O último filho

2 Dezessete anos depois


P.O.V. Cassie.

Por mais que eu odeie admitir eu sou igual a minha mãe. Sou doce, calma, mas cheia de opinião e um tanto intrometida e super-protetora.

Meu cabelo é igual ao dela, mas de alguma forma que eu não sei explicar tenho olhos castanhos. E desde que eu era criança eu sabia que não era igual ás outras pessoas apesar de me parecer com elas.

—Mãe?

—O que minha filha?

—O que eu sou?

—Você é a última filha do último filho. Você é a filha do Superman.

—Espera, o meu pai é o Superman? Mas e o papai?

—Amor, eles são a mesma pessoa.

—Porque faço as coisas se moverem sem tocar nelas? Porque faço os bichos me obedecerem sem treinamento? Porque ouço as cobras sussurrarem coisas?

—Porque você é a última descendente viva de Marguerrite Isobel Torroux. Você é metade bruxa, metade kriptoniana porém mais forte que os dois.

—Mamãe, porque a tia Kara me odeia?

A resposta veio do meu pai.

—Porque ela foi criada com valores kriptonianos e os kriptonianos eram muito rígidos quando se tratava da linhagem. Eles pregavam a pureza da linhagem sanguínea. Híbridos não eram bem aceitos.

—Ela me odeia porque eu sou híbrida?

—Ela não te odeia. Só vai levar um tempo pra processar.

—Me ensina pai. Me ensina o que você sabe.

—Ensino. Pegue seu cachecol e coloque uma roupa de inverno, vamos fazer uma viagem.

Fiz o que o meu pai mandou e logo estávamos num lugar que era esquisito. Nevava, mas haviam cristais por todo o lugar.

—Todo o conhecimento do nosso povo está gravado nesses cristais. Essa é a minha fortaleza da solidão.

Um homem aparece.

—Bem vindo meu filho.

—Quem é você?

—Eu sou Jor El.

—Você é meu avô.

—Entre na câmara Cassie.

—Vai doer?

—Não.

P.O.V. Clark.

Ela entrou na câmara e ficou lá dentro por meses, aprendendo, tendo todo o conhecimento do povo de Kripton implantado em seu córtex cerebral.

—Pai?

—Sou eu. Como se sente?

—Diferente. Mais esperta, mais esclarecida.

—Ótimo. Agora é a vez da mamãe ensinar você.

P.O.V. Cassie.

Minha mãe me ensinou a recitar feitiços, me ensinou sobre a minha linhagem, me ensinou a canalizar, meus pais me ensinaram a lutar a testar meus limites.

—Porque isso?

—Porque quando o mundo descobrir que você existe minha filha, o exército vai querer colocar as mãos em você, vão querer te usar como uma arma e você não é uma arma. É a minha filha.

—Por isso eu nunca fui á escola e nem ao mundo exterior?

—Sim. Queríamos ter certeza absoluta da extensão de seus poderes, de quais poderes você teria, se seria imune a kriptonita e você é.

—Sou?

—É. Você Cassandra não é apenas meio bruxa, meio kriptoniana possui o melhor de ambos. Aqui feliz aniversário.

—Que lindo.

—Está na minha família a gerações sem fim. É um talismã da primeira bruxa Lang e vai proteger você de todo e qualquer mal.

O colar era lindo.

—Agora você pode finalmente sair para o mundo exterior. Você foi iniciada, sabe se defender e está pronta para qualquer tipo de encrenca.

Amanhã vou á escola pela primeira vez. Vou conhecer gente da minha idade, vou fazer amigos e quem sabe arrumar um namorado.

—Mãe?

—Sim?

—Porque eu consigo pensar mais rápido que os outros?

—Porque usa cem por cento de sua capacidade cerebral. Por isso as matérias de exatas e todas as outras vão ser moleza, você pensa mais rápido do que um super computador. Agora, é hora de dormir porque amanhã vamos acordar cedinho.

—Mal posso esperar. Mundo ai vou eu!

—Esse é o espírito. Agora, cama. Boa noite minha filha.

—Boa noite mamãe.

—Boa noite querida.

—Boa noite papai.