O Amigo Do Meu Pai
6 De novo a importunação!
Notas iniciais
Vesti uma jeans, camiseta branca meio transparente (meu sutiã de renda azul era totalmente visível), creeper vermelho (sabe, aquele tênis que todo munda esta usando e que é confortável?) e peguei minha bolsa, saindo assim do quarto de hotel onde estava. Decidi ir a Starbucks mais próxima, que por acaso, era a mesma onde fora flagrada com Sam. Mal entrei nesta, e percebi que não fora uma boa ideia: uma enxurrada de garotas que estavam ali vieram em minha direção. Elas diziam coisas como: “me dá seu autografo?” ou “você esta namorando o Sam?”, e as piores diziam algo como “sua piranha, larga o nosso Sam!”. Eu tentei me locomover para o balcão de atendimento, mas logo vi que não ia rolar eu tomar o café da manha ali. Caminhei de cabeça baixa (não queria olhar nenhuma daquelas histéricas), na medida do possível para a saída, até que as meninas em volta de mim começaram a gritar e correr para o meu destino. Levantei minha cabeça e comecei a rir assim que vi o motivo da gritaria; meu “namorado” acabara de entrar no café. Ele, que estava de óculos escuros e uma jeans com uma camiseta branca também um pouco transparente, acabou me avistando e indo até minha direção, com um sorriso nos lábios. As garotas não sabiam se ficavam mais revoltadas por ele ignora-las ou por ir até mim.
-Olá amor, disse Sam acenando para mim e chamando-me de amor para provocar-me (e suas fãs também).
Eu continuei rindo, parada, até este se aproximar o suficiente para beijar-me a bochecha e puxar-me para uma mesa em um canto afastado.
-Amor? Serio? Disse sentando-me ao lado dele na mesa, ainda com um ar de riso no rosto.
-Claro! Você não vê os jornais de fofoca? Somos namorados agora! Ele disse passando o braço em vota de meus ombros e sorrindo de um jeito tão tosco, que me fez morrer de rir.
As garotas que nós seguiam, acabaram recuando á pedido de um cara que entrou com Sam no café. Acho que deveria ser seu segurança. Uma moça foi nós atender, e depois dela anotar nossos pedido e sair, voltei á falar com Sam, porém dessa vez assuntos mais sérios.
-Então, que ideia colocaremos em pratica? Perguntei nervosa quase num tom de sussurro.
-Porque estamos sussurrando mesmo? Ele perguntou no mesmo tom do que o meu, abaixando a cabeça, arregalando os olhos e olhando em volta para ver se alguém nos observava (como nos filmes). Soltei uma leve risada com o ato dele.
-Como você é tonto! Disse na mesmíssima hora que a atendente voltou trazendo os nossos pedidos.
Não pedimos nada para comer, somente para tomar, então Sam convidou-me para ir até o hotel dele, onde poderíamos conversar melhor. Fiquei em dúvida sobre o convite, afinal, não era legal ser assediada por conta de algo que nem era real. Mas minha vontade de conhecer meu pai era bem maior, então eu aceitei a proposta. Tínhamos acabado de sair do café quando Sam, que andava ao meu lado, aproximou-se mais de mim e sussurrou:
-Acho que seremos novamente matéria amanhã nos sites de fofoca.
De começo não entendi o que ele quis dizer, mas ele então sorriu em direção a um cara que estava do outro lado da rua com uma câmera na mão. Um paparazzi. De começo quis correr, mas decidi levar na esportiva como Sam e sorri, e até acenei para ele. Sam e eu começamos a rir dessa situação e entramos no hotel, onde decidiríamos que ideia executar para meu tão sonhado encontro.
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