Era um dia nublado, e eu estava retornando da escola. O céu estava cinza e o vento era frio e abafado ao mesmo tempo.

Eu andava distraído quando tropecei em uma rachadura no chão e torci o meu tornozelo. A dor foi angustiante! Pensei em gritar, mas contive o grito e o choro. Apesar de algumas lágrimas escaparem dos meus olhos.

Eu não conseguiria me levantar sem ajuda, mas a rua estava deserta e o dia frio estimulava as pessoas a não sair de casa.

Então, quando eu pensei que eu teria que me levantar sozinho, eu escutei uma voz gentil e familiar atrás de mim.

— Você está bem? — Falou a voz feminina.

Eu olhei para trás e avistei a minha vizinha! Uma garota provavelmente da minha idade, que usava uma jaqueta preta e vermelha, tênis negros, e um cabelo negro preso em um rabo de cavalo.

— Eu torci o meu pé! Está doendo pra caramba! — Eu falei tentando massagear o meu tornozelo.

— Poxa! Foi uma torção bem feia! Você quer ajuda? — Perguntou ela enquanto se ajoelhava e examinava o meu pé.

— Eu acho que vou aceitar! Rsrsrsss... — Falei envergonhado.

A garota olhou para o meu rosto e sorriu! Depois ela me reconheceu e perguntou — Ei! Você não é o filho do meu vizinho? O filho do rapaz que ajuda as pessoas que precisam de ajuda?

Eu sorri meio envergonhado e respondi — Sim! Sou eu sim! Rsrsrsss...

— Legal! Qual é o seu nome? — Perguntou a garota com curiosidade no olhar.

— Eu me chamo Diego! E você? — Perguntei enquanto me apoiava nela.

— Eu me chamo Pietra! Vem! Eu te levo até a sua casa. — Falou ela me apoiando e me ajudando a andar.

No caminho, nós conversamos sobre o tempo e sobre o que ela gostava de fazer!

Pietra me falou que ela era muito boa no skate e nos esportes radicais! Eu por outro lado, preferia jogar videogames e ficar lendo livros de aventura.

— Você nunca andou de bicicleta? — Perguntou Pietra espantada.

— Não! Eu nunca consegui ficar encima de uma! Hahaha... — Respondi meio envergonhado.

— Hahahahahaha... — Riu Pietra sem controle.

— Eu não acredito que um rapaz tão saudável e magro não faça exercícios físicos, ou que não saiba andar de bicicleta! — Falou Pietra enquanto me olhava com aqueles olhos azulados e curiosos.

— Pois você acabou de encontrar um! Rsrsrsss... Eu nunca consegui aprender sozinho, e o meu pai nunca tem tempo para me ensinar, já que ele está sempre ajudando as pessoas. — Falei com um pouco de tristeza.

Pietra sorriu ao ouvir o meu comentário e falou — Bem! Se você quiser eu posso te ensinar... Você aceitaria? — Perguntou Pietra animada.

— Sério? Puxa! Eu adoraria! — Respondi com entusiasmo.

— Ok! Então me encontre amanhã na frente de sua casa! Eu vou treinar você até você se tornar o melhor ciclista e esportista do mundo! Hahahaha... — Falou Pietra enquanto sorria de maneira meiga, inocente e contagiante.

— Ok! Hahaha... — Concordei sorrindo.

A conversa estava tão legal que eu nem percebi que nós havíamos chegado na frente da minha casa.

Então ao ver o meu gramado e a minha porta, eu falei — É aqui que eu moro! Obrigado pela ajuda!

— Por nada! Foi um prazer ajudar e conhecer você! Agora, como sua professora de esportes radicais, eu ordeno que você entre em sua casa, tome um banho bem relaxante, e passe uma pomada para dor no seu pé! Ok? — Falou Pietra com um sorriso contagiante no rosto.

— Ok! Eu vou fazer isso! Até amanhã! Pro – Fe – sso — ra! Rsrsrsss... —

Pietra corou de vergonha e sussurrou — Até amanhã! Gatinho...