Notas iniciais
Como bonus, ai esta mais um capitulo.
E este tem algo decisivo na fic, um momento que vai muda-la daqui pra frente.
Bjusss.

Levantei-me presunçosa, apesar de ainda estar muito irritada.

Alicia já tinha deixado o quarto, coloquei uma calça legue preta, uma pequena blusa regata vermelha, com uma jaqueta não muito grossa, afinal eu agora sentia frio. Coloquei um tênis, e suspendi meus cabelos em um longo rabo-de-cavalo.

Lavei rapidamente meu rosto, ao lado da pia, visualizei uma necesserie, com escova de dente, cremes, e outras coisas básicas.

Sai rapidamente do quarto, e a cena que encontrei no corredor foi meio embaraçosa, eu pelo menos não queria que ninguém me visse numa situação daquelas.

Eram os dois vampiros que nos recepcionaram ontem, a vampira vadia, e o menino Louro, se beijavam loucamente no corredor, ele a encaixava perfeitamente em seu corpo, fazendo movimentos de vai e vem, os gemidos de ambos eram altos, ela puxava-o pelo cabelo, arranhando lê as costas. No momento em que passei de fininho pelos dois foi inevitável, eles me miraram na hora.

- Sua humana imunda... – ela tinha os olhos brancos metálicos.

Senti uma dor horrível... Eu havia fraturado uma costela com o chute que acabara de levar.

- Sua vampira vadia... – me ergui mesmo sentido aquela dor descomunal que se espalhava rapidamente.

Não tive tempo nem de me esquivar, acabara de levar um soco no olho, me fazendo ficar zonza, ela ainda completou dando um chute em minha boca, fazendo no mesmo instante ficar ensangüentada. Eu não tinha força alguma, só coragem, mas de que isto me servia, eu me sentia uma idiota, uma tola.

- Acalma-se Trace, já chega. – o menino louro impediu um chute em cheio em minha cara.

- “Não faça, nem diga nada, aqui começa seu treinamento.” – há Lestat.

Enquanto o menino tentava acalmar Trace, visualizei Alicia vindo em minha direção, ela me levantou rapidamente, e me puxou dali o mais rápido possível, eu não questionei, já estava humilhada mesmo.

- Pelo visto você não sabe lutar! – disse alicia em um tom de gozação.

Era inacreditável, olhei para ela incrédula, eu estava esfolada e ela com muito esforço havia concluído aquilo? Não, aquilo não estava acontecendo.

Ela saiu andando em direção a um armário, abriu e retirou alguns pesos de academia, eu a mirei confusa, ela os jogou em minhas mãos.

- Coloque em volta dos tornozelos e dos pulsos e depois pode começar com quatrocentos abdominais, e pular corda por duzentas vezes, e quando terminar isto vai fazer 500 flexões. E espero que se adapte, pois amanha os pesos serão de dez quilos.

Eu não tive reação alguma, fiquei parada incrédula.

- “Comece Jess!” – Lestat, só pode ser brincadeira.

- Vamos Jéssica, o que esta esperando, amare-os agora! – alicia disse impaciente.

Eu não resmunguei, nem ao menos disse nada, agachei-me e fui prendendo os pesos nos tornozelos, levantei-me paciente e os prendi em meus pulsos, e comecei...

Eu como humana sempre fui uma negação com meu corpo, eu não pesava muito, porém nunca agüentei com meu peso, nunca consegui fazer abdominais nem nada aparecido, eu não agüentava sustentar meu corpo, eu era fraca, não sei explicar ao certo como e quanto tempo levou para fazer os quatrocentos abdominais, só sei que ao final, já não agüentava me erguer de pé.

O treinamento era duro, rígido, aqueles dias eram lentos, até o anoitecer, as horas se arrastavam, não passavam! Ao menos eu já estava habituada com os pesos excessivos em meu corpo, eu já estava fazendo abdominais com 30 kg, era pouco sim, mas para quem não agüentava nem cinco...

Eu era bastante rápida, sabia me esquivar com perfeição dos ataques de Alicia, minha auto defesa desenvolveu aquilo, ou eu aprendia a ser rápida ou eu levava uma surra. Alicia passou a usar suas disciplinas, claro em um nível não tão forte, ela trabalhava excessivamente minha rapidez, logo o menino louro chamado Fran, começou a auxiliar Alicia no treinamento, ele treinava lutas comigo, eu apanhava muito, mesmo sendo rápida, era impossível me esquivar dos golpes fortes de um vampiro que era dez vezes mais rápido. No começo eu chorava muito a noite, porém fui me adaptando com os ferimentos, os ignorando por completo, a dor já era adaptada a mim, minha carne tinha ferimentos profundos, de arames farpados, cortes de facas e espadas, usadas nas lutas medievais (risos)

Quedas contra o duro chão de mármore, manchas roxas do forte frio que eu enfrentava. Era uma humilhação atrás da outra, mas com tudo me acostumei, estas passaram a ser indiferente para mim.

Quando alicia entrava no quarto, apenas fazia um cafuné em minha cabeça, se arrumava e saia, o que realmente era bom, pois eu podia parar e pensar, meditar, traçar com perfeição os movimentos que iria fazer no dia seguinte, controlar minhas emoções, minha ira, meus impulsos, eu aprendi a ser indiferente com as pessoas, fria, o que nas condições em que eu me encontrava era o melhor a fazer, era também minha auto defesa. Eu pensava muito também em como estava o Camarilla, eu sei que havia muitos fingidos, que compactuavam com uma corte fingida que não fazia nada a não ser querer matar os seus, e ainda ansiavam por uma destruição que não era nossa, queriam uma guerra que só nos levaria a destruição total, mas eu estava com um apego por aquele lugar, pelas pessoas que foram gentis comigo, como meu irmão que eu já tanto amava tanto, como estava? E Catharina? Luca?

- Esta se divertindo em seu treinamento?

Uriel. Tomei um susto, ele me interrompera de meus devaneios.

- Até mais do que eu queria. – respondi ironicamente, me levantando rapidamente da cama onde estava esparramada, tendo apenas uma pequena camisola me cobrindo, sentei-me e me cobri com um grosso edredom.

- Você esta evoluindo sabia disto? – ele disse andando lentamente pelo quarto de cabeça baixa.

- Não tenho tanta certeza assim. – eu disse olhando distraidamente pelos hematomas em minha pele, e logo meu olhar encontrou o dele novamente, ele me olhava sombriamente.

- Você é rápida para uma quase humana.

- Humana. – eu o corrigi.

- Sobre humana. – ele disse firmemente, mas eu não iria discutir isto com ele, eu estava muito cansada.

- Você é muito persistente. – ele observou. – Gosto do jeito de como não desisti fácil, Alicia é uma mestra muito rígida. – ela andava de um lado para o outro muito, mais muito pensativo.

- Persistência é uma herança de família.

- Sim, Lestat era muito persistente. – ele abriu um sorriso malicioso.

- Eu me referia a minha família humana. – eu disse com um pesar na voz..

- Saiba que seu treinamento não vai demorar a terminar. – ele mexeu em meu medalhão do Camarilla que estava em cima de um cômodo – Você logo estará pronta... – ele fitou o espaço ainda muito pensativo — Sabia que Asmodai esta aqui... Do lado de fora te vigiando. – ele abriu um sorriso largo, deixando a mostra seus perfeitos dentes.

- Me vigiando? Por quê? – fiquei surpresa.

- Ele tem medo de que você conheça o pai de seu filho aqui. – Uriel soltou uma fraca risada.

- Pai do meu filho? – não entendi.

- Você esta diferente... — ele mudou de assunto.

- Não mude de assunto, que historia é esta de pai do meu filho? – fiquei impaciente.

- Você esta com a expressão seria, não é tão emotiva como do inicio, não reclama de dores, faz tudo sem dizer ao menos uma palavra, Alicia já esta até ficando preocupada, você esta distante e fria. – ele mirou intensamente em meus olhos.

- É mesmo? Pois aconselhe ela a não ficar, pois estou perfeitamente bem.

- Como você esta sobrevivendo a este treinamento? Já era para estar morta.

“Lestat me guiava seu tolo”. Abri um sorriso maligno quando me lembrei.

- Sou mais forte do que vocês pensaram. Já estão prontos para darem meus poderes de volta? – indaguei-o irônica.

- Será o próximo passo de seu treinamento, você já esta com uma resistência física ótima, ira treinar suas habilidades! Esses meses já foram o suficiente.

Meses? Tanto tempo?

Ele prosseguiu. – Quer noticias do Camarilla?

- Por favor.

- Pesam que você os abandonou, Brangnon diz a todos que você é uma covarde, não teve coragem de defender os seus...

- Desgraçado...

-“Acalme-se Jess, escute-o”.

- Porém, Robert esta com os aliados, então, estes sabem que você esta em treinamento e não demora a voltar, Asmodai, no entanto, já começou sua destruição na terra dos homens, Miguel já se prepara com seu exercito, Asmodai quer logo sua arma, seu filho.

- Ele quer? – soltei uma risada de deboche. – Que bom para ele. – respondi fria, Uriel me mirava confuso.

- É bom saber que você estará preparada, acabo de ter minha confirmação, esperamos por você minha querida.

E o anjo Uriel desapareceu.

Em seguida Alicia entrou no quarto.

- Acordada? – ela perguntou indiferente.

- Não sou sonâmbula. – respondi ríspida.

Acomodei-me em minha cama, e deixei que o sono me levasse para a terra do além, além da imaginação, a terra em que eu via o passado, o presente e o futuro.

No dia seguinte eu estava em estado de animo elevado, acordei antes que Alicia me chamasse, fui fazer uma corrida em volta na arena de treinamento, a arena dos gladiadores, Lestat a chamava assim. (risos)

Dei acho que umas 300 voltas em torno da arena, o dia ainda amanhecia, eu estimava que fosse umas 6hs30min da manha.

Comecei a me alongar, fiz alguns abdominais, agora eu tinha controle sobre meu corpo, Alicia logo chegou e ficou boquiaberta.

- Acordou tão cedo. – ela disse desconfiada.

- Sim, me sinto muito bem hoje.

- Serio? Isto é bom, pois o dia hoje será puxado. – ela queria me intimidar.

- Serio? Que bom, podemos começar? – eu disse com entusiasmo.

- Hoje você vai lutar com Trace. – ela disse maliciosamente.

- Muito bom, Podemos começar? – realmente eu queria aquilo, eu me sentia diferente. Lestat?

- Esperemos ela vir até nós. – alicia ficou desconfiada.

- “Minha menina, está muito bem, seu corpo esta forte esta na hora de impressioná-los”. Sim senhor mestre! Abri um sorriso, meu Lestat me ajudara tanto, eu não teria sobrevivido sem ele.

Trace chegou á companhia de seu amante Fran, desde o 1° dia ela não tinha simpatizado comigo, o que realmente não me importava.

Começamos rapidamente.

Trace não poderia usar poderes que me neutralizassem, tais como parar meus movimentos, bloquear minha visão, até porque seria desonesto até mesmo para uma vampira.

Eu havia aprendido muitos golpes de luta, minha rapidez nos movimentos foi bastante trabalhada por Alicia, Fran me ensinara muitos golpes também, mas principalmente como me esquivar.

Trace me odiava, começou tentando dar um golpe em minha cabeça para me derrubar de vez, mas eu me esquivei girando rapidamente, conseguindo dar um golpe em suas costas, fazendo-a cair.

Ela me mirou com tanto ódio, mas eu sorri, não tinha mais medo dela, eu jurei para mim mesma, que ninguém nunca mais me derrubaria, nunca.

Ela levantou-se dando um golpe em minhas pernas, eu cai, e imediatamente ela estava logo acima de mim dando um chute em minhas costas, porém não deixei a dor se manifestar, me levantei e lancei um chute contra ela, Trace no entanto se esquivou do chute que iria em cheio em seu rosto, mas ela esqueceu de proteger suas costas, o chute a pegou em cheio, novamente ela caiu.

Esperei atenta enquanto ela se levantava, ela veio correndo muito rápida em minha direção, mas eu me esquivei, no entanto quando me virei seu pé atingiu em cheio minha boca, cuspi uma bola de sangue, enquanto ela se preparava para o próximo ataque, eu fui mais rápida e consegui mobiliza-la pelas costa, a força dela era muito grande, meus músculos tremiam, mas consegui chocar sua cabeça contra uma viga de concreto, fazendo-o aparecer uma grande fissura.

Eu não desgrudava meu olhar dela, Trace se mantinha de cabeça baixa, eu não ouvia nada a não ser a respiração forte dela, não via nada além da imagem dela.

- “Direita”

Esquivei-me rapidamente.

- “Abaixe-se”

Abaxei-me muito rápido.

Ela me atacava com os poderes de vampira.

-“Deite-se de costas e passe uma rasteira nela, agora!”

Obedeci, e rapidamente a vampira caiu batendo com força novamente a cabeça no chão.

- “Levante-se e agache rapidamente, depois a empurre para trás, mas sem golpe algum, só a empurre, já vai acabar!”

Obedeci, quando a vampira se levantou e saltou com um movimento sobrenatural, dei um passo para trás sem ver de onde ela vinha só obedeci quando Lestat deu a ordem da fazer, eu estava no meio de um breu, não enxergava absolutamente nada, mas voltei á luz quando a vi se levantando, voltando a ficar reta depois do golpe que acabara de levar, Alicia entrou no meio.

- JÁ CHEGA TRACE! NÃO ERA PARA TER USADO AS HABILIDADES DE VAMPIRA, ÉRA UMA BRIGA LIMPA, DE IGUAL PARA IGUAL! – alicia tinha a face desvairada, seus olhos cintilavam vinho.

- A humana conseguiu vencer! – gritou um vampiro que assistia a luta.

- Jéssica venceu Trace de forma limpa. – fran repetiu para si mesmo incrédulo.

Alicia veio em minha direção com um sorriso se formando em seu rosto.

- Estou orgulhosa de você minha aprendiz, não atacou quando teve a oportunidade, pois sabia que Trace já havia quebrado as regras, meus parabéns!!!

Minha respiração estava forte, eu estava machucada, porém não conseguia me concentrar na dor, eu apenas mirava incrédula o cenário da briga, os vampiros dando-me parabéns, Alicia minha mestra orgulhosa de mim, mas uma figura chamou minha atenção, as pessoas ao meu redor ficaram mudas aos meus ouvidos, ficaram intangíveis, eu só observava a figura de Asmodai sorrindo para mim, me chamando para perto dele...

- “Jess, vamos entrar, Já chega por hoje” – Lestat me alertou.

Não questionei, Alicia, me levava de volta para o quarto.

- Por hoje já chega sua meta fora cumprida, fez um ótimo trabalho, agora coma e descanse. – e ela desapareceu do quarto.

-“Vamos sair...”-Não entendi Lestat.

- “Arrumes se e vamos para a cidade”

Tomei rapidamente um banho, não entendia o que Lestat me pedia, mas não iria questioná-lo.

Coloquei uma das varias roupas que Alicia me dera, uma calça simples Jeans, com uma blusa de mangas finas vermelha, um sobretudo e uma bota sem salto, arrumei meus cabelos, e não tive vaidade de maquiar me.

- “Saia sem fazer barulho, vá devagar para o estacionamento.”

Obedeci. Chegando lá, mirei alguns automóveis, não eram muitos, mas eram lindos...

-“Pegue o cinza.” – ordenou Lestat.

- Esta trancada Lestat! – falei auto com um pesar na voz.

-“Esta aberta” – ele sussurrou em minha cabeça impaciente.

Sem animo algum, lancei minha mão para abrir a porta, e vejam só... Não é que meu mestre tem sempre razão, a porta estava aberta, com a chave no painel de controle, a questão agora era para onde eu iria? E por quê?

Dei partida no carro, e ele era tão silencioso, que ninguém mesmo o escutaria, fui seguindo pela floresta densa fechada, logo a estradinha de terra deu acesso á rodovia, eu seguia sem rumo, apenas esperando as ordens de Lestat.

-“Vire a direita”

A placa indicava uma cidade chamada Newcastle, eu não havia percebido, mas havia me afastado muito do lugar de meu treinamento, eu estava próxima do Camarilla.

Adentrei a cidade, e Newcastle não era tão pequena assim, havia muitos comércios, visualizei da via principal as ruas que davam acesso á área urbana, o centro estava estupefato de pessoas, ainda era tardezinha, muitas pessoas saiam do trabalho, lotando os bares, Happyhour?

Rodei por um bom tempo pelo centro sem saber o que fazer.

-“Estacione!” – alertou-me Lestat.

Mirei rapidamente e vi que uma vaga que ficava livre, levei algumas buzinadas, pois acabara de roubar a vaga de um jovem que esperava impaciente para estacionar, mas meu possante era mais rápido.

Fiquei sem saber o que fazer, abri o porta luvas do carro por pura curiosidade e fiquei feliz, havia um pequeno bolo de libras preso a um elástico, não era muito, mas dava para eu comer alguma coisa, eu estava faminta.

Ao sair do carro vi os garotos se aglomerarem ao redor do carro.

- Nossa é um Maybach, Landaulet, ele faz cem em 5,2s, saca só o teto solar, o motor...

Deixei-os ali, abri um sorriso pela animação deles, sem preocupações...

Fiquei andando durante horas pelo centro da cidade, pensando no motivo deu estar ali, tentei falar algumas vezes com Lestat, mas... Silêncio absoluto, ele não me respondia.

Notei que já anoitecia, os bares estavam lotados, a televisão transmitia um jogo do Chelsea vs Manchester united, muitos jovens de minha idade, pessoas já maduras, todas de boa aparência, na cidade deviam haver muitos escritórios...

Eu já estava exausta, Lestat não me respondia, até que mirei um bar aconchegante, havia ainda muitas pessoas, até mesmo as mulheres se aglomeravam para assistir os minutos finais daquele jogo, olhei calmamente para o ambiente, seria ali mesmo que eu iria comer alguma coisa.

No andar de baixo, onde havia a abertura para a rua, não haviam mesas disponíveis, porém no andar de cima tinha duas ou três para eu escolher, reservadas, sossegadas, era perfeito para mim.

Acomodei-me rapidamente em meu assento, esperei alguns minutos até ser atendida pelo garçom.

- Senhorita!

- Por gentileza, um copo bem gelado de soda, e por favor me traga o cardápio.

Eu não sabia como estava minha aparência, até agora eu me imaginava esfolada, com cara de cansada, mas julgando pelo olhar do garçom, eu devia estar composta, pois ele corou ao ficar diante de mim.

- Sim, peço que só aguarde alguns minutos, pois isto aqui esta uma loucura, já irei providenciar. – sim, eu não estava esfolada.

Fiquei mirando o lugar dali do auto, pessoas contentes, espairecendo de um dia cansativo de trabalho, casais namorando, tudo tão descontraído, eu até me senti uma pessoa normal, me senti mais humana do que nos últimos tempos.

- E agora Lestat? Fale comigo! – sussurrei baixinho com um desanimo e uma tristeza evidente, mas nada, Lestat estava mudo.

Brinquei distraidamente com as chaves do carro, até que fui interrompida pelo garçom, que se preparava para colocar a bebida em minha mesa, mas havia algo errado.

- Com – licença senhor, mas eu acho que pedi uma soda não um drinque. – eu fui educada, apesar de não estar com paciência.

- O cavalheiro da mesa logo mais a frente, pediu que aceitasse a cortesia, e lhe mandou isto.

Um bilhete no guardanapo.

Notei que esta triste, preocupada, peço encarecida mente que aceite este drinque, espaireça sua cabeça, relaxe, e saiba que você ganhou mais um admirador!

Bernard.

Mirei rapidamente ao redor, eu o vi.

Ele me mirava intensamente, mas não com malicia, mais sim com um mistério no olhar, parecia que ele olhava em minha alma, tinha uma barba meio falhada, cabelos lisos, levemente bagunçados, ele usava camisa social, com a gola aberta, provavelmente já estava desfeito das roupas do escritório, seu porte era forte, devia ter no Maximo 30 anos, ombros largos, pele branca, olhos castanhos, uma luminária do ambiente o iluminava, em sua mesa estavam mais três amigos, que bebiam e comiam tira gostos, o espaço onde eu estava era para fumantes, dois dos homens fumavam, e Bernard, ainda continuava a me mirar intensamente, eu devia estar corada.

Em minha vida humana e vampira, eu jamais havia visto tal combinação do rústico e do clássico, claro que os vampiros eram belíssimos, mas a beleza de Bernard era humana, tinha os traços do tempo, dando-lhe a masculinidade que tanto me encantava.

Aceitei a bebida, e abri um tímido sorriso, ele gesticulou com a mão para que brindássemos, assim eu fiz, e tomamos juntos o 1° gole.

Baixei sacudindo minha cabeça, ele era fascinante, meus lábios se contorciam no sorriso descontraído, até que meu coração gelou com aquela voz ao pé do meu ouvido.

- Se importaria se eu me juntasse a você, quero me apresentar oficialmente, eu Sou Bernard. – aquela voz grossa, levemente rouca.

Mirei no mesmo instante seus olhos, a centímetros de distancia dos meus.

Naquele mesmo instante minha vida tomava um novo rumo, eu nunca mais conseguiria me manter distante daquele homem, nascia ali o mais perigoso e lindo amor, a partir dali nos mudávamos nossas vidas, e consequentemente a de outras mais pessoas.

Notas finais
reviws , por favor , por favorrr....
Prometo que não vou demorar a postarr!!!
bjussss