- Vamos embora que eu to com fome.

- Lia vai passar maquiagem nisso aí.

Escutei o Vitor falando, me seguindo e os meninos rindo.

- Eu não, ninguém mandou você deixar marcas.

- Ainda vou falar pra ele que não consegui dormir com as gritarias da Lia, é sério mesmo, tentem fuder mais baixo.

O Dinho só colocou mais lenha.

- Fala seu corno, que eu conto seu passado comprometedor todinho.

O Vitor disse enquanto saíamos de casa.

- Ta com medo do tio, Vitor?

Perguntei rindo.

- Você, cale a boca.

Ele riu. Fomos o caminho todo bagunçando, o Vitor pensando em o que ia dizer para o tio Paulo, porque jurava que ia apanhar. Parece que o jantar ia ser só para nós mesmo, só tinha o tio e a tia na casa, tirando os funcionários.

- Parabéns atrasado.

A Nina veio me dar um abraço.

- Obrigada, Nina.

Abracei ela forte.

- E a minha surpresa?

Perguntei assim que vi o tio Paulo.

- Eita apressada, só um pouquinho.

Ele subiu as escadas, fiquei sentada no sofá da salajunto com o pessoal.

- Sua surpresa!

A tia disse do meu lado e meus pais desceram as escadas sorrindo.

- AAAAAAAAH!

Gritei e corri até eles os abraçando.

- Que saudade minha filha!

Minha mãe me apertou em um abraço.

- Eu também tava com saudade de vocês.

- Ta mais velha.

Meu pai brincou me abraçando pela cintura, mas machucou.

- Ai pai.

Ri e me afastei um pouco dele.

- O que foi?

- Ta dolorido.

Disse passando a mão na cintura.

- Como você machucou?

Ele perguntou preocupado e eu escutei os meninos gargalhando atrás de mim.

- E aí, quando vocês chegaram?

- Mudou de assunto, né Lia?

O Gui riu e veio até nós.

- Que saudade de vocês, tios.

Ele abraçou minha mãe e meu pai.

- Saudade de vocês também meninos, estão trabalhando?

Meu pai perguntou e foi minha vez de rir.

- Esses aí, sabem nem o que isso significa.

- Eu devia deixar eles passando fome, pra ver o que é bom.

O tio Paulo disse e eu concordei.

- Olha só quem fala, você trabalha Lia?

O Vitor me perguntou e os meninos riram.

- Não porque sou uma dama, sou diva demais para trabalhar.

Eles riram. Passamos um tempo conversando, minha mãe ficou feliz quando soube que não estava mais com raiva do Vitor. Estávamos sentados todos esperando o jantar.

- Lia, o que foi isso no seu pescoço?

A tia Dora perguntou olhando pra mim assim como todos na mesa, menos os meninos que seguraram o riso.

- Foi o seu filho, tia.

Disse rindo da cara que o Vitor fez.

- Vocês...

Meu pai fez um sinal obsceno com as mãos e eu e os meninos arregalamos os olhos rindo, enquanto meus tios e minha mãe ficaram surpresos.

- É, e saibam que deve ser muito bom, porque ninguém consegue nem dormir quando eles estão lá.

O Lucca colocou mais lenha na fogueira.

- Vocês estão namorando?

Minha mãe perguntou e ela e a tia Dora já fizeram caras fofas.

- Sim, olha que bonito.

Disse mostrando meu anel.

- Que lindos!

Elas comemoraram.

- Tio eu ia pedir do senhor, não era para surgir esses comentários.

O Vitor tentou se defender.

- Por mim tudo bem, mas se você magoar ela eu te capo.

- E eu ajudo.

O tio e o meu pai fizeram uma cara estranha.

- Bem feito, Machado, ta ferrado.

Ri da cara dele. Depois do jantar nos sentamos na área da piscina para conversarmos.

- Eu sabia que toda a discussão de vocês ia dar nisso.

Tia Dora disse toda feliz com o meu namoro com o Vitor, todos estavam até rindo das piadas de duplo sentido que os meninos soltavam de vez em quando.

- Eu também sabia que dar em namoro, tava torcendo por isso já.

Minha mãe disse radiante.

- Acho que não torceria tanto se conhecesse agora o genro que tem.

O Dinho soltou rindo.

- Eu também não torceria, o Vitor não presta.

O Gui falou e o Vitor quase voa nele.

- Isso tudo é inveja.

- Verdade, todos vocês me queriam.

Me gabei e todos riram. Me despedi dos meus pais e dos meus tios e eu e os meninos voltamos para casa, todos se jogaramno sofá.

- Vamos brincar.

Falei animada.

- Ah é, vamos.

O Vitor se levantou e já até sei do que ele lembrou.

- Não essa brincadeira, idiota. Vamos jogar...

- Ótima idéia.

O Lucca concordou comigo.

- Prefiro a que eu tava pensando.

O Vitor resmungou se sentando de novo.

- Temos muito tempo para isso.

- Para jogar também.

- Ah cala a boca, Vitor.

O Gui passou por ele indo pegar o jogo. Colocamos o tapete no meio da sala e começamos, depois de um tempo de jogo já estamos todos em posições desconfortáveis.

- Mão direita na bolinha azul, Dinho.

Disse e ele tentou passando a mão por cima do Vitor. As posições estavam lindas, eu embaixo do Vitor, o Gui atrás de mim com o Lucca em cima dele e o Dinho tentando colocar a mão na bola azul.

- Dinho cuidado, viado.

O Vitor se queixou.

- Sou profissional, Machado. Aprenda!

Ele passou por cima do Vitor e quando pensamos que tinha conseguido, caiu derrubando todo mundo e eu me ferrei com o Vitor e ele em cima de mim.

- AAAAAAAAH!

Gritei e eles riram, e pronto veio o Gui e o Lucca também. Eu estava morrendo sufocada já, eles saíram rindo o único que continuou foi o Vitor que me abraçou.

- Eu poderia ter morrido.

- Eu não deixava.

Ele me virou me dando um selinho.

- Até parece.

Ele e nós nos levantamos. Fomos todos para a cozinha procurar o que comer, achamos um pote de sorvete grande.

- Isso deve ter anos que ta aí.

O Gui comentou enquanto eu tirava o pote do congelador.

- O que não mata engorda.

- E dá dor de barriga.

Eu ri abrindo o pote e lutando para tirar um pouco, tava duro já.

- Ta difícil?

O Vitor perguntou rindo de mim.

- Vem cá, fodão. Dou um beijo em quem conseguir tirar.

- Vou te mostrar como faz.

O Lucca veio e entortou a colher.

- Vocês são uns fracotes, serve de nada.

- Cala boca ou eu jogo esse pote na tua cabeça e é capaz de abrir um buraco.

O Dinho me ameaçou pegando o pote e eu ri.

- Hey, vamos brincar de stop?

Todos nos sentamos para brincar, a letra que saiu foi o D.

- Animal?

O Lucca perguntou.

- Dinho.

Falei rindo.

- Dinho.

O Justin olhou para mim e rimos.

- Dinho ou... Cavalo.

O Lucca rindo.

- Vai se fuder.

O Dinho Fala Bravo

Nós rimos e começamos a discutir nos batendo. Já estava um pouco tarde, estávamos na última rodada que íamos fazer antes de dormir quando a campainha tocou.

- É pra você, Lucca.

- Nem pensar Lia, pode levantar sua bunda grande e linda daí e ir atender a porta.

- Feio.

Me levantei e fui abrir a porta, me deparei com uma cena horrível, a Luana estava do lado de fora, ACABADA era a palavra que definia bem ela. Estava com a maquiagem toda borrada, a roupa da minha festa ainda e o cabelo nem se comentava. Saiu entrando em casa.

- O que você ta fazendo aqui?!

O Vitor perguntou todo grosso.

- Se você não lembra minhas coisas ainda estão aqui.

Ela rebateu mais grossa ainda.

- Então trate de pegar tudo e sair daqui.

- Posso tomar um banho pelo menos? Ou vai me jogar na rua assim mesmo?

Ele olhou para mim.

- 10 minutos.

Disse fechando a porta ela estava furiosa.

- Você cala a sua boca, vadia. Não tem nada para você deixar, ou até medir tempo aqui não, o único dono dessa casa é o Vitor.

- Vai dar, vai.

Tava sem paciência para ela.

- Eu ainda vou me vingar de tudo o que fez, cadela. Eu nem para onde ir tenho, vou criar meu filho embaixo da ponte culpa sua.

Ela passou a mão pela barriga um pouco grande.

- Luana, sinceramente, só não te dei uns socos ainda por causa desse seu filho, então tu cala a TUA boca.

- Então vem cá, deixa eu ver se é corajosa como diz.

E partiu para cima de mim, não bati nela por causa do bebê, mas estava me protegendo.

- AH CANSEI, LUANA.

Gritei tirando ela de cima de mim, quando fiz isso sem querer deitei por cima da barriga dela que amassou um pouco. Não acredito nisso!

- Então quer dizer que você estava fazendo os dois de besta?

- Do que você ta falando?

Ela perguntou nervosa e tentando me tirar de cima dela.

- Da sua barriga falsa.

- Que falsa o que, garota? Você ta ficando é doida já, sabia?

Saí de cima dela e a levantei puxando a blusa que ela estava.

- Vadia!

O Vitor exclamou e ela abaixou a blusa.

- Vadia mesmo!

Olhei pra trás e vi o Sal parado na porta, olhando furioso para a Luana.

- Calma gente, eu posso explicar...

- Nem adianta, já se fudeu legal, Luana.

O Gui disse rindo.

- Não acredito que me enganou esse tempo todo vadia, não acredito que me fez ficar pensando em um filho que nem existe, nem sei o que faço com você.

- Nada, você que é idiota demais, na verdade os dois são.

Ela tirou a barriga falsa e jogou por cima do sofá.

- Se você soubesse a vontade que eu to de dar na sua cara...

O Vitor estava frustado.

- Me dê essa honra, por favor.

E voei em cima dela, eu bati tanto, tanto, mas tanto que a menina tava virando um zumbi de tão machucada já.´

- Ta bom, Lia!

Os meninos falavam e tentavam me tirar de cima dela, mas eu me agarrava ainda mais nela.

- Lia!

O Vitor falou e me puxou mais forte, vi que já estava bom então saí de cima dela. Ela nem se levantar conseguiu, ficou jogada lá no chão chorando, eu também tinha me machucado um pouco.

- Você quer conversar com ela, Sal?

Eu ainda estava nos braços do Vitor, ele perguntou para o Sal que estava morrendo de raiva, realmente bravo.

- Só um pouco, Vitor.

- Ok, vamos subir e deixar vocês aqui.

Dei uma última encarada na Luana que estava toda machucada e chorando no chão, poderia até sentir pena dela se não fosse tão ordinária. Nós subimos deixando o Sal com ela e cada um foi para seu quarto e o Vitor me puxou para o dele, quando entramos ele bateu a porta com força.

- Que ódio, minha vontade é de matar aquela filha da puta!

- Agora quer matar ela? Quando eu te falava as coisas ela era a “mãe do seu filho”.

Ironizei e ele me olhou mais irritado.

- Vai ficar jogando na minha cara mesmo?

- Vou, quem manda ser otário.

- Você merece uma surra também.

Ele realmente estava irritado e eu só tava piorando a situação.

- Eu mereço uma surra? Você que termina com a diva da sua namorada, acha que vai ser pai, se agarra com uma putinha qualquer, me fala umas merdas, descobre que foi feito de otário e EU que mereço uma surra? Me economiza, Vitor.

- Lia eu vou te bater.

Eu ficaria assustada se a cara séria e cheia de ódio dele não fosse tão engraçada.

- Vem cá, me bate que eu gosto.

Pisquei e sorri.

- Puta!

Ele disse rindo.

Notas finais
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Maratona de 2 Cap