- Alô, Lia. To precisando de você agora.

Sua voz me dizia que tinha alguma coisa errada.

- Biel você está chorando? O que tá acontecendo?

- Tem como você vir aquiem casame buscar, por favor. Não consigo falar com a Soph e não vou conseguir sair daqui sozinho.

- Ta Biel to indo, me manda seu endereço por mensagem.

- Ok, não demora, por favor.

Ele desligou o telefone. O que será que ta acontecendo? Fui até onde o Vitor estava.

- Vitor me dá a chave do seu carro, preciso sair.

- Pra onde você vai, o que aconteceu?

Perguntou se preocupando, minha cara não deve estar das melhores.

- Preciso ir buscar o Gabriel, acho que ele está com problemas.

- Quer que eu vá com você?

- Não precisa, pode ficar na festa. Mas se cuida que eu volto logo.

- Qualquer coisa me liga.

Ele me entregou a chave e eu saí o mais rápido que pude. Fui tão rápido que cheguei logo na casa do Gabriel. Bati na porta toda afobada.

- Oi?!

Um carinha grandão, tanto em altura quanto em musculo, atendeu a porta.

- Com licença, aqui é a casa do Gabriel?

- Sim. – Ele se virou para dentro da casa. – GABRIEL POR INCRIVEL QUE PAREÇA TEM UMA GAROTA ATRÁS DE VOCÊ, BAITOLA.

Ele gritou de uma forma arrogante, não gostei dele. O Gabriel veio correndo e me puxando para dentro da casa com ele, fomos para o seu quarto.

- Biel o que aconteceu?

- Lia eu não aguento mais.

Não estava entendendo nada, ele se deitou no meu colo e começou a chorar. Depois me contou que aquele que atendeu a porta era seu irmão, James e que ele não gostava do Gabriel por ser gay e o tratava mal.

- E seus pais, Biel?

- Eles estão viajando, estamos só os dois aqui.

- Você quer passar um tempo lá em casa?

- Não quero incomodar, Lia. Te chamei porque precisava desabafar.

- Você nunca me incomoda, as minhas inimigas talvez, mas á mim nunca. Vamos, é melhor do que você ficar com esse idiota.

- Você é a melhor amiga do mundo.

Ele me abraçou, o ajudei a arrumar suas coisas e fomos para o carro.

- Para onde você pensa que vai?

James disse do sofá enquanto saíamos.

- Vou pra casa da Lia, não vou ficar mais um segundo sozinho com você nessa casa, imbecil.

- Você ta doido para apanhar, né?

O James levantou furioso pelo tom que o Biel usou.

- Trisca um dedo nele, otário que eu quebro você, lembre se que você é grande, mas não é dois.

O encarei e ele faltou me bater também.

- Trouxe uma vadiazinha pra te defender já que não é homem o suficiente, Gabriel?

James continuava me encarando.

- Vadia é você que tem inveja do seu irmão ser assumido e você não ter coragem, encubado.

- Vamos embora, Lia.

Gabriel me puxou para fora da casa, mas eu e o James continuamos nos encarando. Ele bateu a porta de casa e fomos indo para o carro.

- Pensei que o James ia te bater.

- Ele que ousasse, eu quebrava a cara dele.

Rimos e fomos para casa.

- Você não me disse que tava rolando festa.

- Esqueci completamente.

Já estava anoitecendo e os meninos ainda festejavam, mas boa parte das vadias tinham ido embora, só tinha algumas agora.

- O que eles fizeram para que você deixasse essa festa rolar?

- Nada, eu estava de bom humor.

- Sei.

O Biel fez uma cara desconfiada enquanto entravamos, foi guardar sua mala e eu fui procurar o Vitor e o vi bêbado, sentado e um monte de garotas perto dele.

- Oi, Lia.

- Você estava dando moral para essas vagabundas, Vitor?

As garotas estavam me olhando com cara de nojo.

- Lógico que não, elas que estavam me dando mole, quem manda ter como namorado o maior fodedor da região.

- Eu ainda estou de olho em você justamente por isso.

- Agora eu só quero você, amor.

- Acho bom mesmo.

Ele apoiou seus braços nas cadeiras onde as vagabitchs estavam e piscou pra mim.

- Tira seus braços das cadeiras delas ou eu os tiro do seu corpo.

Acrescentei com um sorriso.

- Você é muito delicada.

- Claro, bebe.

Mandei um beijo para ele e fui ver como o Gabriel estava.

- E então, gostando da sua casa e quarto temporário?

- Só em estar com você, morando nesse paraíso, com o quarto do Dinho de um lado e do Vitor em frente, já é maravilhoso.

Ele se jogou na cama todo feliz.

- Fico feliz que esteja amando e vamos nos divertir muito por aqui.

- Tomara.

Rimos e ficamos conversando. Pelo que o Biel me disse o irmão dele, James, era o capeta em pessoa. Escutei a campainha tocar e nós descemos, abaixei um pouco a música e quando abri a porta dei de cara com meus pais e meus tios.

- Boa noite.

Disse sorrindo sem graça pelo estado que a casa estava.

- Boa noite.

O tio Paulo me respondeu entrando e o pessoal seguiu ele.

- Oi filha.

- Oi mãe, pai. — Abracei os dois. — Esse é o Biel, meu amigo.

- Oi.

Gabriel cumprimentou todos eles e o tio já tinha entrado para a área da piscina, acho que 4 jovens vão levar uma surra.

- Vamos sentar gente.

- O que está acontecendo aqui, Lia?!

A tia Dora perguntou enquanto eu tirava uns biquínis do sofá e acho que rolou coisas improprias aqui, mas estava me perguntando como elas deixaram os biquínis.

- Por que a pergunta, tia?

Me fiz de desentendida mesmo tendo um monte de copo de bebida na mesa do centro e a casa uma bagunça.

- Por favor não me diga que transaram nesse sofá.

Minha mãe disse analisando a casa assim como os outros e se recusando a se sentar.

- Pelo menos eu que não fui.

- Não sei se sinto alivio ou nojo.

Meu pai fez uma careta e todos rimos.

- Cadê o Paulo?

- Acho que foi brigar com os meninos, tia.

Tia Dora saiu para a piscina e meus pais a seguiram e eu fui atrás, logico.

- Acho que os meninos vão apanhar.

O Biel comentou emocionado. Encontramos o tio com um copo de bebida na mão, o Vitor com o braço no ombro dele e os dois conversando com umas vadias de microquini (micro biquini). Esses Machados não prestam.

- PAULO!

A tia Dora disse e instantaneamente o tio começou a dar tapas no Vitor como se estivesse brigando com ele.

- Ai pai!

O Vitor se defendia rindo e todos rimos da cena. As garotas e garotos foram expulsos e a festa acabou.

- Vocês são uns irresponsáveis. — Meu pai brigava com o Vitor, já que os meninos estavam em seus quartos fazendo o que não me interessa. — Vocês já pensaram que os vizinhos de vocês trabalham e isso pode incomodar?

- Eles não reclamaram...

- Cala a boca, Vitor.

O tio disse e eu ri baixo, só tinha o Vitor no sofá com meu pai e o tio Paulo em pé brigando com ele.

- Mas não é justo, pai. A ideia foi dos meninos que agora estão lá em cima se divertindo, a Lia concordou com a festa e só eu levo sermão nessa porra, puta que pariu.

- Olha os palavrões, viado.

E ele tomou um tapa na cabeça e eu tive que rir.

- Aqui pra você, Lia.

O Vitor me mostrou o dedo.

- Fala direito com a minha filha.

E tomou outro tapa do meu pai.

- Vocês estavam indo pra onde?

Perguntei para a minha mãe e a tia enquanto o Vitor ainda ouvia um monte.

- Jantar, quis vir aqui te ver antes e me deparo com isso tudo.

- Isso não acontece sempre, mãe.

- Torço que não!

A tia disse analisando tudo desarrumado.

- Agora eu sei de onde a Lia puxou todo o brilho dela.

O Biel disse para a minha mãe que ficou se achando. Logo eles se despediram e o Vitor foi para o seu quarto emburrado.

- Acho que ele não está feliz.

- Deixa eu aparecer lá que ele vai ficar.

Me gabei e o Biel riu, ele me ajudou a dar uma arrumada mais ou menos na casa, apenas para enganar, porque os meninos que iam limpar tudo isso. Desligamos as luzes e subimos. Tomei banho e fui para o quarto do Vitor.

- Posso dormir com você?

- Pode.

Ele respondeu emburrado, já tinha tomado banho e fiquei surpresa de não o ter encontrado dormindo depois das bebidas.

- Pensei que estivesse dormindo.

- A chegada do meu pai tirou os efeitos do álcool.

- Tio Paulo é um belo remédio.

Ri e fui até lá me deitando com ele.

- O que tinha acontecido com o Gabriel mais cedo?

- Ele tem um irmão, filho da puta, que não admite dele ser gay e fica com preconceito, quase que bati nele hoje e quase que apanhei.

- Ah se esse corno tivesse triscado em você, eu matava.

- O cara é o capeta em pessoa, Vitor.

- E eu com isso? Se eu pegar mato ele.

- Claro, porque você é o Vitor Machado.

Revirei os olhos e ele me olhou.

- Está duvidando das minhas capacidades, Lia?

- Nunca, Vivi.

- Vou te provar outras capacidades que tenho.

Ele me deitou e levantou minha blusa beijando minha barriga, ele olhava pra mim enquanto descia seus beijos até o cós da minha calcinha.

- Prefiro essas capacidades.

Disse quando ele chegou ao seu objetivo, o Vitor podia realmente enlouquecer uma garota apenas com a língua dele, lógico que o resto ajuda também.

- E a camisinha de maracujá?

Ele perguntou depois que eu já estava nua e ele se dedicando aos meus seios.

- Não quero você calmo agora.

- Bom saber.

Empurrei sua bermuda e cueca com as pernas e me estiquei pegando uma camisinha na cômoda. Sexo com o Vitor é o melhor. Ele se sentou e eu me encaixei nele, suas mãos na minha cintura me ajudava com os movimentos.

- O Gabriel vai ficar aqui em casa?

O Vitor perguntou do nada e eu parei de me movimentar.

- Você estava pensando no Gabriel enquanto a gente faz sexo?

O olhei confusa.

- Não, veio na minha cabeça do nada.

- Vitor você consegue ser broxante.

Ri.

- Não, não para, veio na minha cabeça de repente, mas prefiro o que está na cabeça de baixo.

- Sim, o Biel vai ficar aqui em casa até as coisas com o irmão dele se resolver.

- Ah tá, esse irmão dele não parece ser boa coisa.

- Vitor eu acho que vou dormir.

- Não, eu disse para você não parar.

Riu e me deitou e começou a se movimentar lentamente.

- Só você pra conversar durante uma transa.

- Foi sem querer.

Ele voltou a me beijar e logo recuperamos o ritmo e ele começou a se movimentar mais rápido e mais forte, dessa vez me controlei para não gemer tão alto, abafava mordendo o ombro do Vitor e arranhando suas costas. Gozei e depois de um tempo ele também.

- Vou contar para o Biel que você estava pensando nele.

- Nem ouse

Nós rimos. Quando acordei o Vitor não estava na cama de novo, ele não costuma acordar primeiro e muito menos levantar primeiro que eu, será que foi limpar a casa de novo? Me levantei, lavei meu rosto e vesti uma das blusas dele. A casa continuava uma bagunça, mas era esperado, milagre duas vezes seguidas é difícil. Fui até a cozinha e encontrei o Vitor, Biel e Gui tomando café.

- Quem vai arrumar essa casa?

Disse dando um selinho no Vitor e beijando a bochecha dos outros.

- Você, o Vitor disse que ia comprar o uniforme sexy hoje mesmo.

Gui brincou.

- Só se for para o Biel vestir e ele realizar as fantasias sexuais dele.

Comentei e o Vitor me fuzilou.

- Não entendi, Vitor anda tendo fantasias comigo?

- Sim, Biel. No meio do sexo ontem ele me perguntou sobre você.

Ri e o Gui gargalhou.

- Depois vem querer falar dos outros.

- Vitor não sabia disso.

O Biel disse com uma voz sexy e mordendo o lábio.

- Vai se fuder, Gui. Para de me olhar assim, Gabriel e vou te matar, Lia. Vem aqui.

- Era pra ser um segredo nosso?

Perguntei rindo e me sentando no seu colo.

- Você é uma idiota.

Ele me deu um tapa na coxa, ficou vermelho na hora e com a marca da mão dele.

- Isso doeu, porra.

- Era pra doer mesmo, faz tempo que você tá me enchendo.

- Só pra constar, eu também gosto de uns tapas, Vitor.

O Biel piscou pra ele.

- Vitor tendo a Lia como namorada e tendo fantasias com o Biel, como pode?

- Fazer o que, Gui? Aparências enganam, podemos pensar que ele gosta de uma coisa e gostar de outra.

- Vou expulsar vocês da minha casa e morar aqui sozinho, vai ter festa todo dia com um monte de mulher.

- Eu explodo isso aqui, cuidado.

Me levantei do colo dele e fui até a geladeira. O Biel puxou sua cadeira para mais perto do Vitor e passou a mão no cabelo dele.

- Mas então, me fale mais sobre as fantasias, Vitor.

- Ô Lia.

O Vitor se queixou se afastando e eu e o Gui rimos.

Notas finais
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