O Amante Desse Garoto São As Núvens
1 Capítulo 1 - O Começo
Notas iniciais
''E então eu acordei com o barulho do despertador, era só um sonho... acordei desapontado, quando virei, ele estava lá, do meu lado, me admirando dormir.''
Como ele sempre fazia, ele acordava bem cedinho e ficava quieto na cama, as vezes mexia no celular ou apenas me adimirava dormir. Essa é a parte engraçada do dia por que quando eu acordo ele está sempre me observando e eu não imagino como é me ver de cara inxada e com voz de google tradutor com defeito.
Todo dia acordávamos e levantávamos pra tomar café da manhã, eu sempre comia cereal ou pão e ele nada, ele não gostava de comer assim que acordava (confesso que só comia pra fazer a situação romântica, assim como ele odeio café da manhã). Depois disso ambos iam tomar banho pra se arrumar e ir para o trabalho, as vezes variava pois eu sou um cirurgião geral e as vezes eu dou plantão de madrugada ou até muito tarde, deixando ele em casa sozinho, mas é besteira, eu confio nele, ele nunca faria nada de errado.
Hoje em dia ele é um Major muito conhecido dentro da aeronáutica, é só perguntar se conhecem o major Gomes que com toda certeza vão falar que sim.
*I don't give a damn 'bout my reputation! (8)*
E eu atendo o celular num susto.
- O-oi? Quem é? — Perguntei.
- Ah, oi sou eu... — Ele respondeu.
- Ahhhh, e ai? tudo bem? — Diálogos nunca foram meu forte.
- Claro, eu queria saber se você vai poder ir almoçar comigo... o porta aviões está aqui em São Paulo hoje... — Ele falou esperançoso.
- Claro, vamos no de semp... — E fui interrompido por uma confusão dentro do hospital.
- Equipe de Cirurgia por favor à postos — Um enfermeiro gritou.
- O que houve aí? — Ele perguntou.
- Ihh... não vai dar, chegou um paciente em estado emergencial aqui, desculpa, assim que puder te ligo. — Falei .
- Clar... — E desliguei antes que ele pudesse se despedir.
Assim que desliguei corri pra ver o que tinha acontecido, um paciente havia se envolvido em uma briga e levou uma garrafada no ombro, típico de um domingo de tarde não?
Ele havia ido almoçar no spoleto dentro do shopping por ser perto do porto onde atracaram, com medo de que eu ligasse pra ele de volta ele ficou esperando eu retornar a ligação que eu havia prometido.
Depois de duas horas eu estava livre, o paciente estava ok, apesar de ainda ter estilhaços em seu ombro. Eu havia sido substituído por causa da política de fadiga dentro da medicina, médicos em cirurgias complicadas ou em qualquer uma devem ser revesados pra evitar acidentes ou até mesmo desmaios.
Droga!! pensei, são 15:53 eu não retornei... droga!! e fui pegando o celular pra ligar pra ele.
- Oi? — Ele falou antes que eu pudesse.
- Er.. sou eu, desculpa, a cirurgia ainda está acontecendo, me desculpa mesmo... -Já fui explicando o que houve.
- Não, sem problema, eu já estou embarcando, então preciso ir, beijo — Ele fala desanimado.
- Ah, beijo... — E desliguei a ligação.
Eu acho, acho não, tenho certeza que ele ficou chateado, mas foi uma emergência, ele vai entender, eu espero.
Durante a semana que se passou um investigador veio na minha casa fazer algumas perguntas sobre minha relação entre eu e ele, perguntou se eu era seu amigo ou familiar ou até mesmo namorado, como eu não sabia se poderia comprometer o emprego dele, eu falei que era seu primo de primeiro grau e éramos quase irmãos pela nossa criação juntos desde a infância, por sorte ele acreditou e foi embora, assim que tive uma oportunidade eu liguei pra ele e avisei o que estava acontecendo.
- Como assim ele foi ai em casa perguntar esse tipo de coisa? E além do mais qual o problema de estarmos juntos? — Ele falou irritado.
- Eu também não entendo, só desmenti pra não comprometer sua carreira ai dentro.. — Expliquei.
- Não, eu entendo, foi até bom você ter feito isso, vai manter tudo no lugar até eu descobrir o que está acontecendo.. — Ele falou — Agora eu preciso ir, beijo até amanhã.
- Tchau, beijos — E desligamos a chamada.
As semanas que se seguiram foram tranquilas, logo ele estaria em casa novamente por uma semana, e então voltaria pro trabalho, nossa vida se seguia bem, até demais.
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