O Amigo Do Meu Pai

44 Bobos apaixonados


Notas iniciais
Tudo bem, anjos? Nem precisam dizer que eu sou uma quebradora de promessas e/ou mentirosa de quinta. Disse que postaria logo, mas o meu logo é um mês de espera. Sério pessoal, está muito complicado para mim. Eu sempre começo a revisar o capítulo porque algo me impede de continuar. A questão é que eu voltei e... FALTAM SETE CAPÍTULOS PARA ESSA TEMPORADA ACABAR! Pronto, disse tudo de uma vez em caps lock para fazer a farofeira mesmo. É isso aí, sete capítulos (sem contra este) e uma temporada concluída e devidamente postada. Isso pode deixa-los felizes ou tristes, não sei. Se eu fosse vocês, acho que estaria meio a meio, afinal, é triste ver uma temporada acabar, mas nesse caso, é bom porque a segunda temporada estará recheada de Sam e Anne (coisa que vocês querem e muito, pelo que noto). Enfim, parando um pouco de blábláblá, esse capítulo é curto. Não tinha nenhuma outra maneira de alonga-lo, como juntando com o próximo, porque o próximo é bem importante e não pode ser jogado para vocês de qualquer jeito. Tem de ter uma preparação e tudo mais. hahahaha. Enjoy P.S. Capítulo dedicado a Thaah Silva Payne, que fez a mais recente recomendação da fic. Eu achei fofíssima e fiquei mais que feliz quando a vi. Obrigada.

Esperava já há uns minutos a chegada de Sam. Meu plano era simples e eu tinha convicção Contava com a ajuda de Michael, que nem hesitou em dizer sim quando pedi sua ajuda. O plano era tão simples que a única coisa que Michael precisou fazer foi atrair Sam ao Skywalk Observatory, um observatório da cidade de Boston em cima de um enorme edifício. Descobri o lugar por acaso, enquanto andava de volta ao hotel. Assim, decidi que ter uma conversa com Sam a metros e metros do chão seria uma boa ideia. E se não fosse também, ao menos eu poderia dizer que a paisagem era bonita. Além de meus trajes, claro. Uma camiseta personalizada com uma frase de efeito com uma saia de estampa engraçada ficava com cara punk rock graças a minha jaqueta de couro. Saltos altos pretos com tiras e meu celular em mãos eram tudo que tinha de acessório, sem contar o anel que Sam me dera. Meus cabelos estavam soltos e bagunçados e minha boca marcada por um batom vermelho. O vestido que vira na loja não tinha meu tamanho, então a solução foi improvisar.

Uma brisa gelada arrepiou-me inteira, fazendo-me cruzar as pernas de frio. Não poderia negar que o lugar era gelado além de bonito. Comecei a batucar os dedos no parapeito, onde me apoiava inclinada para frente. Decidira assim que chegara que, em hipótese alguma, viraria para trás. Ele iria achar-me de qualquer maneira. Olhei para a tela de meu celular, vendo o horário. De acordo com meu plano, Sam já deveria estar aqui. Respirei fundo e senti outra brisa gelada atingir-me. Fechei os olhos, sentindo o veto beijar minha pele. Ouvi passos perto de mim e senti a presença de alguém ao meu lado, parando e apoiando-se no parapeito próximo a mim. Abri os olhos, mas não o olhei.

–Isso é mais uma ideia mirabolante sua, não? – Ele perguntou ao meu lado.

Abri um sorriso e confirmei com a cabeça sem desviar os olhos da paisagem. Sam riu pelo nariz, sem tirar os olhos da paisagem também. Ficamos em silêncio, ambos observando a paisagem, porém sem realmente enxerga-la. Era mais um ponto de foco enquanto viajávamos em nossas cabeças.

–Acho que devia ter notado que isso era coisa sua – Ele comentou quebrando o silêncio – Michael vira uma garotinha medrosa toda vez que é obrigado a subir em lugares muito altos... – Ele comentou arrancando-me um riso baixo.

–Bem que eu desconfiei quando sua voz ficou um tanto quanto aterrorizada quando disse que executaria o plano aqui...

Sam deu um sorriso de canto e continuou com os olhos fixos na Boston vista de cima. Tentava achar a coisa certa para se falar, mas toda vez que abria minha boca, voltava a fecha-la imediatamente, temendo não ser a melhor coisa a se dizer. Por fim, suspirei e deitei minha cabeça em meus braços.

–Eu não sei por onde começar – Admiti frustrada em voz alta.

–Que tal começar dizendo por que parece que você complica tudo? – Ele sugeriu.

–Eu não complico tudo – Defendi-me com a cabeça baixa ainda, a voz saindo abafada – Eu só que as coisas não se tornassem estranhas entre nós.

–Estranhas? – Ele perguntou dando ênfase a palavra e fazendo-me imaginar sua expressão perfeitamente em minha cabeça, com uma de suas sobrancelhas arqueadas.

Suspirei novamente e levantei a cabeça, não me arriscando ainda a olha-lo, apesar de ele encarar-me a espera de resposta.

–Não acho que iria ser natural se eu virasse pra você e dissesse que meu pai me botou mais ainda no chão insinuando que eu iria te magoar como pessoas apaixonadas fazem uns com os outros às vezes... – Comentei encolhendo os ombros.

Sam molhou os lábios, não argumentando sob minha fala. Tomei coragem e virei-me para ele, encarando-o enquanto mordia meu lábio inferior insegura. Seu olhar parecia estudar-me.

–O que exatamente ele falou para você Anne? – Ele perguntou friamente calmo.

Respirei fundo e abaixei meu olhar Eu me recordava bem das palavras, uma vez que elas queimavam em minha mente a toda hora. Fechei os olhos e inspirei fundo uma vez mais.

–“Enquanto a Sam, espero que ele se de conta de quem você é. Porque sinceramente, ele não merecesse ser enganado por você como eu fui. E o pior é que ás vezes eu acho que ele te tem como mais que uma amiga. Pena, uma pena... Espero só que você não parta o coração dele, porque eu o tenho como um irmão. E irmãos protegem os outros, principalmente os mais velhos... E ainda mais de pessoas como você!”.

Respirei fundo ao fim da citação, abrindo os olhos logo após. Levantei a cabeça e olhei a paisagem, passando as mãos nos cabelos. Sam não dissera nada, permanecera quieto. Eu virei meu rosto a ele, olhando-o em busca de alguma resposta sua. Ele me encarava penetrantemente, a expressão legível somente para séria.

–Isso... Te abalou? – Ele perguntou lentamente, quebrando o silencio entre nós.

Mordi meu lábio inferior, confirmando com um aceno tímido de cabeça.

–Por quê? – Ele perguntou confuso.

–Porque eu tenho medo que ele esteja certo – Desviei o olhar, olhando para Boston de novo – Eu tenho medo de que um dia eu magoe-o ou decepcione-o de alguma maneira e que... Afaste-o de mim para sempre.

Sam respirou pesado ao meu lado, passando as mãos pelo cabelo. Abaixei a cabeça, contraindo os lábios.

–Não tem como você fazer isso Anne – Ele pronunciou-se após algum tempo – Você já fez.

Mordi eu lábio inferior, não sabendo exatamente o que sentir.

–Mas não a culpo – Ele retomou a fala, fazendo-me levantar a cabeça e olha-lo – Se não tivesse o feito, talvez não estivéssemos quites agora.

–Como? – Levantei meu olhar confuso a ele, sem conter a pergunta na boca.

Sam sorriu-me, voltando-se a paisagem com o sorriso pregado nos lábios. Mais uma brisa abateu-nos e fez seus cabelos bagunçarem-se mais.

–Se você não tivesse feito isso, eu acho que eu nunca teria parado para pensar o quanto você se tornou importante para mim – Ele comentou molhando os lábios – Eu fiquei tão puto com você, que não conseguia fazer quase nada que não fosse de má vontade. Eu só conseguia pensar o quanto eu me senti traído pela sua omissão, ao mesmo tempo em que eu sempre checava meu celular atrás de alguma mensagem em que você pedia desculpas e marcava um encontro comigo – Ele abaixando a cabeça e rindo.

Ri baixo junto a ele. Ele se virou para mim com um sorriso no rosto que suavizava sua expressão.

–O que eu quero dizer, Anne, é que você fez um favor a mim e a você – Ele sorriu mais e abri um sorriso também – Se não tivéssemos brigado, eu não saberia o quanto eu não quero brigar mais com você.

Abri um sorriso a ele, não me contendo e pulando em seu pescoço para um abraço apertado. Sam riu, enchendo-me de maior alegria com o som de sua risada, e passou suas mãos em minha cintura e costas, trazendo-me para mais junto de si. Apertamo-nos tanto que me senti começando a ficar sem ar. Bati nos ombros de Sam e ele soltou-me entendo o que queria dizer. Eu olhei-o e ambos rimos. Olhávamo-nos rindo, eu sentindo uma felicidade abobada que não conseguia explicar.

–Estamos bem então? – Perguntei.

–Acho que sim...

Levantei uma sobrancelha e cruzei os braços. Ele riu.

–Estamos sim – Ele confirmou rindo.

Voltei a sorrir e descruzei os braços. Sam aproximou-se de mim e passou sua mão por cima de meu ombro. Passei meu braço por sua cintura e viram-nos para a saída.

–Nós vamos comer, certo? – Perguntei a ele.

–Claro – Ele confirmou.

–Aí que ótimo! Estou morrendo de fome! – Admiti fazendo-o rir.

–Estou começando a achar que você usa cinta ou alguma coisa do tipo para esconder a barriga – Ele comentou rindo.

Virei-me para ele e dei-lhe um tapa no ombro com minha mão livre. Ele só riu mais.

–idiota – Murmurei emburrando.

Sam abaixou sua cabeça ligeiramente, aproximando sua boca de meu ouvido.

–Mesmo assim, eu ainda te acho gostosa – Ele sussurrou.

Ri gostoso e virei-me para ele.

–Está falando igual a Michael – Observei-o sorrindo.

Paramos em frente aos elevadores, apertando o botão para descer.

–Está no sangue – Ele deu de ombros.

Concordei com a cabeça rindo.

–Bom, estando no sangue ou não, ainda bem que você é rico, porque quem vai pagar a conta do jantar é você – Comentei enquanto o elevador abria-se e eu me soltava dele.

Entrei e encarei-o parado do lado de fora rindo de meu comentário. Outras pessoas foram entrando e ele entrou antes que fechasse. Parando ao meu lado, eu e ele viramos os rostos um para o outro. Sorrimos e prendemos riso antes que esse ecoasse pelo elevador e nos fossemos xingados de bobos apaixonados.

Notas finais
Anne - http://www.polyvore.com/cgi/set?id=93460095&.locale=pt-br Quebrei muitos corações com o título e o enredo em si do capítulo? hahahaha. Não pude resistir, pessoal.Desculpem-me. O lado bom é que vocês terão uma surpresa minha daqui há alguns capítulos. Pouquíssimos. Mas, por hoje é isso. Comentem (se for para me xingar pela quebra de esperança de vocês, peguem leve comigo) e façam-me super feliz. Xoxo