Notas iniciais
Oi! Cap especial...

O final de semana era, geralmente, um dos dias preferidos de Santana. Além de feriados, é claro. Ela amava as horas que podia passar com Beth, já que Quinn normalmente gostava de sair com Sam. Ela nunca havia tido grandes problemas em cuidar da afilhada, já que ela era uma menina extremamente comportada. Beth sempre colaborava com Santana, na verdade. Sabia das limitações que Santana apresentava, então procurava não causar grandes problemas. Preferia poupá-los para Quinn.

Mas naquele final de semana, Sam estaria viajando, então seria apenas ela, Quinn e Beth. Exatamente como estava agora. Ela no sofá ao lado de Quinn, enquanto Beth brincava no chão da sala com Scooby. Estiveram assim à tarde inteira, e provavelmente terminariam a noite de tal maneira.

O celular de Santana começou a tocar. Quinn levantou do sofá e caminhou até a mesa da latina, alcançando o objeto para ela.

- Quem é? – Santana perguntou, enquanto pegava o aparelho.

- Não sei. – Quinn respondeu, voltando a jogar-se no sofá. – Desconhecido.

- Alô?

- Oi, Santana? – Uma voz cumprimentou.

- Sim, quem é? – a morena perguntou.

- Hm, é a Brittany. – a loura informou. – Desculpe, liguei em má hora?

- Não, não. – Santana apressou-se em responder. – Claro que não. Pode falar.

- É, eu estava pensando, - ela começou, a voz levemente trêmula. — você está ocupada hoje?

- E-eu? – a morena gaguejou. – N-n-não.

- Ah, bom. – ela respirou um pouco mais aliviada. – É, eu queria saber, você não quer fazer alguma coisa? E-eu não sei o que direito, m-mas se você não quiser tudo bem, eu entendo. Deve ter coisas melhores para fazer de qualquer jeito, mas…

- Brittany, — Santana cortou, uma risada escapando de seus lábios. – eu adoraria sair com você.

- O quê? – Quinn gritou, pulando do sofá. – Quem é? Você vai sair?

- Isso é ótimo! – Brittany exclamou. – Eu posso ir te buscar em uma hora?

- Seria perfeito. – Santana sorriu.

- Então, até logo, eu acho. – Brittany se despediu, a voz soando mais tranquila.

- Até, B.

Santana desligou o telefone. Sentiu o corpo de Quinn pular em cima dela, e soltou uma risada.

- Quem era? – Quinn voltou a perguntar. – Anda, Santana, responde!

- Eu… eu conheci alguém, Quinn. – ela respondeu, um pequeno sorriso em seus lábios. – Q-q-quer dizer, pelo menos eu acho que é isso.

- Beth! – Quinn gritou. – A tia San está apaixonada!

- Cala a boca, Fabray. – Santana reclamou, empurrando a amiga.

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- Tem certeza que não quer levar o Scooby? – Quinn perguntou, pela sétima vez.

- Quinn, por favor, eu já disse que não precisa. – a morena respondeu.

- Eu posso te acompanhar até lá embaixo então? – a loura perguntou.

- Por díos, Quinn! Não! – Santana exclamou, passando a mão pelos cabelos escuros.

Quinn não conseguiu segurar o riso. Santana parecia uma adolescente no primeiro encontro, não uma mulher de quase vinte e oito anos. Ela estava feliz pela amiga. Não se lembrava da última vez que Santana havia saído com alguém que não fosse ela ou Sam, e Beth, é claro. Na verdade, sequer sabia se ela já havia saído com alguém.

- Tá bom, San. – Quinn concordou, após recuperar-se do riso. – Mas pelo menos me liga quando chegar, ok?

- Ok, Quinn. – Santana disse, enquanto deixava a amiga conduzi-la ao elevador.

Não esperou muito tempo em frente ao prédio. Em questão de minutos, sentiu um toque no braço. Não precisou ouvir a voz para saber quem era.

- Oi, San. – Brittany cumprimentou, deixando um rápido beijo na bochecha da morena. – Podemos ir?

- Oi. – a morena cumprimentou, um sorriso inevitável em seus lábios. – Podemos, Britt.

A loira segurou a mão de Santana e a acompanhou até o carro, abrindo a porta para ela e a ajudando a entrar no carro. Correu para o banco do motorista, a expressão sorridente tomando todo o seu rosto.

- Aonde vamos? – Santana perguntou, curiosa.

- Eu pensei em dois lugares, na verdade. – Brittany informou, deixando o nervosismo transparecer na voz. – E-eu não quero forçar você a nada, mas… hm, você já patinou no gelo?

- Nunca. – a morena respondeu, inclinando a cabeça para o som da voz de Brittany.

- E como lhe parece uma primeira vez?

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Ela não conseguia acreditar naquilo. Ela realmente estava patinando. Cansou das inúmeras vezes que havia sentido vontade de tentar, mas a cegueira sempre a havia impedido. Pelo menos até hoje.

- Isso é incrível! – Santana exclamou, ainda apertando a cintura de Brittany com força.

- Você está indo muito bem, San. – Brittany cumprimentou, rindo da excitação da morena. – Melhor do que eu quando eu aprendi, na verdade.

Santana riu. Seu corpo estava praticamente colado ao de Brittany, como nas vezes em que dançaram juntas. Ela gostava da sensação.

- Que tal uma pausa para um café ou algo do tipo? – Brittany sugeriu após algum tempo.

- Parece ótimo. – Santana concordou, deixando a loira guia-la para fora da pista.

Elas tiraram os patins e Brittany, sem pensar duas vezes, entrelaçou seus dedos nos de Santana. Uma corrente elétrica atravessou ambos os corpos, fazendo com que as duas estremecessem. Um sorriso tímido formou-se nos lábios da latina. Ela gostava de Brittany. sabia que se conheciam a pouquíssimo tempo, mas qual era o mal nisso? Ambas eram solteiras, ambas eram independentes, e o mais importante, elas gostavam uma da outra.

- Eu estou curiosa, — Santana começou, enquanto elas sentavam à mesa, esperando o café. – qual era o outro lugar que você pretendia me levar?

- Eu pretendo, na verdade. – Brittany disse, a voz brincalhona. – E é surpresa.

- Isso é maldade. – Santana respondeu, fingindo estar magoada.

- Não! – a loira exclamou. – Isso não vai me convencer, Srta. Lopez. Eu sou muito persistente.

- Tá certo. – Santana riu. – Quero ver quanto a sua persistência vai durar.

Um sorriso bobo pairava nos lábios de Brittany. Os cafés chegaram, e a loira tratou de tomar o seu o mais depressa possível. Queria sair com Santana dali.

- Brittany, — a morena tocou a mão da loura. – vai acabar queimando a língua assim.

- Como sabe que eu estou tomando o café rápido? – ela arqueou uma sobrancelha, e Santana apenas riu.

- Anos de prática. – ela informou. – Mas se realmente quer saber, eu consigo ouvir.

- Eu sou tão barulhenta assim?

- Não, — a morena tornou a rir. – claro que não. Culpe a minha audição mais… apurada, digamos.

- Você é uma graça. – ela disse, antes que pudesse evitar.

Santana corou violentamente, mas sorriu. Brittany tomou o sinal como algo positivo.

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- Onde estamos? – Santana perguntou, segurando-se com um pouco de mais força na mão de Brittany.

- Em uma espécie de boate. – Brittany informou, escorregando o braço pela cintura da latina. – É que… eu pensei que você pudesse dançar comigo agora.

Um sorriso adorável se espalhou pelo rosto de Santana. Ela passou os braços ao redor do pescoço de Brittany, enquanto a loura passava os seus pela cintura da morena. Elas dançaram em silêncio, incapazes de dizer qualquer coisa. Apenas hipnotizadas pela companhia uma da outra.

- Eu gosto de você. – Santana murmurou, deixando-se levar pelo clima.

- Eu também gosto de você, San. – Brittany respondeu, completamente boba pelos movimentos suaves de Santana.

A morena encostou o rosto na curva do pescoço da loira e esperou que a música terminasse. Elas não se afastaram completamente, ficaram presas no abraço que se encontravam, absortas dentro da bolha particular que criaram.

- Eu vou te beijar agora. – Brittany sussurrou, erguendo o rosto da latina.

Quando os lábios se encontraram, Santana sentiu um turbilhão de emoções correndo por dentro de si. Ela não sabia ao certo o que estava fazendo, mas não tinha a menor capacidade de raciocinar, muito menos com os lábios de Brittany sobre os seus. A única certeza que ela possuía, era de que nada podia ser mais certo do que o que estava fazendo.

Notas finais
E então?