O Amor Permanece!

6 Vamos lá...


Notas iniciais
Oi Gente! Não estou muito feliz hoje, não estou com ânimo para postar, mas estou aqui! Olha gente, eu estou muito, muito, muito e muito triste... Eu tive SEIS COMENTÁRIOS!!! Gente, sério, seis? Se vocês não colaborarem eu vou demorar mais ainda para postar. Tem várias visualizações e ninguém comentou, apenas seis pessoas que eu agradeço por terem colaborado comigo e comentado, seus comentários são lindos e quero agradecer por vocês seis que comentaram me deixando feliz! Mas quem não comentou, eu vou me lembrar disso, espero mais neste capítulo! Pode ser qualquer coisa, até uma crítica ou uma ideia que eu leio e respondo. Espero que gostem do capítulo!

NOTAS INICIAIS IMPORTANTES!!!

POV VIOLETTA

–O que faz aqui? –Perguntei com um sorriso se formando em meus lábios.

Corri até ele e o abracei.

–Estava com saudades. –Falei abraçando-o.

–Eu também, estou de férias então resolvi vir te ver. –O Paulo falou me abraçando.

–Como soube que eu estava aqui. –Perguntei separando o abraço.

O Leon apareceu atrás de mim e agarrou minha cintura.

–Leon! Para de ciúmes. –Falei rindo.

–Você deve ser o Leon.

–Sim marido dela. –Ele falou ainda com ciúmes.

–Leon! –Bati em seu peito. –Leon, Paulo. Paulo, Leon. –Apresentei-os. –Leon, o Paulo é meu amigo, foi o meu médico lá da Itália, me ajudou a criar as crianças.

–A tá. –Ele assentiu.

–Ele é casado. –Informei-o.

–E novidades, tenho um filho, tem cinco meses ainda. –O Paulo contou feliz.

–Parabéns. –Abracei-o novamente. –Fico feliz por você e pela Carla.

–Obrigado.

–Mas enfim, como me achou aqui? –Perguntei.

–O rastreador do Daniel. –Ele lembrou-me.

–Ah, claro, nossa, tinha até me esquecido. –Ri.

–Pera aí, meus filhos tem rastreadores? –O Leon perguntou inconformado.

–Tem, nós colocamos quando a Daniele foi atacada. –Expliquei.

–Pelo jeito tem muita coisa que não sei sobre meus filhos. –O Leon falou bravo.

–Leon! –Briguei com ele. –Chega.

–E vim te procurar porque tinha que te devolver isto. –Ele pegou algo no bolso de trás da calça.

Ele tirou de lá o atestado de óbito da Daniela.

–Obrigada. –Pequei-o rapidamente e guardei.

–O que é isso? –O Leon perguntou.

–Nada. –Falei.

Ele entendeu e ficou quieto.

–Mas por que o Daniel está no hospital? –O Paulo perguntou preocupado.

–Ele foi baleado, precisa de transfusão de sangue. –Expliquei.

–Posso fazer um teste de compatibilidade. –Ele falou entusiasmado.

–Obrigada!!!

*Dia seguinte 10:00

O Paulo fez um exame de sangue para saber se é compatível com o Daniel e hoje sai os resultados, vai sair lá para as 11, mas vamos chegar mais cedo.

–Leon, vamos levar o Pedro para a creche ou quer leva-lo conosco? –Perguntei acalmando o Pedro que estava chorando fortemente em meu colo.

–Vamos leva-lo conosco, assim ele se acalma. –Ele disse pegando a bolsa do Pedro.

–Então vamos. –Falei ainda ninando o Pedro. –Calma, amorzinho, sh...

Fomos para o hospital, tive que ir no banco de trás com o Pedro para ele ficar calmo, ele acabou se acalmando mesmo. Na metade do caminho ele já estava brincando com sua girafinha azul que fazia barulhos toda vez que ele apertava, e quando ele descobriu que era só apertar para o barulho soar, ele apertou a girafa incansavelmente o caminho todo.

POV NARRADOR

Chegaram no hospital e o Pedro ainda não tinha cansado de apertar aquela bendita girafa. O hospital como sempre, branco, e um silêncio mortal. O casal Vargas entrou pela grande porta da frente, todos naquele hospital estavam lendo, no celular ou olhando para o nada, dava-se para ouvir as recepcionistas teclando no computador e os passos de médicos e enfermeiras, mas o silencio foi rompido por Pedro que apertou novamente sua girafa, todos os olhares se voltaram à Violetta, Leon e Pedro que gargalhava e apertava a girafa.

–Chega, né filho. –Violetta tirou a girafa da mão do pequeno Pedro que fez bico e começou a chorar.

Violetta procurou na bolsa de Pedro e tirou de lá de dentro o que queria, um brinquedo que não fizesse barulho.

–Fica com este. –Deu Violetta na mão no filho.

Pedro analisou o brinquedo milímetro por milímetro e começou a morde-lo e brincar sem nem mesmo se importar com sua girafinha.

–Assim é melhor. –Riu Violetta.

–Concordo. –Disse Leon abraçando a cintura da esposa.

Eles subiram e foram ao andar onde se encontraria o laboratório do hospital e onde se recebe cada um dos resultados já feitos. Lá, sentado em uma cadeira estava Paulo que mexia no celular. O casal se aproximou dele e o cumprimentou.

–Esse deve ser o Pedro. –Paulo falou admirado com o pequeno bebê de oito meses.

–É. –Assentiu Violetta orgulhosa do filho.

–Bagunceiro que só ele. –Completou Leon.

–Entendo, meu filho também não para quieto. –Compreendeu Paulo.

–Os exames já ficaram prontos? –Perguntou Violetta se sentando em uma das cadeiras duras e livres do hospital.

–Não, estou esperando, vão chamar ainda. –Contou Paulo. –Vocês não receberam nenhuma notícia? –Perguntou Paulo criando um clima tenso naquela roda de três.

–Não. –Respondeu Leon.

Estavam se referindo a Daniele, desaparecida a quase um mês. Os policiais perderam totalmente as esperanças mas Violetta e Leon não, pagam para eles continuarem as buscas, mas até hoje nada sobre a menininha de seis anos que simplesmente desapareceu.

–Como somos burros! –Gritou Violetta. –Opa, desculpa. –Se desculpou percebendo que todos os olhares se voltaram a ela.

–Por quê? –Perguntou Leon confuso.

–O Daniel tem rastreador, e a Daniele também. –Lembrou Violetta sorridente.

–Mas não é fixo na Daniele, o da Daniele fica no colar dela. –Falou Paulo.

–Eu sei, mas ela não larga aquele colar por nada, ela fugiu com ele. –Violetta sorriu esperançosa.

–Espera, porque no Daniel está preso a ele e na Daniele não? –Perguntou Leon ainda confuso.

–Porque a Daniele estava no hospital, ela não podia colocar, podia dar alguma infecção e etc... Então colocamos no colar que dei pra ela.

–Aquele de ouro?

–Sim. –Respondeu Paulo.

–Paulo Calles. –Chamou o médico aparecendo na sala de espera.

Paulo, Violetta e Leon seguiram o médico até sua sala.

Se sentaram ao chegar na sala do médico. O médico tinha em suas mãos um envelope branco com o símbolo do hospital.

–Os resultados dos exames estão prontos e eu fico muito feliz de informar que o sr. Calles é totalmente compatível com o paciente Daniel Castillo. –Informou o médico sem nem mudar a expressão facial. –Podemos começar agora mesmo o processo para a doação de sangue.

O rosto de Violetta e Leon se iluminaram totalmente com um sorriso e olhos brilhantes. Violetta abraçou Leon e deu um selinho no mesmo de emoção.

Paulo foi para uma sala específica tirar sangue enquanto Leon e Violetta foram até o quarto de Daniel, que estava dormindo como na maioria das vezes. Violetta colocou Pedro no colo de Leon e se aproximou de Daniel.

–Filho... –Chamou Violetta sussurrando. –Ei, amor. –Ela passou a mão no cabelo escuro do filho, cabelo que costumava ser loiro antes de ele ficar doente.

–Oi mamãe... –Disse o garotinho fraco.

–Adivinha o que aconteceu. –Falou Violetta ainda passando a mão no cabelo do filho.

–O quê? –Ele perguntou curioso mas ainda com a voz baixa.

–Você vai sair do hospital, logo, logo. –Disse Leon se aproximando.

–Sério? –Os olhos de Daniel brilharam voltando a cor verde, fazendo Leon e Violetta sorrirem.

–Sim. –Assentiu Violetta. –E sabe quem te ajudou?

–Quem?

–O Paulo, se lembra dele? –Perguntou Violetta olhando nos olhos do filho.

–Ele tá aqui? –Perguntou Daniel feliz.

–Está. –Respondeu Leon um pouco incomodado, Leon e seus ciúmes.

–E logo você vai vê-lo. –Contou Violetta.

–Finalmente vou embora...

POV FRANCESCA

Isso é inacreditável, faz duas semanas que eu pequei a Julia de volta sem o Marco saber e até hoje ele não me ligou ou me procurou para falar sobre o “Desaparecimento” dela na casa dele. Bom ele resolveu aparecer em casa.

–Francesca. –Ele apareceu na porta de casa.

–O que você quer? –Perguntei sem ânimo para vê-lo.

–A Julia sumiu! –Ele falou.

–Quando? –Perguntei parecendo preocupada só para ver.

–Ontem, eu a coloquei na cama e quando acordei ela não estava mais lá. –Ele mentiu.

–Você a colocou na cama ontem? –Perguntei.

–Sim, ela sumiu hoje de manhã, dei falta dela hoje de manhã. –Continuou ele.

–Mamãe! –A Julia apareceu na sala.

Ela parou quando o viu, olhou e correu até mim pedindo colo.

–Como ela chegou aqui? –O Marco perguntou.

–Eu a pequei, a duas semanas na sua casa. –Contei.

–Mas ela sumiu hoje!

–Não, ela está aqui comigo a duas semanas. –Falei.

–Quem deixou você pega-la? –Ele perguntou bravo.

–A polícia, e o conselho tutelar. Afinal, essa semana deve chegar em sua casa um pedido pela guarda da Julia e um álibi de prisão por agressão de menor. –Mostrei a ele os papeis.

–Mas eu nunca bati nela. –Ele protestou.

–Diga isso ao juiz, iremos ao fórum daqui a uns três ou dois meses, veremos quem ficará com a guarda dela. -Falei fechando a porta na cara dele.

Esperei que ele fosse em bora, tranquei a porta e entrei com a Julia.

–Ele vai me pegar? –Ela perguntou como se ele fosse um monstro.

–Não filha, nunca mais...

*Dois meses depois

POV LEON

–Vamos papai! –O Daniel me chamou pulando. –Não quero chegar atrasado!

–Espera campeão, faltam meia hora ainda! –Gritei do meu quarto enquanto colocava o sapato.

Ele estava ansioso, ele voltaria hoje para a escola e estava totalmente feliz por isso. Ele falou a semana toda porque anda estava se recuperando e por isso, agora que é segunda ele já está vestido e com mochila pronto para sair, louco para ir para a escola.

–Vamos logo papai, vamos!!! –Ele entrou no meu quarto correndo e pulando.

–Ei! –Peguei no colo. –Ainda temos tempo, respira, tá? –Perguntei rindo.

Ele sorriu e falou.

–Tá bom, vou ver a mamma. –Ele desceu do meu colo e correu até o quarto do Pedro.

Terminei de me trocar, pequei minha maleta e meu jaleco. Fui até o quarto do Pedro chamar o Daniel e lá estava ele, conversando com a Vilu enquanto ela trocava a frauda do Pedro.

–Agora podemos ir. –Falei entrando no quarto

–EBA!!! –Ele gritou feliz indo até a escada.

Fui até a Vilu e dei um selinho na mesma.

–Já troquei o Pedro, você deixa ele na creche? –Ela perguntou.

–Claro. –Assenti pegando a bolsa dele.

–Obrigada, o Paulo conseguiu rastrear o chip da Daniele, hoje nós vamos procura-la. –Ela falou encostando a cabeça do Pedro em seu ombro já que ele dormia.

–Estou com tanta saudades da Daniele. –Falei triste.

–Espero que a encontremos hoje. –A Vilu falou forçando um sorriso.

–Vocês vão. –Aproximei dela.

–Espero mesmo. –Ela falou. –Tenho que me encontrar com ele daqui a pouco. Eu levo ele até o carro. –Ela se referiu ao Pedro.

–Claro.

Descemos e encontramos o Daniel brincando na sala.

–Vamos, campeão? –Perguntei olhando-o.

–Vamos! Eu quero ir logo! –Ele falou pulando até a porta.

A Vilu colocou o Pedro na cadeirinha do carro e eu o Daniel. Voltei na direção dela e abracei-a.

–Eu te amo. –Falei.

–Eu também te amo. –Ela me beijou.

Nós nos beijamos por um tempo e voltamos a nos abraçar.

–Temos que encontrar nossa filha. –Ela falou.

–Vamos encontra-la, você vai ver. –Falei no ouvido dela.

–Tchau, Leon.

–Tchau. –Dei mais um selinho nela.

Fui para o carro e comecei a dirigir.

Na metade do caminho o Daniel começou a fazer perguntas e perguntas até chegar em uma pergunta meio desconfortante.

–Papá, onda a Dani, está? –Ele perguntou olhando pela janela.

–Não sei, filho. –Respondi.

–Ela está bem? –Ele perguntou novamente.

–Espero que sim. –Respondi.

–Ela vai voltar pra casa? –Ele me repreendeu novamente.

–A mamãe vai procura-la e traze-la para a casa. –Respondi novamente.

–A mamãe vai achar ela? –Ele continuou com as perguntas.

–Espero.

–Eu estou com saudade da Dani, e você?

–Também filho, com muita saudade.

POV VIOLETTA

–Oi!

–Oi, Paulo. –Cumprimentei-o. –Entre.

O rastreador da Daniele estava com problemas e o Paulo conseguiu conserta-lo e trazer as informações dele novamente então hoje iremos atrás dela.

Fui para o sofá e me sentei na frente dele, mas antes que eu pudesse soltar uma palavra de meus lábios, a campainha tocou.

–Me desculpe, já volto. –Falei levantando.

Andei até a porta, abri-a e encontrei a Fran.

–Fran? O que você está fazendo aqui? Não sabia que vinha. –Abracei-a em cumprimento.

–Vim de surpresa, não tenho o que fazer hoje, queria ficar com você. –Ela falou.

–Estou com visita. –Falei. –Mas entre, não é nada de mais.

–Ok.

Ela entrou e andou até a sala, onde o Paulo estava sentado o sofá.

–Bom, Fran esse é... –Fui interrompida.

–Oi Paulo! Como está? –A Francesca falou abraçando o Paulo.

–Bem, e você? Estava com saudades de você Fran. –Ele a abraçou.

–Estou bem, e a Família? Como está o bebê? –A Fran perguntou feliz ao vê-lo.

–Bem, e a Julinha? –Ele perguntou.

–Está bem...

–Espera. –Interrompi-a. –Qual parte da história eu perdi? Vocês se conhecem?

–Claro, a Fran foi minha primeira namorada. –Ele falou.

–Sem graça, ele é mentiroso, tínhamos o quê? 11 anos? –A Fran zoou.

–É, uns 10, 11. –O Paulo riu. –O importante é que nunca perdemos o contato!

–Com certeza. –A Fran confirmou.

–Dessa eu não sabia. –Ri. –Mas enfim, Fran, nós vamos sair, quer vir?

–O que vocês vão fazer?

–Vamos procurar a Dani, o colar dela tem um rastreador. –Expliquei.

–E vocês só lembraram disso agora? Vamos lá! –Ela se entusiasmou.

O Paulo ligou o celular dele com o rastreador e fomos para o meu carro. Comecei a dirigir de acordo com as instruções que o Paulo me dava do rastreador.

Quando estávamos perto do ponto o barulho ficava mais alto.

–PARA! –O Paulo gritou.

Parei na hora.

Estávamos em uma parte pavorosa da cidade, com vários becos, ruas vazias e muitos moradores de rua, não sei como ela teria parado aqui.

–Está aqui por perto. –Ele falou. –Temos que ir a pé.

–Então, vamos lá...

Notas finais
Bom, espero que pensem e reflitam sobre os comentários! E então, será que finalmente encontraram a Dani? Espero que sim, estou com saudades dela! Comentar não cai o braço!