O álibi

2 Noite anterior


–13 e Foreman.

Os dois estavam na casa dela, saíram juntos do trabalho e a discussão que começara no carro ainda não terminara. “Não é justo que os pais decidam quem a filha pode namorar, estamos no século XXI”, “O que não é certo é que a gente se intrometa nisso” Ele tentou beijá- la mas ela evitou. “Eu queria ter autorizado a entrada do menino, mostramos que a doença não era culpa dele”, “Cada um vê o que quer, e se aproveitaram disso como desculpa” Foreman completou. “E você ainda fica do lado deles! Devíamos ter agido” “Não me importo, o que me importa é estar com você agora” Mas ela o evitou de novo. “E nossos filhos o que você vai fazer?” Foreman desistiu daquela discussão, deitou na cama ao lado da mulher e adormeceu.


–Chase


Chase olhava o álbum de foto do casamento, não entendia porque ela fora embora, parecia tudo certo. E quando ele começou a se adaptar a nova vida de solteiro, vêm um caso médico de Romeu e Julieta. Quase autorizou o garoto a entrar, era seu sentimento reprimido de querer que ninguém sofresse como ele. Bebida, era isso que ele precisava.


– Cameron e House

Dado o diagnóstico House chamou Cameron e foram embora na moto dele, o corpo dela colado o deixava sem reação, ou melhor, deixava o com uma única reação, nada apropriada para o momento, o cheiro dos cabelos tão próximos o inebriavam, ele se esforçava muito para conseguir dirigir ou pararia a moto ali mesmo e dane se quem quisesse assistir a um show particular. Ela, até estava tendo alguns pensamentos, a história dela rumava pra capítulos muito felizes e realmente queria que a paciente de hoje pudesse ter o mesmo fim, mas quando ele envolveu os braços dela na cintura dele como já fizera antes, seus pensamentos se esvaíram, só queria sentir aquele toque.

Desde a ameaça dela de deixar o hospital os dois passaram a se entender, na verdade, um dia se entendiam e no outro brigavam, ele não era bom pra ela, ela queria curá-lo e com o tempo as desculpas se esgotaram. Agora estavam num caminho sem volta abrindo a porta do apartamento dela com o desejo em alta. O sofá estava convidativo e ele a colocou lá, envolvidos num beijo em que respirar virara ação secundária, a língua dele dançava com a dela, comandava, exigia. Ele não foi muito cuidadoso e espalhou marcas pelo corpo dela, quase que como marcando território. Uma no braço ficaria especialmente roxa e Cam o advertiu, mas teve sua boca tomada pela dele novamente e sentiu as mãos dele estimulando a, já não conseguia formar uma linha de raciocínio, também já não ligava pra isso. Estava entregue naqueles braços.


–Wilson e Clara

Os dois estavam tentando manter um relacionamento fora das vistas de House. Já que Wilson teria que ouvir muito sobre isso se o amigo descobrisse. Naquela noite em especial ele acompanharia um paciente e acabou aumentando seu turno. Quando a enfermeira da noite passou ele indicou onde poderiam se encontrar. Ela alegou que estava responsável por manter uma visita afastada, mas ele não a deixou pensar roubando um beijo ali mesmo. Nenhum dos dois viu, quando um jovem Romeu passou pelas sombras em busca do seu final feliz.



FIM

Notas finais
Desculpem a formatação, eu não havia visto.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!