O Acordar Do Faraó
6 Capítulo 6 - Marca Negra
Notas iniciais

Todos os dias eram iguais, eram assim desde alguns meses, acordava para a sua pérfida rotina diária. Tapou o rosto com as duas mãos em sinal de exasperação, sentou-se na borda da cama. Os olhos dourados fitaram o céu escuro e chuvoso, pensou que o clima estava representando o seu humor.
A madeira da porta abriu-se, tirando o jovem do seu pensamento, um dos seus servos, um garoto de cabelos e olhos negros, pele bronzeada, magro e de estatura mediana, não devia ter mais de quatorze anos. O garoto avançou para a beira da cama onde a alteza real permanecia, retirou a túnica simples de escravo que usava e deixou-a cair no chão.
Ficando nu o garoto ajoelhou-se no chão, segurando o membro do mais velho e começando a lamber e sugar, era o garoto da vez, uma seleção de garotos bonitos todas as manhãs passavam pelo quarto de Ramses a fim de satisfaze-lo de qualquer forma.
O jovem príncipe acariciou os cabelos negros e lisos, desejando que fossem castanhos, fechou os olhos visualizando apenas uma pessoa, um rosto. Tentou gemer com essa imagem enquanto outro dava-lhe prazer oral. As cenas obscenas feitas todas as manhãs tinham um objetivo em concreto. Uma provocação. Era a única pessoa em quem não poderia colocar as mãos levianamente, tentaria chamar a sua atenção desse modo.
O garoto que estava engolindo o seu membro parecia receoso, os seus ombros tremiam, ser obrigado a fazer coisas obscenas a troco de comida e dinheiro, não tinha o direito de escolher de fazer ou não fazer, fazia e pronto.
Todos os rapazes vinham da Casa de Anuket, o um dos dois únicos lugares de prostituição, sexo barato e cerveja de Tebas. Tendo mulheres e rapazes belos para os mais seletos clientes, para os mais ricos e nobres é claro. Alguns acabando por ficarem no palácio e servirem Ramses.
Pela segunda vez a porta do quarto real abriu-se, um jovem criado, carregava uma bandeja com o desjejum do príncipe. Aquele servo estava um pouco mais bem vestido e cuidado, a sua túnica de linho branco enfeitada com linhas de ouro nas mangas e bainha, uma faixa de ouro cintava na sua cintura, dois braceletes de ouro adornavam os tornozelos dos pés descalços do mesmo.
A sua pele era de cor estrangeira, branca e fina, rosto oval, nariz pequeno reto e de boa proporção, olhos de cor indefinida mas beirava o esverdeado, sobrancelhas em linhas perfeitas e uma pequena cicatriz antiga atravessava a pálpebra esquerda dando-lhe um ar misterioso. Uns lábios rosados carnudos bem desenhados estavam sempre numa linha fechada e séria, os seus cabelos eram castanhos lisos com franja lateral mesclados nas pontas frontais de vermelho.
A mais leve brisa que tocasse nos fios era o suficiente para eles balançarem de tão finos e macios, Rai era o criado particular do jovem príncipe.
O príncipe não tirou os seus olhos da figura recém-chegada, fez sinal para o garoto parar de o masturbar com a boca. Levantou-se com o seu pênis ereto, pingando sêmen e saliva para o chão, a sua voz era rouca. – Rai.
O servo terminou de colocar a refeição sobre a mesa de vidro implantada no meio do aposento e voltou-se para o seu amo. Os seus olhos não desceram mais do que na altura do peito nu do outro, todos os dias a cena era parecida, igual ou pior que aquela. Rai mantinha a expressão do rosto neutra sem se mostrar incomodado com as ações do seu amo.
Pegou no robe de seda negra e ajudou o seu amo a vesti-lo, apertou o cinto do mesmo sendo que o tecido não disfarçava em nada o volume colossal ali presente no meio das pernas dele.
Ramses sentou-se numa das almofadas do chão e começou a comer vagarosamente, sempre com os olhos dourados vidrados naquela pessoa, que entretanto tinha ido preparar o seu banho. Nesse meio tempo o garoto prostituto tinha-se retirado do quarto silenciosamente.
Rai retornou para o aposento principal em silêncio, na verdade muito pouco ou nada o servo falava com o príncipe e fazia meses que chegara ao palácio em busca de trabalho e sustento. Sendo designado servo particular de Ramses quando esse o viu servir num dos muitos banquetes dados no palácio.
Sem poder ir embora a menos que o seu amo ordenasse a tal colocou-se silenciosamente no lado esquerdo dele com o olhar virado para o chão. – Faz-me companhia. – Ramses ofereceu um lugar perto de si.
– Obrigado mas… — Rai mostrou-se um pouco confuso com a intimidade porém a sua palavra foi cortada pela do príncipe vendo que ele ia recusar. O rosto moreno fechou-se numa expressão zangada. – Eu não pedi, ordenei.
– Sim, alteza. – O garoto ajoelhou-se ao lado do outro e tirou uma única uva, mordendo-a devagar. Ramses abriu um sorriso encantador que fez o servo desviar o olhar quando percebeu que estava encarando o príncipe. Por fim foi obrigado a comer mais do que podia.
Rai não pôde levantar-se até que o seu amo ficasse satisfeito com a quantidade de comida que ele comesse. Foi dispensado quando o príncipe foi para o banho sozinho. Rai fez uma reverência e murmurou em respeito. – Alteza.
Na dependência da piscina Ramses mergulhou até a que a água o cobrisse até à cabeça, ficando assim por momentos. Com a estação das chuvas não podia ir nadar no Nilo, como adorava fazer diariamente.
Gastar todas as energias do seu corpo nadando no extenso rio, que o levava para longe. Longe do palácio, longe da tormenta pessoal pelo qual passava havia tempos. Ficou por ali isolado na água de tudo por um bom tempo.
O servo sentiu as suas pernas bambas, escondeu-se num cubículo formando um beco entre um corredor e outro. Estribou-se na parede fria, a sua mão elevou-se até á altura do peito e apertou o tecido da túnica, até ficar os nós dos dedos ficarem brancos pela força exercida. Apertava o lado do coração.
Sentiu um calor fuzilante brotando dali, sentiu dor, a sua respiração estava alterada, os seus lábios estavam formados num esgar.
Para Rai aquela era a sua rotina, uma dor e raiva diária acompanhava o jovem servo desde que começara a servir o príncipe, abominava a indecência dele, odiava o seu sorriso, voz, olhos de ouro, corpo bem feito até o seu bonito cabelo negro e ondulado era alvo da sua raiva.
Acordado do seu transe por vozes próximas, Rai fechou os olhos e voltou a abri-los, desprender o tecido dos seus dedos e voltou a colocar no seu rosto a típica expressão neutra. Saiu do refúgio do beco, havia muito trabalho a fazer e servir o príncipe depravado era um deles.
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Rouge já estava desesperando-se, quando chegaram mais baús de joias e ouro, enormes arranjos florais com flores mais exóticas e exuberantes que já tinha visto. Inquiriu-se, imaginando que alguma dessas espécies não existiam mais no século XXI.
Fazia dias que os criados traziam esses presentes de Khan, nesse dia trouxeram também um Sphynx bebé, o famoso gato careca egípcio. A sua pele era cor-de-rosa e os olhos azuis, devia ter uns dois meses de nascido, o bichinho miava e era desajeitado a andar quando colocado no chão.
O ruivo pegou no gatinho e viu que era um macho, o corpo dele era coberto por uma finíssima pelagem quase invisível ao olhos, apenas quem toca naquela pele sabe a maciez que é tocar no gato carequinha, junto com o gato veio uma almofada quadrada e grande de seda vermelha com várias franjas douradas pendiam nas laterais. Uma coleira grossa em espécie de colar estava deitada sobre a almofada.
Rouge desesperou-se mais, pois tinha pedido várias vezes a Sahib para informar o Faraó que não precisava daquele exagero, parecia que Khan não fazia caso dele. Fazia dias que não se viam, o que já era hábito o ruivo ficar sem ver o rei, naquela manhã foi a gota de água, resolveu aventurar-se no palácio e procurar o rei e dizer-lhe diretamente para parar.
Levou o gatinho nos seus braços porque não queria deixa-lo sozinho, era tão cheio de rugas fofas e suaves que toca-lo era como uma terapia para o stress, precisava arranjar-lhe um nome.
Ele saiu feito uma rajada de vento, com os tecidos da sua roupa e adereços acompanhando os seus passos, a sua roupa era o cumulo do luxo. Uma túnica-bata fluida dourada-escura com decote em formato quadrado de mangas curtas, decoradas com pedras preciosas nos sítios estratégicos na bainha, mangas e decote. Um cordão vermelho enrolado em espiral pendia na sua cintura ficando com as pontas balançando até a meio das coxas, sandálias douradas, joias nos braços completavam o figurino.
As costureiras mandaram-lhe aquela roupa com a desculpa que o céu estava triste e escuro demais, assim ele poderia alegrar e virar a luz do palácio.
Já passaram dois meses de chuvas perfazendo um total de quatro meses desde que Rouge Klein fora parar ali. O seu cabelo crescera um pouco mais, ele tinha que prender a franja que insistentemente caia nos seus olhos, prendia-a com os adereços preciosos de cabelo no alto da cabeça e o resto estava preso num apanhado lateral com as mechas caindo no seu ombro.
Ele próprio cortaria a sua franja mas não existiam tesouras ou qualquer outro objeto cortante à sua mão, e estava certo se tocasse no seu cabelo estaria a cometer um crime. Parecia que Khan adorava as mechas vermelhas pela quantidade de vezes que o ele tocava e acariciava os fios.
Com a pouca informação que fora conhecendo depois de meses ali, Rouge tinha uma pequena noção por onde deveria começar e pelas horas que eram, iria ver na sala oficial primeiro, depois não fazia a mínima ideia porque com a grossa chuva era impossível o rei estar nos jardins e nas dependências do exterior.
Ou no pior dos casos Khan devia estar no Harém. Mais uma vez Salduja apareceu em auxílio ao ruivo perdido, depois de tantas vezes esbarrando no sacerdote, Rouge agora conseguia sorrir e relaxar mais perante o imponente homem de olhos alaranjados. – Bom dia Rouge, outro presente do Faraó?
Saludja cumprimentou-o divertido, ao olhar para o pequeno gato nos braços dele. Sabia muito bem dos planos do rei, os presentes era uma tentativa de fazer o ruivo de sucumbir ao romance que Khan estava esforçado a criar. Pela cara de Rouge parecia que o amigo estava a exagerar.
– Sim, quero agradecer pessoalmente todos os presentes, sabe onde ele está? – Rouge acentuou o ‘agradecer’ com um sorriso nada amigável.
– Khan está nos estábulos visitando o seu cavalo, faz tempos que ele não se exercita. Eu peço a alguém para o levar até lá, infelizmente não o poderei acompanhar. – Saludja pediu a um dos seus ajudantes para levar a Joia do rei até ele.
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O céu da manhã estava deveras com um aspeto monstruoso, trovões e relâmpagos desciam do céu negro até ao chão areado. Os cavalos nos estábulos estavam perturbados e ansiosos assustando-se facilmente com o som. Menthu, o garanhão negro do Faraó era o que mantinha-se calmo, afinal ele era o macho dominante ali, tinha que transmitir calma para os outros cavalos sentirem-se seguros e assim perpetuar o seu domínio.
Khan escovava a crina lisa de Menthu, vários garotos cuidavam dos estábulos e dos cavalos, nesse momento estavam a dar guloseimas a eles, frutas doces e sumarentas. Acabando de escovar o seu cavalo o rei deu-lhe as frutas também enquanto um rapaz das cavalariças enchia o bebedouro do animal com água fresca.
Num espaço reservado localizado numa área conjunta aos estábulos, um altar em ouro era a peça central do sítio, um grande falcão de pelagem negra com as penas da barriga brancas dormia com a sua cabeça em baixo da asa. Asas que quando se abriam chegavam a medir um metro de diâmetro.
O falcão foi o primeiro grande animal a ser venerado no grande Egipto passando a ser considerado uma divindade, ele representava Hórus, o Deus dos céus, protetor do Faraó reinante. A ave pairava acima de todo o país e de seus habitantes, era o símbolo natural do rei que reinava sobre todo o Egito.
A sua visão é tão poderosa que é ele o único animal a poder fixar o Sol, é por excelência, o animal do deus do sol nascente e dos céus.
Esse deus foi pessoalmente identificado como o rei, talvez porque aquela ave podia voar através dos céus a grandes alturas e vigiar o império. Todo o Faraó, ao reinar, usava o nome de Hórus como o primeiro dos seus títulos e seu trono era o Trono de Hórus. O falcão celeste, cujos olhos representavam o Sol e a Lua.
O animal abriu os negros e brilhantes olhos como obsidianas quando Khan entrou no seu ninho. O rei afagou as penas da sua cabeça e ofereceu um dos nacos de carne crua que trazia na mão, a ave bicou os nacos de carne engolindo-os inteiros piando satisfeito no fim. Aceitou os afagos dados pelo seu dono, os olhos negros encaravam os olhos solares do Faraó.
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Quase desistindo da sua busca pelo rei devido aos corredores labirínticos, subir e descer escadas, Rouge estava quase pedindo auxilio ao servo do sacerdote para o arrastar consigo. O gatinho dormia nos seus braços com mordomia, finalmente o som dos relinchos dos cavalos misturados com os trovões chegaram a audição do ruivo.
O simpático senhor apontou os estábulos, fez uma reverência e Rouge agradeceu pela sua ajuda. – Shukran.
Passou tanto tempo andando que a fúria dele já se acalmara um pouco, suspirou e entrou no grande compartimento dos estábulos. Os poucos rapazes das cavalariças surpreenderam-se ao vê-lo ali, ficando sem jeito por ver a pessoa exuberantemente linda que todos falavam.
Se eles estavam sem jeito pior estava Rouge, que não se habituava aos olhares lascivos, respirou fundo e perguntou ao garoto mais próximo se o Faraó estava ali. Um rapaz moreno indicou-lhe onde ele estava.
Com pezinhos de lã Rouge passou a arcada divisória dos estábulos para um pequena saleta com paredes forradas a dourado, devia ser ouro, e chão marmoreado branquíssimo e reluzente. O falcão sentiu a presença do estranho e girou a sua cabeça para a entrada do seu pequeno templo, a ave sagrada piou. Khan girou nos seus calcanhares para ver a mais tentadora visão, a sua Joia vermelha procurando por ele. O rei achava que em cada vez que via o ruivo a beleza dele crescia mais e mais aos seus olhos.
Rouge contemplou Khan, a sua fisionomia era soberba, o seu corpo estava coberto por uma túnica branca de linho, ficando justa nos músculos do peito e nas coxas grossas, um cinto dourado estava enrolado na sua cintura, os seus longos cabelos estavam amarrados despojadamente na lateral, como os seus, colares de ouro e contas coloridas estavam caídos no pescoço, braceletes de ouros decoravam os pulsos e tornozelos, o rei estava descalço, sinal de humildade.
Mais uma vez a ave piou fixando o olhar no pequeno gatinho que Rouge trazia no colo, ele apercebeu-se que o falcão estava vendo o gato como um pedaço de carne. Protetor dos indefesos, o ruivo não mediu a sua atitude. – Afasta essa coisa.
O Faraó sorriu e voltou a colocar delicadamente a ave no seu poleiro, que entretanto tinha subido para o braço dele. – Essa afronta custaria a tua língua cortada, no mínimo.
Khan encurtou a distância entre ele com apenas dois passos, a mão pesada não perdeu tempo a entrar em contato com a pele pálida, os seus dedos correram na bochecha dele. – Tratar a ave real sagrada de maneira desrespeitosa é ofender o Faraó, minha bela Joia. – O tom do moreno era baixo, grave como um ronronar de um leopardo.
Rouge mordeu o lábio e olhou desafiante para o rei. – Cuidar e proteger os mais fracos é o dever do rei, não devia ficar ofendido por pouco.
Outra mão pousou no quadril delgado e apertou-o, trazendo o corpo magro para mais perto do musculado, a tensão entre os corpos só aumentava. – Verdade, coloca a língua para fora.
Rouge franziu a sua testa com suspeita pelo pedido, resolvendo não pisar mais o risco colocou só a pontinha da língua rosa à mostra. A mão morena segurou o queixo fazendo elevar o rosto do ruivo, a boca do rei ficou mais próxima, mordiscou a ponta da língua rosada, mordeu de leve mas firmemente.
Na estupefação os lábios carnudos entreabriram-se dando passagem para a língua volátil de Khan violar e apoderar-se da sua boca, num beijo necessitado, a mão máscula do seu quadril ficou mais ousada e apertou a sua nádega cobrindo-a.
As fracas defesas de Rouge ruíram no primeiro toque do rei sobre a sua pele, a avidez das línguas lambendo-se era crescente, contudo um pequeno miado intrometeu-se, o gatinho remexeu-se nas mãos do ruivo o fez acordar para a realidade. Com uma mão posta no peito musculado, Rouge tentou empurra-lo, quando conseguiu a sua respiração estava descontrolada.
– Talvez eu devesse deixar o Falcão come-lo. – Khan não ficou satisfeito pela interrupção, os olhos dourados olharam para o pequeno animal pelado que tremelicava nos braços do ruivo, ele miou novamente chorando.
Khan mandara vir aquele exemplar da espécie Sphynx de puro-sangue de um dos nobres do baixo Egito. Quando soube que uma ninhada pura havia nascido. O rei procurava qualquer tesouro que fosse digno de ser oferecido ao seu amante. Era raro a espécie de gatos adorada pela Deusa Bastet permanecesse pura naqueles dias, como seres livres e graciosos eles acasalavam sem importarem-se com o cruzamento de espécies.
– Isso é cruel. – Rouge fez uma careta.
– Cruel é interromper o rei enquanto ele degusta a sua melhor fruta. – Inclinou-se tocando com os seus lábios no pescoço exposto do ruivo. Khan retirou o gato bebé das mãos dele com uma mão, com o braço livre enlaçou a cintura delgada e o fez retroceder até a um das cocheiras vazias dos estábulos. Quando o corpo do ruivo tocou no feno limpo, Khan ficou por cima dele, colocou o gatinho no chão forrado com o feno.
O corpo grande do Faraó deitou-se em cima do delicado ruivo, arrebatando os lábios dele com sofreguidão puxando com posse a língua adocicada para dentro da sua boca. Acomodou-se melhor levantando uma coxa cilíndrica apertando-a afincadamente com a mão experiente.
O cenário rústico, o cheiro do feno, os relinchos dos cavalos, o som da chuva e mais Khan investindo luxuriosamente contra si Rouge estava incapacitado de reagir contra ou sequer raciocinar, ele encontrava-se num típico cenário campestre onde a garota perde a virgindade com o moço musculado dos estábulos, durante umas férias de verão.
O seu corpo já não lhe obedecia, cada vez mais reagindo à mestria dos toques sedutores do Faraó. Devolvia com ardor os beijos, acariciando o pescoço robusto do moreno, a sua excitação estava despertando pelos roçares da pélvis com o avantajado membro real já duro como pedra.
No meio da animação um pigarrear alto interrompeu a cena dos amantes. – Irmão, a sua Joia devia estar deitado num lençol de seda dourada coberto por joias e não num estábulo cheio de feno. O Faraó Khan baixando a qualidade com os seus amantes, impossível de acreditar. – Ramses zombou da cena, sabia que iria despertar a ira do seu irmão. Qualquer homem que fosse interrompido enquanto ele estava saciando a sua fome animal no mínimo teria a sua cabeça cortada, o príncipe sorriu.
Rouge gelou, e com vergonha tapou o rosto com as mãos, ser apanhado por alguém numa fase dos preliminares era muito mortificante, pelo menos para uma pessoa pudica do século XXI. Já aquele povo respirava erotismo e não ficavam constrangidos por nada.
Um rugido brotou do peito de Khan, sem mexer o corpo virou o rosto para o irmão mais novo, o olhar dourado estava irado e frustrado. – Ramses… O corpo do moreno estava pulsando e o seu sangue galopava nas suas veias, a sua masculinidade pedia por alívio.
– Desculpa irmão, tive que vir inspecionar o barulho estranho que estava assustando os cavalos. – Ramses sorriu sacanamente. Khan inspirou pesadamente e mandou o adolescente intrometido ir embora. – Vai-te embora Ramses. – O príncipe levantou as mãos em sinal de rendição e foi embora sorrindo contente, tinha interrompido a brincadeira do seu irmão mais velho.
Na curta troca de palavras entre os dois Rouge ficou imóvel, achando que assim ficaria invisível. Khan virou-se para encarar o rosto tapado com as mãos, suspirou frustrado. – Rouge. – Chamou-o docemente, porém o ruivo permaneceu imóvel, puxou uma das mãos pequenas com a sua.
A tez do rosto estava encarnada, por dentro o ruivo queimava de vergonha, os seus olhos estavam cerrados, Khan repetiu no mesmo tom doce afagando a lateral do rosto descoberto. – Rouge, estamos sozinhos abre os olhos para mim.
As pálpebras translúcidas impregnadas com cílios negros abriram-se lentamente, as esfera azuis-cristalinas que estavam mais brilhantes pela excitação e adrenalina. Abriu os olhos mas permaneceu calado. Khan depositou um beijo, um simples tocamento de lábios. – Acredito que não vamos continuar não é? – Olhou com esperança tentando não fazer movimentos, por que com toda a certeza seria doloroso, a sua ereção encontrava-se bem viva.
– Não. – A resposta foi mecânica, uma vez com a consciência recuperada Rouge não iria perde-la novamente. – V-vamos conversar. – Falar era um bom escape, quando se falava a mente concentrava-se na conversa e não naquilo, conversar era seguro.
Khan deu mais um beijo nos lábios cheios e depositou outro na testa em sinal de respeito. – Sim, podemos conversar. – Khan podia mexer a boca, podia falar, só não podia sair de cima dele com tanta rapidez. Para um homem adulto conter o seu membro duro e excitado era perturbador, mas ele tinha que fazer esse esforço.
Levantou-se lentamente sendo parado por uma mão no seu ombro. Rouge decidiu que seria bom ele começar a falar, as palavras saíram finas. – Queria agradecer os presentes luxuosos, mas não será mais necessário oferecer-me coisas.
A testa do rei franziu-se um pouco, pensando que ele estivesse insatisfeito com algo. – Não gostaste de alguma coisa? Preferia outras coisas?
– Não, eu só não estou habituado a ter baús recheado de ouro e joias a meus pés, não tem muita utilidade para mim, mas aceito o gato. Obrigado. – Rouge sorriu, realmente as riquezas não tinham utilização para si, e as joias eram tantas que precisaria de viver vinte vidas para conseguir usar todas, mesmo se cobrisse todo o seu corpo com elas.
O rei meditou no pedido do ruivo. – Animais? Hm, que tal um chacal?
– Não! Não preciso de nada! Obrigado, hm, Khan. – Rouge apressou-se a faze-lo descartar essa ideia.
Khan inspirou e expirou vagarosamente, o ruivo estava mais do que adorável e tentador. A maneira como disse o seu nome, foi demais para ele. Abraçou apertadamente o ruivo nos seus braços, fazendo pedaços de feno levitarem no ar. Rouge inspirou o aroma másculo e quente da pele bronzeada.
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Derrotando o terceiro oponente com a sua brilhante habilidade de guerreiro, Ramses partia para o quarto soldado adversário. As lâminas chocavam-se por vezes provocando pequenas faíscas, entretanto algo desviou a atenção do príncipe.
O grupo dos novos soldados recrutados estavam treinando num pátio interior sob a supervisão do General Arkon. Os olhos dourados atingiram uma silhueta conhecida no corredor do outro lado do pátio, o seu servo pessoal estava passando por ali, nas suas mãos trazia uma cânfora de cobre.
Rai parecia que não o tinha visto, nessa distração a lâmina do adversário passou rente ao seu rosto, Ramses recuou e acabou por cair de traseiro no chão. O garoto que segurava a espada adversária que quase tocara no rosto real, ajoelhou-se implorando perdão e misericórdia. A audiência susteve a respiração, Arkon permanecia impenetrável.
Ramses levantou-se e ofereceu a sua mão para o jovem soldado, que não devia ser muito mais velho que ele. – Perdão concedido. – Um sorriso aflorou no rosto do príncipe enquanto ajudava o companheiro de luta a erguer-se. Ramses aprendera e tinha o dom da benevolência ensinado pelo seu irmão, todos os ensinamentos de governante corriam nas veias do príncipe.
A sua personalidade jovem desde cedo mostrava o carácter de ser um forte líder, por isso que nas emergências Ramses tomava assumia o trono. Tebas e o Trono de Hórus nunca ficariam vazios.
Gostava de ser apenas o segundo na sucessão, ele seria o terceiro mas Khan não queria que o seu filho de cinco anos começasse a sentir o peso da coroa quando apenas tinha deixado de usar fraldas de linho havia pouco tempo. Apesar de Ramses ter crescido na rigidez dos governantes ele ainda era um jovem, com dezassete anos recém-feitos, tinha o seu lado rebelde.
Sendo promiscuo, tinha começado a desflorar os servos mais novos do palácio real por volta dos treze anos. Esse comportamento eclipsou-se com a chegada de Rai, o criado que ele não tinha coragem para chegar mais além. Simplesmente não conseguia mudar o olhar frio e impessoal que o lindo Rai dirigia a si.
Deixava que outros o tocassem apenas para Rai ver, e assim despertar algum interesse nele. Parecia que o outro não dava a mínima importância a ele.
No seu trajeto, Rai viu o seu amo numa luta feroz de espadas, quando ele caiu o seu estomago encheu-se de um frio de quem falha um degrau. Então viu ele levantar-se e oferecer a grandiosa e intocável mão real a um pobre soldado sem nome de família importante. Isso fez Rai surpreender-se e esboçar um curvar de lábios como um sorriso. Seguiu o seu caminho antes que alguém percebesse que estava encarando o príncipe.
O príncipe deixou os soldados levarem o seu treinamento a sério retirou-se. Não tinha muito o que fazer por isso os dias eram entediantes, um jovem cheio de vitalidade e energia confinado num palácio onde só via servos, comida, bebida e paredes de mármore era repetitivo e chato.
Os banquetes e divertimentos que frequentemente aconteciam todas as noites eram muito escassos agora, o seu irmão reduzira as futilidades, se houvesse dois por mês era muito. Todavia aturar os nobres gordos e sebosos empurrando as suas filhas para ele, era cansativo demais.
O garoto virou no corredor perto do harém onde Nuri saiu, a tigresa inspirou a sua presença e a sua cauda levantou-se, a grande cabeça felina chocou com as pernas do rapaz ronronado. – Também te sentes solitária garota? – Nuri empinou a região traseira pedindo mais carinho no corpo todo.
– Seduzindo o príncipe? Garota esperta. – A tigresa satisfeita com os carinhos no seu dorso foi embora sem olhar para trás, com o andar elegante e gracioso de um elegante felino.
Ramses teria que falar com Khan para tentar arranjar um parceiro de espécie para Nuri, afinal já tinha cinco anos estava pronta para procriar. Continuou o seu caminho sem ter destino, vários servos andavam pelos corredores fazendo os seus afazeres, todos eles curvavam-se em reverência ao príncipe.
Rai estava ajudando na cozinha, por isso ele não parava, ia buscar canforas com água, legumes, os gansos recém-degolados e os peixes, numa dessas viagens esbarrou no príncipe. Salpicando o sangue dos gansos existente na grande travessa de cerâmica que trazia em mãos na túnica branquíssima do príncipe. – Alteza!
Vendo o garoto tão vermelho como um pimentão, não sabia se era pelo acidente ou pelo esforço físico. Aquilo que ele trazia em mãos parecia excessivamente pesado para ele, fez a intenção de tirar o peso das mãos de Rai. Porém o outro recuou. – Não, não tem que sujar as suas mãos, alteza.
Rai retraiu-se, se alguém o visse assim mais tarde poderia ser repreendido pelo chefe e controlador dos serventes, podendo até ser castigado fisicamente. Ramses sempre se esquecia que com o seu servo tinha que ser tudo na base da autoridade, pedidos não funcionava no seu lindo servo de olhos esverdeados misteriosos.
– Entrega-me isso. – No mesmo instante o príncipe tirou o peso das mãos dele. O rosto do outro mostrava confusão e relutância. – É para a cozinha não é? Deveríamos ir por ali? – Ramses sequer sabia a localização da cozinha, nunca entrou lá, por isso apontou a provável direção em que o garoto ia.
– Não, é por aqui. Nunca entrou na cozinha? – Rai achou hilário que uma pessoa não conhecesse o sítio de onde saia a sua comida, mordomias de nobres. Ramses corou um pouco sentindo-se um pouco idiota, nunca precisou de saber onde ficava a cozinha ou outros sítios que não precisasse de ir.
Quando chegou ali pela primeira vez Rai teve que esforçar-se para decorar todos os caminhos do labirinto de mármore numa semana.
– Não. Mas agora vou entrar, isso vai ser o almoço? – O príncipe tentou manter uma conversa com o seu servo, por mais fútil que fosse qualquer tema seria o ideal. – Sim, quer ser o primeiro a saber qual vai ser a comida de hoje, alteza? – Rai falava mais que o normal, o clima parecia que mudara desde manhã cedo, isso fê-lo retrair um pouco.
– Claro, o que as divinas cozinheiras vão preparar? – Ramses estava hipnotizado pelo modo como os lábios carnudos gesticulavam as palavras, a voz de Rai era calma, suave e baixa. Ra perguntou-se se ele saberia cantar, se cantasse iria adormecer as mais ferozes bestas com a doce voz.
– Carneiro assado com mel e figos, peixe grelhado com alho e azeite, tomate fresco com lentilhas, cebolas, queijo fresco e figos. Por alguma razão o carregamento de figos tem sido maior nos últimos quatro meses. – Falavam enquanto caminhavam, quando deram por eles, a porta da cozinha estava na frente deles.
Os cheiros dos alimentos cozinhando entranham-se nas narinas de quem quer que passasse por ali perto, vozes exaltadas ou risadas das mulheres enchia a cozinha que era do comprimento de dois pátios exteriores.
Rai foi o primeiro a entrar sendo logo abordado por outro ajudante que tinha o dobro do seu tamanho e o triplo da força, vendo que vinha de mãos vazias, rugiu. – Rai, escória inútil onde estão os gansos?
Nesse momento a mão pesada do homem caiu sobre o rosto macio do jovem servo deixando uma marca vermelha. Ramses apareceu ao lado do seu servo e fechou os dedos apertando o pulso do homem, os olhos dourados pulsavam de um brilho perigoso, a voz rouca desprendeu-se num aviso.
– Nunca…mas…nunca…mais…repita…isso. – Os dedos fecharam-se mais em redor do pulso do homem, que tinha os olhos tão esbugalhados parecendo que pudessem cair no chão a qualquer instante. – A-Alteza!
Várias pessoas se juntaram para ver o tumulto, surpresas por verem o jovem príncipe carregando uma bacia com gansos mortos e sujo de sangue, ou ele estar dentro da cozinha. Ramses ignorou todas elas e empurrou a travessa cerâmica para o homem a quem queria cortar a mão. – Aqui os gansos.
Pegou na mão de Rai e arrastou-o consigo, furioso. Já a uma distância considerável da cozinha ele parou e virou-se para o servo, que parecia um gato assustado. Levou uma mão à bochecha inchada e acariciou de leve, nada disse apenas ficou olhando ali com cara carrancuda.
– Alteza? – Rai puxou-o para a realidade, o príncipe estava ofendido por nada, acaso não saberia que os castigos físicos eram frequentes nos mais fracos? Para Rai um tapa não era muito, até era pouco comparado com o inferno que a sua vida se transformara quando tinha oito anos.
Ramsés não respondeu ao chamado, apenas deslizou os seus dedos para o queixo do moreno e levantou-o um pouco fitando melhor o rosto perfeito, os olhos de ouro demoraram mais na cicatriz quase invisível sobre o olho esquerdo.
– Alteza!! – Retirou a mão do rosto dele e voltou a pegar na sua mão, puxando-o de novo atrás de si. – Vamos Rai.
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Rouge seguia tímido ao lado de Khan, saíram do estábulo quando a chuva tornara-se mais grossa, o ruivo carregava o gatinho num braço, a sua outra mão estava entrelaçada com os dedos do rei. O silêncio foi cortado quando Khan falou, algo que Rouge não esperava. – Quero conhecer-te Rouge.
Se Khan queria conquistar o ruivo precisava conhece-lo, saber os seus interesses manter conversas, se bem que para ele saber que entendiam-se bem sexualmente era o básico. Podia ser o básico mas não era tudo, Khan queria preencher-se em todos os sentidos com Rouge.
– Conhecer-me? Do tipo saber como sou? Okay darling, mas fica sabendo que sou a pessoa mais aborrecida que existe. – Rouge tentou disfarçar a tensão com a piadinha básica de primeiro encontro. Ele já não tinha a noção que aquilo era a vida real e não um sonho, que estava tendo uma espécie de relação com um homem carismático e viril e de brinde só era/foi um dos grandes Faraós da maior civilização antiga.
Nem a mais poderosa droga do mundo o levaria a viajar tanto como com as coisas que ele estava a viver ali. – Aborrecido? Que senso de humor. – Khan apertou mais a mão frágil entre os seus dedos, pela primeira vez iria comer junto do seu ruivo.
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As chuvas lavavam as areias e pedras do deserto, num desfiladeiro que cortava um pedaço do deserto ao meio, um habitante de uma das grutas retornava. A sua capa preta brilhava de molhada, na sua mão um falcão moribundo com a sua cabeça pendida. O homem abriu o fecho da sua capa perto do pescoço deixando ela cair no chão.
Caminhou para o altar negro, ajoelhou-se em frente à estatua negra de focinho longo e orelhas pontiagudas, Seth Deus das tempestades e ventos estava bastante favorecido com o clima que se abatia sobre o Egito.
Jafir lançou um pó negro para a bacia de cobre enegrecida, resultando de chamas altas e verdes saindo do recipiente, partiu o pescoço do falcão ainda vivo, a ave deu um último pio antes de ter a sua cabeça dilacerada e separada do corpo.
Atirou os dois pedaços, cabeça e corpo, na bacia. As chamas verdes tornaram-se vermelhas na medida em que consumia o falcão, para finalizar a oferenda cortou o seu braço respingando o seu sangue para dentro da bacia. Depois de consumir o que lhe era oferecido as chamas extinguiram-se, não deixando vestígios ou restos, apenas o cheio a enxofre na caverna.
Falcão vivo era a oferenda predileta de Seth, assim o deus da crueldade poderia sentir que estaria a matar e consumir o seu precioso inimigo, Hórus. O servo de Seth escorou-se na parede de pedra da gruta e deixou a sua mente divagar olhando para o nada.
Tanto Jafir quanto Seth se usavam em proveito e benefícios próprios, na raiva e na sua ceguidade humana Jafir aceitou unir-se ao deus malévolo e conseguir poder negro, vendo uma oportunidade para atacar Hórus através do seu Faraó protegido, compadeceu-se da insignificante vida do ex-sacerdote quase moribundo e perdido no deserto.
Jafir já pouco se lembrava do verdadeiro sentimento pelo qual tudo aquilo começara, agora só vivia para a vingança contra Khan, oferecer o seu sangue e servir Seth. Fazer coisas pérfidas dava-lhe prazer e sentia-se revivido.
Nessa noite ele iria brincar um pouco.
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O almoço foi repleto de animação, meses depois Rouge teve companhia para almoçar, as crianças vieram esfomeadas, Nadhirra fez do colo do ruivo o seu pequeno trono, assim que entrou no salão de refeições sentou ali. Fazendo ciúmes no seu pai.
A garota dedicou-se mais a brincar com a comida do que propriamente a comer. Kanope querendo também ter um trono foi para o colo do seu pai, sentindo-se mais pequenino, afinal o seu pai era um homem grande e forte, o orgulho de todo o menino de cinco anos admirava cegamente Khan. Com os dedinhos pequenos o menino fazia construções de comida com a ajuda do pai, os dois depois derrubavam e devoravam as construções que faziam.
As cuidadoras levaram as crianças para elas dormirem um pouco quando o almoço acabou. Rouge também encontrava-se um pouco sonolento queria voltar para o seu quarto e jogar-se na cama e enrolar-se por lá.
Khan escoltou a sua joia até ao seu quarto, não queria separar-se dele mas precisava fazer com que Rouge pedisse pela sua companhia. Andar de mãos dadas com era uma coisa que não costumava fazer na sua vida, mas ter os dedos suaves e pequenos entre os seus era magnífico.
Chegados ao quarto de Rouge o moreno despediu-se com o beijo na mão do ruivo. Rouge queria ficar mais um pouco com Khan, a rapidez com que o tempo passava cada vez em que estavam juntos era insatisfatória. Ficava dias sem vê-lo e viviam no mesmo lugar.
Quando o moreno se despediu Rouge segurou na mão dele sem o olhar diretamente no seu rosto. – Fica mais um pouco, s-se quiser é claro.
O pedido fez Khan sorrir. – Claro que quero.
Rouge disse aquilo sem pensar muito bem no que fazer a seguir, o seu constrangimento aumentou quando o mais velho sentou-se nos almofadões da área de lazer do seu quarto, ele sabia que precisava de dizer alguma coisa.
Pelo canto do olho Khan observava o gatinho, que já se encontrava no quarto do seu novo dono dormindo em cima da sua almofada. O rei rezava para o animal não acordasse e os interrompesse caso estivessem fazendo algo, porém Rouge estava tenso e muito tímido sentado ao seu lado. Dispôs-se a dar o primeiro passo para cortar com a tensão. – Qual vai ser o nome dele?
Um pouco desconcertado com a pergunta virou o rosto para o rei, seguiu o seu olhar até ao gatinho adormecido. – Nome? Ainda não pensei em um. – O ruivo disse pensativo, não tinha muita criatividade para colocar nomes em animais. – Eu sei de um, ''comida para o falcão real se perturbar no momento inoportuno''. – Khan decidiu não iria dar-se muito bem com o gato do seu amante. A implicância do mais velho com o gato divertiu o ruivo que não pôde conter o riso.
– Que horror, quanto rancor e implicância contra um bebé indefeso. – A risada de Rouge chegou até aos ouvidos de Khan como uma melodia de um dos poemas de amor da Deusa Háthor, num movimento ágil puxou o corpo do dele para o seu colo.
Os olhos azuis-céu surpreendera-se duplicando o seu tamanho, os lábios desenhados entreabriram-se com um som de surpresa, Rouge ficava pequeno nos braços dele. Num gesto mais protetor Khan apertou-o contra o peito e inspirou ruidosamente o aroma dos cabelos vermelhos.
O rosto do ruivo ficou literalmente esmagado no peito musculado do moreno, o abraço repentino fez o seu interior esquentar, fechou os olhos para apreciar melhor. Rouge sentia que aquilo não lhe fazia ficar com algum mal-estar pelo contrário gostava da sensação boa que Khan transmitia-lhe. Ele era uma espécie de conforto que tinha ali no tempo e país do qual não pertencia.
A mão do rei ergueu o rosto delicado, as cores dourada e azul encontraram-se mais uma vez com um brilho especial, o brilho dos amantes. Khan deslizou a sua mão para dentro dos fios macios e puxou a nuca do ruivo para perto do seu rosto. Enquanto ele inclinava-se na direção dos lábios carnudos para os capturar com avidez envolvida com suavidade.
A língua de Rouge acompanhava a língua mestra do rei, cada vez que a língua do homem penetrava na sua boca um frenesim de sensações físicas e psicológicas começava, o egípcio tinha a sensualidade e erotismo correndo nas veias fazendo Rouge derreter-se e submeter-se a ele num piscar de olhos.
Tendo a sua boca devorada pelos lábios e língua gulosos de Khan, o ruivo estava mais que pronto para entregar-se a ele, parecendo que estava lendo os pensamentos do ruivo, Khan acariciava luxuriosamente o corpo magro. A mão densa foi para o seu sitio preferido, a coxa roliça e torneada apertando com gosto subindo e descendo na pele, entrando para o interior da virilha do inglês, que gemeu pela a proximidade da mão no seu membro.
Uma batida na madeira da porta fez-e ouvir, abrindo-se acompanhada por uma voz familiar. – Precisamos de si Faraó. Hm está ocupado? – Saludja não pensava que Khan pudesse estar em um momento intimo quando entrou no quarto de Rouge. Bem na verdade ele esperava isso mas fingiu não se incomodar em interromper, afinal uma emergência de estado estava iminente, mas teve pena quando os encontrou ali nos braços um do outro.
Khan travou o beijo e a mão em baixo da túnica do ruivo, os seus olhos permaneciam cerrados, contudo a sua mente estava despertando numa raiva. Rouge pela segunda vez naquele dia queria ter o poder da invisibilidade, mas teve que abrir os seus olhos porque o moreno permanecia imóvel.
Khan abriu os seus no exato momento que ele, a frustração banhava os olhos dele, lentamente o moreno retirava a língua esfomeada de dentro da boca do ruivo, na medida em que fazia o seu olhar foi-se tornando carinhoso, a mão insatisfeita saiu de dentro da túnica. Rouge recebeu um beijo na testa e foi ajudado a sair do seu colo por ele.
Voltando para a almofada, o seu assento inicial antes de cair no colo do rei.
– Saludja… fazes ideia quantas interrupções de pessoas e animais tive que tolerar hoje? – Khan levantou-se e falou calmamente para o sacerdote de forma ameaçadora. O outro franziu a testa do jeito de quem não sabia do que ele estava a falar, Saludja não deixou-se intimidar pelo tom do rei, aquilo era só frustração sexual.
Achava que até ele estava a aguentar muito bem, segurar o impulso de possuir o pobre ruivo na força, mas fazendo as coisas de maneira calma só queria dizer que Khan estava realmente sério em relação à pessoa do outro mundo.
– Não faço ideia? Muitas? Bom, o mais importante, o teu povo precisa de ti, agora. – O rei suspirou e agachou-se na frente de Rouge e segurou o seu rosto por entre as mãos. O ruivo corou um pouco com aquele gesto, olhar olho no olho era intenso. O rosto perfeito do egípcio podia ser o sonho de qualquer pessoa.
A voz máscula impregnada com carinho ressoou no cérebro de Rouge. – Espera por mim, tentarei vir esta noite. – Um beijo foi depositado nos lábios do ruivo, Khan levantou-se e saiu com o sacerdote empata fodas no seu encalço. Rouge ficou no quarto sozinho com o rosto ardendo, pegou numa das almofadas e cobriu o rosto com ela. ''…tentarei vir esta noite. Mas o que ele…'' ficou pensando e repensando naquelas palavras.
Pensando que Khan realmente pensava em fazer sexo com ele naquela noite, para acalmar-se foi tomar um banho e ficar por lá até ficar com a pele enregelada.
.OoO.
No quarto do príncipe, sob o olhar atento desse Rai fora obrigado a comer até mais uma vez não aguentar, o servo pensava que Ramses tinha ficado louco para ter aquelas atitudes para com ele. ‘’Precisas de comer para ganhar forças, pareces tão frágil!’’ Foi essa a argumentação do príncipe.
Rai evitou olhar para o seu amo, até porque ele próprio não estava no seu estado normal, a sua habitual atitude fria e impassível não estava tão presente como costume. O almoço foi trazido por outro servo, já que o criado particular do príncipe havia desaparecido, o garoto que levou a comida ficou confuso ao ver o criado desaparecido ali sem fazer nada.
Depois do almoço Ramses insistiu para que Rai tomasse um banho na sua banheira privada, o servo ficou nervoso e fincou o pé argumentando que isso não era certo. – Alteza, eu vou ter problemas se fizer isso!
Os olhos dourados do moreno semicerraram-se com a recusa, quem ali iria provocar problemas por ele deixar Rai usar o seu banho? – Vais ter problemas se não fizeres o que eu, o príncipe, ordenar.
Derrotado o garoto caminhou para o banho, o mais velho deu-lhe privacidade e não entrou na casa de banho enquanto o outro estava lá. Quando Rai reapareceu com uma toalha na cintura Ramses deu-lhe uma das suas túnicas, que ficava excessivamente grande, para ele vestir. Agora Rai tinha o mesmo cheiro que ele, porém teve pena não ter sido ele próprio a coloca-lo nele.
Querendo ficar mais tempo com ele, ‘’obrigou-o’’ a jogar uma partida de Senet. Rai não sabia jogar muito bem aos jogos de tabuleiro que os nobres usavam para diversão, Ramses com toda a paciência explicou-lhe que o objetivo do Senet é retirar as suas peças do tabuleiro antes que o adversário, avançando suas próprias fichas, capturando e bloqueando as peças do adversário.
O tabuleiro consistia em três fileiras paralelas com dez casas e um número de peões, que pode variar entre dez e vinte, o garoto percebeu mais ou menos mas não estava muito confiante, apenas queria terminar com aquela partida e sair dali. Emoções de mais para um só dia, e ter o príncipe tocando-lhe discretamente na mão era perturbador.
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Quando o Faraó ordenou que os construtores e alguns soldados fossem para a cidade ajudar os camponeses a arranjarem os telhados, que com os ventos e chuvas estavam ficando frágeis e precisavam de intervenção rápida. A noite já caíra e todos os archotes e lampiões estavam acessos e tremeluziam nas paredes, resolveu ir para o seu quarto e tomar um bom banho.
As criadas já estavam no comodo a finalizar o preparo do seu banho. Sem pudor despiu a sua túnica e deixou-a cair no chão, fazendo as mulheres corarem e desviarem os olhos da imagem vigorosa e potente do rei. Quando entrou na piscina encostou as suas costas na borda e os seus braçoa apoiaram-se na pedra da mesma, soltou o seu cabelo que estivera o dia todo amarrado frouxamente.
O seu rosto mirou o temporal que se abatia sobre o Egito, muito sombrio. Lavou o rosto e deixou a cabeça pender para trás com os olhos fechados.
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Interrompendo o ar aéreo do seu amante Arkon tocou no braço dele fazendo-o voltar á realidade, nem sequer tinha tocado na sua comida. – Sal, fazendo uma viagem espiritual agora? – Arkon observava atentamente o seu amor. Ele não era de ficar distraído, algo estava a incomodar-lhe.
Saludja virou a sua atenção para o moreno e sorriu, pegou na mão dele e entrelaçou os dedos nos seus. – Estava pensando no que farei contigo esta noite. – O mais novo corou e desviou os olhos com a provocação, mas continuou preocupado. – Idiota, tem alguma coisa te incomodando?
Saludja olhou penetrante no rosto do seu amante, tinha sim algo que o estava preocupando.
Na hora em que estava com as crianças na Casa da Vida, a aula que estava dando aos pequenos era sobre os Deuses e a sua criação. Estava com dez crianças de cinco e seis anos sentados no chão ansiosos para ouvir as histórias que o Grande Sacerdote Saludja iria contar.
Ele encontrava-se sentando de igual no chão com as pernas cruzadas, primeiro explicou como toda a vida começara, observando todos os rostinhos infantis. – O Grande Deus Rá criou o primeiro casal de deuses, ele engoliu o próprio sêmen e vomitou, gerando assim os seus filhos divinos: Shu, deus ar, e Tefnut, deusa umidade, foram esses deuses que deram à luz a Geb, deus terra, e Nut, deusa céu.
Os dois irmãos Geb e Nut foram grandes amantes. Durante o dia eles eram proibidos de se encontrarem pelo pai Shu, mas à noite Nut descia a terra para fazer amor com Geb. Mas Nut era casada com Rá que ficou com raiva. Ele decretou que ela não poderia ter filhos durante os 360 dias do ano. Então Nut pediu ajuda ao deus Thot, deus do tempo e sabedoria, para criar mais 5 dias, fazendo com que o ano passasse a ter 365 dias e foi quando ela deu a luz aos seus quatro filhos.
Os filhos nascidos do amor do céu e terra, Osíris, Ísis, Néftis e Seth. Os garotos absorviam cada palavra dita pelo Sacerdote com uma curiosidade genuína de quem só agora começava a descobrir os segredos da vida e o que os rodeia.
Pouco depois um trovão mais forte iluminou os céus e ensurdecendo os ouvidos humanos. ''Uma sombra negra cairá sobre o Faraó.'' Ouviu essas palavras na sua cabeça, foi apenas um som agudo mas que para o Sacerdote transformou-se na voz de um ser divino.
Saludja teve a certeza que era um aviso de Hórus, apenas o deus falcão e protetor do Faraó faria esse aviso, muito raramente os Deuses falavam diretamente com o ele por casualidade.
O aviso não deixava de ser perturbador, não era muito animador uma coisa dessas cair do céu só em meias palavras, precisava de fazer alguma coisa. Todavia não era sábio dizer a Khan, muito certamente o rei iria rir da sua cara se ele fosse dizer que uma sombra negra iria cair sobre ele.
– Viajando outra vez? Qual deles está puxando o meu Sal? – Saludja foi acordado outra vez. Arkon havia sentando no seu colo fixando os olhos castanhos em si. O mais velho roçou os lábios do amante nos seus, uma mão tateou o volume por cima do tecido do saiote de Arkon. – Esse aqui que está-me puxando.
– Sacerdote pervertido, na tua vida passada, eu imagino que deves ter sido um prostituto muito requisitado. – Arkon riu da expressão ofendida de Saludja. Não gostava que ele insinuasse coisas desses gênero, independentemente quem tivesse sido na vida passada não tinha importância.
Arkon era o primeiro e único que Saludja queria. – Tenho que aproveitar, os quarenta dias de celibato estão próximos, não vou poder nem respirar perto de ti, meu amor. — Era a época de adoração aos Deuses, o sumo-Sacerdote precisava visitar os principais templos do Egito. Sacerdotes podiam casar, ter amantes iguais às pessoas normais, mas na época das oferendas e adoração as relações carnais estavam proibidas.
– Mas por agora aproveita e come senão o teu vigor desce. – Uma coisa que ninguém sabia era que o General gostava de ser piadista e o seu senso de humor era invulgar. Saludja obedeceu, e mais tarde provaria que nada nele descia.
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Nadhirra e Kanope beijaram e abraçaram o pai e aconchegaram-se na cama, Khan tapou-os e entregou a boneca de pano à menina, quando as crianças fecharam os olhos pediu aos Deuses para protegerem os sonhos dos seus filhos.
Saiu do quarto infantil para percorrer dois corredores e chegar ao quarto de Rouge, já era tarde mesmo pedindo para o esperar Khan sabia que ele poderia ter adormecido. Abriu a porta o mais silencioso que conseguiu, os olhos de ouro não captaram a silhueta do ruivo na cama, caminhou para o centro do quarto com a respiração suspensa, a mesa onde Rouge comia estava com um copo de chá vazio e alguns damascos secos num pratinho.
Um som de um miado chamou a sua atenção, o gato bebé saiu de baixo da mesa, um movimento captou a atenção de Khan. No mar de almofadas e almofadões estava o corpo de Rouge, adormecera ali enquanto esperava por ele.
Khan aproximou-se dele para deparar-se com uma visão tentadora demais para um dia frustrante, ele vestira a sua túnica de dormir, naquela noite era branca e curta, deixando as coxas deliciosamente desprotegidas.
A respiração de Rouge estava calma por isso devia estar a dormir bem, os cabelos vermelhos espalhados pelas almofadas exibindo o pescoço delineado. Reprimindo-se mentalmente por estar fantasiando mais foi buscar um lençol e tapou-o, tocou gentilmente no seu rosto fazendo os lábios rosados entreabrirem-se.
Com uma força genuinamente sobre-humana Khan levantou-se e outro miado fez-se ouvir, pegou no gatinho que andava por ali. Para não se machucar colocou-o na sua almofada onde ao lado uma tigelinha de leite permanecia quase intocada. Deixou o quarto relutantemente voltou para o seu quarto onde dormiria sozinho.
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Uma correnteza fria fez arrepiar-se mas não foi o suficiente para o ruivo acordar, uma sombra materializava-se perto dele, uma figura alta encapuçada olhava-o examinando-o. O homem abaixou-se ao nível do ruivo e passou uma mão fumegando sombras negras à sua volta.
Jafir tocou na coxa pálida descoberta e subiu por toda a sua extensão deixando um rasto negro marcado na pele imaculada, tirou o capuz que cobria a sua cabeça e inclinou-se para o rosto adormecido deslizando os lábios pelo pescoço cálido. Inspirou o aroma do amante de Khan, e por incrível que pareça o idiota deixava-o sozinho à mercê de qualquer coisa.
Rouge sentia um peso sobre si fazendo a sua consciência ficar nítida, achando que poderia ser o rei chamou-o sonolento enquanto as suas pálpebras abriam-se lentamente. – Khan?
Virou-se para encarar a sombra que esperava ser do moreno mas os olhos que encontrou foram azuis e não dourados, completamente desperto o medo apoderou-se dele.
Jafir abriu um sorriso sombrio deliciando-se com a doce e excitante expressão amedrontada no belo rosto que parecia ter sido esculpido do mais branco mármore. Vendo a intenção dele de gritar cobriu a boca dele com a sua mão larga, os olhos azuis-céu arregalaram-se mais pelo gesto de tapar a sua boca.
O homem estranho tocou com a língua na orelha de Rouge, brincando, sussurrou com uma voz cavernosa e grave, de fato ele não tinha necessidade de falar muito por isso não a usava com frequência a sua voz. – Lindo, mas não deves ser mais do que um buraco para o Faraó satisfazer-se.
Rouge tremia e suava frio, pelas luzes fracas dos lampiões e velas do quarto, o ruivo pôde ver o rosto do homem que o estava a molestar, o seu cabelo negro caia com uma franja, olhos azuis que dava agonia de olhar de tão vazios e mortos que estavam apesar de serem claros. Pele clara devia ser estrangeiro, uma argola decorava a sua orelha esquerda, não conseguia acha-lo agradável, a sua expressão era distorcida.
Saludja despertou de um salto, o seu corpo presenciava uma energia negra muito forte. Arkon acordou assustado com o acordar violento do outro. – Sal! – O Sacerdote amarrou a peça de tecido na sua cintura formando o saiote e saiu disparado do quarto.
Arkon vestiu-se e seguiu o amante, um grito de mulher ressoou de tal maneira e fez os cabelos da nuca do general ficarem em pé, correu para onde o som vinha.
Sahib tinha o costume de verificar o ruivo a cada três horas, para ver se precisava de alguma coisa, contudo naquela madrugada o seu amo não estava sozinho. Uma pessoa estranha estava curvado sobre o corpo de Rouge, ela gritou temendo o pior.
O plano de Jafir estava a correr como ele queria, deixar a sua presença ser vista e molestando o precioso amante de Khan iria despertar um monstro. Sádico Jafir esperaria ansioso por isso.
Sentiu a presença do seu ex-companheiro religioso chegar ao quarto, o moreno retirou a sua mão da boca do ruivo e sussurrou no seu ouvido soprando um hálito azedo e maldoso. – Iremos brincar mais em breve muito em breve, linda Joia.
Levantou-se e com uma risada trocista para Saludja e evaporou-se no ar materializando o seu corpo. Deixando a atmosfera impregnada de energia negra e com o som sepulcral da gargalhada de Jafir vibrar no espaço.
Saludja ficou petrificado ficando pior quando Khan irrompeu pelo quarto como um tigre faminto caçando a sua presa. – JAFIR!
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