O Acampamento e a Lenda do Baú de Nun
9 Lendas Antigas
Notas iniciais
POV Anúbis
Sadie havia acordado, então ela se sentou e perguntou:
-O que aconteceu?
Eu olhei para ela, pensando que nunca veria aqueles olhos lindo de novo, que nunca mais escutaria sua voz... O fato de Sadie acordar e estar ali na minha frente viva, foi a melhor coisa que poderia ter acontecido na minha vida nesses milhares de anos. Não me contive e a abracei, o que mais me acalmou foi que ela retribuiu o gesto, devagar ela sussurrou: “Anúbis?”.Eu deveria estar sufocando ela, era muito forte e ela muito frágil, me soltei rapidamente e ela se apoiou nos meus braços perguntando.
-O que aconteceu? Gente, só lembrei de uma forte dor de cabeça e então eu apaguei!
Carter correu na direção dela, os olhos manchados de lágrimas e a abraçou.
-Sadie! Quase você me mata do coração!
Assim todos fizeram a mesma coisa. Logo resolvemos dar a Sadie um espaço, pois ela estava um pouco confusa.
Nós contamos o que havia acontecido, e ela entendeu.
-O melhor que me aconteceu, é ter essa família maravilhosa, que me ajudou! Todos vocês se juntaram, se uniram só para me salvar- então ela começou a chorar, mas de alegria.
Todos nós olhamos um para o outro trocando sorrisos, alguns não conseguiam ainda quebrar a rixa, mas todos estavam bem e isso é o que importava.
Ela se levantou com cuidado, e eu fiz menção de ajudá-la, mas ela recusou.
-Obrigada Anúbis, mas eu estou bem! Obrigada por me salvar. – Disse ela
Então me abraçou delicadamente e eu retribui.
Walt veio falar com ela.
-Sadie, me desculpe, não deveria ter sugerido para que nós nadássemos. Se não fosse eu, nada teria acontecido.
-Tudo bem Walt. Não foi culpa sua, além do mais nunca sabemos o que pode acontecer. Nós desconhecemos o futuro, por isso temos que viver o presente de melhor maneira possível-Disse sorrindo, logo ela disse a si mesma- Nossa, dei para virar filosófica agora?-Ela riu
Todos fizeram o mesmo.
-Se tivesse acontecido algo com o meu filhote, eu não me perdoaria nunca.-Disse Bastet
-Bastet...-Disse Sadie abraçando Bastet e sorrindo.
-Bom, crianças... -ela pausou- e deuses, que bom que estão TODOS bem!-Hátor disse sorrindo- Acho melhor todos voltarem pras suas casas. Sadie tem certeza de que está bem?
-Ótima como sempre- disse sorrindo
Com isso eu sorri também e todos fomos andando até seus aposentos, depois daquela tarde, todos queriam descansar.
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POV Sadie
Depois daquela tarde, subi até a casa junto com uma Zia preocupada e uma Bastet carinhosa. Eu suspirei. Quase havia morrido, e Anúbis tinha me salvado. Sorri. O melhor era que todos haviam se juntado para me salvar, deixando os problemas de lado. Eu sorri. Sabia que se algo acontecesse, todos estariam lá para se ajudarem.
Então eu dormi até o jantar, pensando nisso.
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Nós jantamos relativamente bem essa noite, com exceção de que todo mundo olhava pra mim como se no próximo minuto eu fosse desmaiar. Principalmente Anúbis. Que maravilha!¬¬
Desta vez Bes conversava com Carter. Ele não estava muito quieto hoje, depois do ocorrido.
Quando todos terminaram de comer, estava pensando no que ia fazer quando voltasse para meus aposentos. Eu não precisei, pois uma coisa diferente aconteceu. Todos esperaram sentados em suas mesas e ninguém saiu.
Hátor lançou uma piscada de olho para Bastet e se levantou e andou até o centro do refeitório. Todos começaram a cochichar, conversar e sussurrar, quando Hátor fez um sinal pedindo silêncio. No próximo minuto todos estavam quietos. O refeitório se silenciou de tal modo que quase ouvíamos as respirações de cada um.
-Bom, como todos sabem hoje é sexta-feira (Não. não é o que está pensando, não é sexta-feira treze, e o homem da serra elétrica não iria nos pegar ¬¬). E todos sabem também que toda sexta-feira depois do jantar, nos reunimos na fogueira para ouvirmos e contarmos histórias. Então peço agora que dirijam-se para a fogueira, os nossos convidados não conhecem ainda essa atividade.
Assim quando Hátor terminou de falar, todos os magos andaram em fileira até a fogueira. Hátor nos acompanhou.
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A fogueira já estava preparada, próxima à casa principal e todos os magos já estavam sentados em sua volta., Hátor nos mostrou para fazermos o mesmo e ela sentou ao nosso lado (Anúbis sentou ao meu laa do!-cantarolei em pensamento XD).
Até aí, não sabíamos o que iria acontecer. Quando finalmente começou. Hátor estava brilhando, elevada do chão, os olhos eram bolas de fogo.
-Como tradição, eu Hátor, deusa do amor, da beleza, da maternidade, da música e alegria me pronunciarei.
Todos os magos não disseram uma palavra após isto, e nós entendemos que ela começaria a falar, então também nos silenciamos.
- A lenda que eu vou contar data do ano 2000 a.C, desde os tempos mais remotos da civilização egípcia até os dias de hoje, melhor chamados tempos modernos. Ninguém pode afirmar se a lenda é verdadeira ou apenas um mito.
Nossa história começa no início da criação do Egito...
Nun era o deus mais velho e sábio de todos, ele era o único existente antes de tudo.
Um dia, ele resolveu criar a maior civilização que já existiu, onde ele fosse o ser supremo, que governasse todos os reinos do mundo. Ele queria criar essa civilização em que houvessem deuses como ele, um império que duraria milênios e que fosse lembrado pela eternidade.
Ele então se decidiu, e assumindo a forma de abismo líquido, ele criou o Egito, o Nilo e o resto de tudo.
Depois de estar satisfeito com o que tinha começado a criar, ele decidiu que não queria que ele se perdesse nunca, e que tudo o que fora criado nunca fosse destruído. Ele pensou em várias formas de fazer que esse império fosse infinito, várias formas de fazer com que esse reino durasse pela eternidade. Ele pensou por anos e milhares de anos, mas não encontrou nenhuma solução. Quando ele pensou que não haveria saída, e preferindo que seu reino fosse destruído, ao ser destruído mais tarde pelas mãos de outros, decidindo destruir tudo o que havia sido criado, ele teve uma ideia.
Ele escreveu com suas própias mãos um pergaminho, com todos os segredos, toda magia, e tudo o que ele fez para criar essa civilização que era o Egito. O que ninguém nunca soube desde a antiguidade até os tempos de hoje.
Quem obtivesse esse pergaminho teria o poder de destruir ou modificar o Egito.
Nun criou um baú de ouro puro, com estrutura de madeira, onde colocou o pergaminho. Ele fechou o baú com 4 cadeados diferentes. Dizem que cada um era tomado como um elemento da natureza: fogo, água, terra e ar. Fechou cada cadeado com 4 chaves diferentes que ele espalhou pelo mundo, em outros reinos.
Por fim em volta desse baú ele escreveu hieróglifos que contavam como achar as 4 chaves, de modo que quem o encontrasse, pudesse desvendar o segredo. Quem fosse capaz desse feito, teria a dignidade de alcançar o poder do Egito em suas mãos. Satisfeito com a solução que havia achado ele olhou para o baú orgulhoso. E lançou sobre ele, um encantamento que durou dias, para que o baú sumisse. Após todos esses dias, o baú de Nun sumiu e nunca mais foi encontrado.
Nun gerou dois filhos: Rá e Atun. E com isso vieram os outros deuses. Houveram muitas guerras sangrentas, batalhas, traições pelo baú, todos queriam dominar o Egito. Mas ele nunca foi achado, por nenhum deus ou pessoa existente. Nem nunca as chaves foram achadas em nenhum território estrangeiro.
Muitos acreditam que o baú esteja escondido no Egito até hoje, mas também isso nunca foi comprovado.
Assim Nun desapareceu, mas foi lembrado por todos os anos, assim com o Egito, após ser dominado pelos romanos continua do mesmo jeito, e existe até hoje na mente humana.
O baú não desapareceu, assim como as 4 chaves não desapareceram. As perguntas são:
Algum dia serão encontrados? Algum dia alguém obterá o poder supremo do Egito?
Isso ninguém sabe. –Ela pausou. – Por enquanto...
Assim, Hátor caiu no chão voltando ao normal, logo ela se levantou. Eu fiquei pensando na história que ela havia nos contado. Seria verdadeira?
Pensei em fazer perguntas para ela, mas logo ela falou.
- Eu contei uma história a vocês?Não é?
Sarah, a maga que nos havia recebido respondeu que sim. Hátor sorriu.
Eu pensei. Hátor não se lembrava de nada!
-Então, o encontro está encerrado. Peço que voltem a seus aposentos.
Então ela se retirou para seus aposentos e cada um fez o mesmo.
Todos nós também nos levantamos para seguir até a árvore. Mas uma coisa me preocupou. Quando eu olhei para Carter ele assumiu um olhar como se tivesse visto um fantasma. Eu lhe lancei um olhar de interrogação, mas ele não disse nada então cansada de ver o meu irmão perturbado com algo, resolvi perguntar. Eu caminhei até ele.
-Carter. Aconteceu alguma coisa que você não quer me contar?
Ele não me respondeu, parecia hipnotizado, com um olhar distante. Eu insisti.
- Carter!!!- Eu gritei
-Ahn? Oi? O que aconteceu?- Perguntou ele confuso
-Eu estou falando com você! Perguntei o que está acontecendo!
-Ah nada Sadie. Esse não é o momento apropriado para conversarmos. E não aconteceu nada. Vamos para casa, está tarde.
Eu olhei para ele e finalmente assenti. Alguma coisa estava fora do eixo. E eu descobriria.
Nós fomos os últimos a sair da fogueira para os quartos. Carter e eu.
Então nós fomos caminhando. Eu olhei para trás. O fogo havia se apagado.
Eu me virei, mas tive a leve impressão de que estava sendo observada.
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