O Adestrador
1 Capítulo único
Notas iniciais
O professor universitário, Aburame Shino suspirou profundamente ao abrir a porta do seu apartamento e ser recepcionado pela bolinha de pelo branca que há um mês a vida lhe “presenteou” como hóspede. Era complicado chegar do trabalho e ter surpresas nada agradáveis como encontrar sua casa numa completa desordem, contudo não havia muito que ele pudesse fazer a respeito, afinal, aquela situação era sua recompensa por abrir seu coração para aquele serzinho que um dia cruzou seu caminho.
— O que faço com você? — A pergunta foi feita num desânimo só, mas havia muito carinho nas entrelinhas. Shino acariciou a cabeça do cãozinho serelepe que saracoteava ao redor de suas pernas. Sabendo que não teria respostas, enquanto encarava as espumas do falecido puf, o segundo destruído em menos de quinze dias, ele questionou ao animal — Outro?
O professor buscava em sua mente quais motivos para ele, um isolado social nato, que jamais cogitou ter bichinhos de estimação,até mesmo na infância, teria para adotar o pequeno destruidor que agora lhe encarava com olhos de cachorro que caiu da mudança. Ah, sim! Foi algo, tipo, amor à primeira vista! Só isso levaria alguém que sofria de transtorno obsessivo-compulsivo, caracterizado em suma por pensamentos e medos irracionais que o levavam a ter comportamentos ritualísticos, além de hipervigilância, a mudar totalmente sua rotina…
— Au! — O danadinho latiu no intuito de chamar sua atenção, já que Shino havia se embrenhado por aquele instante reflexivo.
— O que foi? — Daquele jeito o pequeno monstrinho era encantador, em nada lembrava o bandidinho que estava bagunçando sua vida e deixando-o de cabelos em pé, literalmente!
Shino sorriu ao recordar que naquela manhã havia saído totalmente amassado e usando um par de meias de cores diferentes, pois o cãozinho havia feito uma festa na roupa que havia separado na noite anterior para usá-la no início do dia.
— Você está com fome, seu danadinho?
Diante do filhote, que não deveria ter mais que seis meses, segundo o veterinário que o consultou em caráter de urgência após Shino encontrá-lo acorrentado às grades de um canteiro de obras do metrô a um quarteirão de sua casa, numa noite gelada de inverno que brevemente começaria a nevar. O Aburame sempre perguntava como um ser humano conseguia ser tão mau com um animal inocente? Todavia, isso era passado. Agora a encrenquinha tinha um lar aquecido e dentro do possível, repleto de carinho, visto que aquele diabinho despertou no Aburame um lado que nem sonhava existir…
— Diabinho, pestinha, danadinho, encrenquinha, bandidinho… Acho que não posso continuar te chamando assim. — O sensei disse enquanto se encaminhava para o interior da sala, sendo seguido de perto pelo filhote. — Quem sabe após receber uma identidade, você passe a se comportar melhor? Ok… mais tarde penso nisso.
O Aburame sabia que dar um nome a alguém era uma enorme responsabilidade, e quem sabe essa fosse a razão de não ter conseguido nomear seu amiguinho de quatro patas ainda. Pois temia batizá-lo e um dia o animal fugir ou deixá-lo, embora também pressentisse que os dois ficariam juntos para sempre. O docente ergueu o canto dos lábios ao pensar na possibilidade. Decerto ele enlouqueceria antes desse fatídico “para sempre”!
Mas tudo bem, por ora o Aburame precisava pensar em algo bem mais grave: segundo Sasuke, seu colega de trabalho, aquele monstrinho era um cão de montanha dos Pirenéus e cresceria consideravelmente no futuro. Isso o fazia pensar se não foi essa a causa dele ter sido abandonado de modo tão cruel, pois cachorros de grande porte necessitam de muito espaço para crescerem felizes e saudáveis. O professor de biologia alertou que se a longo prazo ele não quisesse ter maiores problemas, precisaria encontrar um adestrador quanto antes, e Shino concordava. Educar pets não era muito diferente de se educar crianças, pois se requer paciência e persistência, algo que talvez fosse difícil para ele sozinho.
No seu prédio a coisa também não andava nada bem. Na semana anterior, recebeu um ultimato do síndico por conta das recentes diabruras do filhote. Seu pet havia aprontado horrores no playground, mesmo estando na companhia de Shikadai, seu babá. O Aburame havia feito um acordo com o filho de Shikamaru, seu vizinho do apartamento em frente. Todas as tardes, quando o garoto chegasse da escola, ele passaria ao menos uma hora com o filhote na área de lazer dedicada aos pets no play, mas o garoto sempre cochilava ou se distraía no serviço e se descuidava do pestinha, que se aproveitava disso para deixar sua marca pelo condomínio, ou pior, nas pernas de Orochimaru, o síndico. O cãozinho era apaixonado pelas canelas finas do homem, e aquilo só diminuía as chances do zelador facilitar as coisas para ambos.
— O que eu faço com você? — Shino acariciou os pelos clarinhos do animal e em seguida foi até o sofá, sabendo que o pote de ração do outro estava abastecido e o de água também. Ele estava cansado demais para pensar em jantar, então sentou ali e ligou a TV.
Um mês! Este foi o prazo que Orochimaru lhe deu para dar um jeito em seu pequeno monstro, nas palavras do homem, do contrário, o professor universitário teria que deixar o apartamento, algo impossível para ele no momento, por questões financeiras.
— Agora você fica quietinho, né? — Shino expôs, enquanto pensava que depois tomaria um banho e antes de deitar, um copo de leite, nesse momento o professor sorriu, visto que o cachorro se deitou sobre seu pé direito e então bocejou. Perto deles estava uma pelúcia que o cãozinho ganhou de Shikadai, a qual o filhote trouxe para junto deles.
A pestinha peluda se comportava daquele jeito desde o início do relacionamento dos dois, ocorrido no fatídico dia em que o Aburame o encontrou tremendo de frio e medo naquele canteiro. O homem gostaria de ter mais tempo para ficar com o cão, na verdade, sentia que o animal detestava solidão e acreditava ser essa a razão de seu comportamento nada agradável.
Sem desejar pensar mais no assunto, Shino determinou.
— Tudo bem, amanhã procuraremos alguém que consiga lidar com você.
******
Shino já havia andado por algumas quadras, o transporte onde carregava o filhote estava ficando pesado e o pet dava sinais que em breve daria trabalho na caixa plástica, então ele conferiu novamente o endereço no papel que tinha em suas mãos. Sasuke lhe indicou alguns canis especializados em adestramento, os quais ao longo da semana procurou, no entanto, seu cãozinho não se comportou bem em nenhum deles, chegando a morder alguns de seus possíveis adestradores. E nenhum profissional que tenha procurado ao longo da semana quis se responsabilizar por ele. Na sua última tentativa, um auxiliar técnico do adestrador responsável pelo canil da prefeitura, lhe passou o endereço que ele tinha em suas mãos agora.
— Senhor, por favor, sabe onde fica esse estabelecimento? — Shino interceptou um idoso que passava por ele.
O homem, que se apoiava em uma bengala e possuía mãos trêmulas, semicerrou os olhos e ajeitou os óculos com o auxílio do dedo indicador para pedir que Shino colocasse o papelzinho bem perto de seu rosto.
— Hm! É… talvez… quem sabe? — o idoso coçou a nuca e após vários resmungos, respondeu — Não faço a mínima ideia.
Foi a vez do Aburame ajeitar os óculos, hábito que sempre repetia quando estava impaciente ou nervoso.
— Obrigado! — O professor não queria ser indelicado, mas teve vontade de xingar o idoso naquele momento.
Com um sorriso amigável, o idoso ergueu a postura, desejando em seguida que ele tivesse êxito em sua busca.
Assim que o homem os deixou no meio da calçada, o cachorro começou a chorar e se alterar no transporte. A algazarra foi tanta, que Shino precisou colocar a caixa plástica no chão e se agachar para conversar com o animal, que continuou agitado.
— Por favor, garotão, você precisa colaborar comigo. Sei que está quente aí dentro, mas preciso encontrar esse endereço o quanto antes, se eu não encontrar alguém que te ensine ao menos um pouco de boas maneiras em alguns dias, teremos que dar adeus ao nosso apartamento. — Tal possibilidade o desolava.
— Então… — Shino findaria seu monólogo, mas não teve tempo, visto que a bolinha de pelo deu uma cabeçada na altura da trava do transporte, fazendo com que a mesma se soltasse.
Feito um raio e desviando de alguns pedestres que passavam pela calçada, o pet seguiu em direção à área do pequeno centro comercial por onde Shino havia passado antes de chegar àquele quarteirão. Em completo desespero, o professor pegou o transporte e seguiu no encalço do animal, pedindo desculpas a um e outro transeunte no qual esbarrava no processo.
— Caralho!
Shino ouviu um palavrão oriundo de um pedestre que seu cachorro havia derrubado de bunda no chão. O rapaz aparentava estar perplexo diante do animal. O Aburame então pediu licença a uma moça que olhava a cena e se aproximou.
— Eu não acredito! Akamaru é você? É você mesmo, amigão? — O rapaz, que segurava uma pilha de panfletos, jogou todos para o alto e agarrou o seu cãozinho. Surpreendentemente, o peludo passou a lamber as bochechas do jovem, que possuía uma pele de cor trigueira e um sorriso de aspecto selvagem, enquanto balançava o rabo e latia.
Ainda em choque, Shino foi atingido no rosto por um dos panfletos que segundos antes o rapaz segurava. “Procura-se filhote desaparecido.” Era o que dizia o cartaz.
O Aburame foi pego de surpresa por uma tristeza enorme, dando mais atenção ao papel, nele havia uma foto do rapaz e do seu pet juntos. Na folha constava o nome do filhote: Akamaru, o contato do dono, Inuzuka Kiba, além de um tocante comentário e uma breve explicação sobre o cãozinho ter sido sequestrado por um ex-namorado filha da puta, em retaliação ao término do relacionamento deles…
— Onde você estava todo esse tempo, Akamaru? Eu quase morri de preocupação. — o rapaz dizia enquanto apertava mais o animal entre seus braços. Naquele instante o tal Kiba pareceu notar sua presença. — Amigo? Que amigo? Onde?
O rapaz inquiriu e Akamaru, agora Shino sabia seu nome, latiu forte, indo até ele.
— Olá! — Sem jeito, Shino ergueu os cantos dos lábios e acenou para o rapaz.
— Este é o amigo, Akamaru? — O rapaz cochichou, ou melhor, pensou ter cochichado na orelha do diabinho branco, este latiu forte.
— Au! — O cachorro latiu alto.
Shino não sabia o que dizer, tampouco o que sentir. Estava em busca de um adestrador, mas pelo visto havia encontrado o dono do seu inquilino espaçoso, o que podia significar o fim de todos os seus problemas. Deveria ficar feliz? Enquanto ele pensava nisso, sentia o peito apertar, contudo, ao notar sua angústia, a bolinha de pelo fez carinho em sua panturrilha, depois, ao invés de latir, emitiu um ganido.
O tal Kiba ergueu uma das sobrancelhas antes de perguntar ao animal:
— Jura? Por que não tentou me encontrar? Não acredito! Você gostou de ficar na casa dele? Teve pena, pois ele é muito solitário? Ele parece ser tão… — O rapaz o analisou milímetro por milímetro.
Foi a vez de Shino erguer a sobrancelha incomodado por não entender muito bem o que acontecia ali.
Como se respondesse às suas perguntas de Kiba, que parecia entender cada latido seu, Akamaru latiu quatro vezes consecutivas.
— Gente boa? — O tal Kiba pareceu duvidar. — Sabe quem também parecia ser uma boa pessoa? Aquele filho da puta…
O cão choramingou e escondeu a cara na panturrilha do Aburame, que naqueles instantes questionava sua sanidade, diante daquele estranho bate papo!
— Me perdoe. Eu não sabia que tinha medo dele, você sempre foi tão durão… — Kiba se dirigiu ao cachorro. O rapaz aparentava tristeza. Naquela hora, o cachorro retornou para perto dele. — O Sasori era mesmo um cuzão, mas não precisa se preocupar, ele não vai mais chegar perto da gente. Mandei-o vazar para longe de Konoha.
Feliz, Akamaru lambeu o rosto do rapaz e latiu outra vez. Em seguida, Kiba olhou para Shino com um pouco mais de interesse e depois para o cão outra vez antes de perguntar:
— Mesmo? — O peludo anuiu com um gesto de cabeça, em resposta a sua pergunta, então Kiba olhou para Shino de novo e lhe estendeu a destra para que o ajudasse a se levantar. — Entendi! Agora fica quietinho para eu poder agradecê-lo, certo?
O Inuzuka disse, enquanto batia na parte traseira do bermudão que vestia para tirar a poeira.
— Obrigado por trazê-lo de volta para mim e também por cuidar dele. — Kiba olhou para o doguinho. — Sei o quanto ele é temperamental às vezes.
— Na verdade… — Shino se preparou para dizer que não estava procurando o dono do cachorro, apenas procurava alguém para adestrá-lo. Após o tempo passado juntos, em nenhum momento a ideia de se afastar de Akamaru passou em sua mente.
Akamaru… Pensar que o pestinha tinha nome e um dono carinhoso, que estava o procurando, lhe arrasava, pois, teria que entregá-lo para o outro e nunca mais o veria…
— Eu… eu… — As palavras ficaram presas na garganta do sensei.
Kiba e Akamaru trocaram olhares, então o rapaz se antecipou.
— Embora tenha sido um resumão, o Akamaru me contou sobre o tempo que passaram juntos. Pediu desculpas por trazer problemas para você e também por estragar seus pufs. Falou que não fez por mal. Ele me disse que apenas a canela do zelador, foi de propósito, pois o homem é um pé no saco.
— Vocês… realmente, vocês dois… — Shino apontou de um para outro, mas não conseguiu concluir o raciocínio, mas Kiba decifrou o que ele queria perguntar.
— Sim. A gente se entende, né garotão? — Kiba bagunçou os pelos da cabeça do animal e disse baixinho:— Ele gosta de você e também não quer ficar longe. Foi à condição que ele impôs para voltar para minha casa. — Naquele instante, Kiba abriu um sorriso na sua direção e Shino saiu totalmente do eixo. Em reflexo sorriu também. — Nós só temos que ver como faremos isso de hoje em diante…
— Eu aceito… — Shino aumentou o tom, saindo totalmente do contexto, instigando mais ainda as risadas do Inuzuka. Contagiado pela reluzente alegria alheia, o Aburame sorriu largo, como há muito não sorria. Algo em seu coração estava lhe dizendo que aquele momento seria um dos momentos mais preciosos de sua vida dali alguns anos. — É só definir seus termos.
Cena extra 1
— Ali Shino!
A mando de Kiba, Shino levantou a pesada cadeira de madeira e se encaminhou para o lugar que ele orientou, contudo, antes que pudesse finalmente o pôr o móvel num canto da sala, o Inuzuka teve outra ideia:
— Acho que aí… — Kiba segurou o queixo com o indicador e o polegar. — Será? Não. Acho que aí não ficará legal. O que acha Akamaru? — O Inuzuka se dirigiu ao cão, que se encontrava deitado em sua caminha e assim continuou.
Shino ergueu o canto dos lábios, enquanto segurava a cadeira pesada diante dos dois. Há tempos morando com a dupla, ele seguia não entendendo nada que a bolinha de pelo branca dizia com seus latidos, ganidos, rosnados, ou a total falta deles, ok! Akamaru já não era mais nenhuma bolinha de pelo branca, estava mais para um urso polar gigante, por outro lado, o Inuzuka, que vinha de uma família de experientes adestradores de cães, descoberta que fez após conhecê-lo mais a fundo, entendia tudo e mais um pouco.
Contrariando as profecias de que a relação não duraria um mês, feitas por Sasuke, o relacionamento de Shino e Kiba estava caminhando para seu terceiro ano. Entre eles, tudo aconteceu na velocidade da luz. Os dois passaram a morar juntos, um mês após aquele primeiro encontro, mesmo dia em que rolou o primeiro beijo do casal. Após o reencontro do Inuzuka com Akamaru, seu agora namorado, o chamou para tomar um chá em seu apartamento, pois o rapaz queria demonstrar sua gratidão por encontrar seu amigo canino e definir os termos da guarda compartilhada do pet. O agradecimento foi tão incrível que não se desgrudaram desde então.
— Vai mesmo me ignorar? Valeu! — Kiba fez um bico ofendido, pensou mais um pouco e de repente estalou os dedos. — Que tal…
O rapaz abriu um sorriso imenso e Shino ergueu mais os cantos dos lábios antes de interrompê-lo.
— Ok, eu a levarei de volta para o nosso quarto. — O Aburame tinha dificuldades em compreender Akamaru, pois este sempre lhe era uma incógnita, mas com o namorado, que sempre era muito previsível, a coisa mudava de figura. Kiba era alguém muito fácil para ele ler.
— Hum! — ante a afirmativa de Kiba, Shino rumou para o andar superior feito um cachorrinho adestrado. — Ah, espera! — O namorado foi até ele e deixou um beijinho demorado sobre seus lábios, depois deu uma tapinha em seu traseiro, sinalizando que poderia seguir.
Shino meneou a cabeça e obediente lhe deu as costas. Ele não negava o quanto adorava cumprir as ordens do Inuzuka, em especial quando o rapaz lhe sorria daquele jeito e lhe dispensava carinhos pontuais como aquele gostoso selinho. Podia parecer clichê, mas tais mimos davam sentido a sua existência.
Cena extra dois.
— Qual foi? — Kiba tentou disfarçar, mas ficou incomodado com o olhar de julgamento que Akamaru lançou na sua direção tão logo o Aburame subiu as escadas.
Akamaru rosnou e para bom entendedor um rosnado bem-dado é letra.
— Eu sei… ele não é pet para ser tratado desse modo. — Kiba cruzou os braços em frente ao peito e fez bico após resmungar.
Por fim, o peludo decidiu latir.
— Já te avisei que não sou mais nenhum filhotinho fofo. Não conseguirei te arrumar outro namorado tão paciente, então fica ligado gostosão. — O cão latiu sarcástico.
— Mas Akamaru… — Kiba iniciou o choramingo.
O cachorro meneou a cabeça. Seu humano não tomava jeito! Esquecia que no namoro, o importante era agir com gentileza. Aquele sistema de compensação e recompensa após cada ação realizada com maestria, muito comum entre adestradores experientes como os membros da família Inuzuka, perderia sua eficácia um dia.
— Não tem mas, nem meio mas. — O cão latiu sério dessa vez.
— Desculpa. — Kiba pediu e Akamaru ganiu menos zangado:
— Não é a mim que deve desculpas. — Akamaru torceu o focinho para o rapaz, que não pensou duas vezes antes e subiu as escadas a jato no encalço do namorado.
Sozinho na sala, Akamaru se acomodou em sua cama macia num cantinho especial da sala.
— Esse garoto! — Akamaru rosnou antes de abraçar sua pelúcia, já deteriorada pelo tempo de uso. Estava na hora de seu merecido descanso. Queria tirar uma pestana antes do jantar delicioso que seu outro humano faria para eles, afinal, Shino era um incrível cozinheiro, ao contrário de Kiba, que era um desastre até fritando ovo. Se aqueles dois se separasse… — Melhor nem pensar nessa possibilidade.
O cão bateu com a pata dianteira na boca.
— Enquanto eu for o adestrador desses dois, algo assim jamais acontecerá!
Ciente do quanto estava certo, Akamaru apertou mais seu amigo peludo entre as patas e dormiu tranquilo.
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