Notas iniciais
Oi gente,,, Estou aqui de novo com um capitulo tentando me redimir pelos dias sem postar nada kkk Esse capitulo é narrado pelo Dylan, espero que gostem. Ah.. Obrigada por todos que vem comentando, favoritando e recomendando, são mais de 100 leitores da fic e vcs não sabem o quanto fico feliz de saber que estão gostando da historia;

Narração Dylan

A vida é feita de momentos, e cada momento tem sua razão de existência escolhida pelo tempo ou como alguns acreditam pelo destino. Momentos são determinados pelo tempo em que podem acontecer, segundos ou até horas, mas isso não importa o que importa é o que eles causam na gente. E o destino, ele é totalmente mutável por nossas atitudes, tudo pode mudar a qualquer instante, então eu prefiro acreditar que momentos existem por causa das escolhas que fazemos. Em um momento, você está bêbado e alegre com sua nova amiga, em outro você está com o carro amassado e o corpo ensanguentado. Momentos... São passageiros, mas importantes.

10 horas antes:

Desabotoava todo o macacão e me livrava dos equipamentos de paraquedismo, enquanto Daniel ainda estava pálido em minha frente tentando encontrar o seu fôlego perdido durante a sensação de queda livre de 3000 metros.

_ E aí não foi demais? Não é uma das melhores sensações do mundo?

_ Você ta louco. – Daniel disse levantando do chão ainda com cara de susto retirando o seu macacão – Eu tive segundos de sensação de esta caindo em direção à morte, antes de implorar para que ele abrisse logo aquele paraquedas.

_ Isso é a queda livre a 200 km/h, pensei que superaria seu medo de altura depois dessa sensação de estar voando. – Falei rindo.

_ De está caindo.. Isso o que você quis dizer. – Daniel dizia de forma exaltada e eu não conseguia não rir dele.

_ Você fez salto duplo, da próxima você tem que pular sozinho que nem eu. – Falei o provocando.

_ Ah não vai ter próxima. Eu já paguei a minha divida com você e fim. – Ele disse pegando uma garrafa de Rum e despejando em dois copos e me entregando um deles.

_ Aviação, voos, paraquedas .. Enfim todo esse lance de céu e altura é só com você e o comandante Tom. – Daniel disse erguendo seu copo pra mim.

_ Um brinde a Tom!! – Falei erguendo meu copo e me lembrando, saudosamente, do meu melhor professor, vizinho e amigo.

_ Ele adorava qualquer bebida com um bom teor alcoólico. –Daniel disse rindo – Mas Rum era de longe a sua preferida.

_ Isso é verdade. – Falei virando o copo em um só gole assim como Daniel – Ele sabia e nos apresentou tudo sobre bebidas e aviões.

_ Eu fiquei exper. nas bebidas e você nos aviões. Como vemos, o velho se foi, mas herdamos dele as ótimas características.

_ Nem acredito que já faz três anos que ele morreu. Parece que foi ontem que ele estava aqui.

_ Ele deixa saudades. –Daniel disse apertando meu ombro e depois nos serviu mais Rum.

...

_Você está meio distraído hoje, sei que hoje é um dia saudoso, mas não está assim por causa do Comandante Tom, tem algo a mais? – Daniel perguntou insistente, enquanto eu guardava alguns equipamentos no porta mala do carro.

_Eu saí de fininho. – Falei parando o que fazia e levando as mãos até a nuca e puxando alguns fios de cabelos.

_Como assim saiu de fininho? – Daniel perguntou rindo.

_ Ontem, eu e Bianca ontem fizemos um sexo incrível, mas de madrugada enquanto ela dormia eu saí de fininho. – Falei bufando e me encostando na lateral do carro ao lado de Daniel e roubando a garrafa de Rum de suas mãos.

_ E por que você fez isso? – Daniel me olhou confuso e chocado – Tipo, ela não é a sua namorada que acabou de te dizer “te amo” pela primeira vez no meio do sexo, então o que houve?

_ Sei lá, estávamos na casa da família dela, o quarto da mãe e do irmão dela ficam no mesmo corredor e...

_ E não foi isso que fez você sair de fininho, já que você fez um sexo incrível antes lá, o que houve?

_ Eu fiquei apavorado, estávamos indo com calma na reconciliação, aí de repente Bianca fala que nunca esteve tão feliz por eu ser o esposo dela e o pai do filho dela.

_ Que droga ta querendo me dizer? Eu não to entendendo nada. – Daniel disse pegando a garrafa da minha mão e a bebendo.

_Eu vou ser pai, Bianca e esse bebê são tudo o que mais me importa, mas eu vou ser pai e sou o marido dela e.... Eu vou ser pai! – Falei apavorado e aflito.

_ Está apavorado porque vai ser pai? – Daniel perguntou agora se colocando em minha frente e me fitando.

_ Olha eu já soube que iria ser pai antes, mas foi diferente, eu ainda era um pessoa sensata na época na medida do possível, mas agora...E se eu fazer alguma coisa errada, porque tipo eu sou muito bom em fazer coisa errada e magoar as pessoas, eu já errei muito com a Bia e ela me perdoou, mas eu não posso errar com esse bebê.

_ Estou tendo quase que um flashback, lembra de quando você descobriu que estava apaixonado por Bianca? – Daniel disse me olhando sugestivo e eu afirmei balançando a cabeça positivamente – Isso é bem parecido, você estava com medo de magoá-la ou prendê-la naquele acordo, e agora você está apavorado porque vai ser pai.

_ Eu não sou bom nisso, tipo eu sempre fui um filho ruim, pergunta pro meu pai ele tem um currículo enorme meu provando isso, por que eu seria um bom pai? Eu não consigo. – Falei nervoso arrastando as minhas mãos soadas na calça jeans.

_ Você estava apavorado naquele tempo, mas conseguiu hoje você esta com a Bia e ela esta feliz, ela mesmo disse isso pra você. – Daniel disse otimista.

_ Enquanto Bianca e eu estávamos separados, eu fiz corridas ilegais, me envolvi em uma briga de bar, entrei em coma alcoólico e... Eu não sou um bom pai ao filho dela.

_ Cara, esse foi você querendo se afastar de seus problemas e mágoas. Mas um filho vai te mudar e isso vai ser bom, você vai ser um bom pai, confia em mim. – Daniel disse segurando o meu rosto e dando leve batidas nele.

_ Eu preciso beber, o Rum acabou. Vou procurar um bar mais próximo. – Disse fechando o porta mala do carro e Daniel me olhou reprovador.

_ Você devia ir ver Bianca e talvez explicar a ela porque saiu de fininho.

_ Eu iria te fazer um convite pra se juntar a mim. Mas pelo visto hoje você resolveu bancar o certinho e o otimista.

_Eu tenho boas expectativas pra você, assim como Tom tinha. – Ouvia Daniel falar e eu abria a porta do carro pronto pra entrar.

_ Faz três anos que ele não está aqui com as expectativas dele, então não me amole. – disse entrando no carro e dando a partida.

...

7 horas antes:

Entrei em um bar que nunca tinha entrado, mas já ouvi falar dele por Bianca, era o bar mais próximo que encontrei, e se tivesse uísque pra mim já era o suficiente.

_ Uísque, por favor. – Falei me sentando no balcão e a garçonete despejava em um copo a dose. – Eu fico com a garrafa. – Falei e ela assentiu.

A garçonete logo rodeou o balcão e foi em direção a uma das mesas no centro do bar, me deixando ali sozinho. Peguei mais alguns copos que tinha sobre o balcão e fui enchendo-os de uísque.

_ Enchendo a cara às 10 horas da manhã? – Ouvi a voz família e irritante, nem precisei virar para saber que era a Barbie do capiroto sentando ao meu lado – Qual é o problema?

_ Nesse exato momento, você. – Disse dando um sorriso forçado a ela que revirou os olhos.

_Sério. Por que está aqui no bar de Gabriel? – Ela perguntou colocando sua bolsa ao lado do balcão e se acomodando melhor na cadeira.

_ Esse bar é do delegado intrometido? – Perguntei bufando, peguei mais um copo o enchendo-o.

_ Pra que tantos copos? Qual o problema? – Ela me olhou séria.

_ Cada copo é um motivo de eu está aqui enchendo a cara... – Disse bebendo o primeiro em um só gole e a loirinha me olhou surpresa.

_ O primeiro é pela ironia infindável do destino por eu vim beber no bar do delegado que dá em cima da minha esposa. – Disse e Caroline riu.

_ O segundo é porque Bianca não decide se nos reconciliamos para eu ser o namorado ou marido dela. – Disse descendo mais uma dose em um só gole.

_ O terceiro é porque ela está feliz porque eu vou ser o pai do filho dela, e eu nem sei ser pai. – Falei bebendo mais um e Caroline já me olhava um pouco confusa ou com medo.

_ Quarto: Estou apavorado justamente por ser pai. – Falei bebendo mais um.

_Quinto: hoje faz três que Tom morreu e o velho ainda tem expectativas sobre mim.

_ Sexto: Daniel adora me lembrar dessas expectativas.

_ Sétimo: Daniel não veio beber comigo, porque resolveu bancar o responsável hoje.

_ Oitavo: Estou tendo sua companhia em um bar e abrindo minhas emoções para você.

_ Nono: hoje é segunda feira, eu odeio segunda feiras.

_ Décimo... – Fiz uma pausa com o copo na mãe fiquei olhando para o teto tentando me lembrar — Eu coloquei um copo a mais, mas dane-se eu vou beber assim mesmo. – Disse fazendo uma careta a sentir o gosto amargo invadindo meu paladar e minha garganta arder com toda a quantidade de uísque que descia.

Acho que depois de dez doses ingeridas seguidamente, eu não estava muito sóbrio, mas eu observava Caroline atentamente esperando sua reação. E ela pegou a garrafa enchendo alguns copos, me surpreendendo.

_ Eu também vim encher a cara às 10 horas da manhã porque eu também tenho problemas. – Ela disse e enruguei a testa por alguns segundos, mas depois a olhei atento sorrindo dela.

_ Primeiro: Daniel. – Ela disse engolindo a primeira dose.

_ Segundo: Marcelo. — Ela bebeu e ela era resistente e tão boa quanto eu nesse perito de encher a cara.

_ Terceiro: Bianca não ouve meus dramas, porque está ocupada demais tentando descobrir porque você saiu de fininho depois de um “ sexo incrível”.

Engoli um seco e a loirinha revirou os olhos bebendo mais uma dose.

_ Quarto: Minha mãe está com câncer, ela está morrendo. – Ela bebeu sua dose e fiquei boquiaberto e sem reação.

_ Quinto: Você é a primeira pessoa com quem falo disso, mas isso está acontecendo a meses, e não entendo porque falei isso justamente pra você. – Ela iria beber sua dose, então a tirei da sua mão o copo e a abracei e ela começou a chorar impulsivamente, ela estava frágil e me abraçava forte, ela me parecia perdida e sem direção, e eu sabia como ela estava porque eu já tinha ficado assim, Tom morreu de câncer nos pulmões sua morte foi gradual e o sofrimento foi terrível para a família e os amigos.

...

_Pare de me olhar assim. – Caroline disse irritada e pigarreei sem graça — Olha está tudo bem, não precisa ficar com pena.

_ Não estou com pena, estou preocupado. Você escondendo isso o tempo todo de nós, de sua melhor amiga enquanto nos ajudavas com dramas quase fúteis em comparação ao seu problema.

_ Minha mãe está reagindo bem a quimo, só hoje ela passou mal, fiquei desesperada e então precisava compartilhar isso alguém e beber algo alcoólico.

_ E agora, como ela está?

_ O médico contornou a situação, tudo vai indo bem na medida do possível. – Ela disse bebericando sua cerveja.

_ Não devíamos estar misturando uísque com cerveja, ainda nem é meio dia. – disse a fazendo rir.

_ Por que acha que não vai ser um bom pai? – Caroline me perguntou direta.

_ Eu não sou uma pessoa muito responsável, Caroline. Olha pra mim, estou enchendo a cara na segunda de manhã, enquanto deveria ir a minha empresa e acabar com essas minhas férias que inventei por causa de um término que me fez aprontar várias coisas, porque eu não tenho um bom controle emocional.

_Ninguém tem um bom controle emocional. Cada um tem um jeito de tentar controlar o emocional, e na maioria das vezes essas tentativas são terríveis.

_ Eu nunca tive um bom exemplo de pai em casa, eu namorei com minha irmã bastarda no nariz do meu pai e ele nem me contou isso.

_ Você não ter tido um bom pai, não significa que não será um pai melhor. Eu aposto todas as minhas fixas que será um pai ótimo.

_ Eu gosto disso em você. – Falei e a Barbie ergueu as sobrancelhas confusas.

_ O quê?

_ O jeito que fala, faz mesmo a gente acreditar que tudo é possível. Eu gosto disso.

_ Ta me chamando de uma pessoa confiante. Talvez precisamos beber mais, porque estamos nos elogiando isso não é normal em nossa relação.

Bebemos mais um drinque e a loirinha gargalhou:

_ Você é um babaca! – Ela falou alto e firme.

_ Ei!! – Falei em protesto.

_ Desculpa, estava só testando minha sanidade.

Revirei os olhos e olhei a loirinha em minha frente mais uma vez reprimindo um sorriso:

_ Você é irritante, chata e totalmente diabólica quando quer. – Falei a fazendo gargalhar.

_ Ótimo! Você também está sã. – Ela disse me fazendo rir.

2 horas antes:

Algumas horas passaram, Caroline e eu almoçamos no bar, quer dizer, tivemos uma refeição da qual era a mais próxima que eles tinham de um almoço que eram sanduiches, que por incrível que pareçam eram ótimos. Depois jogamos bilhar, e de varias partidas ganhas a Barbie me fez virar vários copos de vodka, resultado estávamos bêbados.

_Já são 16 horas, não acredito que passamos quase a metade do dia aqui nesse bar enchendo a cara. – Caroline disse rindo descontroladamente, ela ficava vermelha assim.

_Eu estou de férias, então sem problemas. – Disse jogando dardos em um mural na parede.

_Eu tenho dois trabalhos da faculdade, tinha uma reunião na ONG e tenho várias ligações perdidas no meu celular. – A loirinha disse mexendo no aparelho.

_ Meu celular descarregou isso me poupa de ver as ligações perdidas de Daniel e Bianca. – Falei acertando bem no meio do alvo.

_ isso está sendo legal, não pensei que pudéssemos conviver em harmonia por tanto tempo.

_Bianca me disse uma vez que eu estava roubando a melhor amiga dela, imagine se ela souber que você está aqui comigo agora. – Disse rindo.

_ Daniel me falou uma vez que eu e você somos muitos parecidos em alguns aspectos.

_ Eles acham que podemos ser realmente bons amigos? – Perguntei incrédulo. — Isso é estranho, eu não te suporto. – Eu disse me sentando sobre uma mesa e abrindo uma cerveja.

_ Eu te aturo por causa que você é o marido da minha melhor amiga. – Ela disse revirando os olhos.

_ Mas até que você é uma ótima companheira de bar

_ Que droga! – Ela bufou e se sentou ao meu lado na mesa.

_ Nós somos mesmo amigos. – Falamos juntos, eu a olhei surpreso e ela me olhou surpresa, logo gargalhamos.

...

_ O que ta fazendo? – Perguntei ao vê-la tentando chamar um táxi – Eu posso te dar uma carona.

_ Eu dancei em cima de uma mesa e você cantou no karaokê, estamos bêbados. Não pode dirigir.

_ Eu não vou deixar minha Ferrari novinha no estacionamento do bar do senhor Delegado Perfeito, não mesmo. – Disse abrindo a porta do meu carro e a loirinha me olhava na duvida.

_ Não precisa vim se não quiser. Pode pegar o táxi. – Disse entrando.

_ Você esta brincando? – Ela disse correndo e entrando no carro – Eu adoro esse carro, nunca perderia a chance de entrar nesse carro. – Ela disse rindo.

...

Liguei o rádio do carro e começou a tocar Blame de Calvin Harris, Caroline gostava da música e começou a cantar animadamente. Eram 18 horas, o sol já estava se pondo e a cidade já estava começando a ficar iluminada somente pelas luzes dos postes e prédios, o transito estava movimentando, tentava ficar atento, mas soltava risadas da loira bêbada ao meu lado falando de Daniel.

_ Eu estou dando sexo a ele, porque ele quer compromisso sério? – Ela disse me fazendo rir.

_Ele quer ser o seu Ken. – Falei rindo.

_ Essa sua piada foi péssima. – Ela disse batendo em meu ombro e a olhei ficando vermelha de tanto rir, quando olhei de volta ao volante avistei as luzes dos faróis enormes do caminhão iluminando tão forte que meus olhos quase não suportavam.

Virei o volante o máximo que pude para direita, eu poderia ter escolhido virar para esquerda, o carro derraparia, mas talvez por sorte eu conseguisse manter o controle dele na mão vazia e sem movimentos, a Ferrari talvez ainda continuasse dirigível na avenida.

Escolhas fazem momentos.

O carro virou para direita e se chocou com o encostamento de concreto e saiu da rota, apertei o freio o máximo que pude, queria poder controlar o carro, mas isso já não era mais possível. O carro capotou duas vezes e senti pedacinhos de vidro encontrar o meu rosto e uma dor forte na perna, os airbag saíram depois de minha cabeça se chocar tão forte com o a janela esquerda do carro e tudo foi ficando tão devagar e embaçado.

_ Dylan... – ouvi Caroline me chamar, o carro estava fora da avenida, eu sabia disso porque eu sentia cheiro de árvores e de gasolina.

Eu poderia ter escolhido ser otimista e responsável, ouvir o meu melhor amigo e não ter ido ao bar encher a cara, mas se eu tivesse feito essa escolha eu não saberia que a melhor amiga da minha esposa também pode ser minha amiga. Eu poderia ter escolhido não ter ingerido 10 copos de uísque em seguida, mas aí Caroline não teria colado a minha atitude e não desabafaria sobre sua mãe, e ela precisava desabafar; então aí nós não teríamos bebido e eu não cantaria no Karaokê, e eu sempre tive o desejo de cantar em um karaokê. Eu poderia ter escolhido ser menos orgulhoso e pegado um táxi, mas aí não teria acontecido o acidente e eu não estaria pensando o quanto momentos são importantes, e o quanto o destino não tem nada a ver com isso, somos nós que fazemos nossa vida.

Eu poderia ter feito várias escolhas que não me levariam a estar com o meu corpo ensanguentado e minha cabeça dolorida, mas aí eu não perceberia o quanto eu quero viver para ver o momento do nascimento do meu filho e o quanto eu estou feliz em ser pai.

_ Dylan, fica acordado. A ambulância já esta chegando. — Ouvia sua voz embargada pelo choro.

_Caroline... –sussurrei tentando respirar e tossia um pouco, e aquilo doía – não foi uma boa escolha dirigir bêbado.

Falei e ouvi sua risada misturada com o choro.

_Não fala nada, vai ficar tudo bem.

_ Eu vou ser pai de um filho de Bianca. – Falei e um sorriso escapou em meu rosto – Isso me soa tão maravilhoso agora. –Disse tossindo um pouco de sangue e Caroline me olhava com seus olhos azuis aflitos, mas tudo foi ficando escuro...

Notas finais
Aguardo vocês nos comentários me xingando kkkkk Não pretendo deixar vocês muito curiosas, vou tentar postar o mais rápido possível o proximo capitulo. Mas até lá vou tentar responder vocês nos comentários. Beijoos