Notas iniciais
Como vocês podem ver eu adicionei uma capa nova temporária, com base no triângulo amoroso da história, da autoria de minha melhor amiga emilybrito_dark!!!! Muito obrigada!!! Em breve nós mudaremos novamente a capa! Não tenho tanta coisa para falar... Bom espero que gostem do capítulo, obg por tudo,
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POV Carter



Estava atordoado. Todos os acontecimentos mudaram de rumo rapidamente. Pouco tempo estávamos saído para viajar de férias, e agora estávamos saindo para viajar em uma missão pra salvar o Egito e o mundo novamente. Os Kane nunca tinham descanso, isso já era quase previsto, era muito bom para ser verdade. Férias? Nunca. Só se for de um dia. Outro deus e mago estavam planejando destruir tudo. Tínhamos três dias para nos preparar para a viagem. Nosso primeiro ponto? Egito. Iríamos procurar o baú de Nun. Um feito quase impossível. Meu pai estava pensando em como poderíamos ter uma pista de onde esse baú está.

Dormi ontem pensando em tudo isso e acordei agora com os mesmos pensamentos...

Levantei, Walt estava dormindo. Ou parecia, talvez ele estivesse fingindo, ontem tinha ficado muito atordoado com a notícia de que Sadie e Anúbis estavam juntos.

–Walt, está acordado, posso falar com você?

–Olha Carter, eu não estou muito legal para conversar ok?

–Eu só queria ajudar, sou irmão da Sadie, somos amigos.

–Nunca achei que Sadie poderia namorar Anúbis. Aquele idiota.

–Também nunca achei, mas ela é minha irmã, só quero a felicidade dela. Talvez seja melhor que encontrasse outra pessoa...

Mas ele me cortou.

–Nunca vou desistir de Sadie! Aquele chacal não serve pra ela! Ainda vou conseguir conquistá-la.

–Bom, era melhor que não se iludisse, eu não quero isso.

–Não se preocupe Carter, eu tenho determinação suficiente.

–Você é quem sabe...

Então eu me arrumei e fui para a casa ao lado encontrar Sadie e Zia.

Mal cheguei à casa, encontrei Zia e Sadie conversando no caminho.

–Oi amor! -Disse Zia

–Oi!- Eu a beijei.

Sadie fez um sinal de vômito.

Eu ri.

–Oi Sad!

–Oi!

–Eu e Zia pensamos em tomar o café matinal, e andarmos um pouco para achar artigos mágicos e armas para a missão. Quer vir com a gente?

–Só nós três?

–É... E Anúbis também, ele vai me acompanhar.

–Ahhhhh!!!!!!-Reclamei. Ele tinha que nos seguir para tudo quanto é lado igual cachorrinho (literalmente...)?

–Ah nem vem Carter, eu não vou ficar segurando vela! Além do mais, eu também quero que ele me ajude a escolher minhas coisas.

–Tá bom então... –Eu disse desistindo.- Você vai descer com a gente ou vai com Anúbis?

–Vou esperar o Anúbis, se quiserem ir descendo...

–Oks, depois do café da manhã a gente se encontra aonde?-Zia perguntou.

–A gente se encontra em frente ao refeitório né?-Eu disse.

–Então tá!Nós já vamos indo!- Zia disse pegando minha mão.



POV Sadie



Eu fiquei vendo eles descerem. Olhei para o céu azul e depois para o acampamento que podia ser visto lá de cima.

Os magos pareciam num dia normal. Eu me lembrei do dia em que havíamos chegado. Estava tudo tão bom, tranquilo que se não fosse os acontecimentos da missão eu acharia que estava em um dia normal. O que estaria fora da realidade por um tempo...

Estava tão distraída que quase não percebi Anúbis se aproximando. Ele me abraçou por trás. E ficou assim por um tempo, observando o acampamento comigo.

–No que está pensando?-Perguntou.

Por um tempo eu não consegui responder nada, seu perfume e seu calor me deixavam zonza.

–Em você.

Ele não respondeu nada. Nós ficamos em silêncio e então ele me virou devagar, olhou os meus olhos. Nós ficamos nos olhando por uns dois minutos. Via cada linha do seu rosto, seus olhos estavam como um mar calmo naquela hora. Seu rosto a um centímetro do meu. Sentia sua respiração, seu hálito doce. Então ele me beijou calmamente, me envolvendo com seus braços, eu o correspondi. Logo ele me beijou mais intensamente, como nunca antes. Sentia como se uma tempestade invadisse minha mente. Me entreguei a seus braços. Só paramos quando meu corpo começou a gritar por ar. Ele entendeu e se afastou. Eu estava totalmente sem fôlego.

Ele me analisava. E eu olhava para ele.

–Pensei que nunca teria esse momento com você... -Ele disse.

Eu sorri.

–Pensou errado.

Ele riu.

–Não está na hora de descermos?

–Sabe que eu tinha me esquecido?

Ele sorriu para mim e juntos fomos até o refeitório.



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Logo após o café da manhã, todos nos encontramos em frente ao refeitório.

Anúbis foi o primeiro a se pronunciar.

–Carter, Zia.

–Oi!-Zia respondeu sorrindo.

Anúbis também sorriu.

Ele tinha colocado seus óculos de sol, então não conseguia ver seus olhos dourados, Anúbis não era muito fã do sol...

–E aí gente? Vamos andando?-Comecei.

–Vamos então. -Carter disse entediado.

Eu lhe lancei um olhar gelado.

Então Zia pareceu lembrar-se de algo.

–Queria dar uma olhada na cabana de poções...

–Ah legal!Então vamos!-Eu disse.

Eu comecei a conversar com Zia. Carter e Anúbis ficaram mais atrás. Um analisando o outro. Anúbis segurou uma risada.

Carter parecia o divertir. Ou era por estar tendo conversa de mulher com minha melhor amiga... Não sei, não conseguia interpretá-lo naquele momento. Ele era sempre misterioso.

Nós chegamos à cabana. Eu entrei atrás de Zia, Anúbis atrás de mim, seguido por Carter.

Já havia entrado uma vez na cabana de poções e conhecido Chelsea. Ela era uma garota... Como podemos dizer? Alegre demais, mas mesmo assim era uma boa pessoa. Eu não gostava muito de seu irmão, Jack. Ele era muito estranho, como se escondesse algo. Não sei, ele conseguia ser mais gótico que eu! (kkkk, brinks!) Mas era sinistro. Eles eram totalmente o oposto um do outro. E disso eu não poderia falar nada, pois a mesma situação ocorria entre mim e Carter. É só analisar.

–Chelsea? -Chamou Zia.

Nós ouvimos um barulho atrás do balcão principal. E então Chelsea surgiu de trás dele, e seu gato Amenóphis rapidamente subiu em cima de umas caixas empilhadas ao lado de uma prateleira cheia de pedras coloridas.

–Oi gente! Zia, Sadie, Carter e OMG! Anúbis!

Anúbis sorriu.

–É um prazer!

–O prazer é todo meu. O que o trás a minha humilde loja?- Perguntou ela como se visse o seu cantor preferido.

–Vim acompanhar minha namorada e uns amigos. Não quero incomodar... -Ele riu.

–É claro que não, fique a vontade!Sou sua maior fã!

Então Anúbis se sentou em um banquinho e Carter começou a explorar a loja. Ele foi para um lado e eu e Zia fomos por outro.

Tinha tantas coisas naquela loja que não conseguiria citar... Pedras, plantas, extratos, poções, líquidos coloridos, pergaminhos, livros sobre poções e algumas coisas super esquisitas.

Estava observando um livro de poções. Eu o abri. Ele soltava muita poeira, eu espirrei. Continha muitas poções diferentes. Poção da alegria, poção do esquecimento (por que alguém iria querer se esquecer?), Poção de cura instantânea... Esse último com certeza poderia ser útil na nossa missão. Estava escrito: Prateleira 11- Armário 7.

Eu passei os olhos pelo local. Mas de longe já avistara.

Foi fácil de achar. Um frasco redondo de líquido verde. (aposto que acharam que era vermelho os jogadores de RPG, mas voltando...)

Eu peguei e continuei olhando as outras coisas, quando bati minha perna em algo. Eu praguejei em egípcio antigo. Ultimamente andava muito desastrada. Analisei no que havia batido. Um barril indicava: Flores de Lótus do Amor.

O que seria? Olhei para dentro do barril. Ele estava cheio com água e nela flutuavam delicadas flores de lótus rosa. Elas cintilavam aos meus olhos. Era lindas...

Tão lindas que me faziam querer uma. Então pensei em chamar Zia para vê-las.

Zia veio com uma caixa de pergaminhos.

–Pra que tudo isso?-Perguntei.

–Para aprimorar meus conhecimentos sobre os outros três elementos. Já que o meu tipo é o fogo. Além do mais, vamos lutar com magos experientes nessas áreas... O que você achou até agora?

–Peguei uma poção de cura instantânea e... Achei isso!

Então indiquei o barril com as flores de lótus para Zia. Ela quase derrubou tudo que segurava em sua mão.

–Não mexa nisso Sadie!

–Por que? São tão lindas...

–Você não leu? São flores do amor!

–E o que que tem isso?

–Chelsea me contou que são flores do amor. Quem as segura e pensa em uma pessoa, se apaixona por esta.

Então tive uma ideia brilhante nesse momento.

–O que foi?-Perguntou Zia olhando para minha cara.

–Está pensando no que estou pensando? -Perguntei

–Sadie, eu já namoro o Carter...

–Não! Eu estou me referindo a Bes e Bastet!

–O que que tem eles?

–OMG! Você não entende? Nós poderíamos dar isso para eles, para eles tentarem se acertar... Não sei... Essa viagem vai precisar de que todo mundo fique unido, e eles merecem isso. Bastet sofre todo dia, e Bes também... Quero o bem deles... Eles fazem parte da minha família, Zia...

–Será?

–Não sei, mas pode ser uma boa ideia.

–Sabe de uma coisa? Eu acho que você está certa! Agora que nós temos a missão, seria ótimo, eles se acertarem! Além do mais, é para o bem deles!

–Isso! Então vamos levar!

Eu e Zia escolhemos mais algumas poções e artigos mágicos juntas como reservas para a viagem.

Zia chamou Chelsea e perguntou-lhe o preço de tudo.

–Não vai custa nada! -Disse ela sorrindo.- Além do mais, vocês vão salvar o mundo!-Ela pausou. –Ah... Vocês vão levar as flores... Tomem cuidado, aliás, eu vou lhes dar o extrato de lírio azul, para qualquer imprevisto. Cuidem bem dele, afinal, é muito raro...

Ela se abaixou no balcão e derrubou algumas coisas, fazendo um pouco de barulho. Livros, pergaminhos, mas ela logo ressurgiu com um frasco minúsculo, contendo um líquido azul escuro. Em seguida a caixa contendo as flores.

Nós pegamos tudo. E tomamos o cuidado de esconder as flores e o extrato.

Carter já havia pego suas coisas. Era muita coisa por sinal, mas eu não comentei nada, Carter era sempre Carter... Então nos despedimos.

–Muito obrigada Chelsea! Até!

–De nada gente! Boa sorte com a missão, todos confiamos em vocês! Até mais Anúbis!-Ela cantarolou.

Nós saímos da loja. Eu chamei Anúbis. Iríamos ao arsenal.



–E aí meninas? Acharam muitas coisas?-Perguntou Carter.

–Não muitas. -Zia olhou para mim e eu entendi o sinal.- Peguei alguns pergaminhos, Sadie umas poções de cura...

–Eu achei umas coisas legais sobre magia, se quiser a gente pode estudar um pouco Zia...

–É claro! –Disse ela animada correndo para conversar mais com Carter sobre magia...

Eu revirei os olhos. Zia e Carter formavam um belo casal... O que eu queria agora era ouvir um Radiohead, Metálica, ou algo do tipo para me distrair... Então Anúbis veio ao meu lado.

–Sad! Está tudo bem? Vi que você saiu da loja com uma cara estranha... Isso não tem nada ver com a Chelsea ter me dado um tratamento especial né?

–Não... Ela só é sua fã... Afinal ela é uma garota bem legal, eu gosto dela.

Nós rimos.

–Estava querendo escolher uma khopesh...

–Se você quiser eu posso te ajudar.

–Como se você fosse o especialista...

–Querida, eu sou um deus.

–Nossa! Me desculpe, lá vem o metido de novo...

Ele riu.

–Tenho mais experiência com espadas e armas do que você. E isso você já sabe...

–Isso é o que vamos ver! -Respondi determinada.

–Isso é um desafio?- Perguntou divertindo-se.

–Já descobriu? Achei que ia demorar mais para entender...

Ele olhou para mim divertido.

–Se prepare Sadie Kane...

–Eu digo isso pra você!

Ele riu, e então nós quatro entramos no arsenal.




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Já havia entrado umas vezes no arsenal, mas vou descrevê-lo. Era um lugar barulhento. Muitos magos trabalhavam fazendo espadas, lanças, escudos e coisas do tipo, o dia inteiro. Era um trabalho muito cansativo, na minha opinião. Todos eles tinham características de pessoas fortes, baixas, mãos ásperas e seus rostos eram sujos de fuligem.

De um lado haviam as mesas de trabalho e de outro lado, mais especificamente, à esquerda, tinham várias prateleiras com armas.

Hugo, o mais velho de todos era um amigo. Tinha as mesmas características físicas de todos. Ele era o líder naquele arsenal. Ele sorriu e veio falar com a gente.

–Sadie, Carter! Zia! Senhor Anúbis!-Ele fez uma reverência. -Bem-vindos! Posso ajudar em alguma coisa?

–Olá Hugo!- Respondeu Carter.- Nós vamos olhar as suas armas. Sabe como é... Para a missão.

–Fiquei sabendo, aliás, todos já sabem. -Disse assumindo uma expressão preocupada. Mas logo mudou sua expressão, para uma alegre. -Se precisarem de algo é só me chamar. Tenho que voltar ao trabalho. Se me dão licença.

Então ele se dirigiu as mesas de trabalho, onde estava terminando um escudo de bronze.

Carter e Zia foram para um lado e eu e Anúbis nos dirigimos ao outro.

Eu parei na parte onde se instalavam várias espadas, de várias cores e tamanhos. Eu fiquei um pouco confusa. Além do mais, nunca tive uma...

Eu peguei uma de lâmina maior. Era azul. O seu cabo era de um material dourado. Eu experimentei segurá-la. Era pesada.

–Essa é muito grande! Você nunca vai conseguir segurar isso! Tente essa aqui!-Disse Anúbis me entregando uma menor prateada.

Eu segurei, mais ela não se ajustava muito bem na minha mão. Então experimentei mais umas dez que ele havia me indicado. Muito pequena, muito leve, muito pesada...

–Você está sendo de boa ajuda, ein?

–Calma Sad. Não tenho culpa. Você tem que ter paciência.

–Eu desisto! Nada fica bom! Eu poderia usar a sua khopesh...

–Você não quer escolher uma para você?

Então nesse momento de distração, quando nós estávamos desistindo Anúbis me entregou uma khopesh média que estava separada das outras, como se fosse especial. Sua lâmina era negra como a dele, seu cabo era prata, e continha uma jóia negra. Era aparentemente bonita...

Eu a segurei. Ela era perfeita. Não era muito pesada, nem muito leve, nem muito grande nem muito pequena. E se parecia muito com a de Anúbis.

Ele sorriu.

–Gostou?

–Adorei, como você sabia que era perfeita?

–Quando eu era pequeno... Eu tinha feito minha própria espada, como parte de meu treinamento como guerreiro. Como todo deus tem. Ela meio que veio parar nesse nomo e é essa aí. História enrrolada, mas tudo bem...

–Ela é perfeita!

–Não é tão legal, mas...

–Tá brincando?

–Adoraria que ficasse com você... -Disse ele se aproximando.

Nossos rostos estavam a centímetros.

Então ele recuou. Eu apontei a lâmina para sua garganta. E sorri.

–O que você disse senhor deus que entende melhor de espadas do que eu?

Ele riu.

–Não vai escapar dessa tão facilmente.

Eu nem consegui respirar direito quanto ele pegou sua espada e a mirou em minha direção. Eu o ataquei. E ele me atacou novamente. Nós lutávamos com muita concentração. Ele defendia todos meus ataques e vice-versa.

Quando percebi, todos se reuniram em nossa volta para observar a luta.

Ele estava na liderança, e isso não poderia continuar. Via que seus golpes eram baseados na agilidade e não na força. Tentei seguí-los, o que era quase impossível. Ele tinha uma sequência definida de golpes que rapidamente decorei.

Ele tinha cometido erros. De se convencer que estava ganhando e principalmente, ele não queria me machucar. E foi em um momento desses que eu consegui derrubar sua espada.

Ele estava surpreso, assim como todos ao nosso redor. Hugo e alguns magos batiam palmas. Carter e Zia que também assitiram a luta estavam surpresos.

Anúbis estava parado me olhando. Eu me aproximei dele. E sorri. Estávamos a centímetros do rosto um do outro. Eu olhei em seus olhos. Eu segurei seu rosto. Nosso lábios roçando. Eu sussurrei.

–E agora senhor deus? Quem não entende de espadas?

Então me virei. Coloquei minha nova khopesh em sua bainha nova. E então todos saímos da loja, nos despedindo de Hugo e dos outros. Todos olhavam para mim. Eu sorria de satisfação.

Do lado de fora Anúbis me seguiu rapidamente.

–Como fez isso? -Perguntou com um meio-sorriso.

–Técnica. -Respondi rindo, ainda de costas.

–Devo dizer que você me deixou impressionado, como sempre me impressiona. — Disse.

Então ele me virou e me beijou. Eu o correspondi.

–Estava errado sobre você.

–Obrigada!-Respondi.

Ele riu.

–Da próxima vez, eu não vou deixar tão fácil assim.

–Ah tá!Como se eu acreditasse...

Então fomos andando até alcançar Carter e Zia.

–Achou sua espada Sadie? -Perguntou Zia.

Eu lhes mostrei minha khopesh nova.

–Carter pegou um escudo e eu peguei uma, mais nova...

Então ela me mostrou uma espada simples avermelhada.

Nós começamos a conversar mais um pouco quando meu pai apareceu.

–Olá crianças!

–Pai? O que está fazendo aqui? Aconteceu alguma coisa?

–Sim! Houve imprevisto. O deus ou deusa está avançando... Vocês vão ter que partir amanhã cedo! Hátor vai dizer o que devem fazer. Vim chamá-los para vir até a casa grande, todos já estão lá.

–Amanhã cedo senhor? Mas... -Começou Anúbis.

–É... Nunca achei que seria tão rápido, mas o tempo corre. Têm que se aprontar e rápido.

–Vocês acharam mais alguma pista? -Perguntou Carter.

–Nada ainda filho, mas logo logo saberemos mais. Me sigam

Todos nós nos entreolhamos e o seguimos até a casa grande para ouvirmos nossas instruções. Tudo corria tão rápido... Não esperava o que ouviria a seguir...




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Chegamos rapidamente à casa grande. E entramos atrás de meu pai. Todos estavam reunidos na sala. Bes, Bastet, Walt (pensava se ele ainda estava com raiva de mim...), Sarah, Jack (os magos que havíamos conhecido quando chegávamos a ilha.) e Melesmie (muito interessado com tudo... A única coisa que lhe interessava era com certeza Anúbis e isso me dava muita raiva). Hátor estava sentada na ponta.

Nós nos sentamos na mesa.

–Eles chegaram!-Disse meu pai.

–Que bom! Vou começar. -Disse ela. –Eu Hátor, deusa do amor, fertilidade e alegria desejo peço a Maat que revele sobre a viagem dos magos e deuses em busca do baú de Nun.

Hátor estava totalmente concentrada e fora de si. Quando falou.

–Os magos e deuses vão encontrar momentos nos e ruins nessa viagem. Tudo depende de cada um. Entre os que vão na missão, um deles é o traidor. Para acharem o baú devem procurar o filho vivo daquele cujo objeto vocês procuram. Devem ser quem vocês não foram. Todos lutarão bravamente. Todos terão que se reunir para lutar por uma causa. Para resolver o enigma do baú, terão que saber sobre as coisas boas da vida. Alguns se machucarão, outros ainda tem muito o que aprender. Prestem atenção em todas as minhas recomendações. Vocês saberão de tudo na hora certa. O futuro depende sempre de suas ações...

Então Bastet acordou do transe nos deixando atordoados. Quem seria o traidor?

–Queridos, tomara que tenha dito coisas boas a vocês!- Disse Hátor.

Nós nos entreolhamos sem dizer nada. Um era o traidor, e isso nunca poderia ser bom.

–É claro Hátor!-Meu pai disse meio preocupado. –Vamos ao que interessa. Vão partir amanhã cedo, estejam prontos! Nós vamos fornecer tudo o que precisarem!

Nós assentimos.

–Mas pai por onde começamos?-Perguntou Carter.

–Como nossa querida Hátor disse, vocês vão primeiro encontrar o deus de que precisam e levá-lo junto com vocês ao Egito. Ele vai ajudar vocês, é muito experiente como sabem.

–Mas quem é?-Insistiu Carter.

–Ora! Vocês vão encontrar o filho vivo de Nun! Resumindo, vocês vão encontrar Rá!

Todos gemeram. Rá seria o pior deus para ser levado numa missão. Vai ser um prejuízo enorme. Nós estávamos começando bem...

–Sem reclamar!-Osíris disse.- Quando acordarem já terão tudo o que precisam pronto. Pegarão um portal para o salão dos deuses... Devem se aprontar e virem aqui na frente da casa grande. Desejo-lhes muita sorte. O futuro depende de vocês. -Ele olhou para nós com um sorriso triste. — Queria que tudo fosse diferente, mas não posso mudar nada. A reunião está encerrada. Espero lhes encontrar amanhã bem dispostos.

Então todos saímos da casa grande com interrogações, preocupações... Quem seria o traídor era a pergunta que não calava... Quem estaria fazendo tudo aquilo e por quê? Como Rá poderia nos ajudar? O que Hátor quis dizer com muitos iriam se machucar?

Todos nós fomos dormir com todas essas perguntas na mente. Amanhã seria um novo dia. O dia em que nossa missão começaria...




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Longe do acampamento, onde magos se preparavam para uma missão impossível, duas criaturas conversavam na floresta escura. Seus rostos não podiam ser identificados.

–E então? O que aquela idiota da Hátor lhes disse?

–Nós vamos procurar Rá, e o levaremos para o Egito, ele sabe sobre o baú.

–Interessante... Bom trabalho.

–E a minha recompensa?

–Você acha que eu te darei recompensa agora idiota? Você não merece mais do que um rato. Depois que tudo terminar você ganhará a sua devida parte. Mas não agora. Chispa! Já sei tudo o que devo saber.

Então a primeira criatura foi embora deixando a outra em seus pensamentos.

–Agora Carter e Sadie Kane, vocês não vão poder me impedir. Vocês nem sabem o que lhes aguardam... Tanta coisa que vocês não sabem... Vocês nem tem mais chance de salvar o mundo... Que pena...



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Notas finais
O que acharam? Mandem reviews, sugestões, críticas???????Se tiverem erros de português me desculpem...kkkk! Impossível rever tudo sem deixar escapar algo... Estou curiosa para saber suas opiniões!