O ódio de amar
7 Acordando a paz
Notas iniciais
A manhã seguinte foi agitada dentro da mansão dos Malfoy. Draco fora obrigado pela mãe a acordar ás 6 da manhã para se preparar para a viagem. Levantou bufando e soltando palavriados grotescas. Detestava acordar cedo.
Luna até estaria animada para ir á Angra se não estivesse na compainha daquela doninha irritante. Passara vários minutos da madrugada pensando em um beijo que nunca deveria ter acontecido e seu humor naquela manhã estava de olá para cale e a boca e vai se ferrar.
Narcisa, por outro lado, parecia ter visto cinquenta tipos de passarinhos verdes diferente naquele sábado. Lúcio preparava as bagagens da mulher na garagem enquanto a mesma apressava o filho e a "sobrinha" para saírem.
– Andem logo vocês dois! — Pedia novamente Narcisa, com as mãos na cintura olhando escada á cima.
– Ótimo! — A voz dos dois loiros ecoaram pelo corredor em uníssono e irritação.
– Ah, você.. — Luna disse com displicência. Tinha uma mochila nas costas, os cabelos estavam solto ao natural e vestia um shot jeans branco acompanhado de uma regata azul colada dando forma aos seios que ela considerava devidamente fartos. É claro que Draco teve de analisá-la antes de começar a provocar.
– O príncipe dos seus sonhos? Sim amorsinho. — Debochou ele, quando encontrou o olhar de Luna. A loira revirou os olhos, suspirou tomando coragem para sair da casa, entrar em um carro e passar um mês mais do que trancafiada com a doninha.
Passou pelo loiro, fingindo notar sua existência. Draco examinou-a por trás e sorriu com maldade. Podia ser insuportável, mas que era gata era. Seguiu-a e, levando sermão de Narcisa por causa da demora, saíram de casa e foram para a garagem.
Logo tomaram partido para a viagem.
Com muita implicância dentro do automóvel e muito trânsito que pegaram pela estrada, conseguiram chegar.
Era um dos lugares mais lindos daquele país, sem dúvida.
A casa de praia onde iam se hospedar era incrível, assim Luna podia dizer. Era de frente para o mar, branca, grande e acolhedora. Os móveis eram de mogno, a textura das paredes eram em grafiato e as cerâmicas do chão emolduradas com ondas leves do mar.
– É perfeito! — Narcisa olhava cada canto da casa com ansiedade. — Vai ser a melhor férias que já tivemos!
– Com certeza. — Debochou Draco jogando a mochila das costas no sofá.
– E teremos Luna! — Comentou a mulher olhando Luna, sorridente. A loira forçou um sorriso, estava sem ânimo e irritada com as provocações de Draco durante toda a viagem de carro.
– Narcisa, pode me ajudar? — Pediu Lúcio carregando duas malas pesadas da mulher casa a dentro. Draco abafou o riso. Em questão de exagero, Narcisa conseguia ganhar de qualquer pessoa.
– Não seja fraco Lúcio. — Implicou a mulher, indo até o marido e pegando uma mala. Caminharam cômodos a dentro com as bagagens e deixaram Luna e Draco para trás, Narcisa antes avisando que eles já podiam escolher os seus quartos.
O silêncio pairou naquele lugar que parecia ser a sala. Como sempre acontecia quando não estavam brigando, ficaram apenas encarando qualquer coisa dentro daquela casa a não ser um ao outro, enquanto Draco assobiava e Luna prestava atenção nas cerâmicas decoradas.
– São lindas. — A loira falou para si mesmo. Draco agora olhou-a em sua conversa sozinha. — Azul é uma cor linda.
Ela gosta de azul. Pelo menos descobriu algo da garota que não fosse a vontade intensa que ela tinha de se livrar dele.
– Dá pra parar de falar sozinha, sua lunática? — Pediu Draco fingindo encômodo.
– Escuta Draco, eu to cansada. — Luna bufou, parando de fitar o chão e olhando o loiro. — Por favor, finge que eu não existo que eu estou fazendo o mesmo, pode ser? — E deixando de encará-lo antes de uma resposta, a loira saiu com a mochila nas costas corredores a dentro procurando um lugar para ficar. E que fosse bem longe do quarto dele.
A tarde já caía, o sol estava estrondante e Narcisa pegava uma cor á beira da vista de mar maravilhosa que aquele lugar proporcionava. Lúcio andava em uma lancha que tinham reservado e Luna se recusava a sair de dentro do quarto que escolhera. Era grande, confortável e amplo, ótimo para alguém que não estava a fim de brigas com doninhas albinas.
Era óbvio que aquelas brigas com Draco lhe cansavam, não sabiam fazer outra coisa. Ás vezes, até Ginny tinha razão. Era insuportável pegar Draco e Luna juntos, pois não teria assunto, só briga e mais briga.
– Preciso respirar. — A loira falou, bufando, deitada de barriga para cima sobre a cama de solteiro. — Mas não quero encontrar aquele ser. — Continuou a conversa com si mesma, quase angustiada. — Meu Deus, eu poderia estar pegando o Nev agora. — Comentou, lembrando-se de quando beijou aquele pedaço de mal caminho pela primeira vez. — Ou só conversando. — Relembrou que eram apenas amigos. — Ou então aprontando com Ginny. — Veio á mente de Luna a época em que a loira passou as férias de fim de ano com a ruivinha, dois anos atrás. — Eu só não podia estar aqui nesse lugar com Malfoy. Eu odeio ele. Por que essa peste não some, por quê?
A cabeça de Draco doía. Fazia umas meia hora que o loiro não parava de lembrar daquele beijo infeliz — ou talvez não — e era como se sua mente já não conseguisse mais pensar. Os latejos dentro de si o fizeram lembrar de Luna, mais uma vez. Irritante desde pequena. Linda também.
Olha, eu não queria ter conhecido aquela garota. A mente de Draco esclareceu por si só. As pessoas acham que ela é adorável e amigável, mas é uma idiota. Chata, insuportável, mimada. Draco bufou com aqueles pensamentos. Mas antes fosse uma chata feia, né? Droga, acho que ela faz isso de propósito. Acho que ela anda daquele jeito de propósito, sorri daquele jeito de propósito. Me olha.. Ah qual é, Draco! O loiro se despertou daqueles pensamentos com uma nova fisgada na cabeça. Se lembrou de Astoria. Devia estar furiosa, pois nem ligar para o loiro não ligara. Graças a Deus por isso. Draco nunca gostou dela, já até pôde se atrair. Mas depois de tanto tempo, enjoou. Ele nunca fora de ficar com uma só por muito tempo, se isso acontecesse, ou estava sendo obrigado sobre pena de tortura ou estava sem conseguir se livrar. A segunda opção servia para Greengrass.
Não iria passar aquelas férias inteiras se lembrando da enjoada e menos ainda da insuportável. Talvez tivesse alguma garota por aí.
Se levantou do sofá com esses últimos pensamentos incentivadores na cabeça e decidiu ir para fora da casa. Maravilha. Na metade do caminho se lembrou de que não havia irritado Luna nas últimas horas. Sozinhos dentro da casa. Oportunidade perfeita.
Irritar Luna com ela vestida decentemente era uma coisa. Agora, encontrar a garota de frente ao espelho com o corpo apenas coberto por um biquíne vermelho já era demais. Demais pra sua cabeça que ainda latejava, por causa dela.
– Priminha! — O loiro se fez de indiferente quando adentrou o cômodo, mas sua voz maliciosa foi quase impossível de não notar.
– Draco, seu filho da puta! — A loira se virou bruscamente para encontrar com os olhos acizentados do garoto. Não estava envergonhada, estava furiosa por ele ter assustado-a.
– Opa.. — O loiro examinou-a com atenção. Seu corpo bem traçado, suas coxas chamativas, sua silhueta desenhada, e seios seios fartos. — Tá bem, hein?
– Sai, idiota. — A loira mandou enquanto mostrava-lhe o dedo do meio. Draco riu com sarcasmo.
– O sol tá lindo lá fora. — Fez uma voz inocente e sonhadora. — Quê acha de irmos aproveitar? — O loiro colocou malícia na última palavra. Luna rolou os olhos.
– Prefiro ir depois que você se trancar no banheiro e não sair por umas duas horas. — Ela avisou, antes de voltar a se olhar no espelho.
– Sério? — Draco adentrou o quarto, e fechou a porta. Luna pôde ver a cena pelo espelho. Enfiou as mãos nos cabelos e respirou fundo, tentando manter a paciência.
– Qual é a parte do "você finge que eu não existo" que você não entendeu? — Perguntou se virando para o loiro. O mesmo tinha as mãos nos bolsos e a expressão em seu rosto era a mesma que Luna tinha o visto fazer quando encontrou-a na boate depois do acidente. — Que foi? — A loira indagou, prendendo a respiração. Draco parecia um ser humano inocente quando a olhava daquele jeito.
– Pode me emprestar seu celular? — Pediu ele, depois de alguns segundos de silêncio intenso.
– Quê? — Luna ergueu as sobrancelhas.
– É surda? — Draco questionou tirando as mãos dos bolsos. Luna soltou a respiração e rolou os olhos, no fim era só o Draco idiota que ela sempre conhecera.
– Pra quê você quer meu celular? Você não tem o seu? — Perguntou a loira, cruzando os braços, fazendo o busto se avolumar ainda mais. Aquilo era música perigosa pros olhos de Draco.
– Preciso ligar pra Astoria e estou sem crédito. — Respondeu o loiro, sorrindo com sarcasmo. Luna respirou fundo, tentando não perder o pouco de paciência que lhe restava.
– Vai chamar ela pra vir pra cá também? — Indagou, sem sair do lugar, com os braços firmemente cruzados.
– A ideia seria boa. — Draco supôs, sorrindo. — Se eu já não tivesse enjoado dela.
– Que ótimo. — A voz de Luna foi sarcástica. — Quem será que vai ser a próxima?
– Estou escolhendo ainda. — Revidou o loiro, olhando-a nos olhos. Luna, por um segundo, se deixou perder naquele olhar. Só por um segundo. Descuzou os braços e foi até em cima da cebeçeira da cama, pegando seu celular e levando-o até Draco. O loiro fez menção de pegar, mas Luna recuou a mão antes que ele pudesse. O olhou nos olhos de novo.
– Então pra que quer ligar pra Astoria? — Perguntou diretamente, encarando-o.
– Não é da sua conta, priminha. — Respondeu Draco, ríspiro mas irônico. A loira pareceu pensar se realmente o loiro merecia que ela emprestasse. Chegou a conclusão de que não, mas entregou o aparelho nas mãos dele.
– Faça bom aproveito, Malfoy. — Disse com sarcasmo, antes de passar pelo loiro e ir para fora do quarto. Não sem antes esbarrar propositalvemente nele, é claro.
– Isso foi ciúmes que eu sei! — Debochou Draco entre um sorriso quando ouvir a porta atrás de si abrir e fechar. Ouvindo o último barulho da massaneta, pegou o celular e visualizou a foto de papel de parede.
Eram Luna e Ginny, as duas sorriam de forma hipnotizante. Estavam em um cômodo que Draco reconheceu ser a sala do apartamento da ruiva, e pareciam terem acabado de se descabelarem jogando video-game ou dançando músicas animadas sem ritmo, decifrou ele. Era incrível como só o rosto da loira tinha a atenção de Draco. Ginny era um furacão e não era nada perto de Luna para ele. Luna era excepcionalmente incomum.
Jogou o telefone sobre a cama da loira ao sair de seus devaneios quase delirantes, e se retirou do quarto, apressado, rumo á bela vista do mar de Angra dos Reis.
– Luna! — Narcisa saudou a loira quando a mesma se deitou ao lado da considerada tia em uma das cadeiras. — Que bom que saiu do quarto. Não entendo como consegue ficar lá dentro com esse mar lindo aqui fora.
– É que eu tava com um pouco de dor de cabeça, só isso Cissa. — Explicou a loira em uma mentira elaborada rapidamente.
– Melhorou? — Narcisa tirou os óculos de sol para olhar Luna ao seu lado. A loira acenou positivamente. — E Draco, você sabe dele?
– Não. — Respondeu monossilábica, pensando na doninha ao telefone com Astoria vaca Greengrass.
– Que pena. Ele podia vir aproveitar também. — Lamentou Narcisa, recolocando o óculos e virando o corpo para baixo, logo sentindo as costas esquentarem.
– É, com certeza. — A voz sarcastica de Luna foi imperceptível para Cissa.
Se já estava ali, por que não aproveitar? Se ficaria quase um mês naquela paisagem deslumbrante, por que não tentar se divertir em vez de ter dores de cabeça por motivos desnecessários?
Com esse pensamento, e olhando o senhor Malfoy longe da vista passeando na lancha, Luna respirou fundo e se levantau da cadeira. Se esticou e olhou em volta.
Apreciou um pouco a vista. Era um lugar lindo de se ver. Caminhou um pouco sobre a areia. Fez uma trilha com os pés sentindo o calor quase — só quase- insuportável no chão. Seus cabelos batiam contra suas costas e seu corpo recebia a brisa leve que o mar exalava, e o vento calmo amenizando a temperatura ambiente.
Resolveu esvair qualquer pensamento inapropriado para aquele momento. Alí, ela podia sentir a vida. O calor acordava seu corpo, as gotículas de água refrescando seus pés lhe amenizavam, o vento varrendo seus cabelos despertavam-a. Pensou nos pais.
Sua mãe adoraria aquele lugar, tinha certeza. Seu pai, apesar de tão ocupado e quase sempre ausente, também se daria bem com as lanchas e com o mar. Adoravam água, adoravam azul.
Pensou em Neville. Seu amigo de todas as horas, sem excessão. Aquela criatura idiota com certeza aproveitaria cada segundo em Angra. Apesar de tanto tempo, de ter já os 19 anos nas costas, de estar mais bonito do que Luna jamais imaginara vê-lo, Nev ainda era atrapalhado e bobo. Essa era das qualidades que a loira mais admiriva no amigo. Ele nunca mudaria, sempre seria bobinho daquele jeito. Sempre seria doido como ela.
Ginny também veio em sua memória. A ruivinha com certeza estaria no paraíso se tivesse ali. Luna nem tivera tempo de avisá-la de qualquer coisa. Precisava telefonar, qualquer hora. Quem sabe ela não desse um jeito de vir salvar as férias de Luna?
E então, percebeu seus pensamentos chegarem nele. Tentou desviar, deixou o vento preenchê-la mais, mas o gosto do beijo dele impregnou em sua mente. Sentiu falta, sentiu vontade. Poderia se acostumar com aquilo, gostaria daquilo pra sempre, se não fosse obviamente vindo dele. Idiota. Estaria agora dando um fora em Astoria ou talvez tivesse pensado melhor e decidira aproveitar mais um pouco? Ou quem sabe, já estaria planejando a próxima vítima para cair em seu bico?
O estômago de Luna revirou ao imaginar Draco levando Hermione Granger para dentro da mansão dos Malfoy. Já era insuportável demais aturar ele com Astoria, não gostava nem de pensar em uma segunda vaca atormentando sua vida.
Respirou fundo, novamente espantou pensamentos ruins para longe.
Olhou em volta, o mar estava calmo a não ser pela lancha que vagava hora cá hora lá. Acho que tio Lúcio não cansa, pensou.
Todo o percurso que fez nada mais tinha que praia, areia e mar. Não viu nenhuma casa por perto, achou que aquela casa beira mar era exclusiva para os Malfoy, por serem os Malfoy. Tá aí uma coisa boa de se conhecer aquela família. Tinha que ter uma, pelo menos.
Quase gritou de raiva quando sentiu um cutucão na cintura e percebeu ser a doninha que tanto odiava tirando sua paz.
– Merda, Draco! — Ralhou sem paciência, o loiro logo indo caminhar ao lado a garota.
– Eu sei, demorei muito, você já estava sentindo minha falta. — Gabou ele, notando a cena do "Luna e sua mania de revirar os olhos".
– Por que você não me deixa em paz, hein? — Perguntou entre um suspiro cansado, agora olhando Draco por cima do ombro. Foi impossível não notar que agora o garoto estava apenas de bermuda, seu peitoral definido com a experiência dos anos estava á mostra. O vento bagunçava ambos os cabelos loiros agora.
– Sabe o que Astoria me disse? — Indagou ele, ignorando a pergunta da loira. Luna voltou a fitar a trilha de areia á sua frente.
– Não estou interessada, obrigada. — Desdenhou ela, sem olhá-lo.
– Ela disse que eu só estou "terminando" com ela por causa de você. — O loiro colocou aspas na palavra e atraiu a atenção de Luna, que parou de andar.
– De mim? — A voz irônica ecoou. — Não me faça rir.
– Ela acha que estou atraído por você, por isso cansei dela. — Explicou ele, em sua mentira a fim de um pouco de atenção dela.
– Além de vaca e puta, é ridícula também? — Luna retrucou, rolando os olhos e cruzando os braços.
– Ela até poderia não estar mentindo.. — Draco começou, tendo total atenção da loira no mesmo momento. Os olhos azuis acizentados que brilhavam fora do comum encararam os azuis oceânicos, que estavam mais vibrantes que o normal. — se você não fosse você, claro.
– É claro. — A loira sorriu em deboche. — E lógico, mesmo que eu não fosse eu, essa atração seria mesmo só da sua parte.
– É mesmo? — Draco deu um passo para a frente, seus cabelos agora cobriam sua testa. Luna estremeceu só com aquela proximidade. Pelo amor de Deus Luna!,se repreendeu internamente.
– Olha Draco, que tal você me deixar em paz hein? — Pediu ela com irritação. — Tem tantas coisas pra você fazer aqui..
– É mais divertido te irritar. — Contrapôs ele, implicando.
– Ah então vai se fuder. — A loira se irritou, descruzou os braços e lançou o dedo do meio para Draco, que sorriu. Nada de sorriso irônico, nada de sorriso malicioso. Apenas seu melhor sorriso.
– Sabe, você até que é divertida. — Ele elogiou, e Luna baixou o dedo fazendo uma careta e contraindo as sobrancelhas.
– Qual é, você é bipolar? Na mesma hora que diz que eu sou insuportável, já diz que sou divertida.. — Luna falou, um tanto confusa, mas sem deixar o tom irritado morrer.
– Não disse que você é insuportável. — Revidou Draco, dando mais um passo para trás. O som das ondas formadas pelo mar contemplavam o ambiente ao ar livre.
– Você diz isso todo o tempo Draco. — Luna coçou a cabeça, rolando os olhos mais uma vez.
– Não acha que precisamos dar uma trégua? — Indagou o loiro encarando-a. Luna quase arregalou os olhos, mas apenas arqueou as sobrancelhas e olhou-o desentendida.
– O quê? — Perguntou, incrédula.
– Podíamos viver civilizadamente durantes essas férias, sabe.. — Sugeriu o loiro, levando uma mão até uma mexa loira dos cabelos dela e fazendo menção de colocá-la atrás da orelha, mas Luna foi mais rápido e afastou a mão dele. Quem ele pensa que é pra ter intimidades?
– Você tá falando sério? — Ela foi irônica, mas ainda estava incrédula. Seus cachos loiros dançou em suas costas no momento em que uma brisa forte do mar voou sobre eles.
– Podíamos tentar.. Não vai querer viver nesse paraíso por um mês só com brigas né? — Ele indagou, parecendo ler os pensamentos de minutos atrás dela. Luna arqueou ainda mais as sobrancelhas.
– Você fica no seu canto e eu no meu. — Ela propôs. — Nada de brigas. Pelo menos até voltarmos pra sua casa. Certo? — Estendeu a mão para Draco, que fitou os olhos azuis da loira por mais alguns instantes antes de selar o acordo, apertando a mão dela.
Seus corpos estremeceram no mesmo instante do contato.
Fora uma sensação diferente. Quem sabe de paz.
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