Notas iniciais
E então, o que acham. Comentem!!!!!!!!

Na aula de educação fisica, Edward Cullen não me saia da cabeça. Era algo estranho. Uma parte de mim dizia que ele não era confiavel e perigoso mas a outra dizia que ele era carinhoso e amigo. Ai! Eu devo ter endoidecido de vez.

Joguei, com o Mike, voleibol como ontem mas hoje ele conversava mais... fluentemente comigo.

–Então bella, amiguinha do Cullen?- disse mike com uma cara de desgosto e raiva.

–Mike, eu apenas falei com ele na aula.- disse tentando acalma-lo.

–Tudo bem mas ele não me inspira confiança. Os Cullen sempre foram reservados e sua maneira de viver é... estranha.

–Estranha como?- quis saber.

–Eles nunca falam com outros alunos. Alias acho que foste a primeira da escola a falar com eles. Nunca comem e nos dias de sol eles faltam. — disse pensativo.

Realmente era estranho mas de certeza que havia uma explicação logica para isso.

–O que é isso no teu pulso?

Assustei-me. Olhei para braço e suspirei. Era apenas um.

–Eu... aleijei-me ontem.- disse. Por favor que ele acredite, por favor que ele acredite, repeti mentalmente.

–Ok.- disse relaxando um pouco. Boa, ele acreditou.

–Ah... Mike eu vou andando.- falei indo em direção do estacionamento.

–Ok, tchau bella.- disse e acenou.

–Tchau....

Havia caminhado cerca de tres passos quando Mike me surpreende.

–Bella, este fim de semana vamos a La push, queres vir connosco?- por essa eu não esperava.

–Tudo bem, a que horas?

–As dez da manha, tudo bem?

–Ok, tcheu

–Tchau.

Cheguei ao estacionamento, entrei na pick up e tentei relaxar. Minha cabeça estava a mil. Primeiro: O que aqueles Cullens escondem. Segundo: Estou com medo de que o meu passado se repita aqui. Terceiro: Porque não tiro Edward da cabeça? Quarto: A saudade e a falta de minha avó esta a me destruir. E por ultimo: Minha vontade de me aliviar esta a aumentar.

Tentei me livrar destes pensamentos e olhei para a frente vendo Edward a me encarar. Ele me fitava com curiosidade, frustração e preocupação mas eu o ignorei. Liguei minha pick up e sai do estacionamento rumo a casa.

Quando cheguei subi para meu quarto e fui ao banheiro e peguei minha lamina. Estive com ela na mão, brinquei com ela mas eu queria desistir disto. Queria desistir deste alivio mas não conseguia então voltei a me cortar. Lágrimas caiam de meus olhos e eu via o que meus atos traduziam: fracasso.

Eu fracasso sempre. Eu não sou nada, ou melhor, sou um lixo humano. Algo que serve para ser calcado e espezinhado pelas pessoas. Eu sou uma vergonha. Lágrimas caiam pelos meus olhos e se misturavam com o sangue no chão. Uma dor invadiu meu peito intensamente e a saudade, o vazio, a vergonha, a insignificancia, a desesperança me abraçaram e me puxaram para mais fundo, me afundaram mais um pouco no meu mar de mentiras e de palavras não ditas.

Acabei me deitando no chão frio do banheiro e varias imagens me passavam pela cabeça. Imagens do sofrimento na escola, de quando minha mãe saiu de casa, de quando encontrei minha avó morta... as unicas que não me deixavam cair muito mais era os bons momentos que passei com minha avó. E esses momentos me davam um pouco de alegria e força por saber que durante minha vida alguem me amou.

Não sei por quanto tempo estive deitada mas logo ficou escuro e decidi descer para fazer o Jantar. Fiz peixe frito com arroz branco e salada, comi e deixei como sempre a comida dentro do microondas para quando charlie chegar aquecer a comIda.

Fiz minha higiene e fui dormir mas algo estava estranha era como se estivesse sendo observada. De certeza que era coisa de minha cabeça. Fechei os olhos e fui dormir esperando e desejando que minha vida mudasse