O Amor Que Floresce Do Medo
27 Passado Que Volta – Parte II
Notas iniciais
E eu só posso agradecer cada um de vocês que viveram esse sonho comigo.. essa história junto com eles..
Obrigada.. de coração.
Eu particularmente adorei escrever este capítulo. E de coração espero que os próximos momentos finais da fic quando foram chegando compense tudo que Naruto e Hinata passaram até aqui... para mostrar para vocês a força de uma AMOR.
Beijos e vamos ao capítulo...
O Amor que Floresce do Medo
Capitulo 27
HINATA POV’S
Assim que Naruto saiu eu olhei envolta, fazia um tempo que eu me sentia estranha, observada, mais achei em meu intimo ser só uma má impressão, algo relacionado a noticia de que Itsuko havia fugido. Os policiais disseram que ele estava obcecado por mim e que talvez pudesse me procurar, tentar algo.
Olhei mais atentamente, e um sorriso bizarro me fez atentar a uma figura a uns metros na minha frente, eu vi pessoas indo e vindo como vultos bem na frente daquele homem, e sentia meu corpo gelar com a constatação da verdade.
Os mesmo olhos, aquele azul sombrio e sem vida.. ainda mais apagado e vago do que eu me lembrava. Os cabelos loiros quase cinzas continuavam ali, e estavam sem viva, sem brilho. Ele não era nem de longe o homem forte, sádico e maníaco que um dia me amedrontou. A aparência apagada, destruída e medíocre denunciava a realidade, o tempo passou e eu superei!
Mesmo sabendo que ele se aproximaria, que ele tentaria algo, eu não bancaria a forte dessa vez, eu realmente me sentia forte, por que eu já não era mais sozinha.
Então ele se moveu e continuei sustentando seu olhar, o olhar que um dia me encheu de pavor e ódio, agora me dava nojo e pena. Sua expressão altiva foi se modificando a cada passo. Analisava-me e eu me sentia bem, vendo a confusão em sua face.
— Hinata.. – chamou. A voz hesitante.
— Itsuko. – em comparação a minha cheia de repulsa.
Eu me levante e os olhos azuis vacilaram, curiosos, aflitos e desconfortáveis. Ele me observou me olhando de cima abaixo. A expressão orgulhosa e repulsiva estava lá agora, dominando seu rosto.
— Você vem comigo. – comandou.
Não era que eu fosse obedecê-lo, mais quando vi a arma no cós a sua calça eu pensei que o lugar na frente de tantas pessoas não era o melhor pra enterrar o passado. Aquela história tinha acabado pra mim, mesmo que não para ele.
Sorri amarelo, algumas pessoas olhavam curiosas, muitas delas presenciaram quando Naruto me deixou ali, talvez achassem que eu era uma sem vergonha pela forma como me olhavam.
“Como estavam enganadas!”
Começamos a andar, calmamente, sem pressa. Ele mantinha uma mão em minha costa me guiando pelas ruas, controlando meus passos.
— Você mudou bastante Hinata. – foi o que ele disse antes de puxar meus cabelos e me lançar no chão. Caí por cima de minhas pernas e senti-as doer. Levantei meu rosto pra então sentir o tapa forte deferido contra minha face.
— E você não mudou nada. – afrontei-lhe.
Outro tapa, dessa vez mais forte para depois sentir que ele me erguia do chão pelos fios azuis. Eu gemi de dor e sentia a respiração fria e entrecortada de Itsuko banhar meu rosto e com os olhos serrados eu o encarei.
— Você ousa me afrontar? Já não te provei o que sou capaz de fazer.. – passou a falar lambendo os lábios de forma grotesca. — Ou quer que eu a relembre? – disse próximo de meu ouvindo apenas me fazendo sentir o estômago embrulhar. — Aqui é um ótimo lugar pra isso.
Seu olhar fitou em volta. Estávamos em uma praça completamente vazia, talvez devido ao horário, ou fosse pelo feriado que teve no dia seguinte, pessoas cansadas de uma boa festa não se davam ao luxo de sair a noite quando tinha que trabalhar.
— Então Hinata, o que acha de relembrar os velhos tempos? – sussurrou em perto de meu pescoço fazendo sua língua áspera deslizar pela lateral de meu rosto e descer por minha nuca.
Ouvi passos e um casal estava ali, poucos metros longe, eu temi. Pensei em pedir ajudar, mais Itsuko possuía uma arma podia feri-los. Eu já estava um pouco farta de envolver pessoas inocentes a meus problemas.
Eles me olhavam, confusos. Era lógico que eu não tinha na face um sorriso de prazer sentindo aquele homem me tocar. Sorri desconfortável. E o homem perto de mim os encarou.
— Bela noite, não é mesmo? – seu cumprimento soou indiferente, mesmo que o sorriso no rosto de puro divertimento dissesse o contrario, mais era um sorriso maquiavélico.
— Sim, uma bela noite. – disse o rapaz, que acompanhava a garota. Ele tinha cabelos castanhos espetados pra trás e uma faixa verde na cabeça, olhos intensos e um sorriso gentil e meigo nos lábios. A menina com ele parecia um pouco temerosa, seus cabelos em duas chucas eram alaranjados e seus olhos amendoados tinha um brinco de medo e desconfiança.
Continuaram a andar vez ou outra o rapaz olhava para trás, eu tinha uma leve impressão de tê-lo visto antes, mais naquele momento eu não podia me recordar. Não tinha nada que me fizesse lembrar-me dele no momento e na situação em que estava.
Itsuko apertou mais meu braço e me guio um pouco mais para longe até que o casal não pudesse mais ser visto.
— Você conhece aquele cara? – sua voz furiosa cuspiu as palavras em mim. — Diga! – gritou.
— N-não.. – foi o que falei a meia voz.
— Não minta pra mim Hinata. Você sabe o quanto eu posso ser cruel. – ameaçou me agitando em seus braços demonstrando todo seu descontrole.
— Eu já lhe respondi.. e-eu n-não o conheço. – reafirmei.
Itsuko rasgou parte da minha roupa, arrancando de meus ombros o casaco que eu vestia e um pedaço de minha blusa.
— Vamos relembrar.. – sua voz grave e devastada pronunciou as palavras com dor e raiva. Empurrou-me contra uma árvore tentando tirar de mim o resto de panos que ainda me cobriam.
Eu lutava para manter as roupas em meu corpo. Lutava para afastar as mãos dele de mim. Eu nunca mais iria permitir que alguém me tocasse, que ele me tocasse.
— ME SOLTA. – gritei a plenos pulmões.
Ele paralisou por um momento e depois um sorriso diabólico nasceu nos lábios quase azuis e sem vida que ele possuía.
— Finalmente eu verei você implorar. – falou satisfeito.
NARUTO POV’S
Eu voltei para o mesmo lugar onde deixei Hinata sentada, e ela não estava mais lá. Liguei pra o celular dela e nada. Não atendia. Insisti mais vezes.
Finalmente ela atendeu.
— Hinata – falei desesperado. — Por que você não me esperou? Onde esta? – soltei as palavras de uma vez.
— Ela esta comigo, muito bem acompanhada.
Meu corpo travou, minha alma parecia ter abandonado o corpo e meu coração deu um salto no peito forte o bastante pra me fazer ter um ataque cardíaco.
Aquela voz não era Hinata.
E então o som do aparelho apitou quando a ligação foi encerada.
Comecei a perguntar a algumas pessoas se elas tinham vistos minha Hinata. Alguns diziam tê-la visto com um homem loiro mais baixo que eu e muito pálido.
Eu já imaginava em que situação ela podia estar, e os piores pensamentos me assolaram a mente naquele momento corri na direção que algumas pessoas me apontaram.
Chegando próximo de uma praça visivelmente deserta avistei Konohamaru acompanhado de Moegi. Eu estava aflito e desesperado.
— Konohamaru.. – gritei.
Ele me olhou aliviado e correu na minha direção.
— Naruto-nii que bom que você esta aqui.. acho que era ela, aquela menina que você fez a surpresa na faculdade.. tinha uma cara com ela.. e ela parecia assustada. – ele disse tudo rápido de uma vez sem pausa.
Erámos dois afoitos.
— Em que direção? – indaguei.
Konohamaru apontou para oeste, lembrava-me vagamente de ter uma fonte daquele lado. Assenti positivamente e o fitei segurando-o pelos ombros.
— Você e Mogei.. para casa. Melhor.. você avisa Hanabi e Sasuke pra mim onde estou. – ordenei. Ele ela balançaram as cabeças positivamente e Konohamaru saiu arrastando com ele, Moegi.
Eu corri na direção que ele me indicou. Cada minuto era mais que precioso.
Procurava com os olhos em todas as direções. Ansioso, preocupado. Meu coração a mil e com um bolo amargo que insistia em ficar preso na garganta.
Avistei uma movimentação perto da fonte, corpo em movimento e um gemido podia ser ouvido. Eu fiquei inquieto, não era um gemido de dor e frustração mais de prazer.
As ideias seguintes vieram cheias de dúvidas e quando cheguei perto o bastante para ver meu coração quase explodiu.
Um casal fazia amor ali, por um minuto e pelo constrangimento eu quase me esqueci do que realmente me levava ali. Me desculpei e volte a minha procura.
Até que eu finalmente encontrei o que queria, mais a cena que vi fez meu sangue ferver nas veias e eu perdia consciência enquanto corria na direção daquele desgraçado.
O tal Itsuko segurava Hinata pelos cabelos e a mão livre ele a fazia esfregar seu rosto em seu membro, ela mantinha os olhos fechados com força, a rosto vermelho com a marca de dedos e lágrimas nos olhos tão preciosos. Mas não lágrimas de dor, e sim de raiva, essa era a minha menina.
Então quando eu estava perto ela fez algo que me deixou pasmo, e que realmente não podia me deixar mais satisfeito.
Com vontade ela abriu os lábios e com todos os dentes a mostra ela o mordeu pegando parte do membro de da virilha, fazendo o grunhir de dor e ódio. Em um momento mais apropriado eu iria rir, mais aquilo não era engraçado.
Quando ele soltou lhe os cabelos, pronto pra lhe bater eu pulei em suas costas indo ao chão com ele.
— Nem pense nisso. – vociferei.
Coloquei-me por cima de seu corpo e deu o primeiro soco, sim o primeiro, por que depois daquele vieram outros, um mais forte que o outro ate que eu vi sangue sair de seu nariz.
— Naruto.. – Hinata me chamou assustada e me puxou de cima dele.
— Hinata.. – eu devolvi o chamado cheio de suplica, dor e mais.. medo, medo que perdê-la novamente.
Abracei-me a ela com toda força que possuía sentindo-a arfar em meus braços e acaricias meus cabelos. As lágrimas antes contidas me vieram aos olhos sem que eu pudesse conter. Eu já não podia refrear meus sentimentos. Tudo estava tão a flor da pele.
— Está tudo bem.. – ela afirmou.
Suas palavras claras, lentas ditas suavemente no intuito de me acalmar me fizeram a apertar mais contra meu corpo. A ânsia de talvez perdê-la para sempre.. para aqueles sentimentos sombrios que eu sabia, ela guardou muito tempo dentro de si.
Afastei-me fitando seus olhos, tão cheios de paz, de determinação e de uma força que me faltava agora. Eu me sentia impotente.
— E-Eu.. tive tanto medo. Quando n-não ti vê lá.. e-eu.. pensei o pior. – confessei e senti meu corpo mais leve.
Hinata me encarou seu olhar transbordando doçura, deslizou as mãos pequenas por meu rosto me proporcionando seu calor, seu toque.. as únicas coisas capazes de me tranquilizar naquele momento.
— Eu estou bem. – afirmou.
O corpo no chão se mexeu, e então uma risada alta e medonha foi escutada ecoando na escuridão, ele aos poucos se levantou e instintivamente eu passei Hinata para minhas costas na esperança de projete-la.
— Que lindo casal.. – disse o bastardo. — Soube escolher, não foi Hinatinha.. um loirinho.. – debochou, rindo sarcasticamente quando seus olhos encontraram os meus.
Fúria e ódio.
— Sabia que não iria me esquecer.. mas.. – pausou tornando seu olhar frio e gélido. — Não vou permitir que você toque nela.. Hinata é minha! – declarou.
As palavras tiveram em mim um efeito devastador.
“Como depois de todo o mal que ele causou a meu anjo.. aquele doce criatura que hoje era minha, e somente minha amada.. ele ainda podia se declarar algo dela?”
Aquele homem despertava em mim o pior que o ser humano podia sentir em vida.
Ele puxou do cós da calça uma arma. Meus olhos não deixaram os seus nem sequer um segundo. O cano da pistola apontada pra mim. As mãos de Hinata agarradas firme em minha roupa.
— Naruto.. – ela sussurrou as minhas costas.
— Vai ficar tudo bem. – encorajei. — Eu estou aqui pra você!
Essas foram minhas palavras até que o som do disparo foi ouvido.
Sons de pássaros batendo voou, bichos em alerta nas árvores, a voz de Hinata gritando.. eu não tinha certeza, mais em algum lugar do meu corpo eu podia sentir que algo me atravessou rasgando. E então os braços de Hinata me envolveram sustentando meu corpo que pendia pesado.
Notas finais
A Anii-chan aqui deixa beijos e abraços pra vocês e uma boa noite..
Até o próximo meus amores..
*-*
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