Notas iniciais
Vou ficar alguns dias sem postar os capitulos, mas assim que eu voltar aviso ;)

Capitulo 6.

Faltam 5 minutos para aula da Sra. Sophia começar, Claire e Carter já estão sentados em seu lugar, dou uma analisada na sala e vejo que o Gus não está sentado na mesa onde ficamos. Será que aconteceu alguma coisa? Me sento na mesa e pego a folha onde escrevi o que "prendi" sobre ele, o sinal bate anunciando o começo da aula e a Sra. Sophia entra na sala. Fico com os olhos fixos na porta para ver se o Gus chega mas os minutos passam e nada dele. Abaixo a cabeça e fecho os olhos. Será que ele não veio pelo que houve ontem a noite? Droga minha mãe realmente tinha que estragar tudo, provavelmente ele nem quer mais me ver.
— Olá, amor.
Levanto a cabeça rapidamente e os olhos negros de Gus me encontram.
— Achei que você não iria vim — digo.
— E perder a chance de ver oque você escreveu sobre min? Nem em sonhos.
Sorrio.
— Rumrum! È a sua vez Srta. Grey — Sra. Sophia me avisa.
— Ah! Claro.
— O quê escreveu sobre o seu parceiro?
— Ele gosta de jogar ... han ... bilhar, é convencido, arrogante, não tem namorada, se faz de bad boy para tentar conquistar as garotas e com certeza vai morrer cedo, se continuar fazendo apostas com garotas que mal conhece [...]
Assim que termino de ler o que escrevi, percebo que todos os olhos estão fixos em min, principalmente os grandes e negros olhos do Gus.
— O quê a Srta. Grey escreveu está correto? — Sra. Sophia pergunta a Gus, por cima de seus óculos fundo de garrafa.
— Não concordo com algumas coisas, mas sim, está certo — Gus responde.
— E você novato, o quê aprendeu sobre a Srta. Grey?
— Ela é muito teimosa, muito teimosa mesmo — por algum motivo eu sorrio —parece ser bem chata olhando assim, mas depois que conhece se vê, que da para conviver, tem os olhos verdes mais lindos que eu já vi, ela é forte, corajosa, não é bonita mas não é feia, ela é diferente das garotas que já conheci e isso á torna especial. Seus cabelos ruivos e cacheados caiem corretamente sobre o ombro, eles são bem rebeldes na verdade assim como ela e ela cheira bem, gosto disso — ele diz por fim.
— Oque o novato falou é verdade? — Sra. Sophia me pergunta.
— Sim. Exceto que meus cabelos não são ruivos — respondo.
— Você já se olhou no espelho? — Gus me pergunta.
— Sim, todos os dias.
— Você precisa de óculos — ele diz.
Dou de ombros.
— Tanto faz.
— A nota de vocês é 10, parabéns.
A Sra. Sophia se vira e vai para a próxima dupla.
— Me desculpa por ontem — Gus sussurra — não queria causar problemas, com a sua mãe.
— Eu que tenho que pedir desculpas.
— Sem problemas, eu entendo. Ela só estava tentando te proteger — ele diz cabisbaixo.
— De que?
— Você acha que as mães não tem medo de um cara tão sexy como eu?

Ele tinha razão, ele não é o tipo de cara que as mães querem para genro.
Nós ficamos em silêncio e só é quebrado quando a Sra. Sophia recomeça a falar:

— Agora que todos entregaram os trabalhos, vamos continuar com a nossa aula sobre a reprodução humana. Novato, vamos começar com você — ela aponta para o Gus. — Qual o seu tipo de garota?

Penso por um momento que ele vai ficar nervoso ou algo assim, mas então me lembro que é o Gus e ele é 100% seguro de si.

— Inteligente, corajosa e boita.
— Certo. Inteligente, corajosa e bonita — Sra. Sophia repete as palavras. — E como você sabe que essa garota, está afim de você? — ela indaga.
— Eu estudo sua linguagem corporal. Se ela estiver me olhando e desviando o olhar, mordendo a tampa da caneta e mexendo no cabelo, como Anna está fazendo agora — paro de fazer o que estava no momento que as palavras saiem de sua boca. — Ela com certeza, está afim de mim.

Todos os olhares da sala, se fixam em mim. Alguns riem bem baixinho ou me olham indiferentes. Sinto meu corpo todo esquentar e juro que se pudesse, saia correndo da sala, agora mesmo.

— Isso é tudo — Sra. Sophia diz.
A Sra. Sophia se vira e vai falar com outras duplas sobre o mesmo assunto.
— Por quê você fez isso? — pergunto á Gus.
— Amor, eu sei quando uma garota está afim de mim e você está.
— As vezes você é tão irritante.
Ele da um risinho debochado.
— Deixa de ser teimosa e assume logo, que está louca por mim.

O sinal bate e corro em direção a Claire, sem sequer olhar para trás.

— Oi love, o quê foi aquilo na sala?
— Eu não sei — minto.
— Sério? Love eu te conheço a vida inteira e acha que não sei quando você está mentindo?
— Você ganhou — abaixo aguarda. — Ontem aconteceu uma coisa.
— Que coisa? — ela pergunta entusiasmada.
— Eu e o Gus. A gente se beijou.
O sorriso se vai do seu rosto.
— Isso eu já sábia ou você se esqueceu, que beijou ele na minha frente e do Carter?
— Mas aconteceu mais uma coisa.
— Conta logo. — ela ordena.

Contei toda a história do que havia acontecido noite passada para Claire e assim que terminei, ela estava branca feito papel.

— Eu sábia que isso ia acontecer. Você e o Gus, eu sábia.
— Mais a gente não estava fazendo nada de mais — protesto.
— Porque a sua mãe chegou bem na hora.
— Você está do lado dela?
— Claro que não love, mas a verdade é que se ela não entrasse no seu quarto antes algo muito mais forte teria acontecido.
— Você tem razão — admito.
— Eu sempre tenho.
— Mas o quê aconteceu com você e o Carter? — mudo de assunto.
— A gente só saiu juntos e ele me levou para casa. Infelizmente ele quer ir devagar e eu estou respeitando.
— Alguma coisa errado nisso?
— Claro love, estou indo devagar nessa relação! — ela exclama.
— Ata, entendi, você não quer ir devagar.
— Até que emfim, você entendeu, mas se ele quer assim, assim será — ela suspira. — Tenho que ir love, até amanhã ou mais tarde.
— Tchau Claire — dou um beijo em seu rosto.

Ela corre pelo corredor e da um abraço em Carter, os dois somem no meio do caminho.

Quando chego em casa vejo que tem um carro estacionado no quintal, o carro não me parece familiar e meu coração acelera. Será que são aqueles anjos, nephilins ou sei la o que, que estão aqui? Corro para dentro e um alivio percorre meu corpo quando vejo minha mãe sentada no sofá.

— De quem é o carro estacionado lá fora? — pergunto.
— Do seu instrutor — ela responde.
— Instrutor?
— Sim, ele vai te ajudar a aprender oque precisa, para lutar com os seres do submundo e tentar acabar com essa guerra idiota entre anjos caídos e nephilins.
— Eu não preciso de um instrutor, Gus vai me ajudar com isso — rebato.
— Nada disso, você precisa de alguém da minha confiança e eu tenho a pessoa certa.
— E quem seria? — pergunto.
— Eu — uma voz familiar responde.

Corro meus olhos, até a porta da cozinha. De frente a mim com os cabelos loiros desajeitados, feições angelicais e olhos azuis tão claros, que me fazem mergulhar, corpo definido e um copo com algum líquido preto na mão, está o garoto que vi quando encostei nas costas do Gus. Acho que o nome dele era Daniel ou algo parecido.

— Oque ele está fazendo aqui? — me viro para minha mãe.
— Não é óbvio? Ele que vai te ajudar.
— Você só pode está brincando.
— Não Anna, eu não estou.
— Eu não vou treinar com esse cara — digo.
— Você está cada dia pior.
— A culpa é sua — respondo sem pensar.
— Anna, eu sei que foi errado mentir para você mas eu sou sua mãe e você tem que me respeitar.
— Sinto muito, mas não consigo.
— Será que da para parar com a birrinha infantil e treinar comigo? — Daniel pergunta.
Fixo meus olhos no dele e sedo.
— Tudo bem — respondo.

Vamos até o quintal dos fundos e me sento em um banco. Ele fica parado me observando e diz:
— Você claramente, precisa de ajuda.
— Você também.
Ele finge não escutar.
— Você provavelmente não me conhece, eu me cha ...
O interrompo.
— Sim eu te conheço, você se chama Daniel e estava na visão do Gus.
— Visão do Gus?
— História complicada, resumindo, eu toquei nas cicatrizes dele e vi você e o Carter.
— Entendi, vamos começa a treinar então.
— Antes, só um aviso. Eu não confio em você e se você tentar algo, eu conto para o mundo entendeu?
Ele da de ombros.
— Primeiro prenda seu cabelo ou então ele vai te atrapalhar.
Mesmo contrariada, faço o que ele mando e prendo o cabelo em um rabo de cavalo.
— Agora coloque essas roupas.
Ele joga uma mochila com uma calça leggin'g e um top preto.
— Eu vou no banheiro me ...
— Sem problemas, pode se trocar aqui mesmo, eu não vou olhar.
— Só nos seus sonhos — digo.
— O Gus pode ser bom e deixar você fazer o que quer, mas comigo não vai ser assim, agora se troca logo, não tenho todo tempo do mundo ele diz.
— Então se vira — digo rispidamente.
Assim que ele se vira, coloco a roupa rapidamente e calço meus tênis.
— Pronto — digo.
Ele olha meu corpo por alguns minutos e diz:
— Você precisa de músculos.
— Muito obrigado, mas não quero parecer aquelas mulheres que lutam MMA.
— Se você quer lutar e ganhar, você precisa.
— Para mim tanto faz, essa porcaria de guerra, só faço isso porque sei que a minha mão não vai me deixar em paz — digo.
— De 10 voltas ao redor do quintal, sem parar.

Me posiciono e começo a correr. Da nona volta, meu corpo todo estremece, minha boca fica seca e meu corpo clama por descanso, mas mesmo exausta continuo correndo, não quero dar esse gostinho a ele. Quando finalmente termino as 10 voltas, me sento no banco e começo a ofegar, meus cabelos estão molhados de suor.
— Você tem 2 minutos para descansar e beba um pouco d'água — ele ordena.
— Será que você pode pegar uma garrafa para mim? — pergunto.
— Tanto faz — ele responde.
Ele volta com uma garrafinha de água e me da. Bebo, quase a garrafa inteira, de tanta sede que estou sentindo e mesmo assim não sacia por completo.
— Seu tempo acabou, agora faça 100 abdominais.
Me deito no colchonete e começo a fazer, meu corpo todo reclama mas não paro até completar os 100 abdominais.
— Você é dura na queda, agora entendo o que Gus viu em você — ele diz.
— Mas eu não sei o que ele viu em você — retruco.
— Na verdade eu sou bem atraente, você não acha?
— Isso já explica tudo — respondo.
Ele da uma gargalhada.
— Você acabou de rir? — faço uma cara surpresa.
— Eu não sou assim o tempo todo.
— Sorte sua.
— Por quê você é tão desconfiada, Anna?
— Eu não sou desconfiada — dou de ombros.
— Tem certeza?
— O quê tenho que fazer agora? — mudo de assunto.
Antes que ela possa falar, minha mãe aparece com uma jarra de limonada com gelo.
— Achei que você poderiam precisar — ela diz sorrindo.
— Obrigado Sra. Grey — Daniel diz.

Minha mãe da um sorriso todo derretido para ele e é nessa hora que percebo o que ela etá tentando fazer. Como não percebi antes, é claro que ela está tentando me empurrar para o Daniel, ele tem olhos claros, é educado e é o tipo de genro que toda mãe gostaria de ter, muito diferente do Gus, mas se ela pensa que isso vai a certo ela está muito enganada.

— Vou deixar vocês sozinhos, boa sorte.
Ela vai embora.
— Como você consegue? — pergunto.
— O quê ?
— Fazer com que todas se derretam por você
— Acho que são meus olhos e a minha aparência de bom moço, além de eu ser realmente engraçado — ele responde.
— Você não é nada engraçado — digo.
— Porque eu sou seu treinador e não preciso ser engraçado.
— Pois eu acho que precisa.
— Eu acho que não, agora faça 40 flexões sem intervalo.
Faço o que ele manda. Durante as cinco primeiras nada acontece, mas quando vai chegando no final me corpo não aguenta e eu acaio no chão.
— Pode continuar, você ainda nem começou a suar — Daniel diz.
— Sério? Meu corpo está exausto, eu não consigo nem me mexer.
— Vamos fazer uma pausa de alguns minutos para você comer e beber alguma coisa.
Vamos até a cozinha e minha mãe coloca alguns lanches e o restante da limonada em cima da mesa.
— Eu vou ter que sair agora, mas não demoro muito para voltar.
— Você não está nem um pouco preocupada de me deixar sozinha com esse aqui? — Aponto para Daniel.
— Claro que não, ele não é como .. bom você sabe.
Sim, eu sei. Penso.
Ela se vira e vai embora.
— Você realmente conquistou ela — digo.
— Eu tenho esse habito.
— Notei.
— Algum problema com isso, Anna?
— Não nenhum exceto que a minha mãe está me jogando para cima de você.
— Você percebeu — ele diz.
— Claro que percebi, está na cara.
— Você tem razão, está na cara. Mas você gosta do Gus certo?
— Sim — digo.
— Sem problemas então.

Continuo treinando com Daniel até umas 18:00 da tarde, quando estou completamente exausta ele me libera.

— Você não foi muito mal, mas precisa melhorar muito ainda.
— Obrigado pelo elogio — digo.
— Disponha, até amanhã Anna.
– Até amanhã Daniel.

Subo para o meu quarto e vou até o banheiro, tomo um banho quente e me esfrego bem para tirar o cheiro de suor que está grudado no meu corpo. Quando termino coloco meu pijama e vou até a sala, pego meu celular e ligo para o Gus mas ele não atende. Ligo a TV e coloco no Netflix, assisto alguns episódios de TVD e acabo pegando no sono. Acordo algumas horas mais tarde com o celular tocando.

— Alô — digo sonolenta.
— Oi, amor.
— Gus?
— Claro, quem mais seria? — ele brinca.
— Talvez aquele seu amigo o Daniel, mas ele não tem meu número, então tanto faz.
— Ele me contou que está te ajudando.
— Ele está me matando na verdade, aliás ele te contou a parte em que a minha mãe está obcecada por ele?
— Sim — Gus responde secamente.
— Pelo menos ele é sincero.
— Você está bem? Sua voz está estranha — ele muda de assunto.
— Deve ser porque eu estava dormindo.
— Me desculpe, amor.
— Não, tudo bem, eu realmente quero saber oque vai acontecer na 5 temporada de TVD.
— Você precisa de alguma coisa? — ele pergunta.
— Não, quer dizer, sim, eu preciso.
— O quê?
— Que você venha até aqui.
— Em 10 minutos estou ai.
Ele desliga.

5 minutos mais tarde a campainha toca, ele foi realmente rápido, penso. Quando abro a porta não é Gus que está me esperando do outro lado.
— Chuck?
Seus cabelos ruivos estão molhados, seu corpo todo está tranpirando e tem um pouco de sangue em sua boca.
— Olá Grey.
— O quê você está fazendo aqui? E o quê aconteceu com você? — pergunto.
— Eu estava tentando descobrir alguma coisa e então alguns anjos me atacaram, nada de mais — ele diz.
— Nada de mais? Tudo bem oque você quer?
— Acho que descobri alguma coisa sobre aquele assunto — ele responde.
Meu estômago se revira.

Notas finais
Se tiver algum erro de pontuação/ortográfico me avisem, obrigado