O Amor Chega, quando menos se Espera
7 Garota do meu sonho....
Notas iniciais
PDV do InuYasha
Ótimo já é o intervalo e eu aqui lendo uma mensagem da Kikyou. Será que essa garota nunca vai me deixar em paz?! Pelo que eu vendo não. Assim que apaguei a mensagem sem nem mesmo responder, corri para o refeitório. Onde todos os meus amigos já se encontravam. Antes mesmo de chegar à mesa onde todos estavam. Vi uma garota tropeçar pro culpa da Kikyou e sua bandeja de comida voar pelo refeitório. E adivinha em que direção estava indo....sim na minha. Mas por sorte eu consegui desviar. O refeitório todo parou para ver. E eu apenas encarei a garota.
-Que eu saiba comida não é para se jogar nas pessoas. E sim para comê-la. — eu disse
- Desculpa, eu não queria. Acabei tropeçando. Mas veja pelo lado bom, não te acertou. — disse ela. Não sei como mais aquela voz fez toso o meu corpo estremecer. Era doce e suave. Ao contrario da Kikyou. A dela chega a ser aterrorizante.
- Não tem problema. Apenas vou devolver para a pessoa que a fez tropeçar o que ela mesma pediu. — disse, me referindo a Kikyou.
Estava doido para descontar na Kikyou, pois foi ela mesma que fez com que a menina tropeçasse. Virei-me ate a mesa mais perto e peguei uma porção de alguma coisa. Não sei o que é, mais não importa iria devolver a Kikyou mesmo. Taquei com todas as minha forças a comida e como planejei, acertei a Kikyou. Bem no rosto dela.
- INUYASHA, O QUE VOCÊ FEZ? — gritou.
- Desculpa Kikyou, eu queria acerta a menina ai. — disse com um sorriso vitorioso.
Quando me virei para os garotos. Mirok já subia na mesa.
- GUERRA DE COMIDA! — gritou Miroku, já com um prato na mão.
Nos minutos seguintes, vi todo o refeitório tacar comida uns nos outros. Abaixei-me para não ser acertado e me escondi debaixo de uma mesa, acabei batendo a cabeça em alguma coisa, ou em alguém.
- Ai. — dissemos juntos.
Quando olhei para o rosto da pessoa que também se escondia, vi o que os meus olhos já mais viram. A garota que tacou comida em mim. Ela é com certeza a coisa mais incrivelmente bela em toda minha vida. Suas feições são delicadas, chega a ser frágil, de tão delicada é. Como se fosse uma bonequinha de porcelana, onde qualquer coisa a machucaria. Seu olhar demonstrava o quanto é inocente e hipnotizante.
- Acho que tivemos a mesma idéia. — eu disse sorrindo.
- Talvez. Mas por que você queria tacar comida em mim? — perguntou.
- Eu não queria. — eu disse.
- Mas você disse a Kikyou que queria. E alem disso já tinha te pedido desculpas. — falou seria.
- Só disse, por dizer.
- Ah tá. Agora vai ficar mentindo para mim. Ótimo, por mim tudo bem. — falou num tom bravo.
- Olha nem vem. Foi você que começou com essa confusão e agora fica dando uma de vitima. Pelo amor de Deus. Que falsa você é.
- Falsa, agora eu que sou falsa; Faça-me rir. Você que disse que tá tudo bem por ter quase tacado comida em você e depois taca de volta tentando me acertar. E eu que sou falsa. — sorriu sem humor.
- Olha se eu menti lá na hora ou não, é problema meu. E eu deveria ter mirado melhor para ver se acertava a essa sua cara. — devolvi na mesma moeda.
Por mais que ela seja bonita, não quer dizer que vou ficar aturando drama de uma desconhecida.
- Ótimo, pelo visto não tem como ter uma conversa seria com você. Pois você ainda é muito criança para isso. — devolveu.
Quando ela terminou de falar, não ouvir mais a bagunça do refeitório, apenas um silencio que me preocupava.
- O que ficou mudo agora? — perguntou ela;
- Criança deve ser apenas a sua mentalidade. E pelo que vejo sua aparência também demonstra o quanto criança você é. E não fiquei mudo, apenas é a minha paciência que esta se esgotando com você. Não é atoa que não suporto crianças. — disse lhe devolvendo no mesmo tom debochado.
- Pelo que eu escuto vocês dois estão se divertindo muito, embaixo dessa mesa. — ouvi alguém dizer se referindo a mim e a.....qual o nome dela mesmo?! — Saiam daí agora. — disse bravo.
Mais logo reconheci a voz. É do diretor. Ótimo to ferrado. Levantamos juntos e quando olhamos em nossa volta, todos os alunos estavam sujos de comida. Sem deixar um para contar a história. Fora o refeitório que esta totalmente caindo aos pedaços.
- Bem, vocês dois não estão sujos. Fico feliz por terem pensado rápido. — disse o diretor, com sarcasmo na voz. — Agora que todos estão calados e pararam com a bagunça. Diga-me quem foi que começou tudo isso.
Não precisou que nenhum não falasse, pois todos apontaram pra mim e para a doidinha do meu lado.
- Obrigado a todos. Podem ir para suas aulas. Menos você senhor InuYasha e a senhorita Kagome. — disse serio.
Então a garota se chama Kagome, um nome tão lindo quanto ela. Não acredito que disse isso. To ficando maluco, só pode.
Os alunos correram para sair do refeitório, antes que sobrasse para mais alguém. O diretor foi falar com os funcionários e os professores. Acabei me sentando em uma cadeira. Senti meu celular vibrar na calça. Era uma mensagem.
Inu,
você é doido cara. Mais foi demais, vamos repetir? Você ainda teve a sorte de ficar com a gatinha da novata. Você é demais cara. Sou seu fã. Boa sorte ai.
Mirok.
Será que se eu matasse um idiota como o Miroku teria algum problema? Eu acho que não. Preferi não ter o trabalho de respondê-lo. Pois perderia o meu tempo. Apenas aguardei o que o diretor iria falar. A Kagome, apena ficou me olhando, e quando dei por mim já estávamos nos olhando fixamente.
(...)
- Vocês dois podem me explicar que bagunça foi aquela ? — disse o tio diretor.
- Calma, tio. Eu posso explicar. — falei.
Fomos para a sala do tio diretor, pois pelo que eu soube ele chamou nossos pais. Meus e da Kagome. Falando nela, ela estava sentada do meu lado e parecia confusa com a situação.
- Não sou seu tio, senhor InuYasha. — falou ele.
- Agora vai me negar é? Tanto faz. Tio fica calmo que eu explico. — disse.
- Não se preocupe em me explicar nada. Pois assim que seus pais chegarem irá discutir isso. — disse saindo da sala e me deixando com a Kagome.
- Ótimo, tudo sua culpa senhor InuYasha. -ouvi a Kagome dizer.
- Minha? Foi você que jogou a comida em mim primeiro.
- Não vou ficar discutindo com alguém tão mentiroso e imaturo o suficiente. Que uma criança de cinco anos chega a ser bem mais madura. — virou o rosto.
Não sei como, mas a lembrança do sonho que tive veio em minha mente. Sim é ela! A garota do meu sonho. A garota que vi chora e que tem semelhança com a Kikyou. Com um único diferencial, Kagome é bem mais bonita que a Kikyou. E mesmo que digam que tem traços semelhantes, para mim Kagome continua sendo não como fisicamente, mas também como pessoa, a mais bela das coisa.
O que estou falando. Que pensamentos são esses, senhor InuYasha? Tá louco ou que? Você odeia a Kagome. E a Kikyou também. Quer saber, eu estressei com essas duas. Não é atoa que são primas e se merecem.
Fiquei tanto tempo perdido em pensamentos, que mal notei que minha mãe e outra senhora entraram junto ao diretor.
- Que bom, que se comportaram. — disse o tio diretor.
- InuYasha, mas já? Não acredito. — exclamou minha mãe.
- Não vem brigar comigo não. A culpa dessa confusão toda é dessa mocinha aqui do meu lado. — apontei para Kagome. Claro que ela me fuzilou com os olhos.
- Filha, mas o que aconteceu dessa vez? — perguntou a outra senhora para Kagome. E pelo “filha” tenho certeza que ela é a mãe dela.
- Juro que não foi eu. É essa InuYasha ai, que não sabe se é bipolar ou se gosta mesmo de confusão. — ela alfinetou. Claro a menina santa vai colocar a culpa em mim agora.
Dei um sorriso demostrando o tamanha graça que eu achei do que ela disse e contra ataquei.
- É, tinha me esquecido do quando a menina Kagome ai, é inocente. E vitima. — disse debochadamente.
- Sou inocente sim, já você o senhor é o mais culpado aqui. — me acusou
- Já chega vocês dois. — disse o tio diretor. Logo se virou para minha mãe e a da Kagome. — Bem, as chamei por causa da bagunça que esses dois causaram no refeitório.
- Claro. — disse minha mãe concordando.
- Então, quero que fique ciente que darei um castigo para esses dois.
- Imaginamos. — dessa vez quem falou foi a mãe da Kagome.
- Ainda não decidi que castigo dar. E quanto isso esses dois estarão suspensos durante um tempo indeterminado.
- Tio diretor, qual é. Vamos com calma não?! — pedi.
- Sem calma, senhor InuYasha. Bem é apenas isso. E peço desculpas as senhoras. — disse ele.
Deu vontade de fazer um careta para este tio traíra. Ele se levantou e assim que abriu a porta, não sei como mais despencou um bocado de gente curiosa. Fiquei impressionado com a cara que todos fizeram. Não agüentei e cai na gargalhada.
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