Notas iniciais
Oi, galera.
Boa Leitura.

Os dias passaram como um borrão, Isabella estava praticamente morando no meu apartamento já que eu me negava a deixar ela voltar para aquele cubículo perigoso que ela chamava de apartamento. No dia seguinte a nossa primeira noite, fomos até o apartamento dela para pegar algumas roupas para ela por que íamos passar o dia juntos e fiquei horrorizado com o que vi. Havia cafetões batendo em prostitutas e traficantes vendendo drogas pelas esquinas em pleno a luz do dia, as ruas eram sujas e os prédios velhos. Quase tive um AVC ao imaginar minha pequena e frágil Isabella andando por essas ruas perigosas sozinha à noite quando voltava do trabalho, quando chegamos ao seu prédio, se é que se pode chamar assim aquela coisa caindo aos pedaços, subimos as escadas – pois é, não tinha elevador para o terceiro andar. Eu olhei o “apartamento” de Isabella chocado.

Era minúsculo!

Havia um pequeno quarto, a sala e a cozinha eram dividas por um balcão, as paredes estavam com a tinta descascadas e o teto cheio de infiltração o lugar apesar de velho estava limpo e arrumado. Ela tinha poucos moveis só um pequeno sofá usado, um TV pequena na sala, um fogão, uma geladeira, uma mesa, algumas panelas. No quarto uma cama e um armário, só. Apesar de tudo ser de segunda mão estava tudo muito bem conservado, ao que parece minha garota era muito responsável.

A fiz pegar bem mais roupas do que era necessário para um dia e a enrolei durante o resto da semana. Eu não queria que ela fosse para aquele lugar, então eu fazia de tudo para distraí-la e mantê-la em segurança no meu apartamento. Na quinta ela disse que teria que ir para seu próprio apartamento, mas eu – muito espertamente – comecei a beijá-la e acariciá-la e fiz amor com ela até ela cair exausta na cama. Foi aí que descobri o método delicioso de manter Isabella no meu apartamento, toda vez que ela começava a falar em ir para casa dela eu fazia amor com ela até ambos dormirem exaustos. Eu acho que ela ta começando a desconfiar que eu não quero que ela volte para aquele lugar.

Eu então percebi que não poderia agarrá-la sempre – mesmo que eu não achasse nada demais nisso – que ela quisesse ir para casa dela, assim tive a brilhante idéia de convidar Isabella para morar comigo. Mas não poderia convidá-la assim, do nada, então decidi que faria o convite no domingo depois do almoço com a minha família.

Bom, os dias então se passaram e eu não poderia ter tido uma semana melhor. O domingo finalmente chegou e com ele o nervosismo de Isabella, eu não via nada demais em almoçar com a minha família, mas Isabella estava um pilha de nervos.

Ela acordou cedo preparou nosso café da manhã e se enfiou entre suas roupas, ela andava para lá e para cá com roupas em suas mãos, e de lingerie. Colocava contra seu corpo delicioso e se olhava no espelho, depois fazia uma careta e ia atrás de outra roupa, eu poderia ter dito para ela parar com aquela palhaçada que ela ficava linda com qualquer coisa, mas eu estava me divertindo demais vendo ela desfilar na minha frente com aquela lingerie preta. Só quando ela olhou tristemente suas roupas e fez um biquinho ameaçando chorar eu resolvi interferir.

- O que houve, querida? – Perguntei suavemente a abraçando por trás.

- E-Eu não tenho roupa para o almoço, e eu prometi ir e agora vou ter que ir com uma roupa qualquer e seus pais vão me odiar. – Ela respondeu com uma voz chorosa que me cortou o coração e eu me odiei por ter só ficado olhando enquanto ela se desesperava por esse motivo tolo.

- Querida, você é linda com qualquer coisa. E meus pais vão amar você, não se preocupe com isso.

- Verdade? Você acha?

- É claro! – Fui até sua roupa peguei um vestido florido que ficava particularmente bonito nela e uma sandália gladiador marrom, o dia estava quente essa roupa seria perfeita. – Aqui, você fica linda nesse vestido. É um dos meus favoritos em você. Vista esse.

- Tem certeza? – Ela me olhou em duvida. – Parece tão simples, quero que sua família tenha uma boa impressão de mim.

- Querida você vai ficar linda, e é só um almoço em família. Você não quer ir exagerada quer?

Ela me olhou horrorizada.

- Não!

-Ótimo! Vou tomar banho e me vestir, já são onze horas. Temos que sair logo se quisermos chegar na hora certa.

- Ok

Dei um beijo em sua testa e segui para o banheiro, tomei uma ducha rápida e vesti uma roupa simples. Um jeans azul, uma pólo branca e um tênis qualquer. Peguei minha carteira e chaves do carro e fui para sala. Isabella estava lá andando d um lado para o outro e roendo a unha do polegar nervosamente, ela estava linda. Vestiu o que eu mandei e acrescentou um bolerinho de crochê que a eixou com um ar de menina meiga.

- Vamos? – Chamei.

Ela me encarou assustada e assentiu.

Isabella foi o caminho todo calada, mas eu percebi que ela estava nervosa por que não parava de bater o pé e torcer as mãos. Finalmente chegamos a casa dos meus pais, quando Isabella ia sair do carro eu a impedi. Segurei seu rosto e olhei bem dentro de seus lindos olhos azuis.

- Isabella preste bem atenção no que eu vou dizer. Meus pais não são monstros, ok? Eles são só pessoas, boas pessoas e não vão te fazer mal ou te julgar e mais importante de tudo não importa qual seja a opinião deles... Eu não vou te deixar. Você me entendeu?

Ela me olhou com algo que eu não soube dizer o que era brilhando em seus olhos.

- Obrigado, Ed. – Sua voz saiu rouca e emocionada.

A olhei com carinho e dei um selinho rápido, saímos do carro e peguei sua mão a guiando para a entrada. Antes que eu tocasse a capainha a porta se abriu e Emmet nos cumprimentou sorrindo.

- Bellinha! – Gritou e abraçou Isabella, ela correspondeu corada.

- Oi, Emmet. Como esta?

- Ótima, cunhadinha. E você como esta?

Enquanto falava Emmet arrastou Isabella para dentro me deixando parado do lado de fora emburrado, entrei fechando a porta.

- Bom te ver também Emmet. – Falei ironicamente.

- Ah! Oi, Edward. Nem te vi. – Disse inocentemente.

Isabella deu uma risadinha e eu revirei os olhos e bufei.

- Onde estão os outros?

- Na sala de jantar, o almoço esta pronto e mamãe estava prestes a servir já que não sabíamos se você viria mesmo.

Assenti meio envergonhado, é eu dei alguns bolos na minha família. Empurrei Emmet e passei o braço na cintura de Isabella, queria entra ao lado dela na sala de jantar. A olhei perguntando com os olhos se ela estava pronta, ela assentiu e a guiei até onde estava a resto do clã Cullen.

Todos ficaram em silencio quando entramos e nos encararam fazendo Isabella se encolher ao meu lado, e do nada a confusão explodiu.

- Edward! – Minha mãe foi a primeira, ela veio me abraçar com os olhos marejados fazendo com que eu me arrependesse de ter me afastado por tanto tempo de minha família. Logo depois foi meu pai, Alice. Jasper só apertou minha mão e Rosalie só fez uma careta para mim, nós não nos dávamos muito bem.

- Oi, gente. – Disse depois que todos se acalmaram. – Quero apresenta minha namorada, Isabella.

Empurrei Isabella para frente, ela acenou timidamente para os outros com o rosto corado.

- Olá, Sr. e Sra. Cullen.

Todos nos olhavam com a boca aberta e não falaram nada, Isabella se encolheu e eu a abracei mais apertado.

Franzi o cenho para minha família e isso pareceu acordá-los.

- Ãhn... Namorada? – Minha mãe falou. – Emmet falou que você estava com alguém, mas não falou que era tão serio.

- Mas é, Isabella e eu estamos namorando. – Falei firme, deixando claro que se não gostassem e não me importava a mínima.

- Isso é maravilhoso! – Disse Alice, minha irmã mais nova. – Olá, Isabella. Eu sou Alice Cullen, irmã mais nova, mais inteligente e mais bonita desse idiota.

- Olá. – Falou Isabella rindo, e eu fuzilei Alice com os olhos. – Sou Isabella, mas pode me chamar de Bella. É um prazer conhecê-la.

- Obrigada, mas vem que eu vou te apresentar aos outros já que Edward é lento demais. Esses são os meus pais, Esme e Carlisle. – Mamãe só acenou para Isabella o que me irritou e meu pai sorriu e a cumprimentou com um aperto de mãos gentil. – Esse bonitão aqui é o meu noivo, Jasper. –

Jasper riu e apertou a mão de Isabella.

- Muito prazer. – Disse Jasper.

- O prazer é meu. – Respondeu Isabella e Alice continuou.

- O Emmet você já conhece, essa barriguda do lado dele é Rosalie, a mulher dele. Rosalie só acenou com a cabeça.

Depois ficou um silencio constrangedor. Isabella pareceu desconfortável em pé sozinha e eu imediatamente fui até ela a abraçando por trás.

- Hãn hãn! – Meu pai pigarreou sem jeito. – Por que não sentemos? O almoço já vai ser servido.

Nós nos sentamos e o almoço foi servido, Emmet – graças a Deus – começou a fazer piadas e ser ele mesmo quebrando o clima estranho a mesa. Todos conversaram um pouco com Isabella menos minha mãe e isso me deixou extremamente irritado, eu não sabia qual era o problema dela. Ela passou o almoço todo ignorando Isabella ou fazendo algum comentário desagradável. Eu ficava tenso, mas Isabella colocava a mão na minha coxa e fazia um não discreto com a cabeça, me controlei o tempo todo para não gritar com minha mãe. Fiz isso por Isabella, eu sabia que ela se sentiria péssima se eu brigasse com minha mãe por sua causa.

O almoço finalmente acabou e meu pai sugeriu que nos reuníssemos na sala de visitas para conversamos e tomarmos café.

O café foi servido e todos estavam rindo de uma piada que Emmet contou.

- Então Isabella? – Minha mãe começou. – Em que você trabalha?

- Ah! Sou garçonete em um restaurante. – Isabella respondeu normalmente e me orgulhei por ela não ter vergonha de falar sobre o seu trabalho.

- Oh! Garçonete? – Minha mãe levou a mão ao peito como se não pudesse acreditar. – Que coisa... Hum... Boa.

Ela olhou para Isabella com desdém como se achasse Isabella uma piada. Isabella ficou sem jeito e minha ira chegou ao limite, quem ela pensava que era? Respirei fundo tentando em vão me acalmar.

- Mãe, — disse calmamente – podemos conversar a sós.

- Ed... – Isabella sussurrou segurando meu braço. – Não.

- Tudo bem querida. Mãe? Vamos?

- Claro, querido.

A levei para a biblioteca do meu pai deixando os outros em silencio. Entramos e eu fechei a porta. A olhei e ela me olhava calmamente, mas com um pequeno brilho de diversão nos olhos como se tivesse certeza que eu não faria nada demais com ela. Minha ira explodiu.

- Já chega. – Praticamente gritei. Minha mãe ofegou me olhando assustada. – Por que esta fazendo isso? Por que esta tratando Isabella dessa maneira? Qual é o seu problema?

- Edward...

- Não quero saber... – Imteerompi.

- Você quase nunca vem aqui. – Ela gritou. – Quase nunca esta com sua familia! E agora que arranjou essa qualquer nunca mais vira me ver, nunca mais vai estar conosco novamente.

Ela já estava chorando, suspirando admiti para mim mesmo que tudo isso era culpa minha. Se eu não tivesse sido tão negligente com minha família minha mãe que sempre fora tão meiga não estaria agindo como uma megera.

- Mamãe... Sei que tenho sido meio ausente, mas isso não é motivo para tratar Isabella dessa maneira. Você não a conhece! Eu não queria ter vindo hoje, mas Isabella me convenceu. – Ela me olhou surpresa. – Isso mesmo! Ela estava morrendo de medo e nervosa, mas mesmo assim ela me convenceu a vim. Ela poderia simplesmente ter ficado em casa comigo, mas ela quis vim aqui se expor a essa situação. Ela não vai me afastar de você ao contrario, ela esta me mostrando o que é família novamente! Eu realmente gosto dela mamãe e se você não pode aceita-la eu vou embora e nunca mais volto a por os pés nessa casa!

-Edward...

- Não! Não quero saber! Ela é minha namorada, e se eu tiver que escolher entre vocês duas... Eu vou escolher ela, mamãe.

Ela me olhou de olhos arregalados e eu me virei para sair, quando abri a porta dei de cara com Isabella. Ela me olhou com o rosto molhado de lágrimas.

- Sinto muito. – Ela sussurrou. – Não queria que isso acontecesse.

- Oh! – Eu a abracei. – Não é sua culpa querida.

- Me desculpe, Ed!

- Shhhh.

A peguei no colo ignorando todos os olhares e a levei para o carro, a coloquei no banco do e entrei no do motorista. Dei partida no carro e sai cantando pneu. Levaria minha Isabella para casa e cuidaria dela, nunca mais a faria passar por uma coisa. Quanto a minha família depois eu me resolveria com eles, não tinha cabeça para isso. Não sabia o que faria com minha Isabella, mas de uma coisa eu tinha certeza.

Nunca mais Isabella choraria novamente.

Notas finais
Oi, gente.
Capitulo tenso! Esme distratou a Bella, tadinha dela.
Proximo capitulo muito emocionate!!!
Comentem!!
Bjus.
Fuiiiii...