O Amor Através Da Morte
17 Capítulo 17 Por Acaso Já Nos Vimos Antes?
Notas iniciais
P.O.V Cebola (Samael)
Eu não acredito que ela morreu! Ela... Não... Não... NÃO!!
— Mônica!!! – Grito segurando seu corpo sem vida.
— Cebola? – Me chama Amélia. A olho com os olhos cheios de lagrimas, de fúria e tristeza.
— Ela está morta! – Grito com fúria.
— Ela me fez um pedido alguns dias atrás... Nesse pedido, Mônica me pediu uma ultima reencarnação, sem magia, apenas humana para poder ficar junto de ti. – Me explica Amélia e eu a olho pasmo e aliviado.
— É sério? – Pergunto e ela concorda com a cabeça.
— Como o poder e a vida dela foi o preço para te reviver, os poderes voltaram para a natureza e para a Estrela do Oriente.
— Quanto tempo até a próxima reencarnação? – Pergunto abraçando o corpo frio de Mônica, de minha amada e eterna Monique.
— Alguns anos, mas não demorará como as antigas reencarnações. – Me explica.
Depois de enterrar o corpo de Mônica na campina, agradeci a ajuda de todos os demônios, logo eles voltaram para o Inferno. Sozinho, volto para a cabana, onde de lá permaneço esperando a enfim, última reencarnação.
~~~+Alguns Anos Depois+~~~
Enfim minha amada está de volta.
Amélia, antes de voltar para seu vilarejo, havia me falado que a reencarnação da Mônica já estava ao mundo, e por ironia do destino, foi criada no bairro do limoeiro.
Já estava em minha forma humana e pronto para ir de atrás da minha doce e amada mulher. Havia tomado o mesmo nome que usei alguns anos atrás, afinal o meu nome de origem não me cabia mais, e mesmo que me chamarem de Cebola é meio cômico, me faz ter belas lembranças dos melhores momentos que tive com ela.
Adentro a escola que um dia estudei com a outra Mônica e vou até a secretária para arrumar toda a papelada de “transferência”.
Assim que termino, vou para a minha mais nova sala, olho para todos e não vejo ela. Me sento na ultima carteira da fileira da janela. Fico olhando o nada enquanto o professor começava a se apresentar e falar o plano de ensino para o ano.
— Com licença, professor. – Diz uma voz familiar feminina, olho ligeiro para a porta e a vejo, ela não havia mudado nada. Nas outras reencarnações ela sempre mudava alguma coisinha, mas por milagre, nessa ela permanecia a mesma.
— Entre e se sente logo, senhorita. – Diz o professor impaciente. – E não cometa mais atrasos.
Aquela menina entra e se senta na segunda carteira da fila do lado da minha. A olho cumprimentar as amigas que estavam ao seu redor. A garota de trás a cutuca e vejo a minha dentuçinha me olhar discretamente e depois sussurrar algo, eu não consegui entender, mas logo ela virou para frente e começou a prestar atenção na aula.
~~~+~~~
Já era o intervalo. Eu tentei a seguir discretamente, mas ela simplesmente sumiu. Ando pelos corredores apenas para passar o tempo, pois não estava com fome para ir a cantina e estava com preguiça de ir a biblioteca.
Paro abruptamente quando vejo um desenho no chão, o pego e vejo que era eu, mas com os cabelos espetados. Como isso é possível?
— O que!? – Exclamo e logo olho para o lado, vejo a mesma garota que eu amei e amo por décadas.
— Me devolve isso. – Diz ela com as bochechas coradas pegando o desenho e colocando no meio de seu caderno.
— Me perdoe, não quis invadir seu espaço. – Digo me curvando e logo dou as costas a ela.
Eu preciso observar mais ela depois de ter visto esse desenho...
— Espera... – Sussurra ela e eu paro a encarando, os olhos dela pareciam procurar algo nos meus, mas eu não sabia o que. – Por acaso já não nos conhecemos? – Pergunta ela com receio e duvida, mas nos seus olhos eu via um brilho escondido.
— Não, com certeza eu me lembraria de uma garota tão linda. – Digo a cortejando e ela cora. – Bem, até outra hora, mademoiselle. – Beijo a mão dela como se ela fosse uma princesa.
— Seu estilo não combina com um cavaleiro. – Ri ela e eu sorrio com a sua observação, realmente se vestir como um badboy não levanta um tom nobre. – A propósito, sou Mônica. – Assim que ela diz seu nome, eu não deixo de fazer uma cara surpresa...
A mesma aparência... O mesmo lugar... O mesmo nome...
Seria uma segunda chance?
— É um prazer, Mônica. Sou Cebola. – Digo e ela tenta esconder sua expressão de surpresa com uma careta.
— Isso não é um nome. – Brinca ela e eu rio.
— É meu apelido, mas se quiser, pode me chamar de Cê. – Digo e ela concorda com a cabeça.
O sinal toca interrompendo nossos olhares profundos, nos tirando do nosso transe.
— Preciso ir. – Diz ela fechando seu armário, já com suas coisas em mãos. – Foi um prazer também te conhecer, Cê. – Fala após parar perto da esquina do corredor me olhando.
— Até, Mônica. – Sussurro e logo a perco de vista.
Ela estava radiante e não havia mudado nada.
Finalmente vamos ter uma vida feliz um com o outro!
~~~+Algumas Semanas Depois+~~~
Mônica e eu já estávamos mais próximos, nos encontrávamos na escola e em parques. Ela realmente era a mesma e havia me contado que tinha tido sonhos estranhos..., sonhos comigo, com uma campina, uma cabana, sonhos que ela tinha poderes. Ela lembrava de quase tudo, mas como se fosse um sonho estranho. Eu não poderia contar que tudo que ela sonhou, aconteceu de verdade, isso a enlouqueceria, então apenas digo que eu posso ter sido uma coincidência.
Eu não tive coragem de tentar logo algo com ela, então vou com calma. Ela tem o mesmo interesse por mim, mas pelo que eu descobri ela sofreu com um amor não correspondido e depois namorou por um tempo com um outro garoto, mas terminaram, pois, ele havia a traído.
— Quer vir para a minha casa? – Pergunta ela pela primeira vez sobre aquele assunto de ir à casa dela, eu sempre a entregava na rua da casa dela, mas eu não havia encontrado os pais dela em nenhum momento. Pelo o que ela me falava deles, ela os amava muito e eles eram divertidos.
— Claro. – Digo sorrindo, já estávamos andando para a rua dela, eu iria a entregar como sempre, mas não me importaria de conhecer a casa e os pais dela.
— Vem. – Diz ela me puxando pela mão até a casa, Mô abre a porta e logo deixa a mochila dela no chão me fazendo fazer o mesmo.
— É bonita sua casa. – Digo analisando a decoração da sala de estar.
— Mãe! Pai! Trouxe um amigo para jantar conosco. – Grita ela e eu a encaro sem entender. – Agora já sabe, vai jantar aqui.
— Okay. – Digo rindo sem protestar.
— Que amigo? – Pergunta uma voz na cozinha.
— O Cebola. – Grita Mônica e logo a sua mãe sai da cozinha.
— Você!
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