O Amor Acontece
33 Calmaria
Notas iniciais
Novamente, eu me atrasei dois dias. Mil desculpas, eu realmente me perdi no tempo e quando fui ver já era sábado e ontem eu estive tão enrolada que não consegui nem tocar no meu notebook.
Espero que entendam.
Boa leitura.
Capítulo 32 – Calmaria
Pov. Edward.
-Papai, esse filme não. – reclamou a Charlie pela terceira vez ao ver o filme que eu iria escolher para assistirmos.
Mais um sábado chegou, e aqui estou eu com a Charlie nesse cinema lotado, tentando inutilmente escolher um bom filme para assistirmos. Fácil escolha, considerando que minha filha tem apenas seis anos, bom, era para ser uma fácil escolha, mas a minha pequena, apesar de nova já é muito exigente, e segundo ela “não tem nada de bom para se ver nesse cinema”.
Se a Bella estivesse aqui, com certeza ela saberia lidar muito bem com a situação, e faria a Charlie escolher algum filme infantil e divertido, mas para a minha tristeza e a da Charlie, ela teve que ir trabalhar logo cedo e não pôde vir com a gente, do jeito que havíamos prometido a Charlie que faríamos.
-Então filha, o que faremos? – perguntei cansado de tentar convencê-la.
-Não sei. – ela disse indecisa. – Acho que sem a mamãe não tem graça. Podemos ir para casa?
Ultimamente é desse jeito que as coisas estão, a Bella e a Charlie são super grudadas uma com a outra e fazem tudo juntas, realmente se apegaram bastante. E eu estou adorando ver as duas mulheres da minha vida vivendo tão bem juntas, de um jeito que nem eu mesma sequer imaginei um dia.
-Claro. – respondi – Quer levar alguma coisa de comer para casa?
-Não, quando a mamãe chegar à gente pede pizza. – ela opinou.
-Como quiser senhorita. – brinquei e entramos no elevador para descermos para o andar inferior onde fica o estacionamento do shopping.
Andamos até o carro e nos acomodados no interior dele. Em poucos minutos eu estava dirigindo nas ruas de Seattle. Amanhã de manhã os pais da Bella chegarão à cidade e passarão uma semana aqui. Parece que o Chefe Swan entrou de férias, e a Renné pegou uma dispensa de uma semana do trabalho, devido a uma torção no tornozelo, que adquiriu dando suas aulas de dança. Então, aproveitando essa oportunidade, eles combinaram de vir essa semana matarem as saudades da filha, e consequentemente conhecer a neta deles, e o genro. Confesso que estou ansioso e nervoso para esse encontro. Não sei o que esperar deles, e nem sei o que irão achar de mim. Afinal, conheço a filha deles há pouco tempo, mas ela já mora comigo e ainda tenho uma filha. Então fico um pouco apreensivo, não sei qual a opinião deles sobre isso tudo. Mas no final, sei que são ótimas pessoas, principalmente vendo a educação que a Bella tem, com certeza veio de uma ótima família.
Minutos depois, eu e Charlie entramos no nosso apartamento e ela foi direto para seu quarto brincar com suas tão amadas bonecas. Sem ter o que fazer apenas me joguei no sofá e liguei a televisão para assistir qualquer porcaria que fizesse o tempo passar um pouco mais rápido. E sem perceber, eu adormeci.
(...)
Ouvi barulho de chaves na fechadura e logo acordei assustado ao perceber que eu realmente cai no sono e que já anoiteceu. A porta foi aberta e Bella passou por ela, equilibrando sua bolsa e seus sapatos na mão esquerda, enquanto lutava com a fechadura da porta. Ri do seu jeito atrapalhado e levantei do sofá indo ajuda-la. Retirei as chaves da fechadura, e fechei a porta para ela, enquanto ela praticamente corria para se sentar no sofá.
-Meu Deus, como estou cansada. – reclamou ela.
Me aproximei e deixei um selinho em seus lábios.
-Vai tomar um banho e descanse um pouco. – sugeri enquanto pegava sua bolsa e seus sapatos de sua mão.
-Vou tomar um banho sim, realmente preciso. – ela disse sem fazer menção alguma de se levantar. – E ah, o voo da minha mãe foi adiantado, e ela chegará daqui a pouco.
-Isso é ótimo, certo?
-Sim, sinto tanto a falta dela. – ela resmungou. – Ela irá passar aqui para conhecer vocês e depois irá para o meu antigo apartamento.
-Ela pode ficar aqui, se preferir. – eu sugeri
-Eu falei com ela. Mas ela preferiu ir para lá.
Vendo que ela estava cansada demais para se levantar sozinha, a peguei no colo e caminhei com ela até o nosso quarto.
-Assim vou ficar muito mimada. – ela brincou e deixou um beijo em meu pescoço.
-Essa é a intenção, assim você nunca vai embora. – eu disse sorrindo.
-Mamãe. – a Charlie disse assim que entrou correndo no quarto ao ver que a mãe tinha chegado.
-Oi meu amor. Como foi seu dia? – Bella perguntou carinhosa como sempre.
-Foi bom, a gente foi ao shopping, mas não tinha filme bom, aí... – ela começou a tagarelar.
-Filha, vamos deixar a mamãe tomar banho primeiro. – a interrompi. – E toma um banho também, porque a vovó Renné vai chegar daqui a pouco.
-Eba! – ela disse animada e foi para o quarto dela.
A Charlie ficou realmente muito ansiosa ao saber que iria conhecer os avós, tanto que já os idolatra, antes mesmo de conhece-los. Bella levantou da cama e foi em direção a nossa suíte, enquanto ela tomava banho, eu aproveitei para ir na cozinha e ver se tinha algo para eu preparar para o jantar. Tenho que causar uma boa impressão para a minha sogra, né? Resolvi fazer um risoto de camarão, que era algo fácil e rápido de ser feito, além de não precisar de acompanhamentos, apenas uma salada.
Pov. Bella
Sai do banho me sentindo revigorada. O dia no hospital foi realmente muito cansativo, apesar de eu não ter ficado tantas horas por lá. Vesti um vestido curto solto e fresquinho e calcei rasteirinhas nos pés. Penteei meus cabelos rapidamente e os deixei secar naturalmente. Fui até o quarto da Charlie e a encontrei toda enrolada com sua blusa ainda na cabeça.
-Precisa de ajuda? – ofereci rindo.
-Sim. – ela disse com a voz meio abafada por causa da blusa.
Ajudei-a se vestir rapidamente e penteei seus cabelos também, ela calçou seus chinelos e fomos para a cozinha para ver o que o meu namorado estava cozinhando, e pelo cheiro, parecia ser algo muito bom. Entrei na cozinha e o encontrei colocando alguma coisa no forno. Aproximei-me e o abracei por trás, deixando um beijo em suas costas largas.
-O cheiro está maravilhoso. – elogiei. – O que é?
-Risoto de camarão. – ele respondeu e se virou para mim, deixando um beijo em minha testa.
-Delícia. – eu disse sentindo meu estômago revirar de fome. – Minha mãe também adora.
-Ótimo. – ele disse sorrindo orgulhoso de si mesmo.
Pegou a Charlie no colo e a rodopiou, por fim dando um beijo no seu pescoço, a fazendo gargalhar.
-Que menina mais cheirosa. – ele disse rindo com ela. – Amor, vigia aí o forno que eu vou tomar banho. – ele pediu para mim e eu assenti. Eu e a Charlie nos sentamos à mesa e ficamos conversando sobre coisas banais, perguntei como foi o seu dia, e se ela estava animada para ir para a escola na segunda-feira. Brincamos um pouco também, e poucos minutos depois, eu desliguei o forno. Arrumei a mesa com pratos, talheres e copos e preparei uma salada rápida e simples, e uma jarra com suco de manga.
Edward voltou do banho, vestindo uma bermuda e blusa polo, penteado e cheiroso, como sempre.
-Já está tudo pronto. – eu disse a ele.
-Ok. Sua mãe vem direto pra cá ou você vai busca-la? – ele perguntou.
-Ela vem direto para cá. – afirmei.
Conversamos todos e rimos mais um pouco das palhaçadas que a Charlie fazia, e alguns minutos depois o porteiro ligou avisando que a minha mãe já havia chegado e que estava subindo. Levantei animada e fui para a porta para espera-la. Faz tanto tempo que não a vejo que mal me aguento de tantas saudades. Por fim, minha mãe saiu do elevador, linda e jovial como sempre e veio sorrindo em minha direção.
-Mãe. – eu disse animada. – Que saudade. – eu disse e a abracei com força.
Ficamos assim por longos minutos, apenas matando um pouquinho da falta que sentíamos uma da outra.
-Também senti sua falta. – ela disse quando nos separamos. – Você está tão linda, Bella. Tão feliz. Sorri para ela.
-Vem, entra. Quero te apresentar aos meus amores. – a chamei animada e entramos no apartamento. Edward e Charlie estavam sentados na sala, mas assim que nos viram entrar, se levantaram também. Edward se aproximou sorrindo torto, e deu um abraço em minha mãe.
-Tudo bem, Sra. Renné? Sou o Edward. – ele disse simpático como sempre.
-Olá Edward, é um prazer conhece-lo. E só Renné, por favor. – minha mãe sorriu de volta.
-O prazer é meu.
-Você é ainda mais bonito do que a Bella me falou. E espero que esteja cuidando do meu bebê.
-Mãe! – a repreendi e eles riram.
-Estou cuidando muito bem dela. – Edward respondeu e piscou para mim.
-Ótimo. E cadê a minha famosa neta? – minha mãe perguntou curiosa.
-Vem Charlie. – eu chamei. Ela se aproximou lentamente com seu jeitinho tímido e sorriu a minha mãe.
-Oi princesa. Então você é a Charlie? – minha mãe perguntou se ajoelhando para ficar na altura dela.
-Sou. E você é a vovó Renné? – ela perguntou já se soltando.
-Sim, sou eu. – minha mãe afirmou e a abraçou.
-Ela é encantadora, Edward. – minha mãe elogiou. – Eu estava meio apreensiva em relação a vocês, mas vejo que a minha menina está feliz, então está tudo mais do que certo.
-Obrigado Renné, sua filha é uma das melhores coisas que já me aconteceram. – ele garantiu e eu sorri.
-Vamos comer? – chamei.
Fomos todos para a cozinha e nos sentamos à mesa começando a nos servir. Nos deliciamos com a comida maravilhosa que o Edward fez e a minha mãe o encheu de elogios, assim como paparicou muito a Charlie. Terminamos de jantar em um clima ameno, e muito tranquilo. Minha mãe visivelmente gostou muito dos dois, e já conversava com eles como se os conhecesse há anos.
-A comida estava deliciosa Edward. – minha mãe elogiou mais uma vez.
-Muito obrigado. – ele agradeceu. – Gostariam de um café ou um vinho? Por um descuido meu esqueci-me de preparar uma sobremesa.
-Não se incomode querido. Esta tudo perfeito. – Renné garantiu. – Mas eu adoraria um pouco de café.
-É pra já. – o Edward disse se levantando e preparando um café para a minha mãe.
Enquanto isso eu fui com ela e a Charlie para a sala, onde continuamos a conversar no sofá.
-É um homem maravilhoso, Bella. – minha mãe disse. – E está na cara que te ama demais, assim como essa linda princesa. – sorriu para a Charlie.
-Eu também amo demais esses dois e não imagino mais a minha vida sem eles. – garanti a ela.
-Fico muito feliz por te ver assim.
Edward logo chegou à sala, com uma bandeja com xícaras e o café preparado por ele. Nos serviu e se sentou ao meu lado, me dando um beijo carinhoso no rosto. Continuamos um diálogo agradável, Edward contou mais da sua vida, sua família e o seu emprego, e a minha mãe ouvia tudo encantada e sorria vez ou outra. A deixei a par de tudo o que tinha acontecido comigo nesse período, e ela fez o mesmo. Por fim, parecia que nunca tínhamos nos separado, realmente só falta o meu pai para eu ficar realmente feliz.
Infelizmente a hora passou e a minha se despediu de todos, dizendo que amanhã nos encontraríamos para um almoço. Depois de tudo marcado e planejado, ela pegou a chave do meu antigo apartamento comigo, e seguiu para lá.
Assim que ela foi embora, eu voltei sorrindo para a sala, encontrando uma Charlie adormecida e um Edward jogado no sofá da sala.
-Vamos? – o chamei para dormir e ele assentiu, pegando a Charlie no colo e a levando até o seu quarto. Trocamos a roupa dela e a colocamos em sua cama quentinha, apagamos a luz e deixamos juntos o quarto da nossa princesa.
Ele me abraçou por trás e andamos assim até o nosso quarto, onde eu virei meu corpo e o beijei com todo o amor e a felicidade que eu estava sentindo. Ele logo me correspondeu e seguiu com suas mãos até a minha cintura. Acariciei os cabelos de sua nuca, e nos beijamos até o ar nos faltar. Ele me deu mais um selinho e sorriu para mim.
-Sua mãe é incrível. – ele disse.
-Eu sei. – respondi sorrindo. – E ela amou vocês. Ele sorriu.
-Fico feliz.
Tirei minhas sandálias e a coloquei em um canto do quarto. Tirei meu vestido e fiquei apenas de lingerie, indo me deitar na nossa imensa cama. Ele fez o mesmo, e deitou ao meu lado vestindo apenas uma cueca preta.
-Te amo. – ele disse e se aconchegou me abraçando.
-Eu também te amo.
(...)
O dia seguinte, se possível foi ainda melhor do que o dia interior. Meu pai chegou à cidade logo de manhã e as apresentações foram feitas. Da mesma forma que a minha mãe, ele gostou muito do Edward e se encantou completamente pela neta, que só era sorrisos para ele. Como o combinado, nos encontramos para almoçar em um restaurante agradável no centro da cidade, onde nos deliciamos com uma saborosa comida francesa.
-Então Edward, você trabalha na empresa da família? – perguntou meu pai.
-Sim, junto com meu irmão mais velho. E, meu pai cuida de algumas coisas da empresa também, mas ele faz isso em casa. – Edward respondeu. – Já a Alice resolveu seguir outro caminho, e é dona de um ateliê no shopping.
-Hum, entendi. – meu pai murmurou com a Charlie no colo brincando com seu bigode.
-Ah Charlie, esqueci de te contar. A vovó dá aulas de ballet, sabia? – comentei animada, sabendo que minha filha iria adorar.
-Sério? Que legal. – ela disse realmente animada. – Vovó, eu amo ballet. – a Charlie afirmou e elas começaram uma conversa animada sobre danças, sapatilhas, e todas essas coisas que as duas adoram.
-Sua menina é linda, Edward. – meu pai elogiou.
-Sim, ela é. – Edward disse orgulhoso. – As duas são. – ele afirmou olhando para mim agora. Meu pai sorriu para mim, e ali eu tive certeza que ele aprovava meu relacionamento com o Edward e as decisões que tomei.
Terminamos nosso almoço e Edward pagou a conta, depois de muita insistência da parte dele. Saímos do restaurante e fomos todos dar uma volta pela cidade, para assim, finalizar o nosso domingo perfeito.
Notas finais
Mereço reviews?
Dessa vez não oferecerei mais nada para aumentar a quantidade de reviews, até porque não está adiantando. Só fico triste ao ver que uma fanfic com mais de 200 leitores, receber menos de 30 reviews.
Mas tudo bem...
Fazer o que né? Terei que aceitar, mesmo que me chateie.
Beijos e um ótimo feriado a todos.
Ih, feriado só no Rio de Janeiro, né? Dia de São Jorge, padroeiro do Rio de Janeiro.
Bom, então a todas as cariocas, um ótimo feriado.
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