No quarto silencioso, Daniela se preparava para enfrentar o ciclo noturno de incertezas. Respirou profundamente, buscando coragem nas entranhas da alma, enquanto seu coração batia como um tambor de guerra.

Mas, na madrugada, os pesadelos tomaram uma forma diferente. Não como monstros visíveis, mas como vozes cruéis que a insultavam, um opróbrio invisível que corroía sua autoestima. “Idiota! Imbecil! Otária! Incompetente! Inútil”, diziam. As palavras afiadas como lâminas penetravam sua mente, fazendo-a sufocar sob o peso do autodesprezo.

Nessa batalha noturna, Daniela enfrentava uma guerra de palavras, uma tormenta mental que deixava cicatrizes mais profundas do que qualquer pesadelo físico.

Notas finais
opróbrio substantivo masculino 1. grande desonra pública; degradação social; ignomínia, vergonha, vexame. 2. caráter daquilo que humilha, degrada; estado ou condição que revela alto grau de baixeza, torpeza; abjeção, degradação.