- O quê você vai fazer Rayla?

- Alice, eu preciso sair deste castigo!!! — Respondeu Rayla.

- Rayla, não podemos sair daqui, a porta está trancada. E se não tivesse, Frau Dellê e Frau Tiffan estão cuidando para ninguém entrar ou sair sem Frau Eller mandar. Além do mais, amanhã elas vão deixar nós sairmos daqui não é?

- Bom, neste ponto você tem razão. — Rayla deixa escapar uma lágrima.

- O quê foi? — Pergunta Alice vendo que a amiga não estava bem.

- Cansaço, e também um pouco de saudade de casa...

- Falar nisso, você nunca contou sobre sua família Rayla.

- Nem você não é Alice???

- Que tal dizermos algo sobre nós?

- Combinado, eu começo. — Diz Rayla, e depois de um longo suspiro continua: — Minha mãe era uma cantora em uma boate, ela era uma mulher muito bonita e o dono da boate, meu pai, acabou casando com ela. Quando minha mãe se casou, começaram as brigas e então meu pai matou a minha genitora e depois de julgado foi preso, e eu fui morar com a minha tia Danna Halled, uma mulher rica e viúva. Mas, Danna Halled é uma mulher de sangue frio e me mandou para este internato aos meus 8 anos.

- Meu Deus! Rayla você está aqui a 6 anos?

- É, infelizmente é verdade...

- A minha história é diferente — Começa Alice suspirando profundamente — Minha mãe é uma atriz, a Dorah Dalling, e meu pai é o dono da Luxy. Então, pela falta de interesse e tempo, eles me deixaram aqui...

- Que pena, parece que todas as histórias daqui são tristes!

- Não fique assim Rayla, a nossa vida ainda vai melhorar! Você vai ver. — Aconselha Alice que não sabia o que estava para acontecer...

---------- No dia seguinte... ---------

- Rayla Halled e Alice Luxy, espero que tenham aprendido a lição e nunca mais comam os doces benificientes!

- Benificientes a eles mesmos... — Cochicha Rayla para Alice

- O quê você disse Srta. Halled?

- Não foi nada Frau Diller.

- Então vão logo se não eu tranco as duas novamente!!!

Alguns segundos depois as duas já estavam chegando a dormitório n° 45 quando Rayla diz para Alice:

- Precisamos sair daqui! Isto nos sufoco, a repressão está me deixando maluca!!!!

- Calma Rayla, a gente vai conseguir sair daqui... Não sei quando mais vamos.

- Se pelo menos nos escutassem...

- Mas não nos escutam amiga.

- O pior é isto, \"eles\" acham que nós mentimos!

- Mas nós não estamos mentindo, pelo contrário estamos dizendo a pura verdade.

- Aqui eles nos torturam!

- Calma Rayla, vamos nos acalmar, nós vamos conseguir...

- Vamos conseguir, e tudo vai ficar bem! — Continuou Rayla — Mas, seria mais fácil se fossemos as queridinhas Inna, Isís e Talitte.

------- No quarto -------

- Rayla, Alice! E aí, como foi? — Perguntou Julie, uma garota ruiva e muito sardenta.

- Nem precisa perguntar não é Juh? — Ironizou Alice.

- Calma Rayla! Ela nunca foi lá...!

- Mas, acho que hoje eu vou. — Murmurou Juh cabisbaixa.

- Por que? — Perguntou Alice curiosa. — O que você fez Juh?

- Derrubei metade do café da manhã no chão e saí correndo. — Choramingou a garota.

- Calma Julie, agora pouco a gente estava dizendo que nós iriamos mudar tudo isto!

- Como Rayla? Como? Nós somos simples estudantes! Deviamos nos colocar em nosso próprio lugar. — Falou Julie.

- É Alice, nisto Julie tem razão, somos simples estudantes e devemos nos colocar em nosso lugar. — Disse Rayla.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.