O Acordo

25 O acordo acabou.


Notas iniciais
Oi gentee! Feliz com os comentários do capitulo anterior, sei que alguns estão quase me matando por causa da separação de Dylanca, mas muitas surpresas ainda estão por vim!!

_ Já conseguiu contratar um bufê de categoria, Playboy? – Caroline disse pousando seus braços em cima do balcão, próximo à agenda de números de telefones das quais eu ligava há minutos atrás.

_ Sim, você não faz ideia do quanto o sobrenome Sherman pode ajudar. – Disse colocando o telefone sobre a agenda e ela riu.

_ O próximo serviço é ajudar o Felipe com o som. – Ela disse apontando para o salão, no fundo tinha um garoto arrumando algumas caixas de sons, e por todo o salão estavam dispersos vários funcionários, alguns ajudavam na decoração colocando cortinhas vermelhas, arrumando as mesas, outros instalavam cassinos, aquilo estava ficando demais, porem estava longe de ficar pronto.

_ Droga! – Resmunguei bebendo um pouco de água e coloquei a garrafa sobre o balcão.

_ Daniel aprovou minha ideia de te fazer meu escravo. – ela disse sorridente – ele disse que te distrai de você fazer besteiras. Que tipo de besteiras?

A loirinha fez uma cara de confusa e levou a mão ao queixou e sustentou o peso em seu cotovelo sobre o balcão.

_ Isso porque ele é um idiota. – disse levantando e fugindo das perguntas da loirinha.

Fui até Felipe, ele tinha no máximo 19 anos, ajudava ele com o som, ele me indicava coisas básicas do que fazer, já que não tinha muita ideia do que fazer com todo aquele equipamento.

_ Pra quem é engenheiro você é bem lerdo. – Caroline disse nos observando, ela tinha uma prancheta na mão e um telefone, passava o dia todo dando ordens e pirando, parecia uma bruxa má.

_ Não to vendo nenhum avião por aqui, essa é a minha especialidade, então calada, Barbie. – Disse revirando os olhos.

_ Você poderia conectar esse fio naquele som instalado lá em cima?– Felipe pediu apontando para o canto do teto e assenti.

Coloquei a escada firme na parede, tirei a camisa para não sujar mais do que já estava e comecei a subir.

_ Você já tinha essa tatuagem nas costas? – Caroline perguntou enquanto eu sobia.

_Fiz essa semana.– Disse agora pegando o fio e conectando com a caixa de som – Daniel também tem uma nas costas, fizemos quando estávamos bêbados e melancólicos demais. – Disse e ela riu.

_ Vocês são bem amigos não é? – Ela falou me observando a descer.

_ Ele é como se fosse o meu irmão mais velho. – Disse limpando as mãos e tirando o suor da testa com o braço. – Não notou a tatuagem nele também? – perguntei a provocando.

_ Não, estou evitando tirar a roupa dele essa semana. – Ela disse em sussurro, mas corou quando percebeu que pude ouvi-la e fiz questão de rir bem alto só para provocá-la.

_ Você devia encarar que esta se apaixonando por ele. – Falei pegando a minha camisa e caminhando de volta ao balcão e pegando minha água.

_ E acho que você devia continuar cuidando de seu serviço, porque temos menos de 36 horas para essa festa ficar pronta. – Ela disse irritada e saiu andando verificando outros detalhes.

Agradeci muito quando a noite chegou e Caroline liberou todos que trabalhavam para a organização da festa, mas bufei irritado quando ela praticamente nos ameaçou se não tivéssemos todos de volta amanha às 8 horas em ponto.

_ É isso aí, pessoal. Vocês foram demais, boa noite. – Ela disse fazendo a fofa de novo, ela não podia ser normal, não mesmo.

_ Ela é linda não é? – Daniel falou baixo para mim e juntei as sobrancelhas o encarando.

_ Puramente angelical por fora, mas uma fera por dentro. – disse e Daniel riu.

_ Vou chamá-la para jantar, até amanhã. – Daniel disse batendo em meu ombro e logo correu em direção de Caroline.

Caminhei até o balcão, peguei meus pertences, celular, chave do carro e minha camisa branca que estava quase da cor do chão agora. Coloquei o tecido sobre os ombros, evitando vesti-la e caminhei até a saída do hotel, logo vi Caroline passar pela saída antes que eu e previ que ela não aceitou o convite de Daniel, me peguei rindo do fora.

Ao sair do hotel, senti um pouco de frio, a brisa da noite estava fria e o fato do hotel ser em frente a praia explicava isso. Joguei meus pertences para o banco de trás do carro, ficando apenas com a chave para ligar o motor, assim que ouvi ele rosnar, dei a partida, passei pelo ponto de táxi e vi a loirinha de braços cruzados.

_ Aceita uma carona? – Perguntei ao aproximar o carro do acostamento.

_ Trocou de carro? – Ela perguntou surpresa.

_ Vai aceitar a carona ou vai esperar eu desisti de ter sua companhia em meu carro? – Disse a provocando e ela revirou os olhos, olhou para o lado e depois para o outro, acho que procurava um táxi.

_ Tudo bem. – Ela disse entrando no carro.

Dei partida e a loirinha olhava para o interior do carro atenta e fascinada desde que colocara o cinto.

_ O que aconteceu com o seu antigo carro? – Ela perguntou – Não que trocar por esse seja um problema.

_ Perdi em uma aposta... – Disse meio que receoso, não queria que Caroline soubesse das minhas aventuras, porque isso significava que Bianca também saberia e acho que ela não aprovaria.. quer dizer, agora nem sei mais se ela se importa.

_ Aposta? – A loirinha me olhou curiosa.

_ Um racha... tipo corrida de carros. – Explicava.

_ Eu sei o que é um racha... E você perdeu sua BMW, que tolo. – Ela disse rindo de minha derrota – Mas comprou essa Ferrari, é confortador. – Ela disse me surpreendendo, não sabia que ela gostava de carros.

_ Uma BMW não faz tanta falta assim. – Disse ameaçando dobrar a próxima rua e a loirinha bateu no meu braço me alertando.

_ Não vou para casa, na verdade... – Ela disse me olhando receosa – Eu estou dormindo na casa de Bianca. – Ela disse fazendo careta.

_ Tudo bem, Caroline. Eu ainda posso ouvir o nome dela, isso não vai me fazer chorar na sua frente ou nada do tipo – Disse rindo de sua reação e ela suspirou.

_ Desculpe. – Ela disse rindo.

Ficamos em silêncio por alguns instantes, e isso era quase impossível se tratando de Caroline, então não me surpreendi quando ela começou a se pronunciar novamente:

_ Esse é o tipo de besteiras que Daniel tem querendo evitar que você faça? – Ela perguntou.

_ Ele acha que corridas de carros ilegais são perigosas. – Disse rindo.

_E são... – A loirinha disse se ajeitando no banco e me olhando mais diretamente – Daniel disse que ta tentando te distrair, pra você não voltar a seu antigo Dylan. – Ela disse mordendo os lábios, acho que ela estava meio que tímida em abordar esse assunto comigo.

_Ele está exagerando. Eu só estou me divertindo, evitando pensar nela... – Cortei em meio à frase e respirei fundo.

O resto do caminho não comentamos nada mais sobre aquilo, falamos sobre a festa, eu a provoquei com apelidos novos e a fiz ficar vermelha de raiva algumas vezes, mas finalmente chegamos a mansão dos Hamilton.

_Chegamos Barbie, está entregue. – Disse rindo e batendo os dedos nos volantes.

Foi inevitável não sobressaltar o olhar para a casa, estava calmo e tinha algumas luzes acesas lá dentro.

_ Obrigado estagiário, até amanhã se prepara para o seu segundo dia de escravidão. – A loira disse me provocando, retirou o cinto e abriu a porta do carro, quando saiu e a vi pisar firme no chão ouvi um estralo e logo a vi se desequilibrar para o lado direito se agarrando ao carro e exclamando um “ ahh” de dor.

_ Caroline... – falei abrindo a porta do carro e indo até o seu lado – Tudo bem?

Olhei para seu pé que estava entortado para o lado em que o salto de sua sandália quebrou, reprimi um sorriso pela situação, era o castigo da bruxa má pelo dia de ordens.

_ Não sorria, nem zombe .... – Ela me olhou furiosa e depois gemeu de dor – Está doendo, acho que machuquei meu pé. – Ela reclamou com uma voz melosa.

_ Vem, eu te ajudo. – Disse me ajoelhando e tirando a sandália de seu pé.

Fechei a porta do carro ao seu lado e a peguei no colo com cuidado. Ela segurou as sandálias em uma mão e passou o outro braço em volta de meu pescoço.

_ Que nojo, você está suado. – Ela reclamou ao segurar em mim, ainda estava sem camisa.

_ Tive um dia de trabalho duro, minha chefa temporária é uma bruxa. – Disse a fazendo rir e subindo as escadas em direção a casa.

_ Panaca. – Ela falou baixo ainda rindo.

_ Olha que eu te jogo aqui mesmo na escada.

Abri a porta e dei um passo adentro da casa, Caroline disse que não precisava tocar campainha, eu ainda ria um pouco da situação da loirinha quando nos demos de cara com Bianca, Lucas e Julia na sala. Eles estavam concentrados na TV e sentados no sofá até ouvirem nós entrarmos.

_ Dylan? – Julia exclamou confusa e Bianca nos olhava pálida e surpresa.

_ Caroline? – Lucas nos olhou com cara de interrogação.

_ Oi... – Disse meio que contraído de entrar e me aproximar.

_ Dylan, entra logo! Preciso colocar gelo no meu pé. – Caroline gritou no meu ouvido e enfiou as unhas no meu ombro.

_ Pedindo com jeitinho...- ironizei.

_ O que aconteceu, Caroline? – Bianca disse fechando a porta atrás de nós e soava preocupada.

_ A droga do meu salto quebrou e eu torci o pé. – Caroline explicava.

_ Posso despejar ela aqui no sofá?

Falei olhando para Lucas e Julia que deram um espaço no sofá reprimindo um riso.

_ Eu não sou uma coisa para me despejar. – A loirinha disse rindo e a coloquei com cuidado.

Julia me olhou sorridente e logo me abraçou:

_ Que bom vê-lo, você sumiu... Papai está enlouquecido com você.

_ Eu sei, mas estou bem. Tentarei te visitar quando ele estiver na empresa. – Disse e ela balançou a cabeça em negação, ela não aprovava o meu mau relacionamento com o meu pai.

_ Acho que já fiz a boa ação do dia, tenho que ir, Barbie. – Disse e Caroline sorriu revirando os olhos e depois olhou para Bianca e fazendo uma careta estranha.

_ Ah.. Eu te levo até a porta. – Bia disse gaguejando e me acompanhando.

Passei pela porta e quando estava perto de descer as escadas, ouvi sua voz me chamar:

_ Dylan... – Ela falou nervosa colocando a mão no bolso.

_ O quê? – falei olhando para seus olhos, parecia que ela queria me contar algo importante, mas não sabia por onde começar.

_ Obrigada por trazer Caroline. – Ela falou sorrindo levemente.

_ De nada. – Disse retribuindo o sorriso – Tenha uma boa noite.

Desci as escadas e entrei no carro sentindo que ela ainda estava me observando.

Narração Bianca:

Caroline estava deitada sobre a cama, Lucas ajudou trazê-la para o meu quarto, Julia ajeitava o seu pé em cima de uma almofada, estava começando a ficar roxo.

_Foi só uma leve torção. Quando desinflamar, vai ficar melhor. – Lucas disse e Julia concordou.

_ Eu fico aqui com ela, vão lá pegar o cinema de vocês. – Disse e Lucas abraçou Julia e saíram os dois assim do quarto.

Continuei observando Carol em silencio, ela olhava o pé com cara de insatisfeita.

_ Que foi? Por que ta me olhando assim? – Ela disse se mexendo na cama.

_ Olhando como? Eu não estou olhando de nenhum jeito. – Disse ajeitando o saco de gelo em seu pé.

_ Você foi levá-lo até a porta, pensei que demoraria mais. – Ela disse me olhando séria.

_ Eu o agradeci por trazer você, só isso. – Disse fugindo de seu olhar reprovativo.

_ Esse é o problema, você tinha que ter falado mais, tinha que ter contado que está grávida dele, ele merece saber, você querendo ficar com ele ou não. – Ela disse irritada.

_ Você sabe que eu gosto dele e se tudo fosse mais fácil eu estaria com ele. Não é questão de querer. – Dizia irritada – E desde quando você o defende?

_ Desde que eu vi que ele também está sofrendo, você não é a única. — Ela disse em um tom mais alto – E que ele precisa saber desse filho, se você não contar...

Ela estava começando uma ameaça é isso?

_ Se eu não contar o quê? Você vai contar? – perguntei rindo nervosa e irritada – Você não tem esse direito. O que há com você? Um dia com ele e já ta assim? O que foi que fizeram pra você virar a defensora numero 1 dele; Não era você que não o suportava? Então ele banca o perfeito cavalheiro com você e já está assim encantada? – Cuspi as palavras irritada e a loira ficou boquiaberta por alguns segundos

_ Qual — é -o — seu — problema? – Ela disse quase soletrando a frase – Está com ciúmes? Puta merda, Bianca. – Ela disse rindo de indignação e me senti sem graça.

_ Desculpa, eu exagerei. – Falei me acomodando na cama e fugindo de seu olhar.

_ Exagerou mesmo, só me interessaria por Dylan se fossemos as ultimas pessoas da terra. – Ela disse me fazendo rir – Até porque ele seria o ultimo homem da terra e eu não sou de ferro né?! – Ela completou gargalhando.

...

Caroline me contava o dia que teve, ela estava animada e ao mesmo tempo estressada por ter que organizar uma festa enorme em apenas dois dias, ela me contava sem parar sobre a parte divertida que era ter Dylan como seu assistente e a parte difícil que era resistir a Daniel.

_ Ele está diferente... – Ela disse e a olhei confusa

_ Diferente como? – Perguntei ansiosa.

_ Não sei... Mais distraído. – Ela me olhava receosa – Daniel disse que está tentando o distrair para ele não voltar a ser o antigo Dylan.

_ Antigo Dylan? Está dizendo antes de nos casarmos? – perguntei preocupada.

_ É, acho que sim. Por isso disse que você não é a única que esta sofrendo, a relação com o pai dele vai de mal a pior, ele pediu licença do trabalho... Enfim, talvez ele saber que vai ser pai neste momento seja tudo que ele tenha, não pode tirar isso dele.

Respirei fundo e parece que já tinha tomado minha decisão, eu tinha que contar pra Dylan que estava esperando um filho dele.

_ Eu vou contar pra ele, amanhã de manhã é a primeira coisa que farei. – Disse e Caroline ficou sorridente.

***

Caroline e eu tomávamos café da manhã no restaurante do Hotel de Daniel, onde o chefe era maravilhoso e sua refeição era como estivesse nas nuvens. Hoje eu contaria para Dylan que estava grávida dele, vim ao hotel foi uma ideia de Caroline ela disse que tinha marcado com todos às 8 horas e que Dylan estaria aqui.

Já fazia alguns minutos que eu estava ali, obervava Caroline já envolvida em detalhes da festa com algumas pessoas ali presentes, já eram quase 9 horas e nada do Dylan, já estava impaciente e ensaiava diversas maneiras de contá-lo sobre a gravidez.

_ Ele está atrasado como sempre. – Caroline disse se sentando ao meu lado e me dando uma garrafa de água.

_ Dylan ainda não chegou? – Daniel apareceu de repente em nossa frente.

_ Não, é claro que não. – Caroline disse revirando os olhos.

_ Bia você aqui? – Daniel me olhou surpreso.

_ Ela veio me ajudar. – Caroline falou rápido para me poupar de explicações, eu já estava nervosa o suficiente.

_ Espera aquele não é Alfredo sherman? – Disse olhando surpresa para recepção do hotel.

_ Ah droga. – Daniel disse levando a mão a testa.

_ E lá vem Dylan... – Caroline disse olhando para entrada – Isso não vai ser nada bom.

Dylan vinha distraído com fones de ouvidos e o celular na mão, estava vestido em uma calça jeans e uma camiseta mais casual preta e tênis, parecia mais largado, mas ainda continuava perfeito.

Ele passou pela recepção ainda distraída e dobrava já em nossa direção até Alfredo tocar o seu ombro e o chamar. Não dava de ouvi-los, mas eles pareciam discutir. Caroline olhou pra mim receosa e depois para Daniel.

_ Você não vai fazer nada? – Ela disse.

_ Briga de pai e filho, ninguém mete o umbigo. – Daniel disse nervoso e Carol e eu olhamos pra ele com as sobrancelhas juntas e reviramos os olhos.

Olhamos de volta em direção à recepção e Dylan vinha em nossa direção ignorando o pai que o seguia.

_ Dylan, até quando vai me ignorar? Volte aqui e vamos conversar, seja homem– Alfredo disse irado e todos ali no salão os observavam.

Dylan bufou até chegar perto de nós, ele perdeu um pouco de foco e parou me olhando assustado, surpreso... não sei, queria poder decifrar mais as suas emoções naquele momento.

_ Bianca? Você aqui? – Alfredo falou ao se aproximar também — Ótimo, assim podemos conversar os três, já que o assunto é sobre o casamento de vocês.

Olhei receosa para Caroline que segurou os meus ombros e respirei mais fundo ainda.

_ pai você já viu alguma nota nos jornais sobre isso? Não se preocupe, Sara está me ajudando, nenhum escândalo vai prejudicar sua empresa nesse momento delicado. – Dylan disse terminando a frase com ironia.

_ Espera, Sara? – Falei o interrompendo – Alguém pode me explicar o que ta acontecendo? — Falei levantando e me aproximando dos dois Shermans.

_ Eu posso resumir: A empresa esta passando por uma fase difícil desde a prisão de seu pai, e agora você e Dylan resolveram ter essa briguinha boba e estão dormindo em casa separados, se isso vazar, vai ser outro baque pra empresa. – Alfredo explicava irritado.

_ Pessoal, hora do recreio. – Daniel gritou para todos os funcionários no salão que observavam aquela discussão, mas assim que ouviram Daniel foram esvaziando o local.

_ E daí? O senhor não pode mais decidir nada sobre o meu relacionamento com Dylan. – Falei irritada.

_ olha sei que esta chateada pelo o que a Ísis fez, mas mulheres como elas são venenosas assim mesmo, principalmente, quando não aceitam perder o homem que dizem amar. – Alfredo falava normal e frio de uma situação que era incomoda e só pertencia a mim e Dylan. –Dylan foi um moleque com você, tente relevar, você fez um acordo com minha família lembra?

_ Moleque? – Dylan perguntou indignado – O que você acha daquelas fotos ? – Dylan perguntou irritado – Acha que é verdade, é isso? Eu e Ísis não temos nada, acabou há muito tempo e você sabe como. – Dylan gritou.

_ Pessoal vamos acalmar o ânimo... – Daniel tentava interver..

_Calado, Daniel! – Alfredo fala autoritário.

_ Tudo bem. – Daniel disse baixinho e se sentou ao lado de Caroline que reprimia um sorriso, mas logo voltou a sua cara atenta a tudo a que acontecia.

_ Precisam voltar a morar juntos, mesmo a verdade do seu pai sendo exposta, o acordo continua de pé. – Alfredo disse rígido.

_ Está de brincadeira não é? – Dylan disse rindo – O ACORDO ACABOU – Dylan gritou estressado – A partir de hoje, você não manda na minha vida.Eu quero que sua empresa se exploda.

_ Parem de gritar. – Falei irritada e nervosa, sentia que minhas pernas tremiam tanto que mal podia ficar em pé, Dylan me olhou preocupado e depois desviou o olhar e levou as mãos até a cabeça soltando um pesado ar.

_ Eu tenho algo a contar... – Talvez seria uma hora complicada, mas eles tinham que saber, er um fator mais importante a ser a considerado agora, mais do que a empresa e qualquer noticia de jornal.

_ Olha Bia. Eu já providenciei a ida de Ísis para Londres, ela não vai mais incomodar... – Alfredo disse me interrompendo.

_ Pai, para e se ouve, você está obsessivo por empresa, dinheiro... Está ficando quase que nem João Pedro. – Dylan disse e o olhei boquiaberta, ele sabia que citar meu pai era algo ainda muito doloroso por mim, ainda mais daquela maneira.

_ Desculpa Bia, falei besteira. – Ele disse me olhando arrependido.

_ Ísis não é o problema mais, senhor Alfredo. Eu só... – Falava nervosa, na verdade, eu não sabia mais o que dizer...

_ Só acabou não é? – Dylan disse agora me olhando e ignorando o pai.

_ o quê? – perguntei confusa.

_ É que você não consegue mais ficar comigo... Eu compreendo e eu vou te dar esse direito de seguir com os seus antigos e verdadeiros planos. – Dylan disse com os olhos marejados.

E eu sabia do que ele estava falando, era de Gabriel, eu o olhava sufocada, surpresa e espantada.

_ Eu to pedindo divorcio, falarei com meu advogado, tentarei fazer com que isso seja rápido... – Ele disse passando as mãos nos olhos, e eu via meu mundo desmoronar ali na frente.

_ E darei essa noticia de primeira mão para Sara. – Dylan disse olhando para o pai o provocando e o próximo barulho que escutei foi o estralo da mão de Alfredo no rosto de Dylan.

_ Nem pense em usar isso contra mim, moleque. – Alfredo disse frio.

Dylan colocou a mão no rosto, queria poder me mexer mais eu estava ali paralisada desde que ouvi a palavra divorcio.

_ Eu estava ironizando, papai. – Dylan disse sarcástico – Não se preocupe, eu abafarei a separação ao máximo, não por você, por Bianca. – Dylan disse me olhando e depois olhou para o pai de novo.

_ E esqueça que você tem um filho, porque eu esquecerei que tenho você como pai. – Dylan disse caminhando rumo a recepção;

_ Dylan, espera. – Daniel disse segurando o ombro do amigo.

_ O quê? – Dylan perguntou irritado.

_ Não vai, vamos subir para cobertura, conversar, beber... Temos os melhores uísques aqui hoje. – Daniel falou sorrindo rapidamente, mas soava muito preocupado.

Dylan olhou para uma bancada, cheia de bebidas empacotada para festa, caminhou até lá e pegou uma garrafa de uísque.

_ Aceito uísque, dispenso a conversa. – ele disse erguendo a garrafa como se fosse brindar e saiu do salão.

_ Droga! – Alfredo disse em uma voz abafada e puxava os cabelos da nuca como se fosse arrancá-los.

_ Bianca, você está bem? – Caroline perguntou.

_ não, mas eu vou ficar. – disse pegando minha bolsa.

_Espera, a onde vai? – Ela perguntou ao me preparar para sair daquele hotel – Eu só preciso dá algumas ordens e posso passar o dia com você;

_ Não, por favor, não! Você precisa terminar com tudo isso e eu preciso ficar sozinha. – Disse e a loira assentiu.

Caminhei em rumo oposto para Alfredo que ia em direção ao bar do hotel, em alguns aspectos ele era parecido com o filho.

Sentei no carro e fiquei olhando para o volante e fiquei pensando para onde iria? O que faria? E as lágrimas chegaram rapidamente, apoiei a cabeça sobre o volante e me permiti a transbordar em choro.

Em momentos como esse, eu certamente procuraria a meu pai e pediria seu colo e seus conselhos, mas eu não poderia mais fazer aquilo. Eu estava perdendo tudo aos poucos, eu me afundei tanto nos problemas que não me permitir ser ajudada por Dylan, não consegui confiar nele e era só isso o que ele me pedia, ele não queria mais nada, ele só queria que eu confiasse nele.

Fui egoísta ao achar que era só eu que estava sofrendo com os problemas da minha família, eu também poderia enxergar que ele também tinha problemas e dores, mas estava sempre ao meu lado se preocupando com as minhas dores e deixando as suas de canto. Eu o afastei de mim, porque ele cometeu um erro, como se eu não estivesse cometendo vários erros também. Mas agora era tarde para lamentações, porque eu o tinha magoado, eu o perdi.

Notas finais
Espero vocês nos comentários, vou tentar responder vocês amanha e ser posto outro capitulo. xoxo