O Amaldiçoado

1 Não estou entendendo nada


Notas iniciais
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O dia estava chuvoso e eu estava jogando vídeo game quando uma pessoa bateu na porta da minha casa, eu abri a porta e vi um homem com uma capa de chuva amarela e uma bota preta toda embarrada e ele perguntou:

–Seu nome é Rafael?

–Sim.

–Então pegue suas coisas e entre no meu carro. Rápido!- ordenou ele.

–Vá embora antes que eu chame a policia!- eu falei com autoridade.

– Eu não tenho tempo para brincadeiras, eles estão chegando.

–Eles quem?

–Os Eskletos.

–O que?

–Te conto no caminho, vamos.

–Não.

–Então você vai à força.

–Socorro!- eu gritei com o homem agarrando meu braço.

O homem me carregou até o carro á força, eu tentei fugir, mas ele era muito forte.

–Meu pai vai te pegar.-eu falei tentando não parecer com medo.

–Ele é meu amigo. O homem acelerou com o carro e quando eu olhei para trás vi cinco homens esqueléticos de armadura, eles tinham espadas, escudos e arcos de flechas. Cada um tinha um cachorro ao lado, mas não pude distinguir como eles eram. E vi meu pai passando pela rua.

–Meu pai esta ali. -falei aliviado.

O homem acelerou em direção ao meu pai, mas meu pai fez uma coisa que eu nunca imaginaria que ele fizesse, pulou em cima do carro e não se feriu e o homem continuou acelerando com meu pai na frente do para-brisa

. -Como você fez isso pai? – perguntei aterrorizado.

Mas ele não escutou, eu olhei para trás e vi os cachorros mais de perto, eles tinham duas cabeças, olhos vermelhos e garras muito grandes, eu não vi mais nada porque o vidro estava embaçado por causa da chuva. Então o homem falou pro meu pai:

–Victor faça alguma coisa.

–Hã? O que? Não entendi o que você falou.

–Eu não falei nada.

–Falou sim, o que?

–Faça alguma coisa! Entendeu?- ele gritou irritado.

–Sim agora eu entendi.

Eu não conseguia ver meu pai o teto do carro atrapalhava, mas eu notei que ele tinha um arco e flecha na mão, porque os cachorros que estavam atrás do carro estavam virando cambalhotas com flechas na barriga e na cabeça. Os esqueletos ficaram para trás e o homem abriu a janela esquerda do carro onde ficava o banco do passageiro e o meu pai sentou nele, não sei como ele fez aquilo, só sei que ele fez. Eu perguntei para meu pai:

–O que esta acontecendo?

–Te explico depois, mas primeiro vamos para o portal.

–Sim. –falou o homem e eu perguntei para ele:

–Como é seu nome?

–Darkness.

–Isso é nome?

–Deve ser, se não eu não o teria.

Darkness tirou sua capa amarela, sua calça era preta, seu casaco era preto, sua blusa também era preta e seu cabelo era preto até seu olho era preto. Quando eu olhei para ele com aquelas roupas eu senti um pouco de medo.

O carro estava passando por uma ponte bem grande. Havia duas florestas uma onde terminava a ponte e outra onde começava. O carro estava saindo da ponte quando uma árvore caiu fechando o caminho, eu olhei para trás e vi que outra árvore também estava caindo deixando-nos sem saída. Victor que é meu pai falou:

–Darkness faz meia volta com o carro e sai daqui.

–Você não viu que eles fecharam os dois lados?

–Nem tinha notado.

Vários esqueletos vivos estavam vindo dos dois lados e meu pai falou:

–Não saia de dentro do carro Rafael.

–Nem se eu tivesse que sair eu sairia.

Darkness pegou uma espada debaixo do banco do carro, a espada tinha a lâmina preta e o cabo dourado. Os dois saíram do carro e eu fiquei lá dentro dava para ver meu pai acertando flechas nos esqueletos, cada flecha que ele acertava um osso voava, Darkness cortava as cabeças dos esqueletos. Eu olhei para trás e vi muitos esqueletos vindo, era impossível eles vencerem todos aqueles esqueletos. Darkness cravou sua espada no asfalto e começou falar palavras que eu não conseguia entender, deveria ser de outra língua, mas quando ele parou de falar começou a trovejar demais e espíritos de guerreiros apareceram do nada e começaram a lutar do nosso lado, também espíritos de águias que pegavam os esqueletos e os jogavam de uma altura bem grande.

Um esqueleto assobiou e um monstro da altura de uns três metros apareceu na ponte, ele tinha uma clava cheia de espinhos. O monstro correu em direção ao carro e o pegou, ele ergueu o carro e enfiou o pedaço da frente do carro em sua boca cheia de dentes de trinta centímetros. O carro ficou em duas partes uma que tinha sido engolida e a outra onde eu estava, eu olhei para meu pai e vi seu olhar que dizia: o que eu falei não esta mais valendo. Eu abri a porta do carro para ver de que altura o carro estava e o monstro sacudiu o carro e eu me desequilibrei, mas me segurei na tranca do carro só com um braço. Eu não aguentava por muito mais tempo e cai, mas invés de eu entrar em queda livre eu comecei a voar passando por cima do monstro, ele tentava me agarrar, mas não conseguia.

Eu olhei para trás do meu ombro e vi uma das águias que Darkness havia invocado,no mesmo instante eu me assustei e me debati, a águia não conseguiu me segurar e eu caí, mas eu estava perto do chão então eu não me machuquei muito com a queda e meu pai falou para Darkness:

–Vamos sair daqui, eles são muitos.

–Vamos.

–Venha Rafael. –gritou meu pai para mim e eu disse:

–Sim.

Nós três corremos e escalamos a árvore que tinha sido derrubada conseguindo sair da ponte, Darkness falou:

–Me sigam.

Eu e meu pai corremos atrás dele, ele entrou na floresta que tinha do lado da estrada e eu olhei para o lado e vi aquele monstro horripilante novamente.

–Acho melhor nós corrermos mais rápido. –falei apavorado

–Eu já notei. –falou Darkness.

O monstro pulou na nossa frente e atacou com sua clava enorme. Darkness conseguiu pular por cima da clava quando o monstro atacou, mas eu e meu pai se deitamos conseguindo com que a clava não nos acertasse.

–Você só tem tamanho boboca, fracote, idiota! –Quando eu vi Darkness estava falando aquilo para monstro e eu pensei “esse cara é louco”.

O monstro deu um grito quando escutou aquilo e ergueu sua clava bem alto jogando à com tudo no chão tentando acertar Darkness, mas ele se esquivou com uma cambalhota e a clava do monstro ficou enterrada no chão .O monstro tentou arrancar sua clava do chão, mas não conseguiu Darkness subiu em cima da clava e pulou no ombro do monstro, quando ele se preparou para dar um golpe final para decepar o mostro a chuva parou e tudo ficou escuro. Eu me senti paralisado de tanto medo, mas meu pai gritou:

–Taylor está próximo, vamos fugir.

Quando eu ouvi aquele grito eu voltei ao normal e comecei a correr atrás dos dois. Parecia que Darkness não sabia para onde ia, ele chegou até um penhasco e olhou para baixo. Eu não gostei nenhum pouco da cara que ele fez e então ele falou:

–Vamos ter que pular.

–Por quê? Você pode matar aquele monstro rapidinho. –tentei faze-lo mudar de ideia.

–Porque Taylor está perto... –respondeu o meu pai.

–E também porque no fim deste penhasco tem o rio e seguindo o rio tem aquela cachoeira, nós temos que entrar nela. –falou Darkness, não deixando meu pai terminar sua frase.

Eu nem tinha reparado que havia um rio no fim do penhasco de tanto medo que eu estava. Só senti uma empurrão em minhas costas e comecei a cair, olhei para o lado e vi meu pai que também estava caindo, o impacto não foi nada bom.

Nós três conseguimos sobreviver à queda, mas eu tive que nadar com muita destreza, pois a correnteza até chegar a cachoeira era muito grande. Quando nós chegamos à cachoeira, passamos pela queda d'água e entramos na caverna.

–Dentro desta caverna está o portal, por isso que nós temos que entrar nela.-Darkness falou.

Lá era tudo muito escuro, morcegos voavam para todos os lados. Nós caminhemos até chegar em uma parte estreita, tive que me espremer para poder passar. Quando passamos pelo lugar havia um buraco enorme, peguei uma pedra e joguei no buraco profundo, não aconteceu nada, nenhum barulho.

–Temos que saltar, aqui é o portal. – disse Darkness.

–Você está de brincadeira? – Eu falei aterrorizado.

–Não. – respondeu ele com a maior calma.

Eu, Darkness e meu pai pulamos para a escuridão, aquilo foi muito estranho à queda foi tão rápida que quando abri os olhos eu estava sentado em uma mesa com varias pessoas comendo nela.

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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.