O Amor Mora ao Lado
10 Diego.
O banho de lago foi refrescante e bastante divertido.
Pietra ficava linda toda molhada e usando apenas roupas intimas.
Eu também estava apenas de cueca, mas tentava não me lembra desse fato para não ficar com vergonha e ser zoado por Pietra.
— Ei, tá afim de brincar de cabra-cega? — Perguntou Pietra com aquele olhar provocante dela.
— Vamos sim. Apenas me diz como fazer. — Respondi alegre.
— É fácil. Um de nós fica vendado e é rodado pelo outro algumas vezes, depois o outro solta o que está vendado e aquele que está vendado precisa encontra e pegar o outro sem usar os olhos. — Explicou Pietra enquanto ia em direção a margem para apanhar uma toalha que estava dentro de sua mochila.
— Ok, mas quem vai primeiro? — Perguntei ansioso pela brincadeira.
— Você, claro. Eu já dei a ideia da brincadeira. — Falou Pietra ao me virar e vendar os meus olhos com a toalha cor de rosa.
Foi então, que depois de me vendar e me girar umas três vezes, Pietra me jogou para frente e nadou para longe de mim enquanto gritava — Quero ver você me pegar! —
Não perdi tempo e logo após a minha tontura passar, eu me preparei e nadei na direção em que eu havia escutado Pietra se locomover.
Porém, para a minha “surpresa”, Pietra não estava mais lá. Eu fiquei em silencio tentando escutar uma pista de onde ela estava, quando senti um pouco de agua molhando a minha cabeça e o meu cabelo.
— Estou aqui seu bobo! — Gritava Pietra enquanto fazia barulho e jogava agua na minha cabeça.
Não pensei duas vezes e me atirei com toda a velocidade na direção dela.
Pietra tentou escapar, mas eu consegui agarrar a perna dela e quando ela tentou se debater para se soltar eu acabei agarrando a calcinha dela que quase rasgou.
— Está bom! Eu paro, eu paro! — Gritou Pietra enquanto ria feliz com a brincadeira.
— Ok. Agora é a sua vez. — Falei enquanto retirava a venda dos meus olhos com a mão direita enquanto a minha esquerda ainda segurava a calcinha de Pietra.
— Certo, mas será que dá para soltar a minha calcinha? Ou será que você quer ficar com ela? — Perguntou Pietra com aquele olhar pervertido que só ela tem.
— Bom, se você quiser dá ela para mim, eu aceito. — Ironizei ao soltar a calcinha dela e lhe roubar um beijo selinho antes de girá-la e vendar os seus olhos com a toalha.
Verifiquei se a toalha estava bem presa e depois de girá-la quatro vezes, eu a joguei para frente e me afastei o mais rápido e silencioso que pude.
Pietra demorou um pouco para me encontrar, mas como era bastante rápida, bastou um descuido meu e ela rapidamente me agarrou, me abraçando forte como ninguém jamais fizera.
— Te peguei! — Gritou ela ao me abraçar e me dar um doce beijo na nuca.
— Ok, agora é minha vez. — falei ao me virar e lhe dar um rápido beijo nos lábios.
Pietra então fez todo o procedimento, e após se afastar de mim ficou em um silencio tão absoluto que eu mal conseguia ouvir a sua respiração.
Procurei pelo lago e não consegui achar ou ouvir uma pista de onde Pietra estava.
— Será que ela saiu da agua? — Perguntei a mim mesmo em sussurro, mas logo discordando pois eu não havia escutado o barulho de ela deixando a agua.
Procurei um pouco mais e quando já estava perdendo as esperanças Pietra me abraça pela frente e me rouba um longo, profundo, e molhado beijo, que me fez delirar e desejar por aquela garota por todos os dias da minha vida.
— Pietra... Eu te amo. — Falei ao finalizarmos o beijo.
— Diego... Eu também te amo. — Respondeu Pietra antes de me “desvendar” (Literalmente!) E de me dar outro beijo mais longo e profundo que o anterior.
E foi naquele momento que eu tive certeza sobre uma coisa em minha vida...
Que o amor mora ao lado.
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