O Amor Acontece
7 Convite
Notas iniciais
me desculpem por não ter postado o capítulo ontem, mas é que fiquei um pouco enrolada durante o dia e deixei para postar hoje!
Gostaria de agradecer a Cah por ter betado o cap, ela tem me ajudado muito com tudo.
Espero que gostem.
Boa leitura.
Capítulo 6 – Convite.
Alguns dias se passaram desde que eu e a Alice escolhemos o tema de aniversário da Charlie e desde então ela vem cuidando desde a decoração até as comidas e os convites. Ou seja, ela é quem está resolvendo tudo, enquanto eu apenas finjo que esqueci o aniversário da minha filha, para que ela não desconfie de nada.
Hoje é o dia da poliquimioterapia da Charlie, então como da outra vez, sairei o mais cedo possível do trabalho, para poder levá-la ao hospital e depois passar o dia com ela. Quem sabe fazermos algo divertido para que ela se distraia durante algumas horas.
Eu ainda não percebi nenhuma mudança na doença da Charlie, ela ainda continua com falta de apetite e os enjôos ainda não pararam. Mas a doutora disse que pode ser devido à quimioterapia e não exatamente ter algo haver com a doença, mas mesmo assim fico um pouco inseguro e bastante preocupado. Ainda assim tenho fé que a minha pequena lutadora ficará bem.
Pov. Isabella
O hospital hoje está com uma grande movimentação por causa de um ônibus que se chocou contra um caminhão, causando a morte de algumas pessoas e várias outras feridas. Por esse motivo quando ando no corredor do hospital, eu vejo médicos correndo de um lado ao outro e parentes dos feridos chorando e gritando para conseguir alguma informação.
Um grande caos.
Fiz a ronda matinal dos meus pacientes, assinei e atualizei alguns prontuários, além de cuidar da internação de uns pacientes recentes no hospital e que precisam de certos cuidados especiais, por estarem em um estágio de câncer tão avançado que não há mais nada que possamos fazer, além de deixá-los confortáveis.
-Doutora Isabella Swan, comparecer na recepção. Repetindo: Doutora Isabella Swan comparecer na recepção. – uma voz feminina falava pelas caixas de som.
Imediatamente sai da minha sala e fui até a recepção principal que fica no primeiro andar do hospital.
-Sim? – eu disse quando cheguei.
-Sua paciente Charlotte Cullen está aguardando para a sua poliquimioterapia. – a recepcionista informou.
-Obrigada. – eu disse e me virei encontrando o Edward e a Charlie sentados no sofá aguardando.
-Olá. – eu disse com um sorriso me aproximando deles.
-Oi tia Bella. – a Charlie me respondeu com um sorriso.
-Oi Bella. – Edward também me cumprimentou.
-Pronta Charlie? – perguntei enquanto chamava um enfermeiro.
-Sim. – ela respondeu.
Logo o enfermeiro chegou e a levou para o quarto onde seria realizada a quimioterapia e enquanto a aguardava, eu sentei no sofá ao lado do Edward.
-Bella, estou planejando uma festa surpresa de aniversário para a Charlie, e gostaria muito que você estivesse presente. – ele disse me estendendo um convite.
-Ah, muito obrigada. – agradeci – se eu puder, eu estarei lá.
-Obrigado, a Charlie ficaria muito feliz. – ele disse e eu sorri.
-Como está o dia a dia dela? Os sintomas diminuíram? – perguntei.
-Não muito. A falta de apetite e os enjôos ainda continuam. – ele respondeu e eu franzi a sobrancelha. Algo já deveria ter melhorado.
-Pode trazê-la amanhã para fazermos um novo exame? – perguntei.
-Sim, posso sim. – ele respondeu com uma feição preocupada. –Mas, você acha que ela está piorando?
-Sinceramente, eu não sei te responder. Pode ser devido a quimioterapia, algum sintoma já deveria ter apresentado melhora. Mas não fique preocupado, vamos esperar para ver o exame. – eu expliquei.
-Ok, eu vou tentar não ficar preocupado. – ele disse, e eu apenas assenti.
-Você acha que com o transplante ela ficaria melhor mais rápido? – ele perguntou.
-Olha, o transplante ajuda muito nos casos de leucemia, e poderia até curá-la mais rápido. Mas não vejo necessidade do transplante para ela, o caso dela não é grave a esse ponto. – expus meu ponto de vista.
-Entendo! Mas, se houver alguma piora... – ele disse e fez uma pausa. -... eu poderia ser o doador dela?
-Acredito que sim, por causa do parentesco, mas precisaria fazer um exame de compatibilidade para ter certeza, existem casos que nem mesmo os parentes são compatíveis. – expliquei.
-Entendi. – ele disse e ficamos em silêncio.
-Eu estava aqui pensando e acho que dará para eu ir ao aniversário da Charlie, acho que é no dia da minha folga.
-Que bom. – ele disse e sorriu.
Corei e abaixei a cabeça. Eu não sei o que o Edward tem, mas toda vez que ele sorri ou olha de uma forma mais intensa para mim, eu acabo corando.
-Adorável. – ele disse ainda sorrindo.
-O que? – perguntei confusa.
-Essa cor em você, fica linda corando. – ele disse e se possível corei ainda mais, o fazendo rir.
-Pára. – pedi.
-Tudo bem. – ele disse, mas não parou de sorrir.
-O que devo comprar para Charlie? – perguntei.
-Nada. Não precisa comprar nada. – ele disse.
-É claro que vou comprar algo para ela, apenas não sei o que e nem do que ela gosta.
-Ela gosta de tudo. – ele respondeu simplesmente.
-Ajudou muito. – ironizei e ele gargalhou.
-É sério, a Charlie é o tipo de criança que se diverte com qualquer coisa. – ele disse sorrindo orgulhoso.
-Isso é bom. Eu gostaria de ter filhos... – eu disse pensativa e abaixei a cabeça triste.
-Um dia você terá.
-Não. – eu disse e dei um sorriso triste e ele me olhou confuso. – Eu não posso ter filhos. – expliquei.
-Sinto muito. – ele disse e parecia ser sincero.
-Tudo bem.
-Mas sempre há a opção da adoção, você sabe... – ele disse.
-Sim. Tem essa opção. Mas sei lá, eu queria ter um filho que se parecesse comigo, talvez a cor dos meus olhos ou a cor dos meus cabelos, algo assim.
-Entendo. Eu me sinto meio decepcionado às vezes por a Charlie não se parecer comigo. – ele disse e riu.
-Ela tem os seus olhos. – eu disse.
-Ah não sei não, acho que se parece mais com os da minha mãe.
Eu ri.
-Ah, se você quiser, pode levar alguém para a festa da Charlie. – ele disse.
-Tudo bem, vou ver com o Josh se ele quer ir, ele não é muito de festas infantis, mas... – eu disse sorrindo ao me lembrar do meu namorado. Infelizmente ele não gosta de crianças.
-Seu namorado? – ele perguntou e tossiu.
-Sim. – eu disse sorrindo.
-Pensei que fosse solteira. – ele disse pensativo.
-Ah tudo bem, eu devo ter dado a entender isso quando te disse que não era casada. – eu disse e ele assentiu.
-Mas fique a vontade para levá-lo se você quiser. – ele disse com um pequeno sorriso.
-Tudo bem. – eu disse e sorri.
Meu Pager tocou avisando que um paciente precisava de mim no quarto andar.
-Eu tenho que ir, um paciente. – eu disse me levantando do sofá.
-Tudo bem, eu entendo. – ele disse.
-Eu queria ficar e ver a Charlie, mas eu realmente tenho que ir. – expliquei.
-Ah, claro. Ela entenderá. – ele disse e me deu um sorriso.
-Tudo bem. Vemos-nos amanhã para o exame da Charlie.
-Até amanhã. – ele disse e eu corri até o elevador que estava quase se fechando.
Mais um paciente... E o ciclo continua.
Notas finais
Estou muito triste novamente, no capítulo passado houve uma queda considerável de reviews... Isso me entristece, mas...
Enfim.
Espero mais reviews dessa vez.
Um grande beijo,
Stefhany,
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