Notas iniciais
Espero não ter demorando muito dessa vez.. rsrs

~E finalmente chegamos ao momento clímax da fic..
Falta poucos capítulos pro fim..

Pois é minha gente.. tá acabando..

Espero ver vocês por aqui ainda. Beijos..

O Amor que Floresce do Medo

Capitulo 25

HINATA POV’S

Depois daquele magnifico encontro com Naruto eu estava decidida a enfrentar tudo, a transpor barreiras que eu mesma havia construído ao meu redor.

Era finalmente hora de deixar o passado no passado e escrever uma nova página no livro da minha vida, e dessa vez eu seria a autora e não uma espectadora.

Eu me encontrava muito nervosa, mais procurei não pensar muito nisso. Esperava meu otou-san chegar para ter uma pequena e razoável conversa com o mesmo. Pelo menos de minha parte.

Meu coração foi a mil quando a porta da casa se abriu. Meu otou-san entrava vestindo um terno cinza, sapatos pretos e os cabelos devidamente alinhados e bem penteados, a gravata estava um pouco frouxa e seu olhar demostrava todo seu cansaço físico e mental.

Pensei: “Talvez não seja a melhor hora pra essa conversa..”

“Não desista tão rápido assim Hinata..” – gritou uma voz na minha cabeça.

Tomei coragem e inicie uma conversa calma.

— Boa noite Otou-san.. – cumprimente lhe ajudando com suas pastas.

Papai apenas me fitou com seu olhar cauteloso e beijou o topo de minha cabeça deslizando a mão direita por meu cabelo soltou.

— Boa noite filha.. – respondeu.

Ficou me observando enquanto caminhamos para a sala, ele se sentou no sofá e suspirou longa e profundamente, logo encarando meus olhos com ternura que só um pai poderia ter.

— Vamos Hinata, diga logo. – pediu calmo, mais impaciente pelo cansaço.

Eu ri sem jeito e corei juntando as mãos e esfregando-as uma na outra de forma nervosa e desordenada.

— Euquero comprarum-apartamento. – falei rápido.

— Diga com calma Hinata, por favor. Realmente estou tentado lhe entender. – ele falou desfazendo mais o nó da gravata.

— Eu gostaria de pedir ao senhor pra comprar um apartamento, quero me mudar. – falei com calma e respirando devagar e falando pausadamente.

Ele me olhou especulativo, procurando um indicio de incerteza, dúvida ou talvez de brincadeira. Não encontrando tais sinais ele me fitou um tanto surpreso.

— Você realmente esta falando sério, não é mesmo. – afirmou. Assenti positivamente. — Eu me preocupo com você Hinata, não é que eu não queira que você tome suas decisões filha.. – ele parou de falar, tomou ar e sorriu desistente. — Se eu pudesse, você e Hanabi não cresceriam nunca, mais a vida não é assim, não é mesmo? – disse a si mesmo e lhe sorri levantando e sentando-me ao seu lado.

— Eu sempre serei sua filha e você meu pai. – abracei-lhe forte.

— Você sempre vai ser minha menininha. – disse me apertando em seus braços. — Senti muita falta de você Hinata. – completou e eu sabia bem o que queria dizer.

— Eu também pai, senti falta de mim. – afirmei.

“Foi até mais fácil do que tinha imaginado” – pensei aliviada, vendo sua aceitação.

Fiz lhe alguns agrados, naquela noite jantamos sua comida favorita que eu fiz questão de preparar, sentamos para jogar go e depois vimos um filme. Hanabi parecia feliz como há tempos eu não via, Neji também.

Passamos horas conversando.

Quando fomos deitar, papai parecia contente, menos preocupado do que antes estaria. Entrei no meu quarto e tomei um banho rápido, voltei troquei de roupa e sentei na cama. Por algum motivo eu estava bem agitada.

Ouvi o som de alguém batendo na porta e pedi que entrasse. Surpreendi-me com Neji a minha porta, imaginei que fosse Hanabi.

— Nii-san.. – falei calma.

— Hinata-san.. seu pai esteve comentando a pouco que você pretende se mudar daqui. – sempre sem rodeios. – pensei com um sorriso.

— Sente aqui Neji-nii-san.. – pedi batendo a mão na cama.

Ele corou um pouco por algum motivo mais veio cautelosamente sentando se e fazendo o colchão afundar com seu peso.

— Você não precisa se preocupar, eu vou ficar bem. – comecei a falar tocando lhe o ombro e fazendo-o se deitar em meu colo. — Eu não sou mais criança e esta na hora de começar a me cuidar sozinha. – eu afagava os cabelos castanhos e sorria diante de sua incredulidade. — Ora Neji.. vamos, seja sensato. – pedi brincalhona.

— Você parece-me uma criança inexperiente, tímida, ingênua. Eu não quero que nada de ruim lhe aconteça. — ele disse levando se e me abraçando.

— O que pior podia me ter acontecido já passou.. eu não posso ficar parada no tempo de novo. – respondi retribuindo lhe. — Você me disse pra ser forte.. é dessa forma que eu quero agir.. quero ser forte por mim mesma e fazer dá certo dessa vez. – respirei mais aceleradamente pelo ritmo apressado com o que falava.

— Hinata.. Eu sei que você vai conseguir prima. – sua voz era sonolenta.

Neji se deitou de novo e vi Hanabi entrando com o rostinho um pouco triste.

— É verdade Nee-san.. você vai se mudar? – indagou esfregando os olhos.

— Sim, mais não é agora Nabi-chan.. – tranquilizei-a.

Ela se abraçou em mi quando chegou bem perto da cama, se jogando sobre meu corpo e me apertando forte. Envolvi-a em meus braços.

— Eu te amo muito Nabi-chan..

— Eu também te amo muito Hina-nee-san.. – ouvia falar entre soluços.

Deitei-a entre mim e Neji e dormimos juntos como quando éramos pequenos. Lembrava-me claramente dessa época. Papai nos levava para acampar na sala. Eu não conhecia medo, angustia ou decepção na época e eu acreditava que nada podia me ferir.

Aquela seria a melhor semana para começar tudo que eu tinha em mente. Além de começar com aulas de defesa pessoal, eu estava à procura de um emprego e claro, do meu querido apartamento novo.

Eu tinha muitos planos para essa nova faze da minha vida.

1° apartamento;

2° emprego;

3° lidar com sexo oposto. – Naruto.

Esses eram os itens principais e os mais importantes. Principalmente Naruto, já estávamos há bastante tempo em uma situação de quase namoro, com namoro e uma hora ou outra a situação SEXO seria abordada e eu ainda não sabia se estava pronta pra isso. Minha única certeza era de que ele iria me dar tempo, seria paciente e que me ajudaria a passar por isso. Só que, ele não era de ferro.. meu novo medo era de que ele não pudesse esperar.

Enquanto eu pensava nisso no meio da rua, eu tinha uma sensação horrível de estar sendo observada. Era uma sensação incomoda e desconfortável. Algo até familiar. E esse pensamento fez um arrepio subir pela minha espinha.

Olhei em volta e tive o vislumbre de um sorriso estranho me encarrado muito ao longe, mais não pude ter certeza, muitas pessoas circulavam pelo centro da cidade naquele momento.

Respirei fundo e voltei minha atenção para o que iria fazer agora.

Caminhei mais um pouco até uma lanchonete onde Naruto me esperava com um grande sorriso no rosto e um lírio na mão. Ele nunca me daria rosas depois de ver aquela marca em minhas costas, não importava o quanto um lírio fosse um exagero.

— Yo Hina-chan.. – cumprimentou-me animado.

— Yo Naruto. – respondi lhe abraçando e depois recebendo de suas mãos o lírio.

— Você esta linda.. – elogiou-me.

Corei, não por que queria, mais era inevitável diante da forma espontânea e admirada como ele me olhava e dizia aquilo.

— Então, como vai à procura pelo emprego e pelo seu apartamento? – perguntou animado.

— Vai bem, mais até agora não achei nada, mais tenho certeza que vou encontrar. – respondi também alegre. Eu era a mais interessada.

Ele sorriu de volta para mim enlaçando as mãos nas minhas.

— Eu sei que vai conseguir Hime.. – ele beijou no topo de minha testa e eu o abracei pelos ombros.

Muitas pessoas nos olhavam e agora eu não me importava mais, por que nos realmente estávamos juntos agora e ele me pertencia.

Quando saímos de mãos dadas ele esbanjava sorrisos pra todos que nos olhavam, estava feliz, orgulhoso, mesmo assim ele às vezes se desculpava muito por ter me deixado quando soube de tudo. Eu entendia.

Ele foi em casa comigo, e para minha surpresa e para a dele um carro de policia estava estacionado bem à frente, dois policias estava de guarda lá.

Olhei preocupada para Naruto que me devolveu o mesmo olhar. Corremos e passamos pelos dois guardas sem problemas.

Meu coração batia forte, minha garganta ardia e meus pulmões trabalhavam rápido em busca de ar. Olhei papai na sala com duas pessoas estranhas, um homem de cabelos vermelhos e outros de cabelos alaranjados conversavam com ele. Ambos se levantaram do sofá assim que eu entrei.

O rosto de meu pai era pálido, preocupado e angustiado, os dois homens se entre olharam em forma de compreensão de algo que eu desconhecia. Abracei papai com o coração na boca.

— O que houve? – foi tudo que pude falar.

— Hinata.. eu preciso falar com você, melhor, eu preciso te contar algo. – foi o que meu pai começou dizendo.

— Acho que é melhor deixamos vocês a sós. – disse o rapaz de cabelo laranja.

— Não me preocupe se ficarem. – falou meu pai.

— Não entendi nada. – disse Naruto me fitando e a meu pai, sua expressão era apenas confusa, serena.

— Itsuko fugiu da cadeia e veio pra cá atrás de Hinata.

Aquelas palavras, eu não queria acreditar que as estava ouvindo. Não podia ser verdade, depois de tudo que eu passei para reconstruir minha vida, para dar lhe um sentido.

Deus, era certo que isso viesse me ocorrer, justo agora? – pensei.

Senti meu corpo mole e fraco e deixei que cedesse nos braços de meu pai apenas ouvindo a voz raivosa de Naruto.

ELE NÃO VAI TOCAR NELA NUNCA MAIS. – ele gritou e depois disse. — Hinata.. – e eu já não ouvi mais nada.

Notas finais
Beijos a todos os lindos e lindas que tem feito dessa fic um sucesso..

Com Carinho, Ani