O Amor Permanece!
12 Irmã...
Notas iniciais
POV VIOLETTA
–Sua filha?
–Querida, deixa eu te explicar. –Leon levantou de sua cadeira correndo.
–Vai ter que ser uma ótima explicação. –Ri sarcástica.
–Eu não sabia disso, descobri a pouco tempo.
–Vou fingir que acredito. –Fechei os olhos e respirei fundo. –Olha, só não vou ligar para isso porque tenho uma ótima notícia e isso não vai estragar meu dia, você! –Apontei para a Geri. –Você não vai estragar meu dia.
–Que notícia? –O Leon pegou carinhosamente em meus braços.
Sorri. Vi seus olhos brilharem, os meus não estavam diferentes. Respirei fundo e desabafei feliz.
–Nossa menininha está viva...
*Três anos depois
–Pedro desce daí agora! –Lá estava eu dando outra bronca no Pedro.
Ele subiu no telhado da casinha que fica no jardim.
Ele desceu e andou até mim.
–Nunca mais suba lá, entendeu?
–Uhum. –Ele assentiu e correu para dentro de casa.
Para um menino de 4 anos ele apronta demais.
Entrei em casa e logo o avistei novamente, mas dessa vez pulando no sofá. Suspirei e fechei os olhos.
–Pedro, se eu abrir os olhos e ver você pulando no sofá juro que nunca mais te levo ao parque.
Contei dez segundos e abri os olhos, ele não tinha parado de pular, ele nem mesmo me olhava.
–Pedro! –Chamei sua atenção.
Foi aí que eu percebi que ele estava sem o aparelho auditivo. Aproximei-me dele e perguntei em libras.
–“Filho, onde está o seu aparelho?” –Perguntei.
–“Não sei.” –Ele respondeu parando de pular.
Comecei a olhar em volta e encontrei o aparelho no chão perto do sofá, provavelmente caiu quando ele começou a pular.
Coloquei nele e dei um beijo em sua bochecha.
–Pronto.
–Obrigado, mamãe. –Ele me abraçou.
–Mamãe, gente podi i nu parque? –Ele perguntou.
–Sim, veja se seu pai quer ir, vou falar com seus irmão
Ele correu até um corredor e desapareceu. Levantei do sofá e fui até o andar de cima falar com os gêmeos. Eles estão iguaizinhos, só estão mais velhos, atualmente eles tem 10 anos.
Bati na porta do quarto do Daniel e entrei.
–Não, mamma! Já falei que ninguém pode entrar na minha caverna. –O Daniel deu de chamar o quarto de caverna e nos proibiu de entrar.
Ele me empurrou para fora e fechou a porta.
–Espero que sua “Caverna” não esteja uma bagunça. –Falei olhando-o na frente da porta para bloquear a passagem.
–Ah, você me conhece. –Ele riu. –O que quer?
–Vou ao parque com o Pedro, quer ir?
–Tá, pode ser. Preciso mesmo de algumas coisas.
–Para que? –Perguntei.
–É para a minha caverna, você não pode saber. –Ele negou com a cabeça.
–Tudo bem. –Ri. –Vou falar com sua irmã.
Fui para o quarto da Dani, não é muito longe, uns 10 passos e logo cheguei.
Bati na porta.
–Pode entrar! –Ouvi ela gritar.
Entrei e a encontrei na cama escrevendo algo.
–O que foi, mamma? –Ela parou e me olhou.
–Vou ao parque com seus irmãos, quer ir?
–Não. Estou fazendo umas coisinhas importantes.
–Posso saber o que é, porque seu irmão não me conta mais nada. Mas você é meu anjinho e sei que vai me contar.
–Claro. –Ela riu.
Fui ao lado dela e me sentei pertinho dela.
–Estou escrevendo uma música, é para a aula da tia Fran. –Ela me mostrou.
–Está ótima amor. Foi a Fran que pediu?
–Ela me escolheu para fazer a música tema deste ano. Disse que sou a melhor nisso, não quero que ela se arrependa de ter me escolhido.
–Está ficando ótima, ela não vai se arrepender. –Beijei sua bochecha rosada como sempre. –Tudo bem, seu pai vai ficar em casa.
–Mamma... –Ela riu. –Sabe que o papá não é capaz nem de cuidar dele mesmo sozinho.
–Eu sei. –Beijei sua mão. –Mas ele acredita que consegue cuidar de vocês então não podemos fazer nada.
–É, eu sei.
–Bom, eu volto logo, qualquer coisa me liga, Dani.
–Tá, mamma.
Levantei e saí de seu quarto.
É muito fofo que os gêmeos até hoje me chamem de “Mamma” e o Leon de “Papá. Eu acho fofo o sotaque italiano deles.
Desci as escadas e lá estavam na sala de estar, o Pedro e o Daniel, os dois fazendo castelinho com as almofadas do sofá. A Daniele é minha única filha madura, fazer o que né.
–Meninos! Arrumem o sofá agora!
E em poucos minutos meu sofá estava arrumado.
–Pronto, já podemos ir.
...
Os meninos estavam correndo de um lado para outro no parquinho. O parquinho estava lotado, realmente lotado, era até difícil sempre manter os olhos nos meninos.
Só tinha eu sentada no banco em que eu estava, mas isso não durou muito tempo, logo uma mulher se sentou ao meu lado.
–Oi. –Ela falou.
–Oi. –Falei.
–Prazer, sou Brenda.
–Sou Violetta.
–Veio trazer seu filho?
–Sim, são dois meninos, estão correndo por aí. –Ri. –Mas tenho outra filha, uma menina, está em casa.
–Eu tenho uma filha, também está correndo por aí, ela é calma, mas adora correr. Qual o nome dos seus filhos?
–Tenho gêmeos de 10 anos, Daniel e Daniele, e um pequeno de 4 aninhos, Pedro.
–A minha também tem 10 anos, ela se chama jennifer.
Quando ela falou aquele nome ele ficou rodando minha cabeça.
–Ela está ali. –Ela apontou para uma menininha.
Era uma menininha loira de olhos verdes, uma cópia da Daniele. Meus olhos se encheram de lágrimas na hora. Tentei disfarçar e limpei meus olhos.
–Brenda, eu posso te perguntar algo?
–Claro.
–Não quero que se assusta, mas sua filha é adotada?
A cara dela mudou em instantes, de cara sorridente para cara assustada.
–Co-como você sabe. –Senti que ela estava com medo de mim.
Eu sabia que aquela era minha filha, queria abraça-la, beija-la, mas não podia.
–Lembra que eu te contei que tenho filhos gêmeos?
Ela assentiu.
–Eu na verdade tive trigêmeos, duas meninas e um menino. Mas no dia em que eles nasceram uma das minhas filhas foi roubada e trazida para um orfanato, eles fingiram que ela estava morta e me deram um atestado de óbito, mas descobri tudo atualmente e acho que a Jennifer pode ser minha filha. –Resumi a historia.
Ela ficou paralisada por um tempo.
–Olhe, está é minha filha. –Mostrei uma foto da Dani no meu celular.
–É igualzinha.
–Exatamente, não duvido nada que ela seja minha filha.
–Por favor não a tire de mim, ela é tudo o que eu tenho.
–Não, não faria isso. Só, quero que ela saiba a verdade. –Falei.
–Am... Claro, contarei a ela, só preciso de tempo.
–Entendo. –Sorri.
Não aquentava mais ficar ali vendo minha filha que nunca tinha visto antes, queria abraça-la e não podia.
–Olha, eu preciso ir. –Levantei. –Aqui está meu número. –Anotei em um pedaço de papel que tinha na minha bolça. Me ligue.
–Claro.
–Vamos Meninos!!! –Gritei.
Logo o Daniel e o Pedro apareceram. Os dois estavam cheios de terra, estavam sujos por inteiro.
–Vamos que vocês vão precisar de um banho. –Ri.
*Uma semana depois
A minha vida está uma completa confusão. Eu já contei ao Leon mas não as crianças. A Brenda me ligou e falou que tinha contado tudo para a Jennifer e que ela reagiu bem a tudo que está acontecendo. Ela vai deixar a Jenny aqui em casa enquanto ela sai com a mãe, ela quer que eu a conheça.
Eu estava tentando me distrair enquanto esperava ela chegar mas estava realmente muito difícil me distrair, eu estou muito ansiosa e isso não ajuda em nada.
–Mãe! –Daniele me chamando, pronto, tenho algo a fazer para me distrair.
Subi as escadas correndo a encontrei na porta do quarto do Daniel, ela estava batendo na porta e gritando pelo Daniel para que ele abrisse a porta.
–O que foi, amor? –Perguntei passando a mão em seu cabelo.
–O Pedro roubou minha lição de casa e não quer me devolver. –Ela bateu o pé nervosa.
–Só um minuto. –Falei a ela. –Daniel!
Segundos se passaram e a porta foi aberta pelo Daniel.
–Cadê o Pedro? –Perguntei.
–Traz ele aqui se não eu mesma entro. –Coloquei as mãos na cintura.
Ele assentiu e entrou no quarto em seguida.
Logo o Pedro saiu, ele estava com uma das mãos atrás das costas.
–Pedro me dê a lição da sua irmã.
Ele levantou os ombros com dúvida.
Pequei ele no colo, dei a lição de volta a Dani e depois observei o Pedro.
–“Onde está seu aparelho?”
–“A Daniele pegou.” –Ele falou.
Olhei feio para a Daniele.
–Ele tinha pego meu trabalho. –Ela falou baixinho envergonhada.
–Você sabe que ele não consegue te escutar, onde está?
–Na minha segunda gaveta do criado-mudo. –Ela abaixou a cabeça.
Quando ia andar a campainha tocou e o Leon apareceu atrás de mim.
–Deve ser ela. –Ele falou.
–Amor, toma. –Dei o Pedro a ele. –A Daniele vai mostrar onde está o aparelho dele.
–Por que a Daniele vai mostrar?
–Conta para o seu pai, querida. –Falei brava.
–De novo não... –O Leon bufou. –Daniele, já te falamos, não para pegar o aparelho do seu irmão.
–Ele começou. –Ela gritou.
–Se você gritar de novo vai ficar de castigo.
Ela bufou e cruzou os braços.
A Campainha tocou novamente.
–Eu vou lá atender. –Corri para a escada.
Desci a escada correndo e abri a porta ofegante de tanto correr.
–Violetta, está é a Jennifer, Jennifer está é... –Ela fez uma pausa. –Violetta.
–Oi. –Falei.
Ela não falou nada, apenas me encarava.
–Bom, eu vou ir e volto para te buscar a noite querida. –Ela falou olhando nos olhos da Jennifer.
–Tudo bem, vou ficar bem. –Ela falou.
A voz dela era semelhante a voz da Daniele.
Elas se despediram e a Brenda foi embora.
–Venha, entr... –Ia falar, mas ela foi mais rápida e me abraçou forte.
Abracei-a também.
–Não queria fazer isso na frente da Brenda. –Ela falou. –Eu sempre quis te conhecer, mãe.
–Eu também... –Fechei os olhos aliviada e suspirei.
Ficamos segundos abraçadas.
–Vamos entrar. –Falei.
Fomos até a sala de estar.
–Quer algo?
–Água, pode ser. –Ela sorriu.
–Ok, fique aí, já volto.
POV NARRADOR
Jennifer ficou em pé na sala olhando em volta esperando Violetta voltar.
Enquanto isso lá vinha Daniele atrás da mãe.
–MAMMA!!! –Ela descia a escada. –Mãe eu não fiz nada agora, o Pedro é do mal, ele pegou minhas coisas e eu não peguei nada... –Ela falava rapidamente. –O Daniel ajudou ele e se escondeu no quarto e agora eles não... –Ela paralisou ao ver sua imagem parada no meio da sala.
Ela olhou atenciosamente e estranhamente para sua cópia no meio da sala, parada também te olhando.
–Mamma, é impressão minha ou tem um espelho no meio da sala!?
Logo Violetta apareceu na sala com o copo de água na mão.
–Querida, tenho que te contar uma coisa, onde está seu irmão e seu pai?
–Eles estão lá em cima. –Ela respondeu olhando ora para a sua cópia ora para a mãe.
–Chame eles por favor. –Violetta pediu.
–Quer que o papai traga o Pedro?
–Pode ser, tanto faz.
–Tá. –A menina correu para a escada.
Violetta deu o copo de água para a filha e pediu para que ela se sentasse no sofá atrás da mesma.
Jennifer sentou no sofá e bebeu um gole da água.
–Qual o nome dela? –Jennifer perguntou.
–Daniele, o seu originalmente era Daniela.
–É verdade o que minha mãe me contou, que me roubaram?
–É. Eles me disseram que você estava morta, e eu acreditei. –Falou. –Vi uma bebê morta, acreditei que era você, mas não era.
–Como sabia que eu estava... Viva? –Perguntou novamente.
–Comecei a sonhar com você, no começo achei que era minha imaginação, mas com o tempo fui descobrindo coisas e juntei pistas, depois descobri que você não estava morta. Eu fiquei tão feliz.
Logo descendo pela escada apareceu Leon com Pedro no colo que estava brincando com um carrinho, ao lado Daniel e Daniele, todos com os olhos vidrados em Jennifer.
Todos se sentaram no sofá, Daniele e Daniel em um, Violetta, Leon e Pedro em outro e Jennifer sozinha de frente para todos.
–Pode começar a explicar a mamma. –Daniele pediu.
–Olha, vou ser rápida e direta. Por favor, não gritem, não entrem em pânico e não fiquem bravos. –Violetta disse.
–O que nós, vamos contar a vocês, queremos que saibam que não é nossa culpa. –Comentou Leon.
–Mamma, papá, dá para contar logo. –Daniel pediu.
–Está é Jennifer. –Violetta falou.
–Ela é irmã de vocês...
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