O Amor Acontece

23 All I know since yesterday is everything has changed


Notas iniciais
Olá! Capítulo novo :)

Depois do casamento, diz à tradição que os recém-casados devem ter a primeira noite como marido e mulher. Harry e Ginny tiveram, mesmo cansados pela agitação do dia, eles não deixaram de ter uma romântica e especial noite de núpcias. Apenas teriam que adiar a lua de mel, mesmo com a liberação da doutora Anne para uma curta viagem, Harry preferiu deixar essa viagem para outro momento, contrariando Ginny.

Harry foi o primeiro a acordar, Ginny ainda dormia tranquilamente ao seu lado. Ele ficou a observando dormir, sua respiração serena e pausada, cada detalhe do corpo dela e em especial a sua barriga. Ginny não havia engordado muito, o normal para uma mulher grávida de gêmeos, mesmo que ela achasse o contrario. Seu ganho de peso se concentrou na barriga e nos seios devido à futura amamentação, o que Harry não se importou nem um pouco.

–Faz muito tempo que o senhor está me observando? Ginny disse sonolenta sem abrir os olhos.

–Talvez. Ele respondeu, sinceramente não sabia há quanto tempo estava a observando. –Dormiu bem?

–Muito bem. Ela se sentou devagar na cama, arrumando o cabelo. –Eu deveria ter acordado antes e me arrumado.

–Por quê? Harry colocou uma mexa do cabelo dela atrás da orelha. –Você é linda, mesmo com a cara de sono e cheiro de babo no rosto. Ele a beijou.

–Obrigada. Ela riu enquanto Harry distribuía vários beijos pelo seu rosto. –O que iremos fazer hoje?

–Pensei em passar o dia na cama, apenas eu e você. Ele disse sedutoramente, voltando a beija-la.

–É uma proposta muito tentadora, mas tenho uma melhor. Ginny o fez parar de beija-la e disse animada. –Vamos conhecer Londres!

–O que? Harry rindo se jogou ao lado dela na cama, se ajeitando preguiçosamente no travesseiro. –Nós nascemos aqui, o que temos para conhecer?

–Eu sei, mas é a nossa lua de mel e eu pensei que como não fomos viajar, poderíamos sair e passear pela cidade. Ela falou sentindo-se estupida pela sugestão. –É idiota, tem razão...

–Não, não é idiota. Ele a interrompeu com um beijo. –Será um prazer conhecer Londres ao lado da minha esposa, podemos antes apenas tomar um banho?

–Sim, será um prazer tomar banho com você, senhor Potter! Ginny riu da sugestão, sabendo que não seria apenas um rápido banho.

–Muito obrigado, senhora Potter. Harry levantou da cama e guiou Ginny para o banheiro.

Após um demorado banho, Harry e Ginny estavam prontos para o passeio. Fazia um belo dia de primavera em Londres, não estava tão quente, o que era ótimo para Ginny, assim ela poderia andar sem se cansar rapidamente. Quando eles saíram do quarto já passava das onze horas da manhã e o café da manhã do hotel já havia se encerrado, então Harry pediu na recepção sugestões de onde poderiam tomar café e mapas da cidade.

Há poucas quadras do hotel, Ginny encontrou uma aconchegante cafeteria. Eles aproveitaram um delicioso café da manhã quase almoço, apenas observando as pessoas passando pela rua, sem pressa, várias famílias caminhando para aproveitar o belo dia nos parques e casais andando de mãos dadas pelas ruas com olhares apaixonados.

–Ginny? Harry a chamou a atenção dela. –Escutou o que eu disse?

–Hm, pode repetir? Ela falou sem graça, deixando de olhar a rua e voltando a sua atenção para o marido.

–Primeiro, seu chá está esfriando e você não comeu praticamente nada. Ele empurrou o prato para perto dela e esperou Ginny voltar a comer antes de continuar. –Segundo, onde pretende ir? Que lugares quer conhecer?

–Pensei em irmos ao Big Ben, já que estamos perto. Ginny analisava os mapas enquanto comia. –Depois podemos ir há algum museu ou parque e no final do dia, na London Eye.

–Ótimo roteiro, mas antes você deve terminar o seu café.

Londres recebia diariamente turistas de todo o mundo, muitos deles vinham em lua de mel, Ginny e Harry eram apenas um de vários casais. Durante o passeio, Harry percorreu e visitou lugares que passava todos os dias, mas nunca dava a devida atenção.

–Você deveria ter vergonha de não conhecer a cidade onde vive! Ginny o repreendeu depois que eles saíram de um museu que Harry dizia conhecer.

–Pelo menos eu sabia onde ficava o museu. Ele tentou argumentar, mas não teve importância, ela estava certa. –Pergunte a qualquer morador dessa cidade se ele já visitou todos esses lugares!

–Talvez. Ela sorriu, Harry tinha razão, muito dos lugares Ginny conhecia através de passeios feitos com a escola. –Próximo lugar?

–Tem mais um museu e um parque, depois a London Eye. Harry respondeu conferindo o roteiro que eles haviam feito durante o café da manhã.

–Será que podemos pular direto para a London Eye? Ela perguntou, o cansaço começava a incomodar, mas Ginny não terminaria o passeio sem ir a esse lugar em especial.

Com o fim da tarde se aproximando, várias pessoas tiveram a mesma ideia de acompanhar o pôr-do-sol de dentro das cabines da London Eye. Usando seus privilégios de grávida, Ginny comprou rapidamente os ingressos, sem ter que ficar na fila.

–Isso é incrível! Harry disse abismado com a imagem do sol tocando o rio Tâmisa.

–Entendeu porque eu quis deixar esse lugar por último? Ela falou encantada com a paisagem, mesmo já tendo visto outras vezes, desta vez era especial.

–Você já viu isso outras vezes? Ele perguntou e Ginny afirmou. –Quando?

–Depois que Bill morreu, eu vinha aqui sempre que sentia falta dele. Ginny explicou. –Do mesmo modo que você vai ao observatório quando quer estar com seu pai, eu venho aqui quando quero estar com meu irmão.

–É um lindo lugar. Harry se limitou a dizer, deixando que Ginny ficasse a vontade.

Quando chegaram ao ponto mais alto, a enorme roda-gigante parou. Ginny se aconchegou nos braços de Harry e assim eles ficaram admirando a bela paisagem. Várias pessoas na cabine faziam o mesmo, principalmente os turistas que tiravam inúmeras fotos, menos um casal. De repente o homem se ajoelhou em frente à mulher e tirou do bolso uma pequena caixa com um anel.

–Que romântico! Ginny suspirou quando a mulher aceitou o pedido e o homem colocava o anel no dedo dela.

–Prometo que farei o mesmo para você.

–O que? Me pedir em casamento dentro da London Eye? Ela não entendeu. –Não sei se você lembra, mas nós já somos casados.

–Eu sei, espertinha! Ele a cutucou na cintura fazendo cócegas. –Quis dizer que também irei surpreendê-la dessa forma.

–Tudo bem. Que tipo de surpresa esta planejando? Ela perguntou curiosa.

–Quando eu tinha dez anos, meu pai levou minha mãe até Nova York para um show do Elton John. Harry nunca se esquecera da felicidade da mãe ao voltar da viagem e o quanto seu pai ficou feliz em vê-la feliz, e naquele dia prometeu fazer o mesmo para a mulher que amasse. –Meu pai planejou tudo em segredo, então no dia minha mãe chegou em casa e ele disse que eles iriam viajar. Minha mãe não entendeu nada, meu pai apenas disse que era uma surpresa e que ela só iria saber quando chegassem ao local.

–Lily deve ter amado. Ginny disse sorrindo, apenas por pensar o quanto foi romântico. –Seu pai fazia isso sempre?

–Às vezes minha mãe fazia o mesmo. Ele respondeu com um sorriso. –Lembro que já fiquei várias vezes com babás ou na casa da Hermione porque a minha mãe pegou um avião e foi encontrar meu pai no meio da viagem dele. Acho que era o negócio deles.

Já era noite quando eles voltaram para o hotel. Ginny estava cansada demais para aceitar a sugestão de Harry e irem jantar em algum restaurante, preferindo pedir alguma coisa e comer no quarto do hotel. Enquanto o jantar não vinha, Ginny foi tomar banho para relaxar, seus pés estavam doloridos e inchados, assim como as dores nas costas e um pouco de dificuldade para respirar.

–O jantar chegou! Harry avisou. Ginny lentamente se vestiu e saiu do banheiro. –Você está bem?

–Só cansada. Ela respondeu sentando a pequena mesa que Harry havia arrumado para jantarem.

Ginny tentou comer, mas as dores e a falta de ar eram maiores que a fome. Precisava deitar, colocar os pés para cima e a dor iria diminuir. Harry a ajudou deitar, prometendo trazer o jantar na cama, ela não poderia dormir sem comer. Ginny acabou dormindo assim que deitou e não esperou ele trazer o jantar, Harry achou melhor não acorda-la, o jantar poderia esperar.

Às duas horas da madrugada, Ginny acordou com uma forte pontada na barriga e dores nas costas ainda mais agudas. Harry dormia pesadamente ao seu lado, sentindo muita dor, ela tentava acorda-lo.

–Harry! Ela o chamava e balançava seu braço. –Acorda!

–O seu jantar esta em cima da mesa. Ele murmurou sem acordar.

–Não estou com fome! A dor estava aumentando rapidamente, Ginny não estava mais aguentando e soltou um grito de dor.

Harry acordou assustado, Ginny estava sentada na cama com as mãos na barriga e com lágrimas nos olhos. Prontamente, Harry percebeu que algo grave estava acontecendo, em pânico ele vestiu a primeira roupa que encontrou, deu breves telefonemas e um rapaz do hotel foi até eles com uma cadeira de rodas. O carro deles já esperava na porta do hotel, Harry dirigiu o mais rápido que pode até o hospital.

A doutora Anne já os aguardava no hospital e assim que eles chegaram, Ginny foi levada para ser examinada, enquanto Harry muito aflito tentava preencher os documentos de entrada no hospital de sua esposa.

Depois de tudo preenchido, uma enfermeira levou Harry à sala de espera, onde assim que possível à médica viria falar com ele. Harry só pedia que nada de ruim acontecesse, mas tudo que passava na sua cabeça eram pensamentos ruins.

–Harry! Anne o tirou de seus devaneios.

–Como ela está? E os bebês? Eu posso vê-la? Ele começou a falar nervosamente.

–Uma resposta de cada vez. Anne sorriu para tranquiliza-lo. –Ginny está bem, sua bolsa estourou assim que ela chegou. Os bebês estão bem, estamos monitorando. E antes que possa vê-la, acho melhor ligar para a sua família, seus filhos podem nascer há qualquer momento.

–E Theo? Harry perguntou com medo da resposta. –Ele está pronto para nascer antes do tempo? Era para isso acontecer somente daqui três semanas e se...

–Harry, me escute! A médica segurou os braços dele seriamente. –Ginny não pode te ver nervoso desse jeito! Ela já está nervosa o suficiente, ela precisa que você esteja tranquilo e lhe passe segurança.

–Mas...

–Eu disse que temos tudo sob controle, qualquer coisa que aconteça, nós vamos cuidar. Tudo bem? Ela voltou a sorrir. –Agora avise a todos e vá ficar com a sua esposa!

Escondendo o nervosismo e o medo, Harry ligou para a sua mãe e para Arthur e Molly, eles se encarregariam de avisar os outros e logo todos estariam ali. Harry entrou no quarto que Ginny estava e a encontrou já vestida com aquela camisola de hospital e ligada a vários aparelhos.

–Olá. Ele colocou um sorriso no rosto, sentou na cama e segurou a mão dela. –Como você está?

–Com medo. Ela respondeu apertando a mão dele. –E com dor.

–Não precisa ter medo, eu estou do seu lado e...

–E você é médico agora? Ginny perguntou enquanto se contorcia de dor durante uma contração.

–Veja! É o belo senso de humor de Ginny aparecendo sempre na hora certa! Harry brincou, o que foi o suficiente para fazer Ginny esboçar um sorriso. –Não se preocupe, apenas pense que logo terá dois lindos bebês nos braços.

Já passava das seis horas da manhã, fazia quatro horas que eles haviam dado entrada no hospital e pouco havia mudado. Ginny sentia muita dor, mas as contrações não eram fortes o bastante para começar a empurrar, Ginny também estava com pouca dilatação.

–Nós não podemos mais esperar. Anne disse após analisar os batimentos cardíacos dos bebês, um deles estava muito baixo. –Preciso fazer uma cessaria ou os bebês podem não aguentar.

–Em quanto tempo você consegue tira-los. Ginny perguntou exausta e preocupada.

–Quando você entrar na sala de operações, três minutos e eu tiro os dois. Ela respondeu, sabia o quanto tudo isso estava sendo difícil e aterrorizante para eles. –Ginny, eu sei que não foi assim que você planejou, mas...

–Não, doutora. Ginny a interrompeu. –Faça o que for necessário para salvar meus filhos, nem que você tenha que escolher entre...

–Não diga isso! Foi a fez de Harry a interromper, assustado apenas com a possibilidade de pensar ter que escolher entre Ginny e os meninos. –Vai dar tudo certo!

Assim que Anne concordou, várias enfermeiras rapidamente vieram preparar Ginny para leva-la a sala de operações. Harry também se preparou, uma das enfermeiras entregou a ele uma roupa cirúrgica para que ele pudesse acompanhar o parto.

–Iremos levar Ginny primeiro e depois alguém virá buscar o senhor. A enfermeira avisou, essa era a hora deles se despedirem.

–Te vejo lá dentro. Harry beijou Ginny, foi tudo o que conseguiu dizer sem chorar ou ter a voz falhada pelo medo que sentia. –Guarda um lugar para mim?

–Guardo. Ela respondeu, tentando parecer tão forte quanto ele. –Eu te amo.

–Também te amo. Ele disse vendo a maca em que ela estava deitada, ser levada para fora do quarto.

–Harry! Ginny o chamou antes que chegasse ao corredor. –Vá até a sala de espera e avise a todos que os meninos estão chegando.

–Eu irei. Harry respondeu com um sorriso que conseguiu tranquilizar Ginny.

Atendendo ao pedido, Harry passou na sala de espera e encontrou todos aflitos a espera de noticias. Lily, Sirius, Molly, Arthur, Ron, Hermione, Teddy, Emma, Tonks, Lupin e o senhor e a senhora Granger ocupavam boa parte da sala de espera.

–Ginny irá fazer uma cessaria. Ele informou mantendo a mesma tranquilidade que demonstrou a Ginny minutos antes. –Ocorreram alguns problemas e a cessaria é a melhor opção.

–Como ela está? Molly perguntou amparada pelo marido, ambos preocupados.

–Bem, Ginny me pediu para vir aqui e avisa-los. Ela não quer que fiquem preocupados, pois tudo dará certo e logo todos nós conheceremos Nathan e Theo.

Harry recebeu um abraço caloroso de cada um e mensagens carinhosas para Ginny, antes da enfermeira leva-lo para a sala de operações. Ginny já estava pronta para o procedimento, um pano branco dividia seu corpo, deixando sua barriga apenas vista para Anne e os outros médicos e enfermeiros, Harry entendeu que seu lugar não era naquela parte da sala, sentando em um banquinho especial ao lado de Ginny.

–Olá. Ginny sentiu a presença dele e segurou a mão do marido. –Avisou a todos?

–Sim. Ele beijou a testa dela. –Todos estão ansiosos para conhecer os meninos.

–Harry, se alguma coisa acontecer você promete que irá cuidar bem deles e sempre dizer o quanto eu os amo. Harry tentou faze-la parar de dizer aquilo, mas ela não se calou. –Promete?

–Prometo. Ele enfim respondeu. –Mesmo sabendo que nada irá acontecer, eu prometo. Está bem assim? Ela balançou a cabeça afirmando, lágrimas escorriam dos seus olhos.

–Iremos começar. Anne deu inicio ao procedimento.

Alguns segundos depois, o silêncio da sala foi interrompido pelo choro estridente e extremamente forte do primeiro bebê a sair.

–Aqui está! Anne entregou o bebê à enfermeira que apenas o enrolou na coberta e o levou até Ginny e Harry. –Esse é Nathan James Potter!

–Olá, filho. Ginny sorria e chorava ao mesmo tempo, estava vivendo pela primeira vez essa experiência, ela depositou um beijo na cabeça cheia de cabelos pretos do filho.

–Prazer em conhecê-lo, Nate. Harry repetiu o mesmo gesto de Ginny e não pode deixar de observar na quantidade de cabelo que o filho tinha. –Você viu o cabelo dele?

–Eu te disse. Ela respondeu emocionada.

A enfermeira levou Nathan para fazer os primeiros exames e limpa-lo. Pouco tempo depois, Anne tirou o segundo e último bebê, mas este não havia chorado e a enfermeira não o trouxe para que Harry e Ginny o conhecessem.

–O que aconteceu? Ginny perguntou preocupada. –Por que ele não chorou?

–Isso é normal, nem todos os bebês choram. Anne respondeu por trás do pano branco. –A enfermeira o levou para fazer alguns exames, depois vocês irão conhecê-lo.

–Mas... Ginny começou a falar e seus batimentos cardíacos aumentaram, fazendo com que o aparelho que a monitorava apitasse rapidamente.

–Ginny! Harry começou a chama-la desesperado, pois a esposa não abria mais os olhos.

Anne deu ordens para que Harry fosse retirado da sala, a presença dele naquele momento só iria atrapalhar. Um médico que acompanhava o procedimento tirou Harry da sala, o levando a força para fora. Só o soltou quando estavam no corredor, Harry estava desesperado, queria voltar e ficar com Ginny e também queria saber sobre seus filhos.

–O senhor está bem? O jovem médico perguntou preocupado.

–Estou. Harry respondeu encostado na parede, suas pernas fraquejaram e ele sentou-se no corredor. –Ginny vai ficar bem?

–A doutora Anne está cuidando dela, não pense nisso. Ele respondeu tirando uma máquina fotográfica do bolso do uniforme médico. –Quer ver algumas fotos dos seus filhos?

–Como? Harry ergueu a cabeça, olhando o jovem sem entender.

–Seu tio me entregou isso e pediu que eu tirasse algumas fotos.

–Sirius. Ele aceitou a máquina e começou a olhar as fotos, lágrimas surgiram quando viu a foto de Ginny beijando Nathan e Theo sendo examinado por uma médica, logo após Anne tê-lo tirado.

Ver aquelas fotos fez com que Harry parasse de pensar nas coisas ruins que poderiam acontecer, seu coração encheu-se de esperança ao pensar no belo futuro que teriam, ele, Ginny e os meninos. A doutora Anne saiu da sala de operações e encontrou Harry sentando no corredor, a expressão dela não era muito animadora.

–Então? Harry se levantou com um pulo, nervoso por notícias. –Como eles estão?

–Bem. Anne respondeu, jogando os ombros como se tirasse um peso de cima deles. –Ginny perdeu mais sangue do que o esperado, mas está bem. Nathan e Theo foram levados para uma incubadora, apenas por precaução, afinal nasceram antes do tempo.

–Theo? Ele perguntou mais aliviado. –Por que não chorou?

–Theo não estava conseguindo respirar corretamente, por isso não chorou. Mas agora ele está bem, pelos problemas que tivemos nos últimos meses, Theo é um pouco menor que o irmão. Nada que um ganho de peso não resolva.

O jovem médico, que tirou as fotos, acompanhou Harry ao berçário para ver os filhos. Harry pediu que ele fosse avisar a família e os trouxesse para conhecer os novos integrantes da família. Os bebês estavam em incubadoras separadas, uma ao lado da outra.

–Esse aqui é mais rebelde. A enfermeira avisou rindo. –Tivemos trabalho para enrola-lo na coberta e como pode ver, ele já conseguiu se soltar.

–Teimoso como a mãe. Harry sorriu e segurou a mão do filho que ficou mais calmo. –Olá novamente, Nathan James Potter.

–E esse é tranquilo, dormiu pouco depois que chegou. Ela olhou para o outro bebê. –Não se assuste com esses aparelhos ligados a ele, é apenas para o monitoramento.

–Obrigado. Harry ficou mais tranquilo ao ver o filho perfeitamente. –Como vai, Theo William Potter? Ele passou a mão pela cabeça do bebê e jurou ter visto o filho sorrir do mesmo modo que Ginny sorria. –Gostei do sorriso, continue assim. Sua mãe adora sorrir.

Pelo vidro, Harry pode ver quando a sua família chegou ao berçário. Eles não poderiam entrar, então Harry mostrou os meninos. Todos pareciam ter o semblante tenso, porem assim que viram que os bebês estavam bem, suas expressões mudaram para algo mais feliz. Harry explicou o que havia acontecido e que agora os três estavam bem. Também pediu que fossem para casa descansar, as visitas a Ginny não estavam liberadas e já era de manhã, passar a noite em claro nas cadeiras da sala de espera não deve ter sido nada confortável. Lily convidou Molly e Arthur para ir a sua casa, assim estariam perto do hospital quando as visitas fossem liberadas. Todos parabenizaram Harry pelos lindos filhos e prometeram voltar.

O quarto para qual Ginny foi levada era o mesmo que estava antes de ir para a sala de operações, Anne liberou a entrada de Harry para que ele ficasse ao lado dela e descansasse um pouco. Harry puxou uma cadeira e sentou ao lado da cama onde Ginny dormia, mesmo não querendo dormir, o cansaço o venceu e Harry acabou adormecendo sem tirar o sorriso do rosto. Estava casado com a mulher da sua vida e acabara de ser pai de dois lindos garotinhos, nunca havia se sentido tão feliz em toda a sua vida.

Notas finais
Eu sei que ficou grande demais esse capítulo, me empolguei hahaha Bom, espero que tenham gostado e até o próximo :)