Notas iniciais
Oi galerinha, voltei... Dessa vez fui rápida, não? Nosso momento tão aguardado esta agora perto, mas não significa que o fim da fic também esteja. Tem muito chão ainda pela frente. Este capitulo é super-hiper-ultra-mega-power importante. Então...Enjoy

Hoje, novamente, tenho um show para ir. Depois de ontem, que eu adormeci abraçada á Sam e só acordar ás nove da noite comigo o “chutando” para fora de meu quarto, hoje eu terei mais um show! Não que eu não queira ir, mas ter pessoas olhando-a a toda hora, cochichando com a pessoa ao lado quando você passa e pessoas te perguntando se você é namorada de Sam, não é muito legal. Mas tudo bem, porque isso não vai me impedir de ver um show dos meus “meninos”...

Mais um show para a minha lista! O show acabou de se encerrar, com o estádio lotado! Foi esplendido, como sempre; para variara um pouco, eles fizeram uma alteraçãozinha na tracklist do show, acrescentando duas músicas deles (que eu sugeri) e tirando uma. Bem, como de praxe, as pessoas fizeram exatamente o que eu imaginava; me perguntaram uma dezena de vezes se era namorada do Sam (e uma dezena de vezes eu disse que não), cochicharam para os amigos assim que eu passei e olharam para mim como se eu fosse a atração principal de um zoológico. Mas eu não liguei, só sorri simpática e continuei fazendo o que estava fazendo. Eu seguia para o camarim, enquanto as pessoas iam para a saída, apontado para mim claro! Eu vestia uma blusinha meio vintage, com um shorts preto básico curtinho e uma bota marrom cano curto meio old também. Minha bolsa amarela neon de tiracolo, com o cabelo preso num coque com um laço verde atrás de enfeito (bem fofo) e de maquiagem uma boca rosa discreta com olho gatinho. Simples e vintage, como gosto.

Rumei para o camarim dos meninos e, chegando na porta deste, bati duas vezes antes da voz de Joshua dizer “entre”. Eu entrei e me deparei, de novo, com Sam sem camisa. Eu, mesmo já tendo o visto sem camisa outra vez, não pude deixar de corar um pouco. Fui cumprimentando todos na sala, elogiando o show, e quando chegou na vez de Sam eu catei uma camiseta (provavelmente a dele) em uma cadeira e joguei nele, enquanto deixava minha bolsa na cadeira onde estava a camiseta anteriormente.

–Veste para eu te cumprimentar! Pedi num tom mandão, fazendo-o rir.

–Até parece que você nunca me viu assim! Disse ele pegando a camiseta e vestindo.

Cumprimentei-o e os meninos em seguida, começaram a zoar:

–Aê Sam! Tem que fazer o que a patroa manda! Disse James, fazendo-me mostrar a língua pra ele e Sam o dedo do meio.

O comentário fez todos rirem, até mesmo meu pai (que soltou uma leve risada, mas depois parou). Senti meio incomodada com aquilo, afinal, era meu pai! Ele devia estar com ciúmes, não rindo! Mas ele também não sabia que estava rindo da filha... Sentei ao lado de Sam, já vestido corretamente, e de Matt. Começamos a conversar empolgadamente, falando sobre umas fãs doidinhas que tentaram entrar no camarim dos meninos num outro show. Rimos muito lembrando da cena, até que de repente Sam se levantou e foi até a porta.

–Galera, lembrei que o Will tinha pedido para irmos falar com ele.

Todo mundo se levantou, exceto eu, mas Sam logo tratou de impedir mais alguém de ir:

–Chris, você não. Ele quer falar sobre uma surpresa para o seu aniversário.

–Para meu aniversário? Uma surpresa? Que bom, adoro surpresas! Pena que essa não é mais uma! Meu pai disse.

Logo percebi o que Sam tramava. Era verdade que o aniversário de meu pai estava próximo, mas não era por causa da “surpresa de aniversário” que Sam estava chamando os meninos. Ele queria me deixar sozinha, de novo, com meu pai para ver se eu contava á ele que era sua filha. Resumindo: como eu não queria executar nosso plano, ele estava bolando um de improviso. Ah, mas eu que não ia deixar isso rolar! Não mesmo!

–Sam, podemos falar rapidinho? Antes de você ir falar com o Will! Pedi sorrindo falsa e me levantando.

–Ihhh Sam! Melhor ir... A patroa esta pedindo! Depois fica na seca e não sabe por que! Disse Joshua, fazendo todos rirem.

–Hahahaha, muito engraçado vocês! Sam disse irônico.

Eu sorri para os meninos, mas sem ser falsa, e saí do camarim levando Sam pelo colarinho. Os meninos riam enquanto eu levava Sam até um camarim vazio ali perto. Entramos neste e eu fechei a porta. Estava escuro, e eu ainda segurava Sam. Eu o soltei, mas pude senti-lo ainda bem próximo de mim; tão próximo que nossas respirações cruzavam-se. Eu afastei-me um pouco, e Sam ligou a luz. De fato estávamos muito próximos: se agora estávamos a cerca de quinze centímetros um do outro, antes estávamos a cinco. Eu afastei-me de Sam, virando ás costas para ele.

–Então... O que você queria comigo mesmo? Ele perguntou meio sem jeito.

Eu virei para ele, com os olhos banhados em raiva.

–O que eu queria contigo? Disse sínica, como se tentasse lembrar – Ah, não sei... Talvez impedir você de me deixar sozinha com meu pai no camarim! Disse dura.

Ele sorriu maroto.

–Então você percebeu? Ele disse, fazendo-me meu sangue ferver mais.

Não, eu não percebi nada porque eu sou tapada igual a uma porta! Ele acha que eu sou o quê? Retardada? Só pode ser!

–Não, não! Não percebi! Estou blefando! Eu sou mais burra que uma porta! Disse irônica.

–Hey! Ele disse botando as mãos para cima, como se rendesse – Calma! Só perguntei!

–Sam, não estou brava porque você só perguntou, estou brava porque você iria furar nosso plano! Disse furiosa, gesticulando com as mãos.

–Espera aí! Furar o plano? Você nem quer executa-lo! Ele disse na defensiva, mas já um pouco alterado.

–Ahhh! E fazer um de ultima hora, para eu contar é sensato, faz mais sentido! Disse ignorante, já completamente furiosa.

–Eu tento ajudar e olha o que dá! Ele disse rindo irônico – Fazer um plano de ultima hora, pelo menos, não te dá tempo de pensar; de ter medo!

–Ah não dá não! Disse irônica, botando as mãos na cintura– Sam, eu já te disse: quando eu estiver pronta para contar a Chris que eu sou filha dele, eu irei! Disse exasperada, já baixando o tom de voz.

–Eu sei Anne! Mas você não pode esperar para sempre; ou você quer viver o resto de sua vida em turnê conosco e com suspeitas de que eu e você somos namorados? Ele perguntou também já se acalmando – Você um dia terá de contar a verdade á Chris!

Assim que ele terminou de falar, ouvi um barulho vindo do corredor. Não soube bem identificar do que seria, mas parecia um barulho de passos, só que mais pesados. Nós (eu e Sam) nos entreolhamos, preocupados que alguém tivesse escutado nossa conversa. Será que tínhamos discutido muito alto? Esperamos mais um pouco, em silencio, para ver se ouvíamos novamente o barulho. Não ouvimos nada. Fiquei preocupada, e ele aparentava estar um pouco também.

–Melhor sessarmos a discussão – ele disse sensato, quebrando o silencio.

Concordei com a cabeça e ele abriu a porta, deixando-me sair na frente. Olhei o corredor e não tinha ninguém. Sam saiu do camarim, apagando a luz e fechando a porta. Nós seguimos em silencio até o camarim onde todos estavam e paramos em frente á porta. Entreolhamo-nos e, tomando coragem, Sam abriu a porta para ambos entrarem. Entramos juntos e assim que Sam fechou a porta, encaramos os presentes na sala. A sala estava silenciosa, e todos nos olhavam com expressões sérias. Meu pai era o mais. Eu olhei desesperada á Sam, e este tinha um olhar parecido com o meu.

–Então, alguém vai contar o que esta acontecendo? Perguntou meu pai sério – Ein filha?

Notas finais
Anne - http://www.polyvore.com/vintage_style/set?id=83216888 Então querido? Tenso, não? Sabe o que eu amaria e me deixaria motivada a postar logo mais um capitulo? Mais reviews! Claro, se alguém também quiser recomendar a fic ajudaria muito mais...