O Amor E A Paixão, Juntas Formam União.
2 Desgosto.
Notas iniciais
O sábado estava lindo, os pássaros cantavam alegremente e havia harmonia na casa, até Paulo chegar da rua com uma triste noticia. Renato estava tomando banho quando, Paulo invadiu o banheiro e mandou ele por uma bela roupa e colocar perfume, pois hoje ele viraria homem. O nojo de Renato aumentava ainda mais. Ele estava só naquela casa, ninguém o defenderia de seu pai.
- anda besta, hoje você vai virar homem – disse o pai, dando várias tapas nas costas do filho.
- aonde vamos pai?
- na casa de D. Maria.
Coitado. Essa era a pior noticia que Renato poderia receber. D. Maria era uma mulher vulgar e era uma moça das ruas. Ela vendia o corpo por dinheiro e isso enojava Renato. Assim que eles chegaram a casa, Renato estranhou. Um quintal cheio de anões de jardins, telhado vermelho e as paredes brancas. Não parecia um lugar aonde as mulheres vendiam o corpo. O lugar em si parecia uma chácara. Assim que Paulo bateu na porta de D. Maria. Uma linda menina os recebeu, os colocando em uma sala infestada de calcinhas e preservativos por todos os lados. Ao longe uma dama muito bela, mas entupida de maquiagem apareceu, ela cumprimentou Paulo e olhou para Renato com desdém.
- este é o menino de quem você falou? – perguntou D. Maria, olhando para Renato com um ar desprezo.
- sim, é ele mesmo – disse Paulo, entre risos. – olha cuide bem dele, pois ele é envergonhado e não sabe de muitas coisas.
- não se preocupe com isso, logo, logo ele sairá daqui como um lindo rapagão azarando todas as meninas do nosso bairro.
Ela o pegou pelo braço e o levou para um quarto todo vermelho. Renato estava tremulo, nunca tinha feito isto antes, ele estava nervoso. Estava suando frio e em alguns momentos parecia que iria vomitar. Ele tentou correr para um banheiro que tinha no canto do quarto, mas tinha sido impedido pelas mãos finas de D. Maria. Ela o jogou em sua cama em formato redondo e o encheu de beijos e chupões. A cada beijo Renato, sentia mais nojo. Mas as palavras que Paulo tinha dito o assustavam "Não me envergonhe". Ele se concentrou e pensou em algo que o satisfizesse e então por muito tempo conseguiu uma ereção. Entre gemidos de D. Maria ele chorava e pedia para aquilo acabar rápido. Em algumas horas ele tinha conseguido gozar. D. Maria vendo que o sexo era uma grande tortura para o menino o puxou para perto de si e o beijou novamente.
- eu percebi que você é muito acanhado! – disse ela – mas eu adorei o seu instrumento, ele é fantástico, se você quiser que eu te ajude na parte do sexo é só vim até a minha casa, está bem?
O rosto de Renato ardeu. Aquela cena reprisava a cada minuto em sua mente. O corpo gélido de D. Maria em cima do seu, para ele o pai tinha conseguido castigá-lo amargamente.
- está bem, senhora – disse ele, com a cabeça baixa.
Ela o olhou e então disse em seu ouvido.
- não me chame de senhora me chame de Elena.
Ele corou, sempre ouviu as pessoas a chamarem de Maria e agora ela se chamava Elena.
- eu não entendo o nome da senhorita não é Maria?
- sim – disse ela rindo, assim que ouviu a pergunta de Renato. – eu me chamo Maria Elena, mas sou conhecida, mas como Maria.
- como a senhorita veio parar aqui? Nesta vida amarga e sem moral.
- eu fui enganada pelo meu marido, infelizmente acabei aqui, por puro desgosto da minha vida, mas percebo que você tem grandes sonhos e seu pai está estragando-os com vários deveres que essa sociedade machista, pede.
- obrigado, por me entender – agradeceu ele, dando alguns risinhos e a abraçando.
Assim que ele saiu daquele quarto, ele prometeu a si mesmo que nunca mais voltaria. Elena tinha o elogiado para todos os homens e mulheres que ali estavam deixando Paulo muito orgulhoso.
- meu filho um garanhão – brincou ele. Essa era a primeira vez que Paulo brincava com Renato. Sempre o desprezando em tudo o que ele fazia. Para o agrado do pai, Renato tinha feito algo que ele tinha pedido, e assim sendo motivo de comentários nos bordeis e barbeiros do bairro. – todos agora vão te respeitar na escola.
Renato estava feliz e ao mesmo tempo estava muito chateado consigo mesmo. Ele estava alegre, pois pela primeira vez o seu pai tinha ficado feliz por ele. Coisa que era difícil acontecer. Triste por odiar ter transado com Maria.
- pai eu posso sair com a Amanda hoje? – perguntou ele, com muito medo de seu pai gritar ou lhe dar uma bofetada em sua face.
- sim, meu filho.
Pela primeira vez, Paulo não tinha agredido Renato. Este dia seria lembrado pelo resto de sua vida. Logo eles chegaram a casa, Paulo estava completamente sorridente. Assim que ambos entraram pela porta principal, encontraram mãe e filha, sentadas no sofá a sua espera. Amanda estava triste por não está naquele momento. Ela o defenderia até a alma para não deixar o seu pai levar Renato para D. Maria.
- que bom que você chegou meu irmão...
O abraço de Amanda o aqueceu, em seu pensamento ele cairia no choro ali mesmo. Ele tinha detestado perder a sua virgindade com uma desconhecida. Isso era errado. Nunca lhe passava na sua cabeça perder com uma prostituta. Mas Elena era diferente. Ela era meiga e sincera, diferente das mulheres desta profissão.
- Renato, vá para o seu quarto e se arrume, pois ira sair com a sua irmã hoje à noite – disse sua mãe, que olhava atentamente as manchas de batom na gola do filho.
- para onde que ele vai? – perguntou Paulo, encarando a mulher com frieza e amargura.
- ele sairá com a irmã – disse ela – eu prefiro que ele vá junto para, defende-la de algum depravado.
Entre sorrisos ele disse:
- então eu permito você já é um homem feito e eu não preciso prender você mais.
Os olhos de Renato brilharam no mesmo instante que seu pai concordou com o passeio. Ele nunca o deixava sair para lugar nenhum. Ao subir para o seu quarto, ele acabou avistando sem querer uma carta de Alex o melhor amigo de Amanda. Como eles nunca precisaram esconder nada, ele acabou se desinteressando pela carta. Nunca é bom mexer nas coisas alheias sem permissão.
- Renato o que aconteceu lá? – perguntou Amanda, olhando-o atentamente. Por mais que ele tentasse esconder de sua irmã ela acabaria descobrindo de uma maneira ou de outra.
- eu me deitei com a dona Maria... Quer dizer com a Elena.
- então você gostou de se deitar com ela? – perguntou ela, espantada e ao mesmo tempo curiosa para tirar aquela duvida terrível de seu coração.
- não eu não gostei de me deitar com ela, foi muito difícil para mim...
- então você não conseguiu?
- pelo contrario, consegui, eu consegui, mas eu odiei esta experiência e nunca quero fazer novamente com mais ninguém.
Pelo jeito era verdade. Renato tinha odiado a experiência com Elena. Mas alguma coisa batia em seu peito. E o que seria? Essas estranhas sensações vinham e iam, só quando ele se aproximava de Miguel o seu único e melhor amigo. Miguel era o representante de turma em seu colégio. Apesar de Renato ser sempre o motivo de chacotas de seus rivais, isso não acontecia quando este estava por perto. Miguel era um dos jovens mais respeitados na escola inteira, pois seu pai era o delegado da cidade, e ninguém queria ir preso ou pegar alguma punição.
- vá tomar um longo e gostoso banho quente, meu irmão que logo sairemos daqui e primeiro iremos ao parque e em seguida se der tempo vamos à sorveteria com alguns amigos meus.
- está bem Amanda – concordou ele, se dirigindo até o seu quarto e se preparando para sair. Ás seis horas, Renato já estava pronto e só faltava sua irmã. Pegou o dinheiro com a sua mãe e se dirigiu até o quarto de Amanda que falava ao telefone.
- Alex, eu já estarei indo para te encontrar... Eu sei estou levando o meu irmão, e o seu irmão ele também vai não vai? – perguntou ela, fazendo uma cara de mistério.
- sim ele vai, eu só espero que os dois se dêem muito bem!
- eu também espero, até daqui apouco no parque.
Tudo já estava pronto. Amanda e Renato já estavam saindo quando Paulo gritou de dentro de casa.
- Renato proteja a sua irmã você ouviu?
- sim meu pai!
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