O Acordo
12 Não é só negócios.
Notas iniciais
...
Estacionei o carro mal colocado perto da garagem de casa e entrei na mesma, confusa, nervosa, zangada, perplexa e outros sentimentos que eu nem sei nomear. Era uma mistura de pensamentos que me deixavam em desespero por não saber o que fazer, por não saber o que eu sentia. Comecei a subir as escadas rapidamente e ouvi o barulho da porta da entrada se fechar.
_ Ei... Bianca — Dylan gritava subindo as escadas também.
_ Para de me seguir, seu idiota. – Disse parando no meio da escada, enquanto ele estava nos primeiros degraus e parou me olhando atordoado e confuso.
_ Esta com raiva porque eu não a defendi para o meu pai? Bianca, supere. – Ele disse dando sua risadinha de sempre — Você acha que ia fazer diferença eu argumentar algo para o meu pai? Acredite, se isso fizesse diferença não teríamos nos casados. As expectativas desse acordo da certo são relacionadas somente a você, para José Alfredo. Não existe mais expectativas do meu pai sobre mim, somente decepções.
_ Quer saber? Eu compreendo as decepções de seu pai. – Disse fria e ele me olhou com os olhos trêmulos e fugitivos.
_Eu a decepcionei hoje? Eu não a protegi. – ele disse balançando a cabeça assentido.
_ Pior, você continua o mesmo idiota arrogante. Você nunca vai mudar, nunca vai perceber que isso não se trata só de mim e de você... – Eu disse com os olhos marejados e ele se aproximou.
_ Se trata de nossas famílias, eu sei. Mas me desculpe, eu não escolhi me sacrificar pela minha, eu sou egoísta e perdão se eu não entendo porque fez isso pela sua. – Ele disse segurando o meu rosto. E Senti que aquela proximidade estava perigosa demais outra vez, então retirei suas mãos do meu rosto e corri para o meu quarto.
Cheguei à porta do quarto, abri e quando ia fechá-la, Dylan foi mais rápido entrou:
_ Por que ta fugindo de mim? – Ele disse me segurando pelo braço.
_ Porque.. porque eu estou zangada, cansada, confusa e... – Falei entre fôlegos.
_ E com medo. –Ele completou.
_ Isso.
_ Sabe por quê? – Ele disse acariciando o meu rosto e eu neguei com a cabeça – Porque isso não é só negócios.- Ele se aproximou e me beijou intensamente e eu consenti, dessa vez eu não fugi.
Senti o gosto de sua boca invadir a minha, suas mãos me seguravam e me puxavam para si. Uma de suas mãos foi de encontro aos meus cabelos, segurando-os fortemente, e assim que o beijo começou a ficar cada vez mais feroz. Em um ato rápido e totalmente inesperado ele me empurrou para parede. Afastei nossas bocas num ar de espanto, retomando o ar, enquanto a boca de Dylan não saía do meu corpo, ele me levantou encaixado as minhas pernas em seu quadril e deixei escapar um baixo gemido entre os dentes e pude ouvir sua risada. Ele afundou o seu rosto em meu pescoço o beijando e assim ele me conduziu até a cama onde me deitou.
Senti meu corpo cair sobre a cama macia e Dylan logo se deitou sobre mim, apoiando os dois braços paralelos ao meu corpo sustentando o seu peso para que não caísse sobre mim. Inverti nossas posições ficando em cima dele e o beijava, nossas línguas dançavam em uma perfeita sincronia e o seu beijo era incrivelmente bom.
O que estava acontecendo comigo? Eu não conseguia controlar minhas ações, na verdade, eu queria muito aquilo, eu queria o Dylan.
Ele se sentou calmamente na cama comigo ainda em seu colo, paramos o beijo para recuperar o fôlego e ele tinha um sorriso lindo no rosto ao encarar meus olhos. Ele carinhosamente arrastou sua mão em minha coxa apertando-a e tirando o vestido que eu vestia, ergui meus braços para cima para facilitar sua ação.
_ Você é linda. – Ele disse me observando e grudou nossos lábios novamente.
Desgrudei meus lábios do seu novamente e ele fez um biquinho de protesto e ri levemente em sua pele. O empurrei um pouco para trás e fui desabotoando sua camisa, ele observava com atenção cada movimento em que eu fazia e seus olhos pareciam queimar como brasa, ao me livrar de sua camisa fui traçando beijos por todo seu peitoral.
Meu beijos chegaram até o cós de sua calça que fui desabotoando e abrindo o zíper que tinha ali, olhei para cima e encontrei os seus olhos e droga eu havia corado novamente, ele sorriu e me puxou girando nossos corpos. Ele estava encaixado em minhas pernas, me beijando intensamente parando somente quando não tínhamos mais ar.
Dylan colocou uma de suas mãos na cama ao lado da minha cabeça, e levantou seu tronco, desgrudando seu peito do meu. Seus olhos pareciam analisar cada centímetro à sua frente, descendo do meu rosto para o meu colo, parando em meus seios coberto pelo fino sutiã. Fechei meus olhos e tinha certeza que eu estava muito vermelha nesse momento, ouvi sua risada e então sorri involuntariamente. Com os olhos fechados ainda e ofegante, pude sentir ele voltando a beijar-me lentamente meus pescoço e descendo devagar.
Ele beijou meu ombro e delicadamente foi tirando as alças do meu sutiã até por fim o arrancando. Corei ao ver que ele me analisava e ele sorriu ao perceber, ele carinhosamente passou a mão em meu rosto e me beijou, descendo o seu beijo até os meus seios e logo em seguida beijando entre eles, o que me fez soltar um suspiro alto. Uma de suas mãos chegou até a lateral do meu seio esquerdo, o que me fez arfar. Todas aquelas pré-eliminares me enlouquecia, eu queria ele imediatamente.
Mordi os lábios e o vi sorrir, ele foi descendo mais seus beijos e o ultimo foi depositado na borda da minha calcinha.
Vi Dylan se levantar um pouco, praticamente ficando de joelho entre as minhas pernas, seus olhos desviaram da minha calcinha e subiram para os meus olhos, sua respiração estava tão irregular quanto a minha, seus olhos tinham um brilho diferente. Sem tirar os olhos dos meus ele segurou a minha calcinha, uma de cada lado do meu corpo e começo a abaixar, retirando a única peça de roupa que eu tinha. Ele passou uma parte por uma de minhas pernas e eu ajudei a tirar aquela pequena peça do seu caminho. Com ela totalmente fora do nosso caminho, ele a deixou cair ali mesmo, ele me olhava de cima, tendo a visão do meu corpo totalmente nu sobre aquela cama. Seus olhos pareciam me analisar e ao mesmo tempo memorizar cada pedaço dele.
Sem consegui esperar mais, levantei meu tronco passando minhas mãos pela sua nunca o puxando para baixo para um beijo. Suas mãos pareciam dançar no meu corpo, em um movimento rápido eu me virei ficando novamente por cima dele. Soltei minha boca da sua, passei meus olhos pelo seu corpo parando em sua cueca. Ela era a única peça que ainda restava ali. Então levei as minhas mãos até a barra de sua cueca e o ouvir arfar. Sorri involuntariamente por conta disse e fui aos poucos puxando sua cueca para baixo, pra fora do meu caminho. Logo sua cueca estava no chão e ele estava ali, deitado, de olhos fechados... e nu.
Aquela imagem era mais do que perfeita!
Ele tentava a todo custo regularizar a sua respiração e eu sorri vendo aquela cena. Ele parecia tão nervoso assim como eu estava, de um modo estranho isso me dava segurança e tranquilidade. Dylan toma minha boca novamente para um beijo quente, me virando para baixo do seu corpo novamente. Ele passou a mão pelo meu rosto, em seguida se afastou agora me olhando. Ele me olhava atentamente, enquanto se arrumava no meio de minhas pernas.
Ele abriu um meio sorriso, beijando minha nuca carinhosamente e logo em seguido foi entrando, com calma, carinho. Soltei um gemido assim que senti seu membro todo dentro de mim, fechei meus olhos e senti logo em seguida seus dedos alisarem a minha bochecha novamente.
Abri meus olhos novamente e encarei seus olhos nos meus e vi um Dylan carinhoso como nunca imaginei.
***
Chegamos juntos ao clímax, senti meu corpo amolecer em seus braços. Dylan me segurou com força mantendo seu corpo ainda bem junto ao meu. O sentir beijar suavemente a minha nuca, me causando uma onda de arrepios. Respirei fundo tentando recuperar o fôlego e abri um sorriso, mal acreditando no que tinha acabado de acontecer.
_ Não acredito que a gente não fez isso na lua de mel – Ele disse suspirando e depois riu.
_ O que o aconteceu aqui? Me explica – Disse me aninhando mais em seu peito enquanto ele acariciava minhas costas nuas.
_ Aconteceu o que queríamos fazer. Eu disse para nunca dizer nunca, Bianca Sherman – Ele disse se aproximando de minha boca.
_ Ainda continua sendo apenas um acordo, Dylan Sherman – Disse unindo nossos lábios. — Não se apaixone por mim – Disse rindo
_ Pois eu acho que é você que esta se apaixonando por mim. – ele disse depositando um beijo em meu pescoço.
_ Eu me apaixonando por um cara como você ? – Disse rindo – Improvável.
_ Eu poso fazer você confessar. – Ele disse me beijando.
_ Não vai ser um sexo casual que vai me fazer desistir de um divorcio e muito menos me apaixonar . Agora você... – Eu disse rindo.
_ Querida, eu sou o rei do sexo casual. Se apaixonar esta fora de cogitação – Ele disse me fazendo gargalhar
_ Eu poderia passar o resto do dia aqui ao seu lado.. – Ele disse me beijando várias vezes.
_ Mas? – Perguntei rindo
_ Mas eu to morrendo de fome. Quer me ajudar a preparar algo ? – ele disse levantando da cama vestindo uma cueca box preta.
Tão gostoso!
...
_ Mais uma novidade, a patricinha sabe cozinhar. – Ele disse colocando um pedaço de bolo na boca – E bem. – Ele disse rindo
_ Eu sou especialistas em bolo de chocolate- Disse acompanhando ele na risada- E droga você ta me fazendo sair da dieta, Roberta vai me matar.
_ Dieta ? Você ta é maluca, linda desse jeito nem precisa de nada. – Ele disse abraçando por trás, enquanto eu mexia a panela de brigadeiro. Acho que poderia me acostumar com esse Dylan gentil, mas é claro que isso não se tornaria rotina, afinal Dylan ainda era Dylan .
_ Eu sou modelo esqueceu? Preciso seguir uma droga de uma dieta. – tentava explicar, mas ele pegou uma colher de brigadeiro e melou minha boca e depois a beijou lambendo todo o brigadeiro.
_Segundo round? – Ele perguntou com cara de safado.
_ Segundo round! – Confirmei subindo em seu colo e engatando as minhas pernas em seu quadril, e assim ele me levou ao quarto. Ah não me levem a mal, mas Dylan poderia ser o cara mais irritante e idiota do mundo, mas uma coisa ele tinha razão, ele era o rei do sexo casual, se é que vocês me entendem...
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