Edward PDV.

- O que me diz Edward?

Me virei e encarei meu irmão mais velho Emmet, ele me encarava com a sobrancelha erguida esperando minha resposta.

-Parece perfeito, mas diga a ele que não sou idiota. Diga que vou pagar no maximo 8 milhões e que não importa o quanto ele tente esconder e maquiar os buracos na finanças da empresa, eu vejo tudo.

Emmet me olhou divertido.

-Como você sabe disso tudo? A Facson é a maior empresa de importação e exportação dos Estados Unidos. Com certeza vale os 25 milhões que o Thompson esta pedindo.

-Emmet, Emmet... — Eu disse rindo.- Você acha mesmo que eles estariam vendendo a empresa se ela não estivesse com algum problema? Alem do mais tenho fontes confiáveis lá dentro... Parece que um dos sócios deu um golpe financeiro na empresa, e eles estão vendendo antes que o escândalo exploda e o preço das ações despenque.

Emmet me encarou descrente.

-Meu Deus! Isso vai ser uma catástrofe para a economia americana.

-Eu sei, mas não se preocupe. Vou comprar a Facson enquanto esta por baixo e vou reerguê-la.

Emmet riu não duvidando nem um segundo da minha afirmação um tanto arrogante. Mas assim como eu ele sabia que era a verdade, eu era o melhor.

-Você não presta maninho!

Eu ri.

-Eu sei.

-Bom, então vou indo. Preciso preparar sua contraproposta ainda hoje antes das três e Rose ainda quer que almoce com ela.

Eu revirei os olhos. Mal podia acreditar que Emmet tinha realmente se casado com Rosálie Hale, a rainha da beleza. A garota mais fútil, esnobe e ambiciosa que eu já conheci. Rosalie vivia de aparências, mas de acordo com Emmet ela não era tão mal assim. Agora já fazia um ano que os dói estavam casados e Rosalie estava grávida de seis meses, coisa que surpreendeu a todos. Já que Rosálie era obcecada pelo corpo perfeito. Mas por incrível que pareça eu achava que Rosalie estava realmente feliz com a gravidez. Eu nunca fui muito com a cara dela, mas tentava não alfinetá-la muito por Emmet.

Emmet bufou.

-Dá um tempo Edward! Rose é demais! Por que em vez de você implicar tanto com ela você não tenta conversar com ela?

-É claro Emm, tudo por você

Ele bufou e se levantou para ir embora.

-Sei, tenho que ir. Até logo.

-Até.

Depois que Emmet saiu eu afundei no trabalho. Revisei contratos e assinei alguns, fui a reuniões e de repente meu dia que começo tranqüilo explodiu em compromissos. Mal tive tempo de almoçar, então pedi para mina secretaria pedir algo. O resto do dia foi corrido, mas produtivo.

As sete da noite totalmente exausto peguei o elevador em direção ao estacionamento. Peguei meu Volvo prata e acelerei em direção a rua.

Duas coisas aconteceram ao mesmo tempo. Na saída do estacionamento eu acelerei ao mesmo tempo em que uma garota louca correu gritando bem na frente do meu carro e eu a atropelei.

-Oh meu Deus!

Desci correndo do carro e olhei ao redor três caras nos olhavam em choque, mas correram quando os encarei.

Ajoelhei-me ao lado da garota e com cuidada a virei. A encarei em choque, ela era linda, apesar de estar vestindo uma roupa estranha. Era pequena e pelo que podia ver jovem, devia ter uns 17 anos. Seu pequeno rosto era delicado e tinha um gracioso formato de coração, sobrancelhas delicadas, um nariz pequeno e arrebitado e uma boquinha vermelha. Olhei seu corpo a procura de ferimentos, mas tudo parecia em ordem e não pude deixar de notar o corpo da garota. Era pequeno e cheio de curvas. Uma delicia!

Amaldiçoei-me, eu era um canalha mesmo. A garota desmaiada e eu aqui reparando o quanto a coitada é gostosa.

Recuperando o foco pensei rápido, eu não podia levá-la em um hospital. Seria um escândalo! A imprensa me comeria vivo se soubesse disso. O melhor a fazer era levar a garota para minha casa e chamar um medico para atendê-la lá.

Fui até o carro e abri a porta traseira, voltei até a garota e a peguei com extremo cuidado e a coloquei no banco detrás. Acelerei em direção ao meu apartamento. Deixei meu carro no estacionamento subterrâneo, peguei a garota e segui para o elevador, apertei a cobertura.

Puta merda! Pensei. Como ia pegar a chave e abrir a porta com a garota nos braços! Coloquei a desmaiada no chão e abri a porta. A peguei novamente e entrei.

A coloquei no sofá da sala e fui até o telefone.

Mas não lembrava o numero do meu medico particular, fui ate a cozinha atrás de alguma agenda com números de emergência. Frustrado, liguei para Emmet.

-Alô? Emmet atendeu ofegante.

-Em? É Edward. Preciso de ajuda. Eu tava saindo da empresa quando de repente uma garota doida entrou na minha frente e eu a atropelei... — Desatei a falar.

-O QUE?- Emmet praticamente gritou. — Edward como pode ser tão descuidado?! Você prestou socorro? A garota morreu? Alguém viu ou reconheceu você?

-Calma Emmet! Ta tudo bem! Ela ta viva e bem, eu a trouxe para minha casa, ela parece inteira, mas não consigo achar o maldito numero do Dr. Connor.

-Ok. -Emmet suspirou aliviado, me fazendo revirar os olhos. — Na agenda, na gaveta da bancada da cozinha tem todos os números de emergência. Ligue para o medico, eu estou indo ai.

-Não precisa, mano. Esta tudo sobre controle, eu só precisava do numero.

-Tem certeza?

-Sim, esta tudo bem. Volte a fazer o que você estava fazendo.

-Certo, mas me de noticias.

-Certo. Thau.

Fui até a cozinha e abri as gavetas ate encontrar um pequena caderneta. Folheei e encontrei o numero que procurava. Me sentei na bancada da cozinha e comecei a discar.

Levei o fone ao ouvido e quase tive um enfarte!

A garota estava em pé na minha frente paralisada com uma mão na cabeça e me olhando com olhos arregalados.

-OMG!- Gritamos juntos.


Continua...