O Amigo Do Meu Pai

33 Filha ou uma farsa?


Notas iniciais
Hey guys... I'm back! Bem, demorei, mas é que o bloqueio mental com esta fic está fogo! E como eu tinha falado, eu estava me decidindo se botava ou não aquele detalhe lá, e ao fim, decidi que sim. Aqui nesse capítulo, ele já está presente. Lá nas notas finais eu falo o que é. Mudando de assunto, quem viu que o nosso Sam na vida real, mais conhecido como Adam Levine, foi nomeado o cara mais sexy vivo? Nossa, eu gritei, mas eu acho que eu não conto muito, porque sou fã da banda e dele... hahaha. Mas também gente, vamos combinar, mesmo não sendo fãs, p*** cara gostoso...! Ok, vamos voltar um pouco a fic. Novamente não gostei muito do capítulo que escrevi. Eu o escrevi no meio desse bloqueio mental, que apesar de ter passado, deixou claro a mim que aquela onda criativa e legal que eu tinha com essa fic morreu. Bem, vamos rezar para ela ressuscitar, né?

Acordei na manhã seguinte com meu celular tocando loucamente. Abri meus olhos, esfregando-os, e olhei o relógio de cabeceira: nove e dois da manhã. Nem tão cedo, mas também não tão tarde. Bufei, indignada por um infeliz ter a genial de me ligar agora, e catei o celular no criado mudo.

–Alô- Atendi com a voz embaraçada de sono.

–Vadia, liga a TV agora! – Pediu, mais mandou na realidade, Lana afobada.

Eu demorei um pouco para processar o que ela dizia, uma vez que ela falava em português. Acho que estou passando muito tempo com estrangeiros...

–Bom dia também! Não, tudo bem você ter me acordado! – Respondi irônica na mesma língua.

Meu humor pela manhã nunca fora dos melhores, e ser acordada por alguém já mandando em você, não o melhorava muito.

–Anastácia, para de palhaçada! Liga a TV, é sério! – Ela pediu mais uma vez, afobada.

–Ok, ok! – Rendi-me, um pouco irritada, levantando e ligando a TV.

Fui passando os canais, já que Lana só me disse para procurar, nem sei o que ao certo, sem dar o canal exato. Estava prestes a desligar a TV, cansada desse joguinho e irritada por ela só dizer “procura”, quando algo me deteve. Meus olhos se arregalaram e minha boca abriu ligeiramente. Não, não, só pode ser brincadeira... Isso está acontecendo mesmo? Aumentei o volume e curvei-me para frente para ver e ouvir melhor. Era um programa de fofoca ridículo, do tipo que só mostra rumores idiotas e que só mulheres fúteis ou velhas que não cozinham assistem.

Anastácia: filha ou uma farsa?”

Uma apresentadora, típica desses programinhas, ia contando para o publico, enquanto uma foto minha e de meu pai estava ao fundo. Inclinei-me ainda mais para frente, mais vidrada e interessada na televisão.

“Parece que a possível filha do integrante da Contarvi, Christopher Farrel, é na verdade uma farsa. A garota brasileira de 23 anos, Anastácia Cooper, surgiu a certo tempo dizendo ser filha do integrante da famosa banda de pop rock dos EUA. Mas ao contrário de outros casos vistos anteriormente com outros famosos, Anne, como é carinhosamente chamada, não saiu procurando a imprensa, e todos nós só fomos saber da paternidade através do próprio Chris, que a anunciou em um show. Anne, na verdade, era apontada como affaire de Sam, o vocalista da banda, em razão de diversas fotos que circulava dos dois sempre juntos. Esse rumor, porém, foi desmentido numa coletiva feita pela banda, no intuito de esclarecer melhor os rumores e a declaração bombástica de Chris. Passado isso, todos pensávamos que tudo era mil maravilhas para nova família, mas ao que tudo indica agora, não é bem assim. A começar que nem uma família eles são...!

Segundo uma fonte, Anastácia é, na realidade, uma farsante. Ela não é filha de Chris, e o próprio inclusive, já sabe. Um exame de DNA foi feito e o resultado, já entregue as partes envolvidas, foi negativo para paternidade. Anastácia não é filha de Chris. E bem, para quem anão acredita, uma cópia desse exame nos foi fornecida. E nesse, a palavra ”negativo” em negrito é bem clara. O teste saiu há cerca de um mês, tempo mais que suficiente para ambas as partes saberem que não são ligados geneticamente.”

Na tela da televisão, apareceu o meu exame e de Chris, onde se poderia ler claramente o resultado. Sim, não era nenhuma pegadinha não, era mesmo o teste.

“Está mais que claro que Anastácia não é filha de Chris, mas então por que nenhuma das partes se manifesta sobre, para desfazer a história perante o mundo? Seria vergonha de Chris, por ter acreditado na mentira da brasileira, ou simplesmente um tempo privação para também o guitarrista da banda após o choque? Seja o que for, não negaremos que a noticia é um choque. E como Sam reagiu? Crê-se que ele já sabe, já que ele é tão próximo de Chris quanto de Anne. Mas pelo que se tem visto, se sabe, ele não está ligando muito...Ontem a noite, Sam e Anne foram vistos num restaurante na companhia do irmão do vocalista, Michael. Bem, uma vez que Sam parece não ligar, ou não saber, que Anne não é filha de Chris, será que isso pode facilitar as coisas para eles? Será que assim, eles podem engatar um romance? Há tempos atrás, foi apontado que os dois eram sim um casal, e só não assumiram por conta do pai da garota. Uma vez fora de cena Chris, quem aí troce por esses dois? Eles formam... “

Desliguei a TV, enojada demais por tudo que já ouvira e sem estomago para mais. Como eles descobriram? Quem deu uma cópia do teste a esses abutres? Eu ardia de raiva por dentro. Não acreditava que isso estava acontecendo. Lana continua na linha, e eu botei o telefone na orelha, respirando pesado.

–Eu não acredito nisso – Silabei sem saber se estava mais indignada ou raivosa.

–Você vu, então?– Ela mais concluiu do que perguntou.

–Como essa porcaria de DNA foi parar na mão deles? Só o pessoal do laboratório tinha acesso! – Protestei indignada, não a respondendo.

–Eu também fiquei pensando nisso quando vi, e então, eu não sei, mas... Você não acha que pode ter sido aquela enfermeira lá que te ajudou? – Lana arriscou cautelosa.

–Quem? A Ruth? – Levantei a sobrancelha.

–Sim, ela. Não sei, talvez ela quisesse ganhar mais dinheiro e vendeu o exame pra imprensa... – Arriscou ela mais uma vez. Fiquei pensativa com aquilo: será que Ruth era capaz, e tão baixa a ponto de fazer isso?

–Eu não sei... – Respondi sincera, suspirando – O que me preocupa mais agora é como o Chris vai reagir a isso? Será que ele vai jogar tudo logo para cima e dizer que eu não sou filha dele? E

–Eu também não sei Ana – Ela respondeu triste – Acho que só ele pode responder isso.

–É... – Concordei.

–O Sam já sabe? De toda essa história?

–Como eu vou saber? Eu fui acordado por você, esqueceu?

–Ah é... – Ela concordou monga – Foi mal! Mas é que eu fiquei puta da vida e tinha que saber se você estava sabendo...

–Eu sei disso e agradeço a intensão. Só que da próxima vez, vê o fuso horário, ok?

–Pelo que sei já são mais de nove da manhã aí...!

–Mas eu fui dormir às duas da manhã...

–Uí! Então você saiu ontem mesmo com Sam e o irmão dele? – Ela perguntou interessada.

–Sim – Confirmei — E você não vai acreditar: O Michael é sua versão masculina!

–Que? – Ela quase gritou. Eu ri.

–É, ele é igual a você: pervertido, cara de pau, sem vergonha... Acho que vocês se dariam bem, sério!

–Ele é gato? – Ela perguntou séria.

–Uhum – Confirmei.

–Me passa o telefone — Ela mandou, fazendo-me me rir e rindo depois também.

Conversamos mais um pouco, ela sempre tentando não me fazer voltar a pensar sobre o que acabara de descobrir. Não deu certo, mas eu fiquei feliz pela tentativa. Desliguei, pois precisava falar com Sam e ela trabalhar. Joguei o telefone na cama e fui fazer minha higiene matinal, com a mente já inundada pelo que acabara de ver e ouvir na TV. Mal acabei de escovar meus dentes e pentear meu cabelo quando bateram na porta de meu quarto. Bufei e fui atender de pijama mesmo. Abri a porta e Sam estava parado do lado de fora.

–Não acha meio cedo pra bater na porta de alguém, não? – Dei-lhe as costas, saindo da porta e deixando-o entrar por conta própria. Por mais que estivesse ansiosa para vê-lo, queria arrumar-me e dar tempo a minha mente de se acostumar com o que acabara de ver primeiro.

–Você viu os noticiários, internet, alguma coisa do tipo? – Ele perguntou meio afobado, entrando e fechando a porta.

–Sim – Suspirei pegando minha mala e vasculhando-a atrás de alguma roupa.

–E como você está? – Ele demostrou preocupação.

–Como eu deveria estar? – Questionei sem olha-lo.

–Não sei. O quanto isso a afeta? – Ele perguntou um pouco desafiador.

–Da maneira que deveria – Dei de ombros mexendo em minhas coisas.

–E que maneira é essa? – Ele insistiu. Às vezes achava até que Sam é meu psicólogo particular. A única vantagem disso é, ao menos, não pagava a consulta; o ruim era que não tinha hora, lugar e nem momento para ele inicia-la.

–Uma maneira nada legal, digamos – Respondi escolhendo uma calça.

–E como é essa maneira “nada legal”? – Ele insistiu mais ainda.

–Caraca Sam, você é o famoso e eu que tenho que descrever como é quando a mídia invade sua privacidade? – Bufei escolhendo a blusa.

–Eu estou acostumado com isso, você não – Ele cruzou os braços e deu de ombros.

–Então você deve saber bem como é isso – Falei obvia. Sam bufou.

–Qual o seu problema em falar nisso? – Questionou ele notando que eu estava um tanto irritada com o assunto.

–Todo – Respondi virando para ele e botando as mãos na cintura – É a minha vida que acabou de ser arruinada na televisão e aposto que a festa está rolando solta sobre isso na internet. As revistas de fofoca com certeza terão meu rosto estampado amanhã, se já não tem hoje, e as pessoas vão me olhar feio na rua. Eu simplesmente estou com ódio de tudo isso e não sei se quero matar mais o filho da mãe que tirou a cópia do teste ou do filho da mãe que comprou! – Revoltei-me, respirando fundo e olhando apara baixo, enquanto fazia uma pausa – E o pior é que eu nem sei como Chris vai reagir a isso: se ele vai desmentir ou vai confirmar. E pelo jeito que ele anda, eu aposto que vai ser a segunda opção. E se ele fizer isso, as minhas chances de provar a ele que esse teste deu errado, vão ser reduzidos a pó.

Sam olhou-me triste e se aproximou. Ele pegou em meu queixo e me fez levantar a cabeça, e meus olhos ficaram na linha dos seus, de uma maneira gentil.

–Anne, você está mesma preocupada com ver seus rostos nas revistas, ou de as pessoas olharem-na feio? – Ele perguntou baixo, olhando-me firme. Sorri de lado.

–Vão, provavelmente, botar uma foto feia minha... – Murmurei, brincando, mas sem tão humor assim para isso. Ele riu.

–Duvido: nunca vi uma foto sua sair feia... – Ele sorriu. Sorri minimamente, agradecida.

Ele me soltou e eu fui então terminar de escolher minhas roupas para me arrumar.

–Como você ficou sabendo? – Ele perguntou quando entrei no banheiro com as roupas em mãos para trocar.

–Lana me ligou, acordando-me, e mandou-me ligar a TV. Acabei achando vendo um programa de fofoca fútil qualquer falando sobre, então– Respondi-o, através da porta fechada do banheiro, retirando meu pijama. Ele soltou uma onomatopeia, sinalizando ter entendido.

Terminei de me trocar e me olhei no espelho, ajeitando-me. Ouvi então o toque de um celular soando alto no quarto; não era o meu, então só poderia ser de Sam. Não liguei muito, já que eu não precisava sair correndo para atendê-lo, e saí do banheiro, encontrando Sam a um canto falando baixo ao celular. Ele se virou para mim e sorriu torto, e eu balancei a cabeça, sorrindo do mesmo jeito. Estranho ele me dar aquele sorriso e falar tão baixo que era quase inaudível o eu ele dizia... Fui terminar de me arrumar, botando sapato, acessórios e me maquiando. Quando Sam saiu do telefone, eu estava terminado de passar meu gloss.

–Nossa, achei que você fosse passar o dia nesse celular – Comentei meio brincalhona.

–É... – Ele concordou rindo nervoso e coçando a nuca. Ele estava estranho, definitivamente.

–O que foi? – Perguntei direta, terminando de passar o gloss e o olhando séria.

–Ergh... – Ele passou a mão no braço, nervoso — O Will ligou para mim agora, e bem, ele quer nós ver – Ele completou, sem jeito.

–Por causa do escândalo da TV, não? – Perguntei virando-lhe as costas para arrumar minha bolsa.

–É.

–Hmm – Levantei as sobrancelhas, nada surpresa.

É claro que Will iria querer falar conosco. Ele é o empresário da banda, e sempre cuida de pepinos como esse. Principalmente esse. O problema é que eu não sabia quem iria sair de vitima nessa história: Chris, eu ou os dois? Estava mais para a primeira opção, já que é claro, um agente deixar seu cliente sair queimado na fita é quase como assinar seu pedido de demissão.

–Vamos? – Perguntei, com minha bolsa no braço, virando-me a Sam.

–Sim – Ele concordou – Mas que tal um café antes?

–Quem disse que a gente não iria tomar café? – Levantei a sobrancelha sorrindo um pouco. Ele sorriu também, rindo pelo nariz.

Fui até ele e peguei em seu braço. Nós saímos do quarto e antes eu deixei a plaquinha na porta para que a camareira passasse e arrumasse-o. Agora, o jeito era pagar para ver. Será que as pessoas me apedrejariam ou ficariam com dó? Eu não sei. Mas a verdade é que eu não ligava, porque mesmo saindo nas capas de revistas feia, eu ainda tinha aquilo que muitos que compram essas revistas não têm: confiança, e é claro, Sam ao meu lado.

Notas finais
Anne - http://www.polyvore.com/cgi/set?id=101516033&.locale=pt-br E então? Bem, me deixem dizer qual era o detalhe: era esse rolo todo da imprensa descobrir o resultado do exame. Eu me dei conta de que seria estranho a imprensa não saber de nada, além do que, fazia um tempo que eles não pareciam famosos nessa fic, né? Nada de paparazzi, fofocas na internet... Eu tinha que voltar a mostrar como é essa vida, na realidade, sim? Então eu botei esse detalhe aí, e apesar da demora, acho que agora vocês o porquê. Bem, agora é esperar eu terminar o próximo capítulo. hahaha. Pelo que me conheço, vai demorar... Mas rezem para que não. Xoxo