O Amor Que Floresce Do Medo
29 Depois da Tempestade
Notas iniciais
O Amor que Floresce do Medo
Capitulo 29
HINATA POV’S
Já não sabia quanto tempo tinha se passado, pareciam horas, pareciam dias dentro da minha mente. aquela espera estava me torturando.
Sakura havia levado Naruto em uma ambulância e Sasuke me trouxe no carro. Eu chorava a todo instante, não conseguia conter as lágrimas e não havia um bom motivo para não deixa-las vir. Isso não me tornava mais fraca, hoje eu sabia disso.
Enquanto estava sentada na sala de espera, Kushina e Minato chegaram e com eles meu pai.
— Hinata.. Hinata.. – Kushina chamou assim que me viu.
Levantei desajeitada e corremos uma para a outra nos abraçando com força. Ambas sem poder se sustentar, começamos a ceder sendo amparadas por Minato e por meu pai.
— Como ele está? – foi Minato que perguntou.
Apenas balancei a cabeça negativamente. Não tinha noticias dele desde que cheguei. Sasuke estava resolvendo as coisas relacionadas a prisão de Itsuko e sobre o depoimento que eu e Naruto teríamos que prestar, algo insignificante se comparado ao que passamos.
— Vai ficar tudo bem filha. – meu pai falou. Soltei-me de Kushina e me lancei em seus braços. Ele me recebeu com carinho e alisou meus cabelos como quando eu era criança. Senti-me protegida, mas faltava algo naquele momento.
Sentamos, mas cada um permanecia em seu mundo, em sua realidade imaginando coisas que eu nem podia sonhar. Tudo que se passava em minha cabeça era a cena do tiro e o sangue de Naruto manchando sua camisa. Internamente eu só podia pedir a Deus que ele tivesse sofrido nenhum dando grave e que ficasse bem logo.
Mais horas intermináveis se arrastaram com dias de fome, até que Sakura saiu de uma sala tirando as luvas descartáveis e limpando o rosto suado.
Kushina e eu avançamos em sua direção desesperadas fazendo-a das alguns passos para trás.
— Como ele está? – perguntamos juntas.
Sakura sorriu fraco, um sorriso que eu não sabia dizer se significava algo bom ou ruim. Meu peito se apertou mais ainda e segurei em suas mãos que estavam geladas.
— Sakura, por favor.. como ele está? – indaguei com a voz tremula. — Me diz, pelo amor de Deus.. ele esta bem? – acrescentei em um tom de desespero.
Ela me fitou nos olhos e depois olhou para Kushina e Minato que estavam de mãos dadas atrás de mim com um olhar mais terno.
— Naruto esta bem, esta dormindo e deve acorda em algumas horas. – ela respondeu.
Uma onda de aliviou percorreu meu corpo e eu respirei fundo deixando o ar que eu nem sabia estar prendendo se esvair.
— Quando iremos poder vê-lo? – perguntou Minato.
— Assim que ele for transferido para o quarto. Tivemos que retirar o projétil do corpo dele que ficou localizado em um lugar delicado entre os ossos da costela e o pulmão. Não sabemos ainda o estado real dele, mas no momento ele está estável mais perdeu muito sangue. – ela explicou.
Mesmo aquela noticia não era suficiente para calmar meu coração. Eu desejava mais que tudo vê-lo com urgência.
— Assim que ele passar para o quarto venho chama-los para vê-lo. — foi o que ela disse. — Agora preciso ir. — acrescentou. Deu um leve aperto em minhas mãos e me sorriu saindo logo depois em direção a um dos corredores.
As paredes brancas daquela sala já me eram intimas e familiares aquela altura, quando Sakura retornou. Minato e Kushina foram logo vê-lo. Eu podia esperar mais alguns minutos mesmo que fosse uma tortura.
Logo que eles deixaram o quarto eu entrei sozinha.
Naruto estava deitado, com uma roupa de hospital, metade do braço enfaixado e o rosto um pouco inchado com algumas escoriações leves.
— Yo.. — disse assim que seus olhos encontraram os meus. Ele tinha um sorriso nos lábios, isso me animou um pouco mais.
— Estava ansioso para ver você. — ele disse.
— Eu também, queria muito saber como você estava. — falei, mais eu mal podia olha-lo nos olhos cheia de culpa pelo seu estado atual.
— Não fique assim Hime, já passou. — falou ele e me estendeu os braços.
Corri até a maca me lançando em cima dele ouvido seus protestos de dor, no entanto quando tentei me afastar ele me apertou mais forte.
— Eu jamais me perdoaria se algo tivesse acontecido a você. Eu te amo Hinata. — declarou.
Levantei um pouco o rosto mirando-o, sua face séria, seu olhar intenso, o jeito como eu me sentia em seus braços naquele momento. Ver Naruto daquela forma me deixava em um misto de excitação e preocupação. Ele ficava muito sexy serio como agora.
Um pensamento nada apropriado para se ter.
Beijei sua boca não podendo mais ficar só a olha-lo ali, envolvi meus braços ao seu redor puxando-o para mim sem me importar com nada. Suas mãos logo estavam me rodeando e deixei que me peso se sustentasse nele.
Nossas bocas travavam uma batalha sem vencedor, meu corpo queimava em um sentimento que eu não sabia descrever. Algo se agitava em meu peito e minhas pernas pareciam ficar moles. Naruto me tocava de forma suave, suas mãos escorregavam pelo meu corpo lentamente em carrinhos que corriam pela minha pele despertando meus sentidos.
Suas mãos se entrelaçaram em meus cabelos e ele desceu beijos pelo meu pescoço e eu gemi. A constatação daquilo me deixou rubra e fez Naruto me soltar rapidamente me deixando “frustrada”.
— Melhor você ir, você precisa descansar. — ele falou mais não olhava para mim, e no rosto uma coloração vermelha brincava em sua face.
Eu não lembrava me de já tê-lo visto assim, mais foi muito fofo. — foi o que pensei na hora.
— Quando você vai ser liberado? — perguntei.
— Em dois dias, foi o que Sakura falou. — disse desanimado.
Aquilo pareceu me bom, de alguma forma, me pareceu muito bom.
— Ainda bem Naruto-kun. — disse feliz. — Vou te esperar em casa com uma grande surpresa. — disse e que sabia que meu rosto devia estar iluminado.
Naruto me olhou inquisitivo, curioso.
— O que pretende Hinata? — inquiriu.
— Você ira ver.. — respondi. Dei-lhe um beijo na estalado na bochecha e um selinho nos lábios. Saí com a cabeça fervilhando mil ideias. Em dois dias tudo seria diferente pra nós.
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