O Amor Através Da Morte
9 Capítulo 9 Lembranças de Um Verão Final e Voltando a Realidade
Notas iniciais
Acordo com o sol batendo em meu rosto, me espreguiço e sento na cama. Olho para meu lado e vejo que Cebola estava dormindo ainda, ele parecia um anjo. Resolvo deixá-lo dormindo e ir até a sala no primeiro andar, a energia já tinha voltado. Olho para fora para ver se Magali e Cascão tinham chegado, mas nada de ver eles e nem do carro.
Espero que eles estejam bem depois desse temporal da noite passada que deu. E que eles tragam logo a comida, pois estou morrendo de fome.
Vou até a sala de jogos e começo a jogar dardos para que o tempo passasse mais rápido.
*20 minutos depois*
Estava Cebola, Cascão e eu sentados na sala de jantar esperando a Magali terminar de fazer a comida. Maga e Cas haviam chegado há poucos minutos e ela sem perder tempo já resolveu ir cozinhar e arrumar as coisas na cozinha.
— Não chegamos ontem por causa de uma árvore que estava caída na estrada, espero que não tenham se comido por fome. – Diz Cascão.
— O QUE? – Gritamos Cebola e eu assustados com o que Cascão havia falado.
— Calma, eu estava só brincando. Aconteceu algo entre vocês ontem? – Cascão pergunta maliciando e eu fico vermelha.
— Não te interessa. – Fala Cebola e eu começo a rir.
— Está bem, não tá mais aqui quem falou.
— Pronto, o café/almoço está servido. – Fala Magali colocando uma bandeja de pastelão na mesa, e uma jarra de suco de laranja. Logo todos começamos a comer. Quando acabamos, Maga e eu lavamos a louça e depois fomos sentar junto com os meninos na sala.
— E então o que vamos fazer? – Pergunto.
— Hum, se não me engano tem um lago com cachoeira por aqui perto, que tal nós irmos lá? – Maga pergunta e todos concordam.
— Está bem, mas vamos primeiro colocar a roupa de banho.
— Ok. – Todos nós subimos. Quando eu ia entrar para a porta do quarto sou interrompida.
— Mô, você não quer se vestir lá no meu quarto? – Magali pergunta. Ah é, tinha me esquecido que não contei o que aconteceu ontem.
— Ah claro, Maga. Só vou pegar meu biquíni. – Entro e pego meu biquíni vermelho. Vou ao quarto da Maga e nos vestimos. Ela com um biquíni amarelo com babadinho na parte de cima, e eu com um maiô vermelho com várias tiras.
— E então, o que aconteceu ontem entre o Cebola e você? – Maga pergunta me fazendo arregalar os olhos.
— Nada. – Falo desviando o olhar.
— Mô, não minta para mim. Sou sua melhor amiga é claro que aconteceu algo, eu te conheço. – Fala ela me olhando, suspirei, e contei-lhe tudo o que ocorreu. – Menina, você é louca.
— Eu não sou louca, e também não me arrependo de nada.
— É percebi que não se arrepende. – Fala maliciando o que me faz corar bastante.
— Então, vamos? – Pergunto para mudar de assunto.
— Vamos!
Maga e eu andamos até a sala no primeiro andar e encontramos os garotos lá já vestidos. Cebola estava com um calção preto com verde, e Cascão com um preto com azul.
— Uau, Mô. Você está, uau. – Diz e depois chega perto de mim. – Mas fica mais uau ainda, sem nada. – Sussurra em meu ouvido me fazendo ficar vermelha.
— Vamos logo. – Digo ainda corada e todos concordam.
Vamos andando até o tal lago, a trilha era de pedras até lá o que facilitou para não nos perdermos. Assim que chegamos, todos entramos na água.
Cascão se jogou da cachoeira e começou uma guerra de água com Magali. Já eu fiquei em um canto nadando, sinto braços fortes em torno de minha cintura e acabo sendo girada pelos mesmos braços, era Cebola. Ele me puxa para mais longe de Cascão e Magali.
— O que pensa que está fazendo? – Pergunto fingindo estar com raiva, o que faz o garoto de cabelos espetados fazer uma careta, mas ainda assim continuei fingindo estar brava.
— Estou querendo passar um tempinho com você, será que posso? – Pergunta chegando mais perto com seu sorriso convencido e malicioso.
— Não sei, talvez você possa.
— Hum, sei que é talvez. Então você talvez queira que eu te beije agora? – Arqueia uma das sobrancelhas chegando mais perto de mim e me apertando em seu abraço.
— É, talvez.
— Tem certeza que é talvez? – Pergunta sussurrando em meu ouvido e mordendo meu pescoço, mordo meus lábios involuntariamente por conta da sensação que ele me trouxe.
— Não sei. – Sussurro.
— Peça. – Fala me encarando e parando de me morder.
— Affe... Está bem... Me beija logo! – Exijo.
— Boa menina. – Diz e logo me beija. Como estava com saudades de sentir seus lábios nos meus, parecia que não o beijava a anos. Sua língua explora a minha boca como nunca tinha feito, quando nos separamos, ele encosta sua cabeça na minha. – Sabia que te amo?
— Não, talvez se você falar eu saiba. – Digo com um sorriso brincalhão e ele chega com sua boca perto de minha orelha.
— Eu te amo mais que tudo e mais que todos. Você é minha vida, e sempre irei te proteger mesmo quando você não precisa. – Sussurra em meu ouvido me fazendo arrepiar.
— Eu também te amo mais que tudo e todos, meu amor. – Falo sorrindo e depois o dou mais um beijo.
— Mônica.
— O que foi? – Pergunto sorrindo.
— Mônica... Mônica... Mônica...— No começo era a voz do Cebola que estava me chamando, mas depois mudou e ficou como um eco, e logo tudo ficou escuro.
— Flash Black Off —
— Mônica. – Chama-me uma voz familiar. Quando abro os olhos vejo que estava com a cabeça entre meus braços e sentada na minha cadeira na sala de aula, olho para quem havia me chamado e vejo que era a Magali e do seu lado estava Cascão.
— Oi. – Digo ainda sonolenta.
— Vejo que a bela adormecida acordou. – Brinca Cascão e Maga ri, e mostro a língua a eles.
— Mas sério, Mô, você dormiu todas as ultimas aulas e não acordava mais, ficamos preocupados. Mas então, estava bom o seu sonho? – Pergunta Maga.
— Digamos que era mais um Flash Black. – Confesso e eles me olham com curiosidade.
— Mas era sobre o que? – Pergunta Cascão se interessando.
— Sobre as nossas férias de verão.
— Hum, safadinha. Pelo visto foi bom o seu “Flash Black”. – Fala Magali maliciando.
— Não entendi. – Diz Cascão não entendendo nada, pois ele não sabia sobre o fato do que havia acontecido nas férias de verão, ou talvez o Cê tivesse comentado, mas ele não lembrava.
— Nada não Cascãozinho, nada não. – Fala Maga apertando as bochechas dele, o fazendo corar e eu rir.
— Ta bom casalzinho fofo, mas aqui é uma escola então se quiserem se pegar um pouco sugiro outro lugar. – Malicio, Maga logo fica vermelha e me lança um olhar mortal.
— Nós somos só bons amigos. – Diz ela ainda envergonhada.
— Sei. Amizade colorida é um máximo, e eu sei esse negocio de “somos só bons amigos”, pois o Cê e eu sempre falávamos isso. – Digo maliciando e Maga fica mais vermelha ainda.
— Um dia eu te mato sabia? – Fala ela.
— Awwwnnn, também amo você. Mas sério, quando vocês forem casar quero ser a madrinha, tchau, beijos. – Digo e logo saio correndo porta a fora, só pude escutar Magali gritando meu nome.
Chegando em casa, vou tomar um banho e depois coloco uma camisola preta. Sentei em um pufe que tinha no meu quarto e fico olhando para o nada.
— Vejo que não consegue me esquecer. – Diz uma voz familiar, quando me viro vejo quem eu tinha quase certeza que era, Cebola.
— E vejo que você é muito convencido, mas fazer o que, você é minha vida como posso esquecê-lo. – Confesso e me levanto chegando um pouco perto dele.
— Não sei, talvez devesse tentar me esquecer.
— Você sabe que isso não é possível. – Digo firmemente ficando frente a frente com ele.
— Não sei. Você que me deve dizer se é possível.
— Então eu lhe digo... Isto não é possível. – Falo lentamente.
— É bom saber que não se esquecerá de mim. – Diz Cê e logo me beija. Depois de alguns minutos nos separamos. – Nunca se esqueça..., eu te amo para sempre. – Após ele dizer isso, ele some como se nunca tivesse estado ali antes.
— Eu também te amo. – Sussurro mesmo não o vendo mais. Fico uns poucos minutos parada ali, até que revolvo ir dormir.
Pela primeira vez em dias, consigo dormir sem ter nenhum sonho, sem saber se isso é bom... ou ruim.
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