O Acordar Do Faraó
4 Capítulo 4 - Luz da Lua
Notas iniciais
Um muito obrigado pra quem lê, um muito obrigado redobrado pra quem comenta, favorita e deixa recomendação (neste caso só 2 pessoas haha).
Gente a fic tem 39 leitores bateu o recorde haha ♥
Este capítulo tem Surpresa!!!! ♥
Espero que gostem deste capítulo e que a fic continue a satisfazer as vossas expetativas!
Boa leitura!

A quietude da noite reinava no palácio, nenhum som humano provinha dos corredores. As águas do Nilo ondulavam na companhia do vento formando uma melodia noturna junto com os miados de gatos, os seres de quatro patas mais sagrados do Egito.
A suave brisa mexia com o linho das cortinas do quarto principal do rei, podia sentir-se na pele que a estação das chuvas começaria em breve, meses de chuva grossa e abençoada pelo Deus Nilo, o que faria triplicar o tamanho do rio, bafejando de prosperidade a produção agrícola no Egito, todos os anos as colheitas soberbas e fartas eram recolhidas para toda a população. Um pedaço de pão nunca faltaria na boca de nenhuma pessoa em Tebas.
O Nilo, mais o trabalho do seu povo tornaram o Egito um lugar esplendoroso, o povo vitorioso erguia-se nas areias escaldantes horando o Deus Osíris, o criador daquela civilização.
Khan encarava o teto branco do seu quarto, não conseguia dormir a temperatura quente da noite mais a sua mente desperta emerso em pensamentos resultava na detestável insônia.
Mexeu-se com cuidado para não atrapalhar o sono de Nadhirra, a menina dormia placidamente um sono de bebé alheia ao mundo, respirava profundamente fazendo o seu peito minúsculo subir e descer num ritmo lento. Junto a ela uma boneca de pano fita à imagem da Deusa Ísis, essa deusa era indicada como o modelo de mãe e esposa ideal, todas as garotas sonham poder ser como ela.
A mãe da sua filha não tinha mais que quinze anos, fora oferecida a ele por um dos nobres da corte a fim de ganhar mais alguns créditos e benefícios junto do Faraó. Khan não teve pretensão de aceitar a garota, mas uma combinação de álcool e carência afetiva complicou esse plano, a garota seduzira-o e ele acabou por ceder, desflorou-a acabando por engravida-la.
Foi uma gravidez de risco que no fim levaria a mãe de Nadhirra para o domínio de Anúbis mais cedo. O corpo da garota não aguentou a pressão de ter uma vida crescendo dentro dela e desfalecera-sr em rios de sangue no dia do parto.
Saludja era impotente contra as vontades da natureza e dos Deuses em querer levar a garota daquele mundo, não pôde salvar a mãe mas esforçou-se e enfrentaria todo o martírio necessário na sua pele para salvar a bebé se fosse preciso.
Então a menina não tinha o amor de mãe nem tivera o primeiro leite materno tão importante para qualquer ser humano. Uma mãe de leite cuidou dessa parte, por mais carinho e atenção que Nadhirra recebesse das cuidadoras e tutoras não eram o suficiente para acalentar a falta de uma mãe verdadeira.
Porém ela só tinha dois anos não se via a diferença pela falta de uma, mas mais tarde isso poderia dar frutos amargos. Khan nunca pensara em casar com a mãe da filha nem o fez quando a adolescente engravidou. Coisa do destino, relutar contra isso.
A mão grande e áspera afastou os fios de cabelo negro da menina, pareciam incômodos ali caídos no rosto pequeno e rechonchudo, sorriu encantado e orgulhoso. A bebé podia não ter o amor de mãe mas tinha o amor de pai e não era pouco.
Khan não planejava ficar no quarto com aquela insônia dominando-o, contudo não poderia deixar a sua filha sozinha, o seu quarto era um ponto perigoso e preferido para quem o quisesse apanhar desprevenido. Pegou na filha com todo o cuidado para não acorda-la, acomodou-a nos seus braços parecendo desajeitados demais para pegar numa criança, mas estranhamente uns braços forjados nas lutas podiam ser bastantes cuidadosos.
Preparado para sair do quarto com a filha no colo, abriu a porta com uma mão fazendo os dois guardas que estavam de sentinela na sua porta enrijecer o corpo com a presença do Faraó. Iria deixar a menina no quarto que compartilhava com o irmão, lá ela estaria mais segura, cinco guardas guardavam o quarto dos filhos dois ficavam na porta ladeando-a, três ficavam dentro do quarto e mais um pequeno exército de cuidadoras das crianças.
Estariam de olho nelas em todos os minutos do dia, todos os dias e todas as noites. Não deixaria as crianças serem alvos desprotegidos, o quarto ficava próximo ao seu, um dos guardas abriu a porta cedendo passagem ao rei, andou até á cama que era bastante larga para crianças independentemente de serem duas.
Kanope estava estatelado quase no meio da cama, naquela posição dava-lhe mais ainda o ar de criança travessa com personalidade forte e aventureira. Depositou delicadamente Nadhirra no colchão o mais próximo que pôde do irmão, para a menina não acordar assustada ajeitou a boneca de pano junto a ela e puxou o lençol para tapar os corpinhos deles.
Crianças sempre são frágeis a qualquer aragem de vento seja no verão ou inverno, a temperatura mais fria ali acontecia durante a noite, caindo drasticamente a temperatura.
Tocou suavemente no rosto adormecido de Kanope e Nadhirra antes de sair, cumprimentou levemente com a cabeça as pessoas silenciosas presentes no quarto e saiu. Não vira Nuri dentro do cômodo, a tigresa devia estar caçando algum alimento para praticar os seus instintos selvagens.
Khan não se importou com a maneira em que estava vestido, calças de algodão branco sem qualquer decoração, era confortável para dormir, estava com o peito desnudado e descalço, a sua forma preferida de andar por ali durante a noite.
O próximo sítio para onde ia era uma das razões da sua insônia, não tinha o visto durante o dia, era raro poder ter um tempo maior para poder ir vê-lo. Os seus filhos falavam todos os dias sobre a bela pessoa e como gostavam dele, Kanope tagarelava avidamente o nome do ruivo em toda a conversa.
E com toda a certeza a bela pessoa estaria a dormir pois a lua já ia alta no céu indicando que a noite estava no seu auge. Não demorou muito para chegar e abrir a porta sorrateiramente a fim de evitar fazer algum barulho incomodo. Adentrou o quarto com uma graça felina mirando os olhos dourados para o perfil banhado pela luz da lua, deitado em uma posição fetal usava uma túnica azul-clara de mangas compridas, o comprimento chegava até a meio da coxa.
Deixando um belo par de pernas com coxas roliças se exibindo descuidadamente, branquíssimo como ele era não tinha pelos isso era uma das melhores vantagens de ser ruivo, sem pelos incômodos, os cabelos vermelho-fogo estavam espalhados no travesseiro de penas, o jovem respirava lentamente pelos lábios entreabertos.
Rouge estava dormindo até que muito bem com uma temperatura meio fria. Khan não se conteve, queria tocar e sentir a tentação cremosa daquela pele, subiu na cama medindo bem o seu peso para não acordar o ruivo, deitou-se lateralmente colando o corpo dele nas costas do mais novo. Apoiando um cotovelo no travesseiro e a sua cabeça pousou na mão, só de estar assim próximo o tecido leve da calça começava-lhe a apertar na frente.
Com as pontas dos dedos da mão livre tocava nos cabelos rubros descendo pelo pescoço retirando alguns fios espalhados nele, tocou delicadamente no pescoço pálido se contendo para não mordisca-lo, escolheu morder o seu lábio inferior a fim de evitar de molestar o ruivo adormecido.
Prosseguiu com o lento passeio que a sua mão fazia no corpo do outro, desceu da curva da sua cintura para o quadril, a região da coxa onde a carne era mais farta e provocante, subiu um pouco o tecido da túnica, porém não abusando, e quase se amaldiçoou o seu gesto atrevido.
Os olhos dourados ferviam com a visão, deu um leve apertão na coxa fazendo Rouge mexer um pouco as pernas, não sendo o suficiente para acorda-lo, um volume de pedra já estava desperto no meio das pernas de Khan. Ele semicerrou os olhos, retirando a mão de cima do pecado, todavia ele não iria embora queria ficar naquela cama junto com a pessoa que mexia fogosamente com todo o seu interior.
Acomodou-se melhor no travesseiro, a sua ereção não era uma boa companhia já que ele estava tentando dormir, pousou um braço na cintura do corpo delgado, esperando pelo sono. Era agradável ter alguém com quem pudesse dividir um leito e dormir aconchegado, com esses pensamentos o moreno deixou o sono invadir-lhe.
Rouge estava com o sono pesado naquela noite, em certo momento da noite algo fez senti-lo muito bem. Permaneceram assim por horas com essa sensação.
Vagarosamente Rouge ia recobrando a consciência adormecida, a primeira coisa que notou foi que ainda era de noite, a madrugada silenciosa ainda preenchia a rua e o quarto. O único movimento existente que os olhos azuis-céu captaram foi o balançar das cortinas penduradas na grande abertura da janela, com uma textura tão leve como um véu, elas balanceavam na mínima brisa.
Mais desperto teve intenção de revirar-se na cama sendo impedido por um peso em cima do seu corpo, os seus olhos arregalaram-se e os seus lábios soltaram um som surpreso, obedecendo ao impulso do susto Rouge empurrou o pesado braço da sua cintura, a fim de sair quase pulando da cama.
Khan despertou no momento em que o ruivo se mexeu pela primeira, sorriu de canto com a tentativa dele de sair da cama, pegou-o pelo seu pulso fazendo-o tombar de costas no leito. Rouge deu um gemido provocado pelo impacto contra o colchão e olhava com rosto atônito para o moreno.
De um momento para o outro ele estava querendo levantar-se e agora via-se preso em baixo do corpo de Khan. – Acordou. – O rei estava prendendo Rouge de forma predatória, ajoelhado no colchão com os braços, um em cada lado na altura do peito do ruivo, formando assim uma jaula humana, os olhos dourados fixados no rosto perplexo do mais novo. Uma expressão até ali desconhecida, provocadora e excitante a boca rosada engolia o oxigênio apressadamente.
O corpo bem definido do moreno transmitia um calor estranho para Rouge, aquele rosto com os olhos ouro liquido parecendo que brilhavam mais no escuro como se fosse um felino. O rosto dele adquiria uma expressão séria com desejo, os cabelos longos caindo um pouco para o seu rosto, tudo nele estava diferente ao que estava costumado a ver.
Viu-se com pensamentos do tipo qual seria a sensação de tocar no peito másculo, no abdômen rijo, ventre e… ‘’Merda! Foco Rouge! Se foca!’’
– Sai de cima de mim ou eu quebro os teus dentes. – Pura mentira do ruivo, toda a sua força estava concentrada na língua e nas palavras frias, retribuiu o olhar penetrante a Khan. A sua ameaça nada fez mais do que faze-lo sorrir, baixou um pouco o seu corpo tocando com a sua ereção dura, não havia baixado nem dormindo, na pélvis do ruivo.
O rosto pálido começou a queimar com aquilo, mãos pequenas espalmaram-se contra o peito moreno na tentativa de criar uma distância de segurança, tentativa falhada. Não resistindo mais, os lábios hábeis do rei dirigiram-se para o pescoço branco, mordiscou e lambeu com gula, o sabor da pele do ruivo era tal e qual como ele imaginava, morna e com um perfume natural tornando-a doce.
Khan entrou em transe querendo provar mais daquele corpo.
Desprovido de defesas contra as sensações entorpecedoras e desconhecidas que fizeram a mente de Rouge bloquear. A sua respiração acelerou, o pênis excitado contra o seu quadril e as caricias de língua no pescoço estavam começando a despertar o seu corpo carente e desconhecido da excitação.
Deu um gemido baixo levando as mãos que estavam no peito do moreno para os ombros largos, as suas pernas remexiam-se inquietas de baixo das coxas musculadas, esse movimento fez com que as regiões íntimas de ambos roçassem.
Com isso Khan gemeu e endureceu-se um pouco mais, decidido a não parar com as caricias usou uma mão para tocar com desejo, acariciando o peito, coxa e uma das nádegas do ruivo, o toque da mão penetrava queimando a pele, mesmo coberta pelo fino tecido da túnica, os apertões na carne faziam Rouge estremecer de excitação.
A língua do rei continuava a lamber e chupar o pescoço e um pedaço do ombro, a mão áspera descia e subia agora por baixo do tecido da túnica acariciando diretamente o corpo de Rouge. Com um joelho afastou um pouco as pernas torneada se acomodando no meio delas, a pressão da coxa viril contra a sua intimidade foi o rastilho para Rouge sentir o seu membro começar a pulsar.
Experimentando sensações nunca sentidas, qualquer caricia ele gemia conseguia gemer. O poder do raciocínio desapareceu no momento em que todo o sangue do corpo se encontrava no seu pênis. Rouge deixou-se levar e experimentar o que nunca teve.
Satisfeito por ver a sua quase molestação estar sendo aceita não tinha mais como parar. Subiu um pouco o rosto para apreciar o efeito erótico estampado no rosto do ruivo, os lábios avermelhados deixando o ar entrar com dificuldade, a pele das maçãs coradas e os olhos dilatados de excitação.
A única fonte de luz que existia naquele espaço provinham das grandes tochas acesas por toda a extensão do exterior do palácio e da lua, um pensamento de luxurioso surgiu em Khan. Ele queria ver a beleza pálida da luz da lua sobre aquele corpo cor de mármore. Puxou a túnica incômoda retirando-a gentilmente quando passou pela abertura na cabeça ruiva, o mais novo não protestou desse gesto, estava hipnotizado pelo Faraó.
Deitado e completamente exposto à visão felina do rei, a sua vergonha não manifestou-se mais, simplesmente não teve vergonha de mostrar o seu corpo para o homem à sua frente.
A lua embelezou mais o corpo delineado, Khan estava diante de uma beleza rara para os olhos mortais, de tão branca que era a pele dele os raios de luz prateada pareciam fazer corpo de Rouge reluzir.
Atacou firmemente a boca rosada pedindo passagem pressionando os seus lábios e língua ávidamente. O ruivo cedeu o encontro das línguas, a mão masculina entrelaçou nos fios de cabelo da sua nuca aprofundando o beijo. Assim Rouge e Khan deram o primeiro beijo com paixão e premência, roçando os corpos um no outro, essa fricção apelou mais à excitação, descolaram as bocas quando o ar se fez necessário, o ruivo murmurou. – A calça…
Entendendo as palavras Khan desfez-se da incómoda calça que ainda permanecia no seu corpo, esboçou o sorriso malicioso provocou. – Se não a tira-la vou ter os meus dentes quebrados não é? – Voltou a colar os corpos, agora tocando-se pele na pele, a sensação era muito diferente.
O ruivo apenas retorquiu e silenciou as palavras desnecessárias. – Cale-te e me beija. – Rodeou os braços no pescoço do moreno retomando a dança das línguas explorando cada canto.
Rouge podia ser virgem mas não era tão inocente ao ponto de não saber como se devia tocar ou fazer na hora do sexo com outro homem. Abriu as suas pernas e prensou-as no quadril viril, ambos os membros eretos tocavam-se.
A contra gosto, o beijo cessou mais uma vez dessa vez a boca de Khan deslizava-a pelo torso lambendo um dos mamilos rosados, uma mão morena descia pela lateral do corpo de Rouge levantando um pouco a coxa, apertando-a, enquanto deslizava a língua entre sugadas e mordidas pelo ventre liso.
Quando chegou ao ponto sensível movimentou a ponta da língua pela glande rosada, repuxava a pele que a cobria com os dedos. A cada gemido e espasmo que Rouge dava o moreno sugava um pouco mais forte o membro um tanto pequeno e bonito do ruivo.
Não imaginaria que ser chupado por um homem fosse delicioso. Para os egípcios os órgãos sexuais eram sagrados o erotismo era louvado, por isso todos os estímulos eram feitos com adoração. Rouge sabia isso na teoria mas agora provava a prática. E agora aprovava que o erotismo fosse louvado.
Khan praticamente engolia o membro do ruivo, sentir as suas mãos desesperadas na sua cabeça para o incitar a chupa-lo mais forte o membro gotejante e duro. Quando achou que ele próprio já não aguentava mais, reergueu-se de joelhos puxando o corpo entorpecido pela luxuria pelas coxas até ao seu quadril.
Curvou-se para atacar os lábios vermelhos e úmidos mais uma vez, entre línguas e dentes, Khan sussurrou com imploração colocando a ponta do seu pênis duro como pedra no orifício virgem. – Eu preciso de te fazer meu Rouge. – Finalmente o momento que dolorosamente sonhava em ter ao longo nos últimos dois meses, estava acontecendo.
Cravou os olhos dourados no rosto ofegante de Rouge e sentiu o corpo dele derreter-se em baixo de si, quando pronunciou roucamente o nome dele pela primeira vez.
O ruivo estava de tal maneira entorpecido que só gemer era a reação mais correta a tudo. Acordando um pouco das emoções dopantes quando algo tentava entrar na sua apertada entrada. Soltando um urro de dor, fechou os olhos e cravou as unhas nas costas musculadas do moreno. – I-i-sso dói URGH! – Lágrimas escorriam pelas faces inflamadas, o membro grosso penetrava um pouco mais em Rouge.
Khan sentia as paredes do ruivo apertando-lhe deliciosamente. – Shiiu.. vai passar logo. – A insanidade de possui-lo enublava-lhe a mente a ponto de não se importar muito com o desconforto do ruivo. Aprisionou mais uma vez os lábios carnudos lambendo e sugando-os, insistiu um pouco mais para dentro do orifício apertado pois apenas metade estava dentro.
Era quente, a relutância do apertado canal em impedir que o seu pênis entrasse, apenas dava-lhe mais prazer quando sentiu os músculos apertar-lhe o membro duro.
A cada movimento do pênis do moreno deslizando para dentro da sua entrada o ruivo mordia os lábios tanto os seus quanto os de Khan. Sentia-se a rasgar, queria que a dor rapidamente se torna-se em prazer, era insuportável. Rouge sabia que estava sangrando pela falta de lubrificação, mas algo estava umedecendo o seu orifício. Com vinte e um anos encontrava-se a perder a virgindade pela segunda vez.
Gemidos de dor conseguiam ser excitantes, Khan estava adorando. Ele nem tinha costumes sádicos, mas aqueles estavam-no a excitar em demasia. Deu a última investida penetrando completamente Rouge, esperou um pouco o corpo do outro se acalmar e habituar à dor e ao seu tamanho.
A primeira estocada foi seca, o membro moreno saiu um pouco e logo entrando em seguida profundamente, e várias investidas iguais se seguiram. O canal do ruivo começava a ficar lubrificado pelos fluídos misturados com o sangue, tentou relaxar o corpo e receber Khan dentro de si.
Os movimentos dolorosos estavam se tornado prazerosos e mais fáceis. Os corpos chocavam um contra o outro com intensidade, os gemidos de Rouge agora eram diferentes, quando tocado na próstata gemidos altos arrancaram-se da sua garganta.
Quanto mais o pênis do rei entrava em nele a boca faminta devorava o seu corpo entre chupões e lambidas, Rouge cravava as unhas na carne das costas largas, apertava as coxas na cintura do moreno. A tradicional posição de um por cima do outro, era tão prazerosa que não sabia o porquê de ouvir falar que era chata.
Khan estava enlouquecido devorando o objeto do seu desejo com sofreguidão, parecia um homem sedente de água depois de semanas no deserto. Estar dentro do apertado ruivo, as reações delirantes junto com a ardência dos arranhões nas suas costas, era tudo explosivo.
Envolveu um braço na cintura magra elevando um pouco mais o quadril contra a sua pélvis. Rouge arqueava as costas sem conseguir raciocinar, somente sentia o seu corpo absorver o que lhe era dado, deixando-se levar.
Naquele momento encontrava-se em outro mundo. O suor cobria os corpos vibrantes manchando os lençóis de dourado-escuros, os cabelos rubros úmidos colavam-se na pele do rosto e pescoço, os negros de Khan nas suas costas.
A cada estocada grandes quantidades de esperma era expelido de Khan, recheando o interior do ruivo. Grande parte escorrendo e pingando para fora através de pequenas frestas causadas pela fricção.
Khan pegou no membro de Rouge que balançava desajeitado e começou a masturbar o ruivo dando leves apertões com os seus dedos. Bastou subir e descer sobre ele três vezes para o pulsante pênis se derramar na mão, escorrendo por entre os dedos de Khan.
O seu próprio orgasmo viria pouco depois com uma estocada bem funda, sonorizada com um gemido alto apertou ferozmente a cintura delgada com o seu braço contra si. Libertou o mais intenso e abundante orgasmo que já tivera, preenchendo a cavidade de Rouge com o espesso liquido.
Para amenizar as respirações de ambos, voltou a deitar o corpo esgotado do ruivo na cama e saiu de dentro dele arrastando consigo praticamente um rio de esperma com sangue.
Rouge experienciou o melhor sexo, relação sexual, foda, de toda a sua vida. Ele nem precisou tentar com outros pra eleger aquela como a melhor, contando que foi e a primeira vez. O seu peito subia e descia arfante, tentando normalizar a respiração, observando gulosamente os músculos dos peitorais bem trabalhados brilhantes pela camada de suor.
Quando o moreno deitou-se levemente sobre o seu corpo achou que o peso em cima de si era reconfortante. Aquele corpo tocando no seu era de uma sensação única, sentia as batidas descompassadas do coração de Khan no momento em que os peitos se colaram.
Houve tempo para mais um beijo apaixonado, o beijo final era lento e perfeito para um pós-orgasmo selvagem.
A mente de Khan estava trajada de pensamentos possessivos, ele mesmo cortaria o seu próprio pescoço se algum dia pensasse em deixar o ruivo ir embora. Derrotado pelo cansaço rebolou para o lado do ruivo arrastando-o consigo.
Rouge caiu mole em cima do rei, no momento em que ambos fecharam os olhos adormeceram de imediato, deixando no quarto um cheiro forte de sexo e suor, adormecendo abraçados e nus.
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A vida matutina começava a despertar, para mais um dia na cidade e no palácio. As tarefas, refeições e todos os preparos do dia iniciavam-se antes da barca de Ra emergir no horizonte. Vozes e sons ecoavam em todo o lugar.
Sahib acordava o seu novo senhor três horas antes do sol atingir o seu pique máximo no céu. Abrindo a porta da suite viu algo para o qual não esperaria ver naquela manhã, na enorme cama o rei dormia com o ruivo em cima de si. Despidos, sem o mínimo lençol ou qualquer outro tipo de tecido cobrindo os corpos.
Um pouco perplexa voltou a sair do quarto fechando a porta com um estalido baixo, colocando-se do lado esquerdo da mesma iria ter que ficar ali esperando o rei sair.
Khan foi despertado pelo som da porta se fechando. Levou uma mão ao rosto esfregando-o, a claridade do dia era notória, o seu corpo estava entorpecido. Rolou os olhos para a figura que estava colada a ele.
Rouge ainda dormia profundamente, a mão do braço que envolvia o corpo adormecido deslizou pelas costas fazendo a pele do ruivo arrepiar-se. O sorriso do moreno alargava-se a cada segundo em que pensava na noite maravilhosa em que finalmente pode provar o corpo de Rouge.
Ele era fogo, fazia jus à cor do seu cabelo.
Suavemente retirou o seu braço de baixo do ruivo e colocou-o na cama, sentou-se na beirada e espreguiçou-se, a sua aura transmitia um humor resplandecente.
Vestiu a mesma calça da noite passada, tapou o corpo do ruivo mirando as formas perfeitas do corpo magro, cobiçosamente e com um orgulho másculo. Reparou nas marcas vermelhas estampadas por toda a extensão branca da pele, reparou que o lençol estava manchado de sangue, tomar o corpo virgem de Rouge enchia-lhe o ego.
Acariciou a bochecha morna e os cabelos vermelhos antes de ter que iniciar mais um dia como soberano, e tinha planos para repetir muitas mais noites como a da noite passada.
Saindo do quarto encontrou Sahib, a encarregada de Rouge, cumprimentou a mulher com um leve acenar de cabeça e um sorriso antes de percorrer o caminho até ao seu quarto, para tomar um bom banho antes de começar o seu rígido dever de rei.
Um leve abanar no seu ombro com uma voz feminina entoava na mente de Rouge trazendo-o à realidade. Os seus olhos relutaram-se em abrir-se, a consciência do seu corpo dolorido não era nada a forma mais tentadora de acordar. Com um queixume forçou as pesadas pálpebras a abrirem-se, o rosto sorridente da morena estava desfocado em sua visão, esfregou os olhos com as costas das mãos. – Acorde Ahmar.
Rouge lamentou-se quando tentou levantar-se, cada pedacinho do seu corpo picava-lhe de dor, na região traseira nem sabia descrever a sensação dolorida e inflamada que sentia. O ruivo queimou de vergonha ao lembrar-se da noite passada e no estado em que ele e a cama ficaram, quis que o chão se abrisse e o engolisse, por Sahib estar a vendo os efeitos colaterais da sórdida noite de paixão.
A mulher já habituara-se à personalidade única e aos constrangimentos do ruivo. Dissera-lhe que o seu banho estava preparado e que demorasse o quanto quisesse, por que ela iria preparar a sua roupa e o pequeno-almoço, saindo em seguida do quarto dando-lhe privacidade.
Quando Rouge colocou os pés no chão e se levantou com uma dor excruciante tomou-lhe o meio das pernas. Um pouco de liquido viscoso tendia a descer pela zona interna das coxa, ter esperma seco colado no seu orifício desvirginado era incomodativo.
Caminhou lentamente para o compartimento onde a piscina azul o esperava, notava que o banho estava mais caprichado naquela manhã, obviamente a criada sabia que precisaria de um banho reforçado e revitalizador. Estava com o dobro de flores e dos óleos perfumados, velas e incensos cheirosos difundiam os seus aromas pela atmosfera serena da sala do banho.
Quando se sentou no degrau de pedra com a água fria e amornada até ao peito, o efeito curativo foi imediato aliviando os músculos, e extraindo os restos de sêmen. Recostou a sua cabeça em cima da toalha grossa colocada na borda da piscina servindo de travesseiro, passou a mão pelo lado do pescoço onde formigava.
''Nem sei se quero ver o estado da minha pele…'' – Rouge sabia que algo tinha mudado no seu interior. Fizera sexo com uma homem viril absurdamente dotado fisicamente, lindo, charmoso e predador, e acima de tudo um rei. Tudo o que qualquer gênero poderia pedir, o homem perfeito.
Estava preso numa brecha do tempo, recuara até ao Egito Antigo dos Faraós. Não sabia se iria voltar, ou sequer sabia se quereria voltar, lembrou-se dos seus pais ausentes que com quem só se falavam uma vez por mês, e com alguma sorte conseguia falar com eles duas vezes.
– Deveria deixar o futuro e viver aqui? – Murmurou para si fechando os olhos, sem saber qual seria o seu papel dali para a frente se realmente desse uma chance de viver plenamente por ali.
Abraçar um século diferente onde nem Jesus Cristo havia nascido ainda, estar na maior e a mais importante civilização de todos os tempos, temia que os seus conhecimentos pudessem resultar em alguma tragédia por estar mexendo com coisas que já aconteceram no futuro mas ainda não aconteceram no passado.
Confuso e desesperador era os adjetivos adequados à situação, e o mais importante é não saber como agir com Khan dali para a frente, que tipo de atitude devia adotar, fria, interessada, grudenta?
Aborrecido saiu do banho de meia hora minutos, limpou-se com a toalha de algodão e percebeu que estavam três vidros ali dispostos no banco de apoio contendo líquidos diferentes.
Os habituais óleos essenciais, escolheu um de cor âmbar. Destapou e inspirou o aroma, baunilha. Era um aroma simples, mas a sua pele carecia de uma fragrância leve. Passou por todo o corpo em movimentos circulares, aproveitando e deu uma massagem nos pontos mais doloridos do seu corpo.
Vestiu o robe de seda azul-claro, pensamentos depressivos cresciam na sua mente.
''Ao menos teria a consideração de esperar eu acordar em vez de ir embora sem dizer nada. Já sabia que ia acontecer assim, me fodeu por uma noite e no dia seguinte desapareceu. Aah mas isso é típico de todos os homens em qualquer século, nada muda, exceto que eu não engravido menos um problema então. ’’
A locomoção melhorou bastante depois do banho já não sentia restos secos no meio das pernas. As dores musculares brandiram a sua intensidade, disposto a avaliar os estragos no seu corpo andou até ao espelho de parede disposto no quarto.
O primeiro hematoma que notou foi no seu pescoço, estava vermelho arroxeado. Um chupão daqueles de querer arrancar sangue, pensou Rouge. Abriu um pouco o robe, admirando as várias marcas vermelhas pelo peito e ventre, suspirou. ''Parece que fui espancado.''
Sahib entrou mais uma vez no aposento carregando as suas roupas em braços. Seguida por outra criada mais nova carregando a pesada bandeja de prata. A mulher colocou as delicadas peças do vestuário no banco de apoio estufado em tecido de seda, com bordados florais em ouro colocado aos pés da cama. Rouge apressou-se a vestir porque o seu estomago já reclamava por comida.
A peça era rápida e fácil de vestir, uma túnica-vestido apertando na cintura de seda verde-escuro até ao meio da coxa, tinha um decote largo deixando os ombros expostos. As mangas eram curtas e apertavam nos braços, a singularidade da túnica era a abertura em ‘v’ acentuada até ao fundo das costas.
Correntes finas de ouro pendiam em três camadas sobre as costas pálidas, detalhes em ouro adornavam as mangas e a bainha da túnica, sandálias douradas com pedras de jades eram colocadas nos pés do ruivo. Uma pulseira grossa cravejada em esmeraldas e diamantes era o único acessório.
Na pequena penteadeira, penteou os cabelos úmidos e resolveu prende-los num rabo-de-cavalo alto, cabelos soltos não eram uma boa ajuda no combate ao calor. O seu fiel elástico de cabelo preto ainda permanecia intacto e teria que durar por uma vida, porque não teria a mínima ideia de como fazer um se esse aquele se partisse ou estragasse. Elásticos eram mais práticos para fazer um apanhado no cabelo do que os complicados acessórios egípcios.
Satisfeito com a imagem final, bom nem tão satisfeito assim, o seu pescoço ficaria à mostra, com os chupões escandalosos ali. Finalmente sentou-se para comer, com algum custo já que estava um pouco dolorido atrás. Resmungando na boa maneira inglesa. – Oh my fucking God! I’m so fucked up.
A sua mesinha já estava servida, chá de mel frio; bolinhos de milho; pães de cereais; frutas; carnes frias; queijo de cabra, e suco de laranja. Atacou de tudo um pouco. As criadas trocavam os lençóis da cama, Rouge quis correr e saltar da varanda nesse momento.
Era tão constrangedor que apenas aquelas marcas deixadas no tecido pudesse revelar tudo o que se passara em uma noite. Sahib permanecia quieta e calada ao lado do ruivo. A sua expressão era séria mas internamente dava risadinhas trocistas. ''Então finalmente depois de dois meses a coisa aconteceu e foi selvagem pelo que eu vejo. A preciosidade era virgem coisa rara de encontrar-se.''
Viu Rouge espantar-se olhando para as criadas fazendo a cama de lavado e formulando uma pergunta. – Porque só usam aquele tipo de lençóis? – Inquiriu curioso pois havia um tempo em que a cama deixara de ser feita com simples lençóis de algodão ou linho para passarem sempre a colocar lençóis de seda dourado-escuro.
A morena sorriu para a inocência do ruivo. – Aquele tecido e cor representam a cama onde o rei vai dormir. – O rosto de Rouge ficou numa poker face com as palavras da mulher. ''A cama onde o rei vai dormir? Aquele maldito tinha tudo planeado, até os lençóis estavam marcando o território…''
– Existem muitas camas feitas assim? – Não segurou a língua e perguntou mesmo sabendo que poderia não gostar da resposta e achava essa coisa idiota. Voltou a comer o seu bolinho com o rosto baixo. – Não, o Faraó Khan El Khalil apenas dorme nos seus aposentos e aqui.
Sahib com o seu sexto sentido de mulher tentou dar uma resposta objetiva para dissipar uma névoa de dúvida e ciúmes que pudessem importunar pessoa especial. E parecia que tinha funcionado, o olhar azul-céu brilhou, um minúsculo sorriso de canto apareceu nos lábios rosados.
Acabando de comer, Rouge teve que pensar no que faria para passar o seu tempo. Perguntou onde estavam as crianças, fazia um tempinho que não as via.
Lembrou-se de Kanope jogando um joguinho no seu iphone tempos atrás. O garoto aprendeu rápido como devia-se jogar e ficar um expert passando em todos os níveis até o telefone morrer por falta de bateria.
Rouge pensou que todas as mães do futuro iriam-lhe amaldiçoar por incentivar o vicio dos vídeo games desde a antiguidade.
Contudo num dia em que ainda restava um pouquinho de bateria o celular tocara. Foi o maior susto da vida das crianças, o som de toque era um heavy metal, sim ele gosta de coisas da pesada.
Então entre grunhidos e sons satânicos as crianças berraram de susto começando a chorar principalmente Nadhirra, a menina chorava cachoeiras ficando muito vermelha.
Rouge que estava deitado nas almofadas levantou-se tão rapidamente que tropeçou na perna da mesinha, caindo de joelhos no chão. Pegando no telefone que por acaso no visor dizia ‘’Mãe’’. Abraçou Nadhirra puxando-a para o seu colo.
Na esperança de fazer a proeza da humanidade, atender um aparelho eletrônico na antiguidade, premiu para aceitar a chamada. Claro que do outro lado só se ouvia a estática.
Depois disso tentou acalmar as crianças fazendo caretas e carinhos, Kanope bancou o menino durão dizendo que não tinha medo daquele coisa do Deus Seth, que estava tentando dominar os cérebros deles. Como ele disse com sua vozinha tremida.
Nadhirra só aceitou acalmar-se se ficasse no colo de Rouge. Ela balbuciava por palavras parcas o que queria, apenas com dois anos já sabia utilizar as palavras certas e sabia o que pedia. Tendo assim os seus desejos realizados.
Garotas sempre serão mais espertas que os garotos, estava mais que comprovado. Então o iphone agora descansava na mesinha perto da cama, junto com a uma construção infantil de uma casinha feita de barro, que Kanope fizera especialmente para o ele.
Até as crianças estavam mais ocupadas que ele. Kanope estava em Per Ank, Casa da Vida repleto de sacerdotes e mestres, aprendendo matemáticas, astronomia, doutrina religiosa e línguas estrangeiras.
O menino só tinha cinco anos e o seu cérebro já recebia cargas de conhecimentos que era imprescindíveis, além de ser o príncipe herdeiro com todo o fardo que isso acarretava.
Nadhirra ocupava a parte da manhã na Casa Jeneret, sítio onde várias mulheres nobres instruídas em várias áreas de conhecimentos. Ensinavam as meninas em vários aspetos como música, dança, aprender a dialogar, harpa, alaúde e flauta.
As suas danças rituais e melodias serviam para apaziguar os deuses apelando ao clima de harmonia para o povo rejubilar, também eram ensinadas às garotas. E a menina mal começara a andar e já enfrentava as rígidas regras do ensinamento e comportamento palaciano.
Rouge matutava na enorme diferença entre os comportamentos das crianças egípcias e as do século XXI. Que não usavam nem metade das capacidades cerebrais.
Rouge ficou no seu quarto por um tempo tendo a preguiça como companhia.
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Feliz da vida Khan, exibia orgulhosamente as marcas dos arranhões nas suas costas, até prendera o longo cabelo num rabo-de-cavalo para retirar os fios do caminho. Trajava umas calças largas apertadas nos tornozelos, com uma faixa-cinto grossa em ouro, um colar grosso em ouro maleável e braceletes nos pulsos era os adornos corporais que usava.
Cantarolando pelos corredores por onde passava, a sua mente estava lá longe com Rouge. Só de pensar nele a sua espinha arrepiava-se, não podia ir correndo para ele como gostaria.
Tomou o pequeno-almoço com os seus filhos antes de irem para as atividades da educação. Que ficavam situadas na outra ponta do palácio.
O sorriso exibido não passava despercebido a ninguém. Encontrou-se com Saludja que não poupou as piadas e perguntou se não deveria cortar as unhas da tigresa antes de saltar para a sua cama, de novo.
Como médico, falou um pouco mais sério disse para ele aceitar uma pasta de aloé vera para acalmar a pele e regenerar-se dos arranhões. Khan sentiu-se quase ofendido por aquela sugestão, o seu ego masculino não permitiria tal coisa. Não queria apagar as marcas do melhor sexo que já teve. Pediu para Saludja parar de ser chato.
Sentara-se na sua mesa de trabalho e enterrou-se em relatórios, impostos recebidos, o estado das importações e exportações, previsões da agricultura. Toda a economia passava pelas mãos do rei, não havia exceções qualquer assunto, ele deveria saber.
Primeiro esses assuntos eram passado pelos responsáveis do Estado, mas a sentença final era do rei, ele controlava a riqueza e administrava os bens pelo povo.
A riqueza do país provinha dos excedentes da agricultura e do gado. Grandes celeiros foram construídos para abrigar a semeadura durante a época das cheias. Foram criadas regras explícitas para o bom funcionamento da economia.
Criar reservas para tempos de escassez, pagar o salário de qualquer trabalhador, artesão ou funcionário ao serviço do Faraó. Distribuir as sementes para a próxima semeadura, vender o excedente para estrangeiro. E negociar muito bem todas as matérias-primas necessárias compradas a países vizinhos. Essa eram as regras seguidas à risca que fazia o domínio egípcio crescer.
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O habitual alvoroço de pessoas mercantes da cidade era igual a todos os dias, vendedores e compradores regateando preços de alimentos e tecidos. Na entrada da cidade uma pessoa estranha estava respirando pesadamente o ar de Tebas.
Deixou o seu cavalo no estábulo e pagou uma moeda a um garoto da cavalariça, misturando-se com a multidão apenas destacando-se pela capa negra que cobria a sua figura alta. Virou esquinas e ruelas até chegar a uma pequena taberna de aspeto sujo, o local mais suspeito da cidade era o ideal para um encontro sem que ninguém desse por isso.
Sentou-se numa mesa pedindo uma caneca de cerveja, uma moça morena e magra de quadril e nádegas afortunadas rebolou até ele colocando a bebida na frente do cliente. O homem não proferiu um agradecimento, a moça apenas teve a sensação que dizia-lhe para afastar-se e não tentar seduzi-lo como pretendia, ganhar dinheiro com o sexo.
Um segundo homem, mais magro e baixo entrou no espaço e sentou-se na frente do homem de rosto semi tapado pelo capuz negro, o segundo homem não passava dos vinte e três anos, pele queimada pelo sol com olhos e cabelos pretos não tinha nada de especial na sua aparência.
O homem encapuçado sorveu um gole da bebida com nojo pelo estado decrépito da caneca. O homem mais baixo denotava um certo nervosismo ao falar. – O que faremos desta vez? A situação é diferente…
O encapuzado colocou a caneca na mesa falando pela primeira vez, a sua voz era grave e arrogante. – É apenas mais uma pedra no meio caminho. Não esperava menos daquela pessoa.
Jafir dirigiu o olhar azul para o seu espião. Passara dois meses que o outro mandara-lhe um falcão com uma mensagem dizendo que o Faraó regressara. Como se não bastasse voltar para um sítio que supostamente nunca conseguiria voltar trouxera uma pessoa incomum consigo.
Ficou com asno, estava a ser difícil acabar com a vida daquele homem. Jurou servir eternamente com a sua alma a Seth para possuir poderes negros infinitos. O desgraçado era o Faraó tinha a proteção divina de Hórus o Deus que derrotara o Deus da destruição Seth, tornando-se logo à partida inimigos mortais.
Essa dificuldade apenas servia para aguçar o coração negro de Jafir, ele interpretava a sua vingança como um jogo, quanto mais difícil mais divertido seria.
– As mulheres do palácio afirmam que o rei está realmente apaixonado por… eu nem sei se é homem ou mulher. Apenas consegui vê-lo uma vez, possui uma beleza extraordinária, uns fios de cabelo de um vermelho flamejante.
Jafir fez um trejeito de ódio pelas palavras do seu espião, parecia enfeitiçado.
– Khan escolheu mais um ponto fraco… os filhos e agora é isso? – Falou com desdém teria que ver e descobrir por si só quem era isso por quem o rei se apaixonou, segundo os rumores.
Apenas daria mais um tempo de calmaria para Khan pensar que estava tudo bem agora, depois atacaria com tudo. Um sorriso malicioso adornou os finos lábios venenosos. Tinha que mexer com o novo brinquedinho de Khan, mais satisfeito levantou-se, jogou uma moeda em cima da mesa e saiu tão depressa da cidade como entrou, desaparecendo no deserto.
Zahin, o segundo homem saiu pouco depois retornando para o seu posto de moço dos recados e faz tudo no palácio. Pensando que estavam passando despercebidos um terceiro homem observava a cena no telhado de uma das casas.
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Dominado pelo tédio, Rouge resolveu sair do quarto e andar para qualquer sítio, só caminhar pelos corredores que mais pareciam umas galerias de museus ficaria melhor. Com a pouca familiaridade que possuía, seguia pelo caminho onde iria dar para o Jardim Safira.
Encontrou várias criadas no caminho que sempre lançavam olhares entusiásticos à sua pessoa. Teve a bela surpresa de encontrar Nuri, a elegante e grandona tigresa num virar de esquina, o animal penetrou o olhar amarelo-felino na sua direção caminhando lentamente até ele.
Com todo o auto controlo para não sair fugindo dali, jamais se deve virar as costas a um tigre, tentou permanecer calmo, os animais sentem a tensão exalada pelo corpo humano, farejam o medo.
Respirou fundo e deixou o animal aproximar-se de si, como sempre Nuri estava de boca aberta exibindo os belos caninos do tamanho de um dedo humano, os bigodes remexiam-se no focinho a cada rosnar rouco.
Numa atitude nada esperada pela parte do ruivo, o animal roçou o seu corpo nas pernas dele. Pensava que apenas os gatos domésticos se roçavam assim, no segundo roçar Nuri esfregou a cabeça na coxa de Rouge. Pelo peso do animal a ir contra ao seu corpo a cada roçar, recuou um pouco batendo num pilar.
Numa tentativa perigosa de agradar à tigresa ele acariciou o pelo dela. Nuri ronronou, pela resposta do ronronar, Rouge achou que estava fazendo aquilo da maneira certa.
Khan saia furioso pelo corredor seguido de Saludja e Arkon. Depois que um dos espiões de confiança do exército voltar da cidade e contar o que viu, Arkon foi informar o conselheiro e o rei.
Desde sempre que sabiam que havia um espião infiltrado no palácio, a expressão de ''manter os amigos próximos e os inimigos ainda mais'' nunca fora tão acertada. Precisavam de informações, precisavam de saber todos o movimentos possíveis de Jafir por isso que Zahin permanecia no palácio, vivo.
Arkon mantinha-o bem vigiado o pobre coitado nem fazia ideia de nada, todavia a altura propícia de montar uma armadilha a Jafir ainda não se proporcionava. Khan concordou com tudo mas exigiu que nunca desse de caras com o infeliz a fim de evitar de mata-lo caso o visse. Pondo fim aos esforços estratégicos.
A cara do rei transfigurava-se numa raiva demente, atravessando um dos corredores a sua visão captou o perfil do ruivo tocando na Nuri. A surpresa fez a sua expressão suavizar-se nesse instante.
Parou para admira-lo e todas as coisas da noite anterior cavalgaram na sua mente. O seu corpo ficou preenchido por um tipo diferente de tensão, examinou o ruivo de alto a baixo achando que aquela roupa estava provocativa demais. Uma sensação estranha tomava-lhe o estomago, um friozinho de quem falha um degrau, um homem feito como ele estava tendo reações de adolescente.
Saludja riu, sendo fulminado pelo olhar de Arkon. Sabendo que o rei já esquecera a presença deles, os dois seguiram por um caminho diferente.
Khan caminhou até ao ruivo que só deu pela sua presença quando parou na sua frente, nesse momento Nuri saiu desfilando alheia aos dramas humanos.
Os olhos azuis-céu encararam o homem na sua frente, era aquele momento que temia ficar na frente dele e não saber como reagir. Viu como Khan deslizava o olhar sobre si, encurtando a distância. Foi tocado no pescoço mais precisamente no chupão visível.
Foi puxado contra o corpo rijo do moreno, tendo uma mão deslizando pelo decote traseiro da túnica. Arrepiando a pele, até as galinhas depenadas teriam inveja do estado da sua pele arrepiada. Para provocar mais, Khan falou perto do ouvido do ruivo. – Dormiu bem meu amor?
Junto com as palavras a mesma mão deslizou das costas para uma coxa brincando de ‘subir’ a bainha da túnica. – Não me lembro de nada, aconteceu alguma de especial? Não dei conta. – Rouge fez uma expressão de desentendido, calado é que não iria ficar.
De certa forma era divertido implicar e dar respostas sarcásticas a Khan.
O moreno riu roucamente diminuindo a distância entre os rostos, e das bocas. Colocando uma mão na nuca de Rouge trazendo-o de encontro aos seus famintos lábios. O ruivo já se encontrava de olhos fechados esperando sentir a língua animada tocando na sua.
Foi um beijo daqueles que arranca um friozinho na barriga de tão intenso e lento que é. Os braços do menor penderam no pescoço de Khan automaticamente. Gostava desse jeito. Gostava dos beijos. Mas não iria admitir.
Khan vibrava por ter Rouge nos seus braços era um prazer só seu por direito.
Notas finais
Jafir já começou a dar o ar da sua graça hehe
Espero que tenham gostado ♥
Acabei este capítulo mais cedo do que pensava.
Beijos!
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