha colocado os livros para o lado e estava sentado na minha frente, tá ele já tava na minha frente, mas agora era na minha cama e imitando a minha posição. Quem ele pensa que é? Tá eu sei, mas não é justo...
FIM DO POV.
- Agora esta feliz? – ironicamente.
- Muito. – se divertindo com a possível irritação na voz dela.
- Diga-me então o que quer? –olhando-o, porém evitando ao máximo olhá-lo nos olhos.
- Quero que vá à casa das montanhas comigo. – curto e grosso – Estou indo para ajudar a mamma[1], mas se você viesse ia ser muito mais divertido. Então? –disse com ternura e esperanças de que ela aceitasse o pedido, tentava olhá-la nos olhos, mas ela desviava o olhar.
Ela não sabia o que dizer... resolveu então ficar em silêncio por alguns minutos, pensando no que responderia.
Luca, fazendo daquela forma o pedido era como se a pedisse em casamento, e da mesma forma era quase impossível recusar. No fundo sabia que era impossível recusá-lo, mas o orgulho dela era maior do que tudo e ia resistir até o fim. Abria a boca como se fosse dizer algo e nada. A não ser o vento. Deixando-o numa agonia gigante. Ele finalmente conseguiu olhá-la nos olhos, e tudo o que ela viu foi à repetição do pedido, praticamente suplicado vinda não só do fundo dos olhos dele como também da alma e desta vez ela não desviou o olhar, manteve o contato com os olhos profundos e já marejados dele.
- Ok! Eu vou. – falou num sussurro, mas que foi entendido perfeitamente por ele.
- Maravilha! – exclamou abraçando-a eufórico.
Ela apenas retribui o abraço com a mesma intensidade. Fazendo com que ficassem abraçados, sem dizerem nada um ao outro por alguns minutos, o que pareceu uma eternidade para os dois. Se não fosse pelo celular de Camilla, que insistia em tocar eles não teriam se soltado. Ela conseguiu se desvencilhar dos braços do Loiro, que a contragosto a soltou bufando de leve, e foi atender ao telefone.
-Alô! – sem nem olhar para ver quem era.
- Oi filha! Como você está querida?
- Oi mamãe! – respondeu animada – Estou bem, e vocês? Como andam as coisas ai no Brasil?
- Estamos bem. E vai tudo ótimo, estamos trabalhando bastante e talvez passemos o Natal e o Ano Novo com vocês aí. Tudo vai depender se conseguirmos uma folguinha. – dizia empolgada – E você tem estudado muito? Já arrumou um italiano pra você? – contendo a curiosidade sobre a última pergunta.
Na mesma hora Camilla, mordeu o lábio inferior e corou, Luca acabou percebendo e soltou um risinho de leve, sem retirar os olhos dela, quando deu por si foi acertado por um travesseiro que nem viu ser lançado.
- Sim, estava estudando até o Luca, vir conversar comigo, que por sinal vive puxando a minha orelha porque eu não paro de estudar. – dizia rindo das caretas que ele fazia.
- Ele está mais do que certo, aposto que você vive enfurnada no quarto e não sai nem para conhecer a cidade linda que é Verona. Filha você tem que estudar, mas também tem uma vida para viver. – falava com um carinho enorme.
- ISSO È UM COMPLÔ??? – falou surpresa – ATÈ VOCÊ? MINHA MÃE?
- Calma meu anjinho! – em meio a uma crise de riso que não conseguia conter.
- Luca viu o que você faz, até minha mãe ta entrando no complô contra mim. Não é justo! – falou um pouco longe do telefone e fazendo um biquinho em seguida.
- Ele esta ai com você? – perguntou curiosa, sabia que sim, mas queria que a filha respondesse.
- Sim, o Luca, se encontra aqui comigo. – falou bufando.
- Posso falar com ele?
- Claro, por que não. – ríspida – Desculpa mãe, mas nem pense em armar mais nada para cima de mim com ele. – autoritária.
- Minha mãe quer falar com você – entregando-lhe o telefone.
- Olá Lucia, quanto tempo! – animado.
- Oi Luca, como você esta?
- Vou bem e vocês?
- Vamos bem também. Então quer dizer que a minha menina está estudando demais? – perguntava orgulhosa e preocupada ao mesmo tempo.
- Digamos que sim, mas a mamma de vez em quando consegue tira-la dos estudos. – disse contente admirando Camilla, que havia ido para a varanda e admirava a Lua.
- Isso é ótimo! Mas bem que você podia ajudar, já que sempre foram tão unidos.
Disse jogando verde e tentando colher maduro. O que acabou fazendo com que Luca gelasse e começasse a pensar.
POV DO LUCA.
Será que a mamma contou a ela? É bem capaz. Elas devem até, terem planejado a nossa ida para a casa da montanha juntas. Nossas mães são fogo. Mas só tenho que agradecê-las, pois só assim vou poder ficar a sós com Camilla, pedir-lhe perdão por tudo, além de pedir uma nova chance ao nosso amor. Dessa vez será para sempre, nada e nem ninguém vai interrompê-lo. Nunca mais vou deixá-la escapar e nem magoá-la como fiz antes. Se ela soubesse o quanto sofri e o quanto me arrependo por ter sido tão estúpido... mas o que ficou no passado vai ficar lá, tenho e vou me focar apenas no futuro. E em como fazê-la a mulher mais feliz do mundo daqui para frente.
FIM DO POV.
- Bom, posso tentar, mas não prometo nada. – disfarçando o nervosismo.
- Ótimo! – deixando transparecer a alegria – Bem amore, agora tenho que desligar, pois tenho que ir a uma festa na empresa de Luan. Fala que deixei um beijo enorme para a minha princesa e cuide bem dela! Beijos querido!
- Baci![2]
Ele desligou o celular e foi ao encontro de Camilla, que continuava admirando o céu, parando ao seu lado. Ela percebeu que ele estava ali, mas não ousou quebrar o silêncio daquele momento mágico em que a lua e as estrelas eram cúmplices daquele amor que não precisava de nenhuma palavra para ser expresso. Trocavam alguns olhares tímidos e outros mais fixos. Estavam completamente envolvidos com a beleza da noite, que os contemplava com uma visão linda de parte da cidade.
[1] Mamãe em italiano.
[2] Beijos
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